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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O inferno? Quase ninguém mais acredita nele!

Por D. Estêvão Bettencourt

A razão por que muitos em nossos tempos não acreditam no inferno, é que nunca tiveram explicação exata do que ele significa: é frequente conceber-se o inferno como castigo que Deus inflige de maneira mais ou menos arbitrária, como se desejasse impor-se vingativamente como Soberano Senhor; o réprobo seria atormentado maldosamente por demônios de chifres horrendos, em meio a um incêndio de chamas, etc. — Não admira que muitos julguem tais concepções inventadas apenas para incutir medo ; não seriam compatíveis com a noção de um Deus Bom.

Na verdade, o inferno não é mais do que a consequência lógica de um ato que o homem realiza de maneira consciente e deliberada aqui na terra; é o indivíduo quem se coloca no inferno (este vem a ser primàriamente um estado de alma; vão seria preocupar-se com a sua topografia) ; não é Deus quem, por efeito de um decreto arbitrário, para lá manda a criatura, É o que passamos a ver.

Admitamos que um homem nesta vida conceba ódio a Deus (ou ao Bem que ele julgue ser o Fim último, Deus) e O ofenda em matéria grave, empenhando toda a sua personalidade (pleno conhecimento de causa e liberdade de arbítrio); essa criatura se coloca num estado de habitual aversão ao Senhor. Caso morra nessas condições, sem retratar, nem mesmo no seu íntimo, o ódio ao Sumo Bem, que sorte lhe há de tocar ?

A morte confirmará definitivamente nessa alma o ódio de Deus, pois a separará do corpo, que é o instrumento mediante o qual ela, segundo a sua natureza, concebe ou muda suas disposições. Depois da morte, tal criatura de modo nenhum poderá desejar permanecer na presença de Deus; antes espontaneamente pedirá afastar-se d'Ele. Não será necessário que, para isto, .o Juiz supremo pronuncie alguma sentença; o Senhor apenas reconhecerá, da sua parte, a opção tomada pela criatura ; Ele a fez livre e respeitará esta dignidade, em hipótese nenhuma forçando ou mutilando o seu alvitre.

Eis, porém, que desejar afastar-se de Deus e permanecer de fato afastada, vem a ser, para a alma humana, o mais cruciante dos tormentos. Com efeito, toda criatura é essencialmente dependente do Criador, do qual reflete uma imagem ou semelhança ; por conseguinte, ela tende por sua própria essência a se conformar ao seu Exemplar (é a natureza quem o pede, antecedentemente a qualquer opção da vontade livre); caso o homem siga esta propensão, ele obtém a sua perfeição e felicidade. Dado, porém, que se recuse, a fim de servir a si mesmo, não pode deixar de experimentar os protestos espontâneos e veementíssimos da natureza violentada. A existência humana torna-se então dilacerada : o pecador sente, até nas mais recônditas profundezas do seu ser, o brado para Deus ; esse brado, porém, ele o sufocou e sufoca, para aderir a um fim inadequado, fim que, em absoluto, ele não quer largar apesar do terrível tormento que a sua atitude lhe causa. — Na vida presente, a dor que o ódio ao Sumo Bem acarreta, pode ser temperada pela conversão a bens aparentes, mas precários..., pela auto-ilusão ; na vida futura, porém, não haverá possibilidade de engano!

É nisto que consiste primariamente o inferno. Vê-se que se trata de uma pena infligida pela ordem mesma das coisas, não de uma punição especialmente escolhida , entre muitas outras por um Deus que se quisesse “vingar” da criatura. Em última análise, dir-se-á que no inferno só há indivíduos que nele querem permanecer. — A este tormento espiritual se acrescenta no inferno uma pena física, geralmente designada pelo nome de fogo; certamente não se trata de fogo material, como o da terra, mas de um sofrimento que as demais criaturas acarretam para o réprobo, e acarretam muito naturalmente. Sim; quem se incompatibiliza com o Criador não pode deixar de se incompatibilizar com as criaturas, mesmo com as que igualmente se afastaram de Deus (o pecador é essencialmente egocêntrico), de sorte que os outros seres criados postos na presença do réprobo vêm a constituir para este uma autêntica tortura (não se poderia, porém, precisar em que consiste tal tormento).

Por último, entende-se que o inferno não tenha fim ; há de ser tão duradouro quanto a alma humana, a qual por sua natureza é imortal; Deus não lhe retira a existência que lhe deu e que, em si considerada, é grande perfeição. Embora infeliz, o réprobo não destoa no conjunto da criação, pois por sua dor mesma ele proclama que Deus é a Suma Perfeição, da qual ele se alheou (é preciso, nos lembremos bem de que Deus, e não o homem, é o centro do mundo).

Não se pense em nova “chance” ou reencarnação neste mundo. Esta, de certo modo, suporia que Deus não leva a sério as decisões que o homem toma, empenhando toda a sua personalidade; o Senhor não trata o homem como criança que não merece respeito. De resto, a reencarnação é explicitamente excluída por textos da Sagrada Escritura como os que se acham citados sob o no 8 deste fascículo.
Eis a autêntica noção do inferno, que às vezes é encoberta por descrições demasiado infantis e fantasistas.

Veja a propósito E. Bettencourt, A vida que começa com a morte (ed. AGIR) Cap. VI.

Fonte: Revista Pergunte e Responderemos. No. 03, Julho de 1957. Pág. 10-12.

FONTE ELETRÔNICA;


Evangélicos e Cristãos?

Neste mundo pós-modernos não sabemos quem é quem na verdade, vivemos em um mundo consumista, sensualista, secularista e individualista por isso não percebemos as diferenças. Mas o que eu quero falar aqui é sobre duas palavras que muitos ouvem e até professam, que são: Evangélicos e Cristãos. Então quem é os Evangélicos e Cristãos?

Evangélicos – Segundo o dicionário Mini Aurélio Escolar, evangélico que dizer pertencente a certos grupos religiosos não ligados ao protestantismo. Conclui-se então, são pessoas e/ou denominações de diversas religiões que auto intitulam “cristãs”, nos quais podem se enquadrar as seitas heréticas. Mas neste sistema mundano, são aquelas pessoas fã de alguma denominação, influenciadas por amizades, cantores e pregadores. Onde estão nestas denominações por puro emocionalismo barato, atrás de experiências secretas, se esquecendo da Palavra de Deus e de um culto racional. Os evangélicos aprenderam mais rapidamente a falar como crentes, do que a viver como santos. Entretanto, muitos celebram um falso sentimento de comunhão com Deus baseado principalmente nas emoções, arrepios e experiências humanas; frutos de uma imaginação fértil, apenas acham que Deus as ama. Neste sentido e seguimento, faz que se distancie mais de Deus do que se aproximarem dEle. Podemos chamar de uma arvore estéril. E infelizmente, vive em uma teologia desestruturada e voltada para o consumismo, materialismo, avareza que é idolatria.

Cristão – é o individuo que adere ao Cristianismo, uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinos do Senhor Jesus aquele que se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória. Este é o nosso fundamento o qual não pode ser mudado e nem acrescentado, porque Ele por si só é eficiente e eficaz. Aquele que se diz cristão deve andar como ele andou (1 João 2.6), tem que ser uma árvore frutífera que tenha que dá muitos frutos e o principal estar ligado na videira verdadeira. O cristão tem que negar a si mesmo e tomar a sua cruz e carregar, tomar do julgo de Jesus que é leve e suave, é aquele que entra na porta estreita e vive em um caminho estreito, é aquele que escuta e pratica as palavras do Senhor Jesus.

Resumindo, o evangélico vive em uma vida de “cristianismo” momentâneo, falho e desesperançoso. O cristão vive em uma vida de expectativa esperando em Deus e sua confiança está totalmente voltada para Deus e a cada dia obedecendo ao Criador e se portando como um eleito de Deus.

45 Características de um “crente” chato

01. Cante uma música ou conte um testemunho todos os domingos, sem exceção.

02. Repita sempre o mesmo testemunho ou pregação.

03. Se algum irmão não te cumprimentar com “A paz do Senhor”, pergunte se ele ainda é crente ou se está desviado.

04. Quando aparecer um visitante na igreja, arraste-o para aceitar a Jesus.

05. Solte um “Glória a Deus!” quando alguém estiver pedindo oração por algum problema.

06. Sempre cite versículos durante um diálogo para parecer que você é um profundo conhecedor da Bíblia.

07. Fale algaravias (aquelas palavras que se falam nas igrejas pentecostais, e que são chamadas por eles de línguas estranhas) durante o agradecimento da refeição.

08. Coloque um hino no som bem alto para seus vizinhos ouvirem, inclusive aqueles que moram à 3 quadras de distância.

09. Deixe o celular ligado no último volume durante o culto e, se alguém ligar, deixe o telefone tocar até você poder atender lá fora.

10. Insista até que as pessoas entrem no seu blog evangélico.

11. Sempre ore bem alto, não importa o lugar ou o horário.

12. Pregue berrando no meio do ponto de ônibus às 6 horas da tarde.

13. Sempre tenha um “sonho revelador” pra contar.

14. “Profetize” bênçãos para cada pastor que visitar a sua igreja.

15. Guarde algumas “profecias” na manga, nunca se sabe quando vai precisar.

16. Deixe bem clara a sua opinião de que tudo é pecado.

17. Chame atenção do irmão se ele não estiver de acordo com as regras da sua denominação, mesmo que ele não seja da sua denominação.

18. Quando um irmão faltar, ligue para ele e pergunte sobre a sua vida espiritual.

19. Diga que você vive da fé, mas sempre apareça para almoçar na casa dos irmãos.

20. Visite sem avisar e sem ser convidado.

21. Faça questão de parecer mais santo que os outros, e tome todo o cuidado para que ninguém descubra os seus pecados ocultos.

22. Sempre que tropeçar, justifique com a célebre frase “A carne é fraca”.

23. Repita sempre “Isso é do diabo” quando não concordar com algo.

24. Toda vez que ver um casal junto, faca piadinha que estão namorando.

25. Durante a oração, fique cantando, orando melodiosamente e de forma chorosa, mesmo que não esteja sentido emoção alguma. Isso fará você parecer uma pessoa espiritual.

26. Bata palmas fora de ritmo.

27. Não afine o violão para tocar.

28. Cante como o Pavarotti, mesmo sabendo que você é desafinado.

29. Quando sentar-se à mesa pra comer diga: “O da ponta paga a conta”.

30. Pule, salte, rodopie e fale bem alto durante a pregação inteira.

31. Sempre que tiver a oportunidade, compartilhe uma “fofoca santa”.

32. Só compre se for fiado e diga “Deus proverá”.

33. Antes do seu nome no Orkut coloque “Levita” ou “Cantor”.

34. Grave um CD e implore para que comprem.

35. Rejeite assistir filmes não evangélicos, mesmo que sejam bons filmes e que todos os outros queiram ver.

36. Termine um namoro dizendo que Deus mandou.

37. Sempre argumente e “prove” que somente a sua denominação é a certa.

38. Use somente camisetas com dizeres evangélicos, afinal, você precisa de alguma coisa para mostrar que é cristão. Senão, como as pessoas saberão?

39. Sempre que puder, intrometa-se na vida dos outros.

40. Acredite e defenda tudo o que ouve do seu pastor.

41. Justifique seus credos e pensamentos com: “Meu pastor disse que era assim”.

42. Evangelize repetitivamente os seus amigos que já são crentes.

43. Conte seus problemas e peça oração a todos com quem você conversar.

44. Paquere toda irmã nova que aparecer e diga que você é promessa de Deus para ela.

45. Ande sempre com a Bíblia debaixo do braço, mesmo que você não a leia. E se perceber que alguém está sem ela, pergunte onde está a dele.

Como podemos detectar uma forma de entretenimento maligna?

“Quando escrevia aos tessalonicenses, Paulo fez uma afirmação muito séria e categórica: “Abstende-vos de toda espécie de mal” (1Ts 5.22). Cheguei à conclusão, quando estou assistindo à televisão, para abster-me “de toda espécie do mal” preciso manter meu discernimento alerta e o controle remoto ao alcance. Aquilo que no começo parece um programa inofensivo pode se tornar uma “espécie de mal”. Como podemos detectar uma forma de entretenimento maligna?

As formas de entretenimento são malignas quando “promovem uma mensagem maligna” ou “utilizam métodos malignos”. Promover uma mensagem maligna é apresentar o pecado como algo atraente. Consideremos isso com detalhes, mas é importante notar aqui a natureza de um método maligno. Utilizar um método maligno é empregar o próprio pecado como fonte de entretenimento. Há muitos exemplos disso. Pense nos reality shows. É comum que o pecado da fofoca seja adicionado gratuitamente à mistura: separados do “jogo” ou da “trama”, os participantes são entrevistados por um câmera particular para caluniar os outros. A difamação é oferecida como uma iguaria a ser saboreada pelos expectadores. Essa prática pode parecer inofensiva, já que não nos relacionamos com essas pessoas na vida real. Porém, a realidade é que a calúnia está sendo usada como fonte de entretenimento. Aparentemente inofensivo, de acordo com os padrões culturais, é um método maligno que usa o pecado como forma de entretenimento.

Quando se torna evidente que aquilo que estamos assistindo promove uma mensagem maligna ou utiliza um método maligno, devemos ter uma atitude pró ativa e parar de assistir a esse programa ou filme. Agradar ao Senhor significa rejeitar o mal quando ninguém está nos vendo ou ninguém sabe. O salmista fala desse tipo de integridade:

“Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro. Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará! Longe estou dos perversos de coração; não quero envolver-me com o mal.” (Salmo 101.2-4)

Estes versículos facilmente se aplicam a assistir a programas e filmes com uma atitude pró ativa. O salmista descreve um temor do Senhor que o leva a não conhecer o mal e a não colocar coisa torpe diante dos seus olhos. O compromisso dele é andar em sua casa com integridade de coração. Isto é, ele obedece ao Senhor quando ninguém está vendo. Para honrarmos a Deus em casa, assim como o salmista, devemos pegar o controle remoto ou clicar com o mouse quando uma “coisa torpe” aparecer. ”

Prostituição x Bíblia x Jean Wyllys

O deputado Jean Wyllys protocolou um projeto na Câmara de Deputados que visa regulamentar e legalizar a prostituição. De acordo com a notícia abaixo, ele espera que seja aprovada até ao que a Copa de 2014. Ele alega que o projeto é um esforço para atender as reivindicações de um movimento de prostitutas que ocorreu nos anos 70 e 80 e que ele defende as liberdades individuais e os direitos humanos das minorias. Um de seus argumentos em favor da aprovação é que, segundo afirmou, 60% dos deputados contratam prostitutas. Veja aqui e aqui.



Qualquer perspectiva dos cristãos sobre este assunto deveria passar pelo que as Escrituras nos informam sobre a prostituição:

1 – Os primeiros relatos bíblicos a mencionar a prostituição a relacionam com as religiões pagãs de Canaã. Estes cultos pagãos mantinham sacerdotisas que se deitavam com os adoradores de Baal e outros deuses para “encenar” a relação destes deuses com a terra. Elas eram chamadas de “prostitutas cultuais”, veja Gn 28:1-22. No caso de homens (homossexuais), eram chamados de “prostitutos-cultuais” e a prática considerada uma abominação (1Reis 14:24). Mas também a prostituição é mencionada fora do contexto religioso como meio de vida. As meretrizes recebiam a paga de seus “serviços” sexuais, cf. Ez 16:30-33 e Provérbios 6:26.

2 – A prostituição cedo foi usada pelos autores bíblicos como símbolo da prostituição espiritual, que era a adoração de outros deuses por parte dos judeus, veja Ex 34:15-16; Lv 17:7; Lv 20:5-6; etc. Veja especialmente os profetas, como por exemplo Ezequiel 16.

3 – A prostituição era terminantemente proibida ao povo de Deus no Antigo Testamento. Um pai não podia obrigar sua filha a se prostituir para ajudar na renda da família (Lv 19:29). Um sacerdote não poderia se casar com uma mulher que fosse prostituta (Lv 21:7,14) e uma filha de sacerdote que se prostituísse desonraria o sacerdócio do pai (Lv 21:9). Nenhuma mulher das que servia no templo poderia se prostituir (Dt 23:17) e o dinheiro obtido pela prostituição não poderia ser trazido como oferta a Deus (Dt 23:18).

4 – A prostituição de judeus com mulheres pagãs sempre foi um problema em Israel e Deus sempre castigou os envolvidos, conforme Nm 25:1-4. Veja ainda Juízes 6:1. Mas havia também prostitutas em Israel, veja 1Reis 22:38 e o famoso caso das duas prostitutas que disputam o filho diante do rei Salomão (1Re 3:16). O livro de Provérbios descreve a prostituta e seu comportamento bem como o castigo que ela traz para si e para todos os que se envolvem com ela (Provérbios 7). Este mesmo livro traz advertências sérias contra a prostituição (Pv 23:27; 29:3). A prostituta é considerada uma mulher que não tem vergonha (Jr 3:1), depravada (Ez 23:43-44), adúltera (Os 2:2).

5 – O Senhor Jesus incluiu a prostituição entre os pecados que brotam do coração corrompido do homem (Mt 15:19). O apóstolo Paulo inclui a prostituição como uma das obras da carne (Gl 5:19) e parte da nossa natureza terrena pecaminosa (Col 3:5). Ele condena de maneira veemente, com argumentos teológicos, a prática da prostituição por parte de quem é crente em Jesus Cristo (1Cor 6:13-20) e determina aos crentes que se abstenham da prostituição (1Tess 4:3). O livro de Apocalipse usa a figura da prostituta e da meretriz como símbolo das falsas religiões e dos reinos de mundo que perseguem os servos de Deus (Ap 17:1-5; 19:2).

6 – Apesar de a prostituição ser terminantemente proibida na palavra de Deus, as prostitutas não estão fora do perdão e da salvação, mediante o arrependimento e a fé, como a famosa prostituta Raabe (Js 2:1). Jesus disse que meretrizes arrependidas entram no Reino de Deus em contraste com os religiosos endurecidos de seus dias (Mt 21:31-32).

Diante do exposto, os cristãos jamais poderiam ser a favor de um projeto de lei que regulamenta a prostituição como uma profissão reconhecida e legítima. Para nós, mesmo que fatores sociais e econômicos sejam trazidos como argumentos para justificar a prostituição, sempre será um pecado diante de Deus, uma manifestação da natureza corrompida do ser humano. Cristãos verdadeiros acreditam em arrependimento e mudança de vida pelo poder do Evangelho e que prostitutas e os que usam seus serviços – podem ser senadores ou deputados, não importa – precisam se arrepender. Além de pregar o Evangelho, a igreja deveria oferecer serviços de apoio para que aqueles que querem realmente mudar de vida tenham condição de ganhar seu sustento de maneira digna.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Para pensar,analisar e refletir!

O DOM DE CURAR

No decorrer dos tempos, houve cristãos que tiveram o dom de curar sem o uso de remédios e o exerceram com imensa humildade. Faziam questão de, como Jesus, ajudar os irmãos e depois evitar aparecer. O dom não era deles. Não poderiam buscar aplausos nem derivar lucro de tamanha graça. Após o ato nem eram mais vistos pelas imediações. Não ficavam para receber os elogios, como foi o caso de Jesus no episódio da cura do paralítico da piscina de Bethesda. Procuraram quem o tinha feito, mas ele se fora. (Jo 5,5-14). Deu-se o mesmo com o cego de nascença. Jesus não fazia alarde dos seus milagres (Jo 9,13-41). Muitas vezes antecipava, depois ia embora, ou pedia à pessoa que não divulgasse.

Quando vemos hoje, na televisão e em alguns templos e concentrações, pregadores fazendo alarde do seu poder de cura, anunciando data e local do milagre, proclamando-se ou aceitando ser proclamados escolhidos e usados por Deus para curar, dizendo que tipo de milagre farão e até anunciando ressurreições, estamos diante do uso inadequado do dom de cura. Deus lhes diz que alguém morrerá e o ressuscitará por meio do profeta, ou o profeta diz isso e o morto aparece estrategicamente no local, sem que jornalista ou médico algum possa verificar?

Há pessoas capitalizando o dom que têm, se é que o têm, em favor de si mesmas, do seu grupo e do seu projeto. Não é gratuito, não é serviço, não é fruto de amor: é autopromoção às custas da religião. Pelas palavras que dizem, pelas promessas que fazem, pelas atitudes que demonstram, deixam entrever que possuem tal dom que usam em favor de si mesmos ou do seu pequeno grupo, mas não em favor da humanidade e muito menos de maneira desprendida.

Quando Lucas diz que Jesus deu poder sobre todos os demônios contou apenas uma parte dos fatos, porque nas outras passagens tanto em Lucas quanto nos outros evangelistas, está claro que isto tem um preço. E o preço é a humildade. Somos servos inúteis, não fizemos nada mais do que a nossa obrigação ( Mc 10,44;Lc 10.17).

Aí começa a atitude do verdadeiro agraciado. Que as comunidades cristãs de todas as igrejas fiquem atentas! Pregador que se exalta demais e que joga holofotes sobre o poder que tem, não está anunciando Jesus.

Padre Zezinho

 
FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2013/01/o-dom-de-curar.html