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sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Bíblia ensina que Jesus está verdadeiramente presente na Eucaristia

 

Por Brother Peter Dimond
Protestantes não acreditam que a Eucaristia é o corpo, sangue, alma e divindade reais de Jesus Cristo. Católicos acreditam que depois da consagração na Missa, “o Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está verdadeiramente, realmente, e substancialmente contido” na Eucaristia sob a aparência do pão e vinho (Concílio de Trento, Decreto sobre a Eucaristia). O apoio bíblico para o ensinamento católico sobre a Eucaristia é decisivo e inegável.
Em João, Capítulo 6, Jesus claramente diz que sua carne é comida e seu sangue é bebida, e que se deve comer sua carne e beber seu sangue.
João 6, 51-58: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.”
Jesus diz repetidas vezes, em termos claros, que Sua carne é comida e Seu sangue é bebida. Ele diz que a não ser que se coma Seu corpo e beba Seu sangue não virá a nele ter a vida eterna.

Não-católicos alegam que as palavras em João 6 não devem ser entendidas literalmente. Eles alegam que Jesus estava falando apenas metaforicamente ou simbolicamente. Tal interpretação não é justificada pelo contexto de João 6. Além disto, é claramente refutada pelo que Jesus disse aos judeus imediatamente após eles expressarem sua descrença na ideia de comer Sua carne.
João 6, 52-53: “A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.”
Os judeus não acreditaram que fosse possível que Ele lhes desse Sua carne para comer. Eles diziam exatamente o que os protestantes estão dizendo hoje. Entretanto, Jesus repete a mesma mensagem, que é necessário realmente comer Sua carne e beber Seu sangue, e até em termos mais incisivos. Ele conta-lhes que se eles não comerem Sua carne e beber Seu sangue, eles não terão vida neles (João 6, 53).

Há mais que isso: em João 6, 54, a Bíblia troca a palavra phago (significando “comer”) para trogo (significando “mastigar” ou “consumir”) para não deixar qualquer dúvida que Jesus realmente queria dizer comer sua carne.
A palavra phago (significando “comer” ou “consumir”) é usada nove vezes no texto original grego de João 6, 23-53. Phago é suficiente para conduzir a ideia de comer a carne de Jesus. Imediatamente após os judeus expressarem sua descrença que Jesus pudesse querer dizer tal coisa, nós lemos (em João 6, 54) que Jesus trocou para uma palavra até mais incisiva e ilustrativa. A palavra por Ele então usada (em João 6, 54 e seguinte) é trogo. Essa palavra literalmente significa “mastigar ou consumir”. Portanto, para erradicar toda dúvida a respeito da necessidade de comer Sua carne, Jesus troca uma palavra que não quer dizer nada mais que literalmente comer (“mastigar, consumir”). A mesma palavra trogo é usada para querer dizer literalmente comer em Mateus 24, 38 e João 13, 18.
 
E a respeito de João 6, 63?
Diante de devastadora evidência em João 6 que a Eucaristia é o corpo real e sangue de Jesus, certos não-católicos procurarão por alguma coisa para combater. Eles apontarão João 6, 63.

João 6, 63: “O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.”
Eles alegam que isso indica que Jesus não realmente queria dizer que as pessoas comeriam Sua carne. Essa alegação não se sustenta, porém. É refutada pelos pontos seguintes:

Primeiro, sabemos que Jesus não está falando a respeito de Sua carne na parte do versículo onde Ele fala “a carne de nada serve”. Considere essa questão: a carne de Jesus nada serve? E a respeito de Sua Encarnação? Como Ele poderia falar de Sua própria carne como servindo de nada, quando Ele justamente diz repetidamente (João 6, 51 etc.) que Sua carne é a vida do mundo?

Se Jesus estivesse falando de Sua carne quando Ele disse que a carne de nada serve, então Ele estaria se contradizendo. Jesus estaria dizendo que Sua carne é a vida do mundo (João 6, 51 etc.) justamente antes de dizer-lhes que “de nada serve”.

Isso é impossível e ridículo. Jesus não estava falando de Sua carne quando Ele disse “a carne de nada serve”.
Depois de dizer-lhes que eles devem comer Sua carne e beber Seu sangue, muitos de seus discípulos o deixaram; isso prova que era claro a todos os presentes que Jesus disse e queria dizer que as pessoas devem comer Sua carne.
João 6, 60-68: “Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?... O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido. Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”

Se Jesus não realmente quisesse dizer que as pessoas comessem Sua carne e bebessem Seu sangue, então Ele teria esclarecido Seu significado e interrompido esses discípulos de deixá-Lo por um mal entendido.
Protestantes admitem que o sangue do cordeiro Pascoal mencionado em Êxodo 12, que os hebreus haviam com ele marcado suas portas, significa Jesus como o Cordeiro de Deus sacrificado pelos pecados do mundo; Eles não percebem que Deus também mandou os hebreus comerem o cordeiro Pascoal.
Em Êxodo 12, nós lemos que Deus mandou os judeus marcarem suas portas com o sangue de um cordeiro. O anjo da morte, passando por todo o Egito, ignoraria as portas dos hebreus que foram marcados com o sangue.
Êxodo 12, 13: “O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito.”
Protestantes e católicos reconhecem prontamente que o sangue do cordeiro Pascoal (um evento real) era também uma prefiguração de Jesus Cristo, o verdadeiro Cordeiro Pascal. Ele é o verdadeiro Cordeiro que foi sacrificado. Seu sangue foi vertido para salvar o mundo. As pessoas devem receber o mérito de Sua paixão para serem salvas. O Novo Testamento repetidamente declara que Jesus é o “Cordeiro de Deus” que tira os pecados do mundo (João 1, 29; I Pedro 1, 19; Ap. 22, 1; Ap. 15, 3 etc.). São Paulo especificamente descreve Jesus como o Cordeiro Pascoal em I Coríntios 5, 7.
I Coríntios 5, 7: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.”
 
João 1, 29: “No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”
Não pode haver dúvida que o sangue do Cordeiro Pascoal é uma prefiguração do sangue de Jesus Cristo, e que o Cordeiro Pascoal é uma prefiguração de Jesus Cristo. Eis agora a parte interessante que pertence a esse assunto. Aos hebreus não era apenas mandado marcarem suas portas com o sangue do cordeiro; mas também comer o cordeiro!
Êxodo 12, 7, 8: “Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem. Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas.”
Êxodo 12, 11: “Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.”
A necessidade de consumir o cordeiro Pascoal nos mostra a necessidade de comer a carne do Filho do Homem na Eucaristia. Não basta ser marcado com o sangue do Cordeiro; deve-se também consumir o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, para ser salvo. É necessário recebê-Lo na Eucaristia. Ele se torna presente em uma válida Missa Católica. É também interessante que ninguém que não era da família de Deus poderia comer o cordeiro (Êxodo 12, 43-45), assim como ninguém que não é da verdadeira fé pode receber a Eucaristia.
A Eucaristia não pode ser simplesmente pão comum; de outra forma, ela seria inferior a seu tipo do Antigo Testamento, o maná no deserto, que apareceu sobrenaturalmente.
Não pode haver dúvida que o maná no deserto (Êxodo 16) prefigurava a Eucaristia. Jesus faz uma conexão entre os dois no capítulo 6 de João.
João 6, 48-51: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”
Jesus faz referência ao maná no deserto, e depois diz que Sua carne é o verdadeiro maná do Céu. O maná no deserto era pão, mas pão que apareceu miraculosamente. Caiu todos os dias, exceto sábado, por 40 dias que os hebreus estavam no deserto. Apresentou-se como se tivesse caído do Céu.
Jesus diz: “Esse é o meu Corpo” e “Esse é o meu Sangue”; Ele não diz: isso é apenas um símbolo de meu corpo e sangue.
Mateus 26, 26-28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lhe, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.”
Marcos 14, 22-24: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lhe, e todos dele beberam. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos.”
Lucas 22, 19-20: “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lhe, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós...”
As palavras “fazei isto em memória de mim” (Lucas 22, 19) não sugerem que a Eucaristia é simplesmente um símbolo. A palavra grega para “memória” é anamneses. Tem um significado sacrificial. É uma das oferendas sacrificiais do Antigo Testamento. Significa tornar presente novamente como uma oferenda sacrificial. Jesus está dizendo-lhes para oferecer Seu corpo e sangue reais ao Pai como um sacrifício memorial.
A linguagem de Jesus corresponde àquilo de Moisés em Êxodo 24, no fundamento do Primeiro Pacto, que tinha sangue real.
A instituição da Eucaristia (que nós lemos a respeito de Mateus 26, Marcos 14 e Lucas 22) claramente corresponde à instituição do primeiro pacto em Êxodo 24.
Êxodo 24, 8: “Moisés tomou o sangue para aspergir com ele o povo: ‘Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, conforme tudo o que foi dito.’”
Mateus 26, 26-28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.”

Note a similaridade da linguagem entre as instituições dos dois pactos. Jesus institui o Novo Pacto em Seu sangue sobre o mesmo padrão que Moisés instituiu o primeiro pacto. O Novo Pacto de Jesus toma o lugar do Antigo, e será o Novo e Eterno Pacto. Mas se o sangue referido por Jesus não é o sangue real – mas simplesmente um símbolo, como dizem os protestantes – então o Novo Pacto seria inferior ao Antigo, pois a instituição do Antigo Pacto envolveu sangue real.

A passagem I Coríntios 10 claramente ensina que a Eucaristia é uma participação no Corpo e Sangue reais de Cristo.

I Coríntios 10, 16: “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?”

São Paulo é claro [ao afirmar] que a Eucaristia é o corpo e sangue reais de Jesus Cristo.

A passagem I Coríntios 11 diz que receber a eucaristia indignamente é pecado contra o corpo e sangue reais do Senhor.

I Coríntios 11, 26-29: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.”

De acordo com o claro ensinamento da Bíblia, aquele que recebe a Eucaristia indignamente é culpado do corpo e sangue do Senhor. São Paulo diz que uma pessoa come e bebe a danação por receber a Eucaristia sem as disposições e discernimentos próprios. Se a Eucaristia é simplesmente um pedaço de pão e algum vinho, tomado em memória de Cristo, como poderia alguém que o recebe impropriamente ser encontrado culpado do corpo e sangue do Senhor? Obviamente não seria acreditado culpado do corpo e sangue de Cristo, a menos que a Eucaristia seja realmente o corpo e sangue de Cristo.
Santo Inácio de Antioquia (um dos padres apostólicos geralmente reconhecidos pelos protestantes) disse o seguinte a respeito de um grupo de heréticos que negaram que a Eucaristia fosse a carne de Cristo. Ele estava se referindo ao docetistas, que também negavam a realidade da Encarnação e a Crucifixão.
Santo Inácio de Antioquia, Epístola aos Esmirneanos, Capítulo 7, 110 DC – “Eles abstêm-se da Eucaristia e da oração, porque eles não confessam a Eucaristia ser a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e a quem o Pai ressuscitou por Sua bondade.”
Fonte: The Bible Proves the Teachings of the Catholic Church, pp. 1- 7
Disponivel no site: Mídia Católica
 
Fonte Eletrônica;
 

A Bíblia ensina que Jesus fez São Pedro o primeiro Papa



Por Brother Peter Dimond

Jesus dá as chaves do Reino a Pedro em Mateus 16:
Mateus 16, 16-19: "Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus."
Jesus dá as chaves do Reino dos Céus a Pedro, e declara que o que quer que ele ligue na terra será ligado nos céus, e o que quer que liberar na terra será liberado nos céus. Muito embora todos os 12 discípulos fossem reunidos para esse encontro, Jesus diz essas coisas somente para São Pedro.

A mudança do nome de São Pedro:

Jesus muda seu nome de Simão para Pedro, justo antes de declarar “e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

No Antigo Testamento uma mudança de nome denotava uma nomeação ou chamado especial ou mudança de status. Portanto, em acréscimo a outras coisas importantes que Jesus diz a São Pedro em Mateus 16, a mudança de seu nome de Simão para Pedro serve para confirmar a posição especial de São Pedro e seu novo status.

As “chaves do Reino” referem-se a Isaías 22 e à posição de Primeiro-Ministro

Eis o que é realmente interessante. A maioria das pessoas não sabem que essa referência às chaves do Reino em Mateus 16, 19 (para Pedro ligar e desligar através delas) vem de Isaías capítulo 22. As palavras de Jesus a Pedro em Mateus 16 são uma referência à função do primeiro-ministro do Reino no Antigo Testamento.

Isaías 22, 22: "Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá"

Note que a linguagem claramente tem um paralelo com Mateus 16, 19. No Antigo Testamento, Deus estabeleceu um pacto com David no intuito de estabelecer um Reino. A monarquia davídica, o Reino de Deus na Terra, foi significada ser um protótipo do Reino de Deus que Jesus Cristo estabeleceria. Isso é o motivo pelo qual Jesus é chamado o filho de David nos Evangelhos. É também o motivo pelo qual o Evangelho de Mateus têm o reino como um de seus temas primários. É também o motivo pelo qual o próprio Pedro diz em Atos 2, 30 que Jesus senta-se sobre o trono de David. Lucas 1, 32 diz o seguinte de Jesus: "Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó...".

Jesus senta-se sobre o trono de David. Mas o Reino de Jesus é um reino espiritual; Seu Reino é Sua Igreja. O Reino de Jesus não somente preenche, mas sobrepuja o protótipo, o Reino de David. O ponto aqui é que o Reino de Jesus é fundado ao longo de linhas similares.

Lucas 22 ensina a infalibilidade papal (a infalibilidade do cargo do papa):

Em Lucas capítulo 22, nós encontramos uma outra muito importante, porém freqüente não percebida passagem na Bíblia a qual prova o ensinamento católico sobre o papado.

Lucas 22, 24-32: "Surgiu também entre eles uma discussão: qual deles seria o maior. E Jesus disse-lhes: Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores. Que não seja assim entre vós; mas o que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo. Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve. E vós tendes permanecido comigo nas minhas provações; eu, pois, disponho do Reino a vosso favor, assim como meu Pai o dispôs a meu favor, para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos senteis em tronos, para julgar as doze tribos de Israel. Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos."

Essa passagem é fascinante. Contém um número de importantes verdades. Primeiro, há uma rixa entre os apóstolos a respeito de quem será o maior. Jesus explica que Seu Reino não é como aquele dos gentios. Assim, Jesus está falando a respeito de como Seu Reino ou Igreja é estruturada.

Jesus então diz que Satã desejou testar todos os apóstolos no plural, mas que Ele tem rezado para Pedro [singular] que a sua fé não desfaleça.

Pedro é mencionado mais de 100 vezes no Novo Testamento; o mais próximo apóstolo é São João, que é nomeado apenas 29 vezes

A importância do nome de Pedro na Escritura revela que ele guardou, pela instituição de Cristo, uma posição única de autoridade entre os apóstolos. Pedro é nomeado mais de 100 vezes no Novo Testamento. O mais próximo apóstolo é João, que é mencionado somente 29 vezes.

Toda lista dos 12 apóstolos tem Pedro em primeiro

Toda lista dos 12 apóstolos no Novo Testamento tem o nome de Pedro em primeiro e o de Judas em último. Isso é verdade, muito embora a ordem dos outros demais apóstolos nem sempre seja exatamente a mesma. Pode-se ver aquelas listas em Mateus 10, 2; Marcos 3, 14; Lucas 6, 14; e Atos 1, 13.

Pedro toma o papel principal na substituição de Judas

Em Atos 1, nós lemos a respeito da decisão de substituir Judas com um outro apóstolo. Pedro ergueu-se no meio dos demais, e dirige o curso da ação para substituir Judas.

Atos 1, 15-20: "Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas, e disse: Irmãos, convinha que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus. Ele era um dos nossos e teve parte no nosso ministério. Este homem adquirira um campo com o salário de seu crime. Depois, tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. (Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Hacéldama, isto é, Campo de Sangue.) Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba o seu cargo (Sl 68,26; 108,8)."

O primeiro gentio convertido é contado especificamente a ir a São Pedro, o chefe da Igreja

Em Atos 10, nós lemos a respeito do primeiro gentio convertido, Cornélio. Deve-se ter em mente o significado de receber Cornélio na Igreja. Receber o primeiro gentio convertido era um evento monumental que mostrava a universalidade da verdadeira Igreja. O fato que o anjo conta a Cornélio para ir especificamente a São Pedro, e que Pedro lhe contará o que ele deve fazer, nos fornece uma outra ilustração do primado de São Pedro como chefe da Igreja.

A visão que as restrições da Antiga Lei contra comida impura são abolidas, que significou o fim da Antiga Lei, é dada a São Pedro, o chefe da Igreja

É igualmente significante que a São Pedro apenas é dada a visão a respeito do fim da Antiga Lei e suas prescrições (Atos 10, 9-13).

É interessante que a visão é dada a Pedro três vezes. Isso corresponde com João 21, 15-17, onde Jesus indica três vezes a Pedro que todos os membros de Sua Igreja serão confiadas a ele: apascenta meus cordeiros, apascenta meus cordeiros, apascenta meus cordeiros. Isso corresponde ao tríplice encargo de São Pedro e todos os verdadeiros papas: ensinar e guardar a verdadeira doutrina, proteger a liturgia e adoração da Igreja, e governar a Igreja pela disciplina.

São Pedro claramente tem o primado no Concílio de Jerusalém

Em Atos 15, nós lemos a respeito da dissensão concernindo à circuncisão. Alguns estavam ensinando que os conversos gentios tinham que submeter-se à circuncisão para serem salvos. Depois de muita disputa, Paulo e Barnabé chegam aos apóstolos em Jerusalém para consultar a respeito dessa questão. Os líderes da Igreja organizam um concílio para discutir o assunto. Esse concílio é algumas vezes chamado o primeiro concílio ecumênico da Igreja cristã.

Atos 15, 7: "Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem."

Depois de muita discussão, São Pedro levanta e comunica o primeiro discurso para silenciar o argumento e dar a decisão. Isso é porque ele era o líder da Igreja, o primeiro papa. A Bíblia faz menção especial ao fato que quando Pedro falou e deu sua decisão, a multidão manteve o silêncio.

Atos 15, 12: "Toda a assembléia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios."

Conclusão para a prova bíblica do papado

Nós vimos a inegável evidência da Bíblia que São Pedro foi o primeiro papa. Nós vimos evidência e prova das palavras de Jesus, de todos os quatro Evangelhos, dos Atos dos Apóstolos etc. É um fato da história que São Pedro morreu em Roma como primeiro bispo, e que ele foi sucedido por outros papas através da história. Eles assumiram o cargo de São Pedro como líder e governador do Reino de Cristo (a Igreja), assim como Eliakim sucedeu o lugar de Shebna como primeiro ministro no Reino de David.

Fonte: The Bible Proves the Teachings of the Catholic Church, pp. 34-49
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mateus 16, 18: São Jerônimo Adversus Protestantes


INTRODUÇÃO

Como sabemos, é costume protestante afirmar que a Pedra mencionada por Jesus em Mateus 16, 18, não era o próprio apóstolo Pedro. Já vimos aqui em outra matéria a análise grega do texto (ser visto aqui) e a analise de como os primeiros cristãos interpretavam a passagem (Podem ser vistas aqui, aqui e aqui). Apesar disto, muitos protestantes ainda teimam em argumentar que Pedro era um “pedregulho” ou “pedrinha” e não a própria Pedra menciona por Jesus. Baseado nisto, resolvi não mais usar meus argumentos e, até mesmo de estudiosos protestantes para mostrar aos protestantes qual a interpretação da passagem, e sim mostrar a interpretação de um dos mais renomados estudiosos e tradutores do grego da história cristã: Eusébio Jerônimo de Estrídon, mais conhecido como São Jerônimo.
São Jerônimo é reconhecido como um dos quatros doutores originais da Igreja latina. Padre das ciências bíblicas, presbítero, homem de vida ascética, eminente literato. Nasceu no ano 347 e morreu no ano 420.  Ele se tornou famoso por sua tradução da bíblia do Hebraico e Grego para o Latim.  Na sua época o grego koiné, no qual o Novo Testamento foi escrito, ainda era “vivo” e Jerônimo era altamente proficiente, e um dos mais conhecidos e influentes tradutores de sua época. Vamos então ver qual era a sua interpretação do texto grego:
“κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν καὶ πύλαι ᾅδου οὐ κατισχύσουσιν αὐτῆς.”
 
A INTERPRETAÇÃO DE JERÔNIMO SOBRE MATEUS 16, 18
 
Para mostrar como Jerônimo interpretava o texto grego de Mateus 16, 18 bastaria apenas a sua interpretação no seu comentário ao evangelho de Mateus no livro III, onde ele mostra que Cristo se referia claramente a Pedro ao fala “sobre esta Pedra construirei a minha Igreja”:
“Et ego dico tibi. Quid est quod ait: Et ego dico tibi? Quia tu mihi dixisti: Tu es Christus Filius Dei vivi: et ego dico tibi, non sermone casso, et nullum habente opus, sed dico tibi: quia meum dixisse, fecisse est. Quia tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.Sicut ipse lumen apostolis donavit, ut lumen mundi appellarentur, caeteraque ex Domino sortiti sunt vocabula: ita et Simoni, qui credebat in petram Christum, Petri largitus est nomen. At secundum metaphoram petrae, recte dicitur ei: Aedificabo Ecclesiam meam super te. Et portae inferi non praevalebunt adversus eam. Ego portas inferi reor vitia atque peccata: vel certe haereticorum doctrinas, per quas illecti homines ducuntur ad tartarum. Nemo itaque putet de morte dici, quod apostoli conditioni mortis subjecti non fuerint, quorum martyria videat coruscare.” (Hieronymus Sanctu -  Commentariorum In Evangelium Matthaei, Liber Tertius)
“‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’. Como Ele mesmo deu aos apóstolos a luz para que se chamassem “luz do mundo” e os demais nomes que foram distribuídos pelo Senhor, assim também a Simão, que acreditava em Cristo como a rocha, generosamente recebeu o nome de ‘Pedro’, e como uma metáfora para a voz de ‘pedra’, ele diz com razão: ‘Eu edificarei a minha Igreja sobre ti” (São Jerônimo – Comentário Sobre o Evangelho de Mateus Livro III).
Jerônimo nos mostra que Jesus ao falar “Tua és Pedro e sobre está Pedra eu construirei a minha Igreja” estava na realidade falando “Aedificabo Ecclesiam meam super te”, tradução “sobre ti construirei minha Igreja”. Logo não a dúvidas que tanto ele como estudioso do grego, como a Igreja de sua época entendia Pedro como sendo a própria Pedra. Parece-me que um dos maiores eruditos em grego da história cristã, não estava lá assim de acordo com a interpretação protestante desta passagem.
Da mesma forma existe mais de uma dezena de outras citações de São Jerônimo mostrando que Pedro era a Rocha de Mateus 16, 18, sobre a qual a Igreja foi construída. Em outro comentário sobre o evangelho de Mateus:
“ Porque estava fundada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato. Sobre esta pedra o Senhor fundou a Igreja (Mt 15): a partir desta o Apóstolo Pedrou rcebeu o nome da rocha. E quanto a esse tipo de rocha não são encontrados nos passos da serpente (Provérbios 30, relativo ao presente e ao profeta que ela ousadamente diz:. Ele estabeleceu os meus pés sobre uma rocha (Sl 39, 3) E em outro lugar:. Na rocha de refúgio para os coelhos, ou para os porcos de hedge (Salmo 103, 8) . temeroso, pois o animal está nas cavernas das rochas se voltou: o áspero e da pele, e do todo, armados com flechas, protege-se com tal proteção Daí diz-se de Moisés, e do Egito no momento em que fugiam de distância, e de coelho, era do Senhor. Fique no buraco da rocha, e verás minhas partes traseiras (para Êx. 33, 21).”.(Comentário sobre Mateus 7, 26;)
Dirigindo-se ao papa, ele reconheceu o bispo de Roma como o sucessor do “pescador” e afirma que a igreja foi construída sobre a cátedra de Pedro, a qual compara com a arca de Noé:
“Contudo, ainda que a tua grandeza me aterre, a tua amabilidade me atrai. Do sacerdote demando o cuidado da vítima, do pastor a proteção devida às ovelhas... As minhas palavras são dirigidas ao sucessor do pescador, ao discípulo da cruz. Assim como não sigo outro líder senão Cristo, não comungo com outro senão com vossa bem-aventurança, isto é, com a cátedra de Pedro. Pois esta, eu sei, é a pedra sobre a qual é edificada a Igreja! Esta é a única casa onde o cordeiro pascal pode justamente ser comido. Esta é a arca de Noé, e quem não se encontrar nela perecerá quando prevalecer o dilúvio.” (Carta ao papa Damaso, XV, 2)
Da mesma forma em sua epístola a Marcela diz:
“Se, então, o Apóstolo Pedro, sobre quem o Senhor fundou a Igreja, disse expressamente que a profecia e a promessa do Senhor foram naquele momento e ali cumpridas, como podemos reivindicar outro cumprimento para nós próprios?” (Epístola a Marcela XLI, 2)
Em sua apologia contra Joviniano, o refuta e diz:
“Porém, dizes, a Igreja foi fundada sobre Pedro: ainda que em outro lado o mesmo é atribuído a todos os Apóstolos, e eles recebem todos as chaves do reino do céu, e a força da Igreja depende de todos eles por igual, mas um dentre os doze é escolhido para que estando uma cabeça nomeada, não pudesse haver ocasião para cisma. Mas por que não foi escolhido João, que era virgem? Foi prestada deferência à idade, porque Pedro era o mais velho: alguém que era jovem, quase diria um garoto, não podia ser posto sobre homens de idade avançada; e um bom mestre que estava disposto a tirar toda a ocasião de contenda entre os seus discípulos... não deve pensar-se que daria motivo de inveja contra o jovem que tinha amado... Pedro é um Apóstolo, e João é um Apóstolo; mas Pedro é somente um Apóstolo, enquanto João é um Apóstolo, e um Evangelista, e um profeta. Um Apóstolo, porque escreveu às Igrejas como mestre; um Evangelista, porque compôs um Evangelho, coisa que nenhum outro dos Apóstolos, exceto Mateus, fez; um profeta, porque viu na ilha de Patmos, onde tinha sido exilado pelo imperador Domiciano como um mártir do Senhor, um Apocalipse contendo os ilimitados mistérios do futuro... O escritor virgem expôs mistérios que não pôde expor o casado, e para resumir brevemente tudo e mostrar quão grande foi o privilégio de João, a Mãe virgem foi confiada pelo Senhor virgem ao discípulo virgem.”(Contra Joviniano I, 26)
Não há nada mais claro do que a leitura do mesmo São Jerônimo explicando que não só Cristo é chamado de rocha, mas também Pedro:
“Cristo não é o único a ser chamado de rocha, porque ele concedeu ao apóstolo Pedro que ele deveria ser chamado de rocha” (Jerônimo, comentários sobre Jeremias 3, 65)

CONCLUSÃO
 
Sabemos que outros padres que também interpretavam a passagem e, de acordo com a doutrina católica, sustentavam duas interpretações: uma que a rocha era a fé de Pedro e também o próprio Pedro, e Jerônimo mostra claramente que Cristo falou que Pedro era a Pedra, isso devido claramente que sendo fluente no grego Koiné, sabia realmente o que o texto grego falava, portanto em seus escritos sustentou firmemente essa interpretação. Logo em quem devemos acreditar, num dos maiores eruditos no grego da história da Igreja Cristã ou nos protestantes? Que o leitor decida!
 
Fonte Eletrônica;
 

Saiba o como provar a doutrina do Purgatório a um Cristão Evangélico


Saiba o como provar a doutrina do Purgatório a um Cristão Evangélico
 
A palavra purgatório não é mencionada na Bíblia, da mesma forma que termos como ‘encarnação’, ‘Santíssima Trindade’ ou até mesmo a palavra Bíblia, não aparecem nas Escrituras. Isso, no entanto, não é motivo para negarmos a existência de um “lugar de purgação”, o qual de fato é mencionado na Bíblia.
Há várias passagens que nos indicam a existência desse tal lugar de purificação, mas vamos dar uma olhada em 1 Coríntios 3:12-15, que ao contrário de outras referências bíblicas sobre o purgatório, não pode ser refutada por protestantes evangélicos. Vamos analisar um trecho da versão O Livro, uma popular tradução da Bíblia protestante.
12 E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo testará qual seja a obra de cada um. 14 Se permanecer a obra que alguém sobre ela edificou, esse receberá *galardão. ( s.m. *Recompensa ou prêmio por serviços valiosos prestados. Honra, glória) 15 Se a obra de alguém se queimar, ele sofrerá prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.
Quando lemos essa passagem no contexto do capítulo 3, vamos notar que São Paulo se dirige a uma porção da Igreja de Cristo. Ele repreende os fiéis coríntios sobre suas ações pecaminosas, tais como divisões e ciúme, etc. No capítulo 3, São Paulo não só afirma que nossas obras são recompensadas, mas ele também lida com a qualidade das obras do homem, pelas quais cada um de nós seremos recompensados ou punidos.
O que planta ou o que rega são iguais; cada um receberá a sua recompensa, segundo o seu trabalho. 1 Cor3: 8
Se analisarmos o versículo 15 do mesmo capítulo, temos um exemplo de uma pessoa cujas obras já foram julgadas e queimadas, portanto ela “sofrerá prejuízo”, mas será finalmente salva pelo fogo. A fim de esclarecer o que isso significa, precisamos definir o que “sofrer prejuízo” representa. A expressão “sofrer prejuízo” provém de uma forma da palavra grega Zemio. Lembre-se que o grego é o idioma original dos textos bíblicos. Outras formas dessa mesma palavra grega também aparecem no Antigo Testamento com o significado de “castigo” [Exodus 21:21, Provérbios 17:26 e 19:19, etc ..]. Isso significa que Zemio foi traduzido em 1 Cor 3:15 como “sofrer prejuízo”, mas também quer dizer punição ou castigo. Portanto, a passagem 1 Cor3:12-15 nos dá uma descrição clara do Purgatório, pois é a isso que São Paulo se refere.
São Paulo faz uma analogia sobre a qualidade dos nossos trabalhos usando materiais como ouro, prata, pedras preciosas para representar uma adesão mais perfeita ao Evangelho de Cristo, e madeira, palha e restolho, que serão queimados e, pelos quais o homem “sofrerá prejuízo” ou “punição” mas no fim ele, o homem, será salvo, todavia como que pelo fogo.

Assim, em 1 Coríntios 3:12, a madeira, feno e palha (que são queimados) significam as obras de um homem que morreu em estado de justificação e foi perdoado de qualquer pecado mortal que ele possa ter cometido. Ele é, portanto, salvo, mesmo  que não tenha feito reparação por todos seus pecados cometidos depois do batismo.
O senhor se irritou e mandou entregar aquele servo aos carrascos, ATÉ QUE PAGASSE toda a sua dívida. É ASSIM que o meu Pai que está nos céus FARÁ convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.” Mateus 18: 34-35
Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. Mateus 5:25-26
Ou seja, em ambas passagens vemos uma referência implícita ao lugar de expiação o qual a Igreja chama Purgatório. Enquanto estamos à caminho do tribunal, uma alusão ao julgamento individual depois da morte, somos obrigados a nos reconciliar, pois adversário ( Satanás, o acusador) nos condenará diante do Juiz (Cristo Nosso Senhor) que por sua vez nos fará justiça, e seremos jogados na prisão (purgatório), até que nossas dívidas (cada pecado cometido e não expiado) sejam pagas. Essas passagens são referências ao purgatório e não ao inferno, como alguns alegam, pois  afirmam que uma vez que as dívidas são pagas, o devedor ( pecador) sairá da prisão. Como sabemos, uma vez condenado, ninguém sai do inferno. Enquanto as almas do purgatório, uma vez purificadas, ascendem ao céu.

A Posição da Igreja

Neste contexto se encaixa perfeitamente a doutrina católica sobre o Purgatório. O Concílio Católico de Lyon II, definiu Purgatório da seguinte forma:
Papa Gregório X – Concílio de Lyon II, 1274:
“Porque se eles morrem na caridade verdadeiramente arrependidos antes que eles tenham feito satisfação através de dignos frutos de penitência pelos pecados cometidos e omitidos, suas almas são purificadas depois da morte por punições purgatóriais ou depurantes…” (Denzinger 464)
Um grande exemplo de um homem que foi perdoado de seus pecados graves, mas não fez reparação por eles, é encontrado no caso de Davi. Em 2 Samuel 11 (2 Reis 11 na Douay-Rheims Bíblia católica), lemos que o Rei Davi cometeu adultério com Bate-Seba. David também mandou matar o marido de Bate-Seba. Estes são os pecados mortais. Se Davi tivesse morrido naquele estado, ele teria ido para o inferno, pois 1 Coríntios 6:9 nos mostra que nenhum adúltero ou assassinos entrarão no céu. Mas Davi se arrependeu do seus pecados, quando condenados por Natã, em 2 Samuel 12.
2 Samuel 12:13 – “E disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. E disse Natã a Davi, o Senhor perdoou de teu pecado, não morrerás.
O Senhor levou o pecado de Davi, e Natã, o disse que não iria morrer. ‘Morrer’ nesse contexto significa que ele não iria morrer eternamente, ou seja, perecer no inferno. A culpa do pecado foi perdoada porque Davi se arrependeu verdadeiramente e se transformou a partir dai. Mas isso significa que tudo foi acertado? Não, pois plena satisfação por seu pecado mortal não tinham sido feitas. Lemos em 2 Samuel 12:14-15 que Davi teve de sofrer a perda de seu próprio filho para fazer satisfação por seu pecado, um pecado que já havia sido perdoado.
2 Samuel 12:14-15 “… Todavia, como desprezaste o Senhor com essa ação, morrerá o filho que te nasceu. E Natã voltou para sua casa. O Senhor feriu o menino que a mulher de Urias tinha dado a Davi, e ele adoeceu gravemente.”
Isto fornece prova inegável de que a culpa de um pecado de um crente pode ser perdoada sem que a completa punição seja levada  apenas pelo arrependimento. O Concílio de Trento colocou a questão desta forma:
Papa Júlio III,
Concílio de Trento, sobre o Sacramento da Penitência, Sess. 14, cap. 8, 25 de novembro de 1551 – “… é absolutamente falsa e contrária à Palavra de Deus que a culpa [do pecado] nunca é perdoada pelo Senhor, sem que a devida punição também receba remissão. Pois exemplos claros e ilustres encontram-se nos Escritos Sagrados [cf. Gênesis 3:16 f; Num. 12:14; Nm 20:11; II Reis 12:13 ss; etc].” (Denzinger 904).
Há várias referências à existência do purgatório no Antigo Testamento, bem como outras referências no Novo Testamento, mas, como visto em 1 Coríntios 3:12-15, o conceito de Purgatório é ensinado nas Escrituras e foi aceito pelos primeiros cristãos. Mas por que os antigos cristãos acreditam no purgatório e até oravam para os mortos? Faziam-no, obviamente, porque não se trata de uma doutrina inventada pelos homens, mas de uma noção claramente ensinada nas Escrituras, e também porque esse ensinamento fazia parte da tradição recebida dos Apóstolos.
 
Por Hellen Cristine Walker – Pertencente ao Apostolado Paraclitus e Criadora do Blog Ecclesia Militans
 
Fonte Eletrônica;
http://www.paraclitus.com.br/2013/apologetica/protestantismo/saiba-o-como-provar-a-doutrina-do-purgatorio-a-um-cristao-evangelico/
 

Generosidade Humana e Generosidade Divina


Generosidade Humana e Generosidade Divina
 
SEQUIOSO (Niterói): «Como se deve entender a estranha afirmação de Jesus : ‘A todo aquele que já possui, dar-se-á mais, e possuirá, em abundância; mas a quem não possui, será tirado até o que possui’ (Mt 25,29)? Não haverá contradição nessa frase?»
1. A exegese do texto
 1.1. Deve-se de início notar que o adágio referido ocorre mais de uma vez, e em contextos diversos, nos SS. Evangelhos. Parece assim ter constituído uma das vigas mestras da pregação de Jesus.
Eis os três diferentes contextos em que se lê o adágio:
 Mt 13,11s. Disse Jesus aos Apóstolos: «A vós foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas aos outros, não. Aquele que possui bens, recebe ainda mais e suas riquezas serão abundantes; mas àquele que não possui, até o pouco que tem, lhe será tomado».
 Mt 25,26-29. Na parábola dos talentos, dirigindo-se ao servo negligente que não fez render o dinheiro de seu monarca, exclama o rei, figura do Senhor Deus:
«Servo mau e preguiçoso, sabias que colho onde não semeio, e congrego onde não espalhei. Devias, portanto, ter entregue o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, de volta, teria recebido com juros o que é meu. Tomai-lhe, pois, o talento, e dai-o àquele que tem dez talentos. Porque a todo aquele que já tem, se dará mais, e terá em abundância; mas àquele que não tem, será tirado até o que possui». Texto paralelo; Lc 19,26.
 Mc 4,24s. Jesus exorta: «Dai atenção ao que ouvis. Com a medida com que medirdes, medirão a vós, e ainda vos darão alguma coisa de acréscimo. Aquele que já tem, mais lhe será dado; e àquele que não tem, até o que possui lhe será tirado». Texto paralelo: Lc 8,18.
 Em vista da frequência de tal máxima, percebe-se a sua importância na mensagem evangélica.
 1.2. Procuremos agora penetrar no significado das palavras de Cristo.
Certamente não se referem ao juízo final (seja particular, seja universal), porque este não acarretará nem acréscimo nem decréscimo de dons e méritos (talentos) para quem quer que seja; o Juiz Eterno apenas reconhecerá e confirmará o estado de ânimo em que cada um dos homens se achar quando comparecer diante d’Ele; após a morte não se modificará a sorte de ninguém. É, portanto, à vida presente que a advertência de Jesus se refere. Eis o seu sentido autêntico:
 Todos os homens recebem do Criador um cabedal de dons (variável, sim, de indivíduo a indivíduo, pois Deus nada deve a criatura alguma); trata-se de dons naturais (inteligência, certa força de vontade, alguma afetividade, habilidades técnicas…) e sobrenaturais (a graça, as virtudes infusas, os dons do Espírito Santo, em quem foi regenerado pelo Batismo sacramental ou, ao menos, pelo desejo do Batismo). Além disto, todos os homens recebem continuamente no decorrer desta vida graças atuais, ou seja, os auxílios necessários para desenvolver o seu cabedal de dons naturais e sobrenaturais, e assim encaminhar-se para o Criador, aperfeiçoando-se e santificando-se. Deus a ninguém deixa de proporcionar tão valiosas dádivas; sob este ponto de vista, portanto, deve-se dizer que todos têm…, não há quem não possua…
 Acontece, porém, que nem todos os homens se comportam igualmente em resposta à Liberalidade Divina. Há quem faça (não interessa aqui ponderar se são muitos ou poucos) o devido uso desse patrimônio; vive como quem realmente «possui» e tem consciência dos valores que possui, procurando zelosamente dentro das suas possibilidades lucrar novos valores. Tais são as almas fervorosas, que, permanecendo na graça de Deus, fazem tudo o que fazem por amor a Deus, mobilizando sempre todas as suas energias espirituais a fim de que rendam cada vez mais; tais almas vão granjeando méritos crescentes para a vida eterna, de sorte que realmente nelas se cumpre desde os dias presentes o ditame do Salvador: «A quem possui, dar-se-á mais ainda».
 Outros homens há que negligenciam o patrimônio espiritual e as dádivas subsequentes que o Criador lhes dá. Vivem como se «não possuíssem»; embora na verdade possuam, abusam dos dons de Deus, comportando-se indiferentemente. Acontece-lhes então o que sucede a todo ser vivo: se não faz uso do seu potencial de vida ou, mais precisamente, de algum de seus membros (braço, perna…), este se atrofia e perece. Com efeito; tais almas tíbias vão perdendo cada vez mais o senso de Deus; a sua consciência se embota progressivamente; alheiam-se mais e mais ao influxo da graça divina, de modo a se verificar nelas a palavra de Cristo: «A quem não tem, até o que tem lhe é tirado»; o que quer dizer: se alguém, de fato, possui um patrimônio de dons divinos, mas não vive conforme esse tesouro, o Senhor Deus (que não força a liberdade de ninguém) reconhece tal alheamento, o que vem a ser ocasião de ruína espiritual para essa criatura.
 Uma figura ilustra, ao menos em traços gerais, a doutrina.
Todo veiculo costuma trazer um farol ou uma lanterna que lhe ilumine a estrada durante a noite. Admita-se que a instalação elétrica do carro se ache em perfeito estado e que o motorista nada faça que contrarie ao bom funcionamento da iluminação… Não basta isto, porém; se esse homem permitir que sobre o vidro da lanterna se vão depositando a poeira, a lama e as gotas de chuva da estrada, sem as remover, dentro em breve a superfície luminosa estará totalmente opaca; o viajante «terá luz» e «não a terá»; possuirá o foco de luz intato, sim mas, por se comportar negligentemente para com este, ficará na situação de quem não tem luz.
 Algo de análogo se dá com as pessoas que vivem descuidadas dos dons que Deus lhes outorgou e outorga; embora não pequem mortalmente, o seu estado de rotina e tibieza torna-se-lhes cedo ou tarde ocasião de ruína espiritual.
 2. A profunda mensagem do texto
 2.1. A doutrina que Jesus propõe nos termos incisivos e aparentemente paradoxais do S. Evangelho foi constantemente repetida pela Tradição cristã na fórmula seguinte: na vida espiritual quem não progride em virtude, recua; não é possível ficar paralisado. Esta afirmativa, desconcertante à primeira vista, torna-se bem compreensível, se se leva em conta que «vida» é algo de essencialmente dinâmico: ou ela se expande normalmente, seguindo a sua evolução própria, ou, caso não se permita isto, tentando-se reduzir o vivente à estagnação, a vida definha e morre, embora não se cometa atentado direto contra ela.
 Perguntar-se-á então: se assim é, que dizer de tantas e tantas almas que, após sinceros exames de consciência, julgam não poder apontar progressos reais na sua vida espiritual? Esforçam-se por progredir no plano sobrenatural, mas recaem constantemente nas mesmas faltas; dir-se-ia que estão paralisadas; nelas não aparece progresso, nem, de outro lado, cometem pecados mais graves do que os de sua vida passada.
 A tais almas dever-se-á recomendar que não se preocupem demais com a análise de suas fases de vida espiritual, desde que sejam sinceras no emprego dos meios de perfeição. Muitas e muitas vezes, o Senhor, visando preservar a humildade de seus servos, não permite vejam a virtude que realmente praticam. Julgam então estar estagnados, quando na verdade se vão adiantando. Se os justos tivessem sempre a consciência de sua ascensão espiritual, correriam forte risco de perder todo mérito por motivo de vaidade e soberba. Qualquer que seja o resultado de um sincero exame de consciência, será sempre preciso saiba o cristão que há muito mais caminho a percorrer do que quanto percorreu até o momento atual. Por isto na prática não importa muito saber se houve ou não progresso espiritual no passado; o futuro continua a ser um convite à luta, convite que o Senhor Deus dirige ao discípulo, prometendo-lhe ao mesmo tempo a graça para que possa vencer.
 Em consequência, o critério a que as almas devem recorrer para averiguar se estão ou não no caminho reto, é a perseverança ou a tenacidade na luta em demanda da perfeição espiritual; se alguém pode dizer que, apesar de verificar suas contínuas deficiências, não desiste de procurar vencê-las, a fim de corresponder ao dom de Deus, esteja certo de que não vai recuando, mas, ao contrário, progredindo. É São Bernardo (+1153) quem o afirma em termos claros:
 «O zelo incansável pelo progresso (espiritual) e o esforço contínuo em demanda da perfeição são tidos como perfeição. Se, pois, tender à perfeição é ser perfeito, sem dúvida não querer progredir é retroceder. Onde estão, pois, os que costumam dizer: ‘Basta-nos, não queremos ser melhores do que nossos pais’? ó monge não queres progredir? — Não. — Queres, então, retroceder? — De modo nenhum. — Que, pois? Dizes-me: quero viver para mim como me acho, e permanecer na fase a que cheguei; não tolero que me torne pior, nem desejo tornar-me melhor. — Assim queres o que é impossível. Pois que coisa neste século é permanente?… Donde claramente se conclui que não querer progredir não é outra coisa do que retroceder» (epist. 254, 3-5).
 «Tender à perfeição já é perfeição». Possa esta frase do S. Doutor servir de reconforto às almas que lealmente procuram santificar-se! No fim desta vida, o Senhor lhes fará ver que a luta perseverante em prol da perfeição espiritual, embora agora pareça frustrada, terá sido altamente meritória pelo fato mesmo de haver sido perseverante.
 2.2. Por último, deve-se acrescentar que análoga norma se aplica ao caso daqueles que, embora digam não ter fé, sinceramente a desejam ter. Enquanto tais pessoas envidam os esforços necessários para chegar à devida clareza no tocante a Deus e à Religião, enquanto procuram viver plenamente de acordo com os ditames de sua consciência (na medida em que esta lhes fala), podem estar seguras de que não estão perdendo tempo, mas, ao contrário, progredindo na direção do seu verdadeiro objetivo; o Senhor não deixará de Se lhes manifestar plenamente na época e segundo as modalidades que Lhe aprouverem, pois, em verdade, tais almas não procurariam a Deus, se de algum modo já não O tivessem encontrado. É o Senhor Deus mesmo quem, por sua graça, suscita e sustenta o zelo dos que se dizem incrédulos…, mas incrédulos sinceramente desejosos de ter fé! E não o sustenta em vão; «Deus não abandona senão a quem O tenha primeiramente abandonado» (frase de S. Agostinho, repetida pelo Concilio de Trento; cf. Denzinger, Enchiridion 804; note-se que, mesmo quando abandona, Deus não faz, em última análise, senão respeitar a livre decisão da alma que O rejeitou).
Eis o ensinamento profundo que o Senhor quis incutir à mente de seus discípulos até hoje, ao lhes falar no estilo paradoxal de Mt 25,29.
 
Fonte Eletrônica;
 

Por que “frei beto” foi excomungado ?

Este Padre (QUE , ACREDITEM SE QUISER , USA PIERSING NA ORELHA) , deu uma entrevista para uma REVISTA ESPÍRITA , onde deu uma verdadeira aula de HERESIA E APOSTASIA
Tudo aconteceu após declarações regristradas num vídeo publicado no Youtube, no qual o padre questiona dogmas da Igreja Católica e fala com aceitação sobre assuntos como bissexualidade e homossexualidade e traição . Com a repercussão, o bispo da Diocese de Bauru exigiu que padre Beto se retratasse, mas ele preferiu pedir seu desligamento da Igreja e celebrou sua última missa no último domingo (28)
Mais um traidor de Nosso Senhor Jesus Cristo . E parece que “educou” bem as suas ovelhas : O pastor foi aplaudido e ovacionado na sua Missa de despedida por fiéis que o idolatram
“Saio com a cabeça erguida, que é melhor do que ser hipócrita. Não me arrependo de nada que eu fiz em meu sacerdócio, foram momentos muito bons em minha vida. Espero mais desses momentos agora como ‘Beto’ ou até como ‘padre Beto’, mesmo que excomungado”, disse
Com pensamentos progressistas, padre Beto defende uma revisão na moral sexual da Igreja Católica. Segundo ele, há que se considerar questões como métodos contraceptivos, masturbação e diversidade sexual
“A moral sexual da igreja como um todo precisa ser revisada, pois está muito defasada. A igreja precisa discutir sobre esses assuntos, pois da maneira que está gera hipocrisia. Um exemplo básico é que a maioria dos casais usam anticoncepcionais, camisinha, fazem vasectomia, mas frequentam a igreja e fingem usar o método Billings (tabelinha), que é pregado pelos padres. Os jovens também já começam a sexualidade com culpa, através da masturbação, ato que a Igreja Católica considera individualista e pecaminoso”, disse
“A Igreja precisa enxergar a diversidade na homossexualidade. Existem heterossexuais, bissexuais, homossexuais e não se pode fechar os olhos para essa realidade. Dois seres humanos que se amam e querem construir uma vida juntos têm o direito de ter a benção de Deus. Para Ele, não existe preconceito”, declarou
“Se um homem e uma mulher são casados , e tem uma relação extra conjugal , mas o outro sabe , não é traição , pois estão sendo honestos e sinceros um com o outro…”

A decisão da excomunhão foi divulgada pela Diocese de Bauru num comunicado publicado em seu site. O texto é assinado pelo Conselho Presbiteral Diocesano, formado por dez sacerdotes da cúpula do órgão.
Agora, o processo de excomunhão será tocado por um juiz instrutor até chegar ao Vaticano, onde funciona a última instância da igreja
Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, Roberto Francisco Daniel, 48, o padre Beto, realizou suas últimas missas neste domingo (28), em duas igrejas que ficaram lotadas de fiéis em clima de comoção
Com a excomunhão, ele não pode participar de nenhuma cerimônia do culto católico, celebrar ou receber sacramentos –não pode mais batizar ou ser batizado, casar-se ou realizar um casamento, confessar-se ou ouvir confissões, por exemplo–, nem exercer cargos eclesiásticos
Como membro desligado da Igreja Católica, ele também não recebe mais os benefícios dos cargos que tenha exercido, como pensão
Ele havia recebido prazo do bispo de Bauru, Caetano Ferrari, 70, para se retratar e “confessar o erro” cometido em declarações divulgadas na internet nas quais afirma que existe a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexuais
Beto também questiona dogmas católicos e chama a atenção pelo estilo. Fora da igreja, usa piercing, anéis, camisetas com estampas “roqueiras” ou com a imagem do guerrilheiro comunista Che Guevara e frequenta choperias

Nesta segunda-feira de manhã, ele tentou entregar o pedido de afastamento, mas foi informado sobre a excomunhão
No comunicado, a diocese afirma que “uma das obrigações do bispo diocesano é defender a fé, a doutrina e a disciplina da igreja” e que, por isso, o padre “não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a santíssima eucaristia), pois está excomungado”
O bispo convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico e o nomeou como juiz instrutor para tratar a questão e aplicar a “Lei da Igreja”. A partir da decisão da excomunhão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical”.
Ainda segundo o comunicado, o bispo tenta há muito tempo o diálogo para “superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação”. Segundo a diocese, todas as iniciativas foram esgotadas. O juiz instrutor teria tentando mais uma vez o diálogo com o padre, mas Beto reagiu agressivamente e recusou a conversa, afirma a diocese
Ainda segundo o comunicado, o padre “feriu a Igreja” ao fazer as declarações e ao negar “obediência ao seu pastor”, o que resulta “no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos”
A assessoria de imprensa da diocese informou que após a decisão nenhum pronunciamento será feito pelo bispo ou padres da diocese. O silêncio é uma determinação do juiz instrutor do processo
Ao lado de uma advogada, Padre Beto procurou um cartório para registrar seu pedido de afastamento logo após ser informado sobre a excomunhão.
“Ainda bem que não tem fogueira”, disse ao comentar de forma irônica a decisão do bispo. Padre Beto afirmou ainda que a decisão não vai mudar nada em sua vida, pois já havia decidido pelo afastamento da Igreja
VEJA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DA DIOCESE DE BAURU:
 
É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de cinco membros do Conselho dos Presbíteros
O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos
A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado
Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto”
Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história
Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”
Bauru, 29 de abril de 2013
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano
 
Fonte Eletrônica;