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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mulheres podem ser “acólitas”?

Acólito é um membro da Igreja Católica instituído para auxiliar o diácono e o sacerdote nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da missa.

Assim, o acolitato é um ministério e possui rito próprio no Cerimonial dos Bispos.

Todavia, é importante diferenciar os tipos de acólitos:

a) Acólitos instituídos: São os acólitos que recebem esse serviço como ministério, de acordo com as normas da Igreja. O Cerimonial dos Bispos traz rito próprio para a instituição deste ministério e ressalta que: "pode ser conferido a fiéis leigos, homens, não se considerando reservado unicamente aos candidatos ao sacramento da Ordem" (cf. Carta Apostólica Ministeria Quædam) . Ou seja, acólitos instituídos são SOMENTE HOMENS que estejam ou não preparando-se para o sacerdócio.

b) Acólitos não instituídos: São os coroinhas ou qualquer pessoa que exerça a função própria de um acólito, que é auxiliar o padre ou diácono na Santa Missa. Na falta de acólitos instituídos, é totalmente lícita a atuação destes “acólitos não-instituídos”. Para essa função, podem-se admitir homens ou mulheres, pois não se trata de um ministério, mas somente de um auxílio. No entanto, a Igreja recomenda vivamente que se dê preferência aos meninos/homens para esse trabalho.

E por que a Igreja recomenda vivamente que se dê preferência aos homens?

É preciso compreender que o ministério do acolitato está intimamente ligado com o Sacramento da Ordem (Sacerdócio ou Diaconato).

Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu apenas homens para o Sacramento da Ordem. É preciso desmontar o Mito de que “a Igreja pode vir a ordenar mulheres". Ora, o saudoso Papa João Paulo II definiu que a Santa Igreja não tem a faculdade de ordenar mulheres, quando em 1994, publicou a Carta Apostólica "Ordinatio Sacerdotalis", que afirma explicitamente:

"Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja."

Trata-se de machismo? Preconceito? Desvalorização da mulher? De forma alguma!

O Catecismo da Igreja Católica (n. 369) afirma: “Homem e mulher são criados em idêntica dignidade, à imagem de Deus”. Porém, tendo a mesma dignidade, homem e mulher tem diferenças de funções.

A Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos se pronunciou oficialmente sobre meninas/mulheres como auxiliares na Santa Missa, em uma carta datada de 15 de março de 1994 (Protocolo 2482/93). Em resumo, o documento:

- Não se opõe a que as meninas sirvam como coroinhas ou “acólitas”, se para isso houver justas razões pastorais e se isso for feito com autorização dos Bispos locais.

- Afirma que “sempre será muito oportuno seguir a nobre tradição do serviço ao altar pelos meninos”, e relaciona isso à questão vocacional: “Isto, como se sabe, permitiu inclusive um consolador desenvolvimento das vocações sacerdotais. Portanto, sempre existirá a obrigação de continuar a sustentar tais grupos de coroinhas.”

- Afirma que nenhum Bispo tem a obrigação de autorizar coroinhas meninas em sua diocese – “a autorização dada a este propósito por alguns Bispos não pode minimamente ser invocada como obrigatória para os outros Bispos.”

Pode-se concluir e pensar ainda:

1. Todo aquele que atua no ministério acólito, e for homem ou menino, em tese pode vir a receber o Sacramento da Ordem, no Diaconato (mesmo Diaconato Permanente) ou mesmo do Sacerdócio (salvo algum impedimento específico); isso já é motivo razoável para que se dê prioridade aos varões nesse serviço.

2. É preciso colocar na balança que, indiretamente, meninas ou mulheres atuarem como coroinhas ou “acolitas” tem o forte perigo de ser uma propaganda do mito do “sacerdócio feminino”: “Ah, que bonitinhas, poderiam ser padres”...”olha, a Igreja já permite que as meninas e mulheres sejam coroinhas, daqui a pouco pode permitir que sejam padres...” ou ainda, as próprias meninas (principalmente se forem mal orientadas) crescerem com o desejo de serem “sacerdotizas”.

Respondendo à pergunta inicial: NÃO. As mulheres não podem ser “acólitas” instituídas. Porém podem atuar nessa função na falta de um acólito instituído. No entanto, a Igreja recomenda que se dê prioridade aos homens para essa função, ainda que não sejam instituídos.

(Parte deste texto foi extraída do Blog Salvem a Liturgia)

FONTE ELETRÔNICA;
 

3 comentários:

  1. Na minha Paróquia há várias meninas coroinhas, porque são elas a mais disponíveis para servir à Igreja. Tenho um filho coroinha que tem aprendido muito com uma menina coroinha mais experiente, muito comprometida e eficaz. Parem com esse machismo dentro da Igreja, gente. Vamos valorizar o trabalho da mulher.

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  2. Não é questão de machismo a mulher tem sua importância sim na igreja se você ler o velho testamento e o novo verá que DEUS valorizou e muito a mulher e a igreja hoje está procurando absorver isto ,vale lembrar que na minha paroquia Nossa Senhora Imaculada Conceição tem coroinhas meninas e varias pastas e pastorais são assumidas por elas, afinal de contas mulher sabia edifica o seu lar.

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  3. É machismo sim, e muito descarado e cruel, sabem que precisam de mulheres no serviço da Igreja, imagine sua paróquia se todas as mulheres deixarem suas funções? Já imaginou, então, deixe esse machismo de lado e reconheça, que sem elas não dá para fazer, e cada dia vai ser pior, porque homem hoje não quer nada com nada.

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