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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Questões de Fé - Parte 5

ORAÇÃO:

Devemos ser assíduos à vida de oração. Existe a oração de Súplica: Filipenses 4,6; I Timóteo 2, 1ss; Lucas 18,38ss - ensina que o Senhor, embora saiba as nossas necessidades, quer que lhe contemos. Quem reza se salva, m não reza se condena. Rezar e orar tem o mesmo significado.

Tanto faz dizer eu rezo como eu oro. Devemos repetir as palavras com por exemplo a reza do terço? Sim, Deus não condena repetir as palavras. A Bíblia ensina repetir as mesmas palavras. Os Judeus e Cristo e os Apóstolos repetiam as palavras dos Salmos 136 e 113-118. Um rezava e os demais repetiam o refrão: "Pois seu amor é eterno" por 26 vezes.

No Getsemâni Jesus rezou, repetindo três vezes as mesmas palavras. Veja Mateus 26, 36-44.

Pastores ignorantes da Bíblia é que interpretam mal o que está em Mateus 6,7. O verbo traduzido por repetições tem o significado de tagarelar, falar sem pensar, amontoando palavras vazias. A ênfase deve ser colocada sobre vãs e não sobre repetições. Condena-se aqui as palavras sem significado. Ao rezarmos o rosário repetimos várias vezes palavras importantes, de alto significado e bíblicas. Devemos rezar em casa, a sós e com a Família, mas acima de tudo, as orações litúrgicas da Missa, na Igreja, com os irmãos. Jesus ia sempre orar no templo: Lucas 4,16; 19, 46-47; 24-53. Leia ainda Lucas 18,10.

Uma boa prática é a oração oficial da Igreja. Adquira o "Livro das Horas", editado pela Editora Companhia Ilimitada - Caixa Postl 7781 - CEP 01064-970 - São Paulo - SP. Ali contém as orações de cada dia. É maravilhoso.

ORAÇÃO PELOS MORTOS:

É bíblica, necessária e altamente elogiável. Leia Tobias 4,18; Eclesiástico 7,37; 2 Macabeus 12, 43. Comparando 2 Timóteo 1, 16-18 com 4,19 percebe-se que Onesíforo já havia falecido quando São Paulo escreveu essa carta e ora em favor da alma dele.

Os túmulos, as catacumbas dos católicos da antigüidade, no século I revelam a prática saudável das orações pelos mortos.

ORDENS RELIGIOSAS E SECULARES:

Pouco tempo após eu ter deixado de ser pastor protestante, chegou às minhas mãos um folheto altamente mentiroso e calunioso, onde entre tantas besteiras, o autor, pastor em Campinas-SP, afirmava que as Ordens Religiosas da Igreja demonstram uma divisão na Igreja e traça o infeliz "cabriteiro" em seu pasquim mal escrito e pior pensado, um paralelo entre aquelas Ordens e a escandalosa e pecaminosa divisão entre as seitas (hoje divididas em cerca de 30 mil). No Brasil surgem três seitas por dia. Ora, qualquer católico e até não católico honesto sabe que as Ordens Religiosas - todas elas reconhecem o Papa como Pastor comum. Já as seitas seguindo as suas tradições amontoavam para si milhares de pequenos "papas".
Por que existem tantas Origens Religiosas e Seculares na Igreja, como beneditinos, dominicanos, franciscanos, etc. Movimentos Eclesiais Seculares como Comunhão e Libertação, Focolares e Opus Dei? São o agir do Espírito Santo que revitaliza a sua Igreja. As diferenças são apenas de carismas de serviço. Todos crêem e professam a mesmíssima Fé.

PADRE / PAI:

Algumas seitas interpretam versículos fora do contexto, como é comum na leitura bíblica que fazem, alegando que é pecado chamar alguém de Padre/Pai a não ser o Pai do Céu.

Se eles - os crentes - lessem os versículos que vem antes e os que vem

depois não cometeriam tantos erros.

É claro que Cristo ensinou outra coisa completamente diferente desses chefes de seitas. A interpretação das seitas é absurda, caso contrário nós nunca poderíamos chamar os nossos progenitores de pais.

A Bíblia é a Palavra de Deus e é preciso aprender que versículos difíceis, obscuros, devem ser lidos à luz do mais claro. Leia por favor Êxodo 20,12; Mateus 15,4; Deuteronômio 27,16 e Lucas 2, 48. Há também os pais espirituais, como os nossos Padres. Leia Romanos 4, 11-12.

PECADO:

As seitas, não conhecendo corretamente o que diz a Palavra de Deus, afirmam que não existe o chamado pecado mortal; enfim não fazem distinção entre pecado mortal e pecado venial, isto é, pecado leve. Vamos ver o que diz essa mesma Bíblia que as seitas procuram decorar mas não compreendem. Leia-se João 19,11; Mateus 7, 3-5; 23,24; I João 5, 16-17.

PECADO OU BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO:
Muitos desses falsos pastores, mercenários cujo deus é o dinheiro, praticam uma teologia do medo. Afirmam que mulheres ao cortarem o cabelo cometem o pecado contra o Espírito Santo. Outros que o pecado contra o Espírito Santo é não dar o dízimo para eles. Outros é o adultério, e ainda outros é sair da seitas deles - só Deus sabe o que mais afirmam esses infelizes pastores.
O que é na verdade o pecado contra o Espírito Santo ?

Foi o pecado cometido pelos judeus fariseus, os quais contra todas as evidências de que Jesus era o Cristo e que agia pelo Espírito Santo declaravam em seu ódio contra Deus que Ele agia por força do diabo. Sabiam a verdade mas agiam por má fé. O pecado ou blasfêmia contra o Espírito Santo como se lê em Mateus 12, 31s (Marcos 3,28s; Lucas 12,10) é saber a verdade e recusar a aceitá-la, é morrer no ódio contra Deus. Por exemplo: é saber qual é a Igreja verdadeira, é saber que Cristo está presente na Eucaristia, é enfim saber a verdade e negando-a e assim permanecer até a morte.

PEDRO, PRIMEIRO PAPA:
A palavra de Deus clarissimamente ensina que São Pedro foi escolhido por Cristo para ser o Primeiro Papa e portanto Chefe da Igreja Católica. Leia-se João 1,42 compare com Mateus 16,13s; Lucas 22,31-32; João 21, 15-18; Atos 12,17 (foi para Roma); Atos 15, 4.7; I Pedro 5,13 (Babilônia, isto é Roma). A Bíblia afirma, a história e a arqueologia comprova.





Questões de Fé - Parte 6

PURGATÓRIO:
Os hereges negam sua existência. O purgatório é um lugar de purificação. É uma doutrina santa e consoladora e revela a justiça e a Misericórdia de Deus. É dogma da Igreja Católica e é portanto amparada na Revelação Divina.

É o estado intermediário entre o céu e o inferno, que as almas expiarão suas culpas leves e as conseqüências dos pecados mortais já perdoados nesta vida.

Por que o purgatório ? Leia Apocalipse 21, 27. Leia ainda Mateus 5, 25-26; Mateus 12,32; I Coríntios 3, 11-16; I Pedro 1,7. Maiores detalhes leia o nosso livro: "Em Defesa da Fé".

POVO DE DEUS:

A maioria das seitas são judaizantes, isto é, procuram introduzir no Cristianismo doutrinas judaicas. São grandes propagandistas do povo Judeu e de Israel. Algumas são promotoras de turismo para Israel e outras até enviam dízimo para Israel. O serviço de inteligência israelita certamente usa esses grupos para atacar através da literatura religiosa os direitos dos palestinos e árabes. É a ideologia na religião. Quantas seitas que acham que Israel deve invadir e tomar as terras dos árabes e palestinos desde o Rio Nilo até Tigre e Eufrates!

Há quem afirme que o Estado de Israel financia muitas dessas seitas na América Latina. É sabido e comprovado que banqueiros judeus fazem isso. Dividir para dominar ...

Mas é Israel ainda o Povo de Deus? A resposta é não. O Povo de Deus agora é a Igreja. Leia I Pedro 2,10; Romanos 9,6; Gálatas 6, 16 (Igreja o novo Israel de Deus); I Coríntios 10,18. Cristo é Senhor e Cabeça da Igreja que é o Seu Corpo. Em Cristo não há mais nem judeu nem grego (sito é, não judeu). Dos dois, Deus formou um só Povo. Deus não rejeitou aos judeus. Eles ainda haverão, em massa, de se converter ao Catolicismo.

Ao longo da História se vê muitas e maravilhosas conversões dos judeus. Devemos amar o povo judeu. A melhor prova de amor por eles é rezar diariamente para a conversão desse povo. É testemunhar a eles que Jesus é o único e verdadeiro Messias e que Ele já veio e no Calvário morreu por eles.

RELÍQUIAS:

São objetos santificados pelo contato com os Santos.

Muitas vezes são atribuídos milagres pelo simples toque nessas relíquias. O uso das relíquias para operar milagres e se obter graças vem desde o tempo de Cristo. Leia-se Mateus 9, 20; 14,36; Atos 5,15; 19, 11-12.

Até hoje ocorrem milagres através de Relíquias. Recentemente a imprensa deu ampla repercussão da cura milagrosa de uma senhora gravemente enferma e que foi curada por uma relíquia de Irmã Paulina, aqui no Brasil.

RIQUEZAS NA IGREJA:

Os inimigos da Igreja não poupam acusações contra ela.

Grande parte da literatura contra a Igreja é produzida pelas seitas ditas evangélicas e pela Maçonaria.

Dentre as acusações, a de que a Igreja é riquíssima e que o melhor seria vender tudo e dar aos pobres.

Lembro, quando ouço isso, das palavras de Judas Iscariotes, o traidor (Mateus 26, 7-11 compare com João 12, 1-8).

Será que Deus condena termos Igrejas suntuosas e até luxuosas? Basta ler a Palavra de Deus, e se verá que Deus não condena. Leia-se as maravilhas do Tabernáculo no livro de Êxodo ou ainda mais luxuoso: O Templo, como descreve os livros de Samuel, Reis e Crônicas. Cristo aceitou coisas caríssimas trazidas a Ele (Jo 12, 5-6). Deus se revela a Moisés e pede coisas caras ao povo. Leia Êxodo 25, 1-40; Salmo 95, 6; 25,8. Cristo nunca criticou o esplendor do Templo e os Apóstolos tinham orgulho dele. Nós temos orgulho de nossas belíssimas igrejas.

A riqueza em obras de arte, livros e outros bens do Vaticano são patrimônio da Humanidade, não pertencem ao Papa, aos Cardeais ou a qualquer pessoa. O Papa não pode vendê-los e enquanto estiver ali todos nós podemos apreciá-los. Se vender poderá cair nas mãos de certos bilionários e o povo não mais poderá apreciá-los. Todo esse patrimônio é fruto de doações dos fiéis através dos século

SÁBADO OU DOMINGO:

Algumas seitas ensinam que o Dia do Senhor é o Sábado e não o Domingo. São chamadas sabatistas.

Eles se baseiam no Antigo Testamento e assim mesmo interpretam as passagens bíblicas de forma errada. Eles só decoram bem os versículos bíblicos. Mas de que adianta decorar versículos se o principal, que é entendê-los e vivê-los, lhes faltam ?

Jesus é Senhor do Sábado e trabalhou no Sábado, realizando milagres e de propósito para libertar os judeus do formalismo sabático. Leia-se Marcos 3, 1-6; Mateus 12, 1-8; Marcos 2, 24-28; Lucas 6, 5-11; 13, 14-16; 14, 1-6; João 5, 10-11.16.18; João 7, 23; 9,16.

Importante: Colossenses 2, 16017.

Domingos é o Dia do Senhor: João 20,1; Lucas 24,1s; Atos 2,1s (Pentecostes ocorre num Domingo); I Coríntios 16,2; Apocalipse 1, 9-10. A História registra que os católicos sempre guardaram o Domingo como Dia do Senhor. Há registros exatos dessa prática no ano 70 da nossa Era.

SACRAMENTO DA ORDEM:

Foi instituído por Cristo. Leia-se Lucas 22,19: "Fazei isto em memória de mim". É uma Ordem e que a Igreja obedece. João 20, 22-23. Soprar é o gesto que confere poder.

Eis como é ministrado esse Sacramento: Atos 6,6; 13,3; 14,23; I Timóteo 4,14; 2 Timóteo 1,6; Tito 1,5.





Questões de Fé - Parte 7

SALVAÇÃO:

É um Dom de Deus. Somos salvos pela graça de Deus.

O homem não pode se salvar. Sozinho ele está irremediavelmente perdido. É salvo pela Graça, mas o homem deve fazer a parte que Deus lhe pede. Leia-se I Coríntios 9,27.

São Paulo nunca se julgou salvo. Dizer que já está salvo é pecado contra o Espírito Santo. Pecado de presunção. Leia-se I Coríntios 10,12; Romanos 5, 3-5; Filipenses 2,12.

Em lugar nenhum da Bíblia está dito que basta aceitar Jesus como Salvador e já fica automaticamente salvo, e salvo para sempre. A Igreja nunca ensinou tal coisa, de que podemos ter a certeza da Salvação. Essa heresia só começou no século XVI (portanto 1.600 anos depois do início da Igreja Católica). Leia nosso livro "Fé e Obras".

SANTÍSSIMA TRINDADE:

É um grande Mistério da nossa Fé. É supraracional e portanto acima da nossa capacidade de entender.

Veja o que diz Nosso Senhor: João 1,18; Mateus 11,27.

Já está implícito desde o livro de Gênesis (1, 1-3 a); 1, 26; 3,22; Ainda Isaías 6, 8; 43,9; Jeremias 30,5; Mateus 28,19; João 14,16.26; Romanos 15,16.19.30; I Coríntios 6,11;12, 4-6; 2 Coríntios 1, 21-22; 13, 13; Gálatas 4,6; Efésios 4,4-6; Filipenses 3,3; Hebreus 2, 3-4; 10, 29; I Pedro 1,2 etc.

SEITAS:

A palavra significa facção, separação, que propagam ensinos diferentes. Sim, elas ensinam um outro Evangelho e delas nos fala São Paulo em Gálatas 1, 7-9. Por que Deus o permite? Leia o que falamos sobre o tema Heresias. Leia em sua Bíblia a respeito dessas seitas que batem na porta de sua casa, fazendo propaganda da religião deles: I Coríntios 11,19; Mateus 24,5; João 5,43; 2 Timóteo 4, 3; 2, 16-19.

666:

Esse número simbólico aparece em Apocalipse 13,18.

Os chefes das seitas, sem cultura bíblica e histórica dizem que esse número revela que a besta é o Papa, pois o Papa se intitula "Vigário do Filho de Deus". Isso é uma deslavada mentira. Nenhum Papa jamais usou tal título.

Também o texto diz o nome de um homem e não título de um cargo. Se lermos o contexto veremos que esse homem, a besta, blasfema contra Deus, a sua Igreja e os que habitam no céu e guerreiam contra os Santos.

Nunca houve um Papa que tenha cometido esses pecados. Em Apocalipse 17, 11 está a resposta. É César Nero, cujo nome dá exatamente 666.

SOFRIMENTO:

Como explicar o sofrimento? Sabemos que Deus cuida até das coisas mais pequenas. Tudo é obra de sua mão. Leia Lucas 21,18. Deus criou tudo e Ele governa e conserva com sua Providência. Deus vê tudo, tudo conhece, tudo dispõe, tudo permite. Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8,28).

Há aqueles que não entendem a razão do mal físico, os sofrimentos - as desavenças e a morte. Ora, o mal físico, como a ignorância, os sofrimentos, a pobreza, as doenças e a morte, não vai contra a Providência Divina. Esses males fazem parte da nossa imperfeição e é conseqüência do pecado.

E para os que amam a Deus não são males, quando aceitam a cruz do Sofrimento, com resignação, pois o que aparenta ser um mal se transforma num grande bem: (2 Coríntios 4,17). Ajudam na Expiação dos nossos pecados passados. É um meio de expiação e ajudam-nos a alcançar mérito e virtude. Somos membros do Corpo de Cristo - a Igreja que sofre para a salvação dos pecadores (Colossenses 1, 24-25).

SOMENTE A BÍBLIA ?

As seitas dizem que só aceitam como verdade o que está na Bíblia.

Será que a própria Bíblia ensina isso ? Vamos abri-la e ver o que ela diz. Onde na Bíblia se diz quais livros são inspirados? Onde na Bíblia se manda guardar o Domingo ?

Guardamos o Domingo e sabemos quais livros são inspirados graças ao Espírito Santo que assiste a sua Igreja. É pela Igreja que nos chega a Palavra de Deus.

E onde na Bíblia se diz que devemos crer só no que ela ensina? O que ela diz é outra coisa: João 21,25; Atos 20,35.

É a Igreja a coluna e sustentáculo da verdade. Leia I Timóteo 3,15. Onde na Bíblia se diz para se orar com os olhos fechados ? Isso é tradição das seitas como muitas práticas deles.

Aí estão as seitas divididas em quase 30 mil grupos. Uma verdadeira Babel. Todos com a Bíblia na mão, e cada uma dizendo uma coisa. Cada cabeça uma sentença. A Bíblia é a Palavra de Deus, mas tem sido um livro à mercê de homens sem escrúpulos. Ela não pode se defender.

TRADIÇÃO:

É a palavra de Deus oral e que chegou até nós pela Igreja. Leia apenas 2 Tessalonicenses 2, 15 e I Coríntios 11, 2; 2 Timóteo 1, 13-14.

TRANSFUSÃO DE SANGUE:

Os russelitas (erradamente chamados de testemunhas de Jeová) condenam o uso da transfusão de sangue, trazendo dor, sofrimento e morte e tantas crianças, filhos desses fanáticos que não conhecem o significado das palavras da Bíblia e a pervertem, provocando tantas tristezas. A Bíblia não fala em lugar algum de transfusão de sangue. Os textos se referem a costumes alimentares dos judeus na Antiga Aliança.

Devemos doar sangue, pois é um meio de salvar vidas. I João 3,16.

Os textos que falam das proibições do uso de sangue, fala do sangue de animais e não humano. Evitar que um amigo ou parente se torne russelita é praticar um grande ato de caridade.

VESTES SACERDOTAIS:

A Igreja as usa para os ofícios dos sacerdotes na Liturgia, como uma tradição recebida pelos antigos. Leia-se Êxodo 39, 1.25.41.

Tudo na Igreja Católica tem referência na Bíblia.





Questões de Fé - Parte Final

VINHO OU SUCO DE UVA?
As seitas recomendam que seus fiéis não bebam vinho e na Ceia do Senhor (como dizem) que fazem de vez em quando, no lugar do vinho usam o suco de uva. Dizem que Deus condena o vinho, a cerveja e qualquer bebida alcóolica. Será verdade ? Vejamos o que nos diz a Bíblia. Leia Salmo 103, 15; Deuteronômio 14,25-26; Eclesiastes 9,7; I Timóteo 5,23; Eclesiástico 31, 35-37.
Jesus realiza o seu primeiro milagre transformando água em excelente vinho. Leia João 2, 1-11.

VIRGEM MARIA:

Como nos revela a Palavra de Deus - o demônio e seus seguidores tem um grande ódio contra a Virgem Maria. Basta comparar Gênesis 3,15 com Apocalipse 12, 1ss. Basta ver a atuação das seitas que em seu ódio contra Nossa Senhora negam sua virgindade perpétua, sua maternidade divina, sua Imaculada Conceição, sua mediação entre seu Filho e nós, sua Assunção e na loucura deles a chamam de pecadora, de uma mulher como outra qualquer.

A negação da verdadeira natureza humana de Cristo conduz, como conseqüência a negação da verdadeira mediação entre seu Filho e nós, sua Assunção e na loucura deles a chama de pecadora, de uma mulher como outra qualquer.

A negação da verdadeira natureza humana de Cristo conduz, como conseqüência a negação da verdadeira maternidade divina de Maria - a negação da verdadeira divindade de Cristo leva inevitavelmente a negar que Maria foi a Mãe de Deus.

Na verdade a dignidade e excelência da Virgem como Mãe de Deus excede a de todas as pessoas criadas, sejam anjos ou homens, porque a dignidade de uma criatura é tanto maior quanto mais próxima está de Deus. E Nossa Mãezinha do Céu é a criatura mais próxima de Deus, depois da natureza humana de Cristo unido misteriosamente com a Pessoa do Verbo.

Como mãe corporal, leva em suas veias o mesmo sangue que o Filho de Deus enquanto a sua natureza humana.

O mesmo sangue que derramou no Calvário para nossa Redenção.

A Virgem Maria é a única criatura de Deus que pode olhar para Deus Filho e dizer: "Carne da minha carne, sangue do meu sangue".

Os livros sapiênciais (Salmos, Provérbios, Eclesiástico, Sabedoria e Cânticos) cantam a elevada dignidade de Nossa Senhora. Ela é a filha de Sião, a filha de Jerusalém, o tabernáculo de Deus, o templo de Sião, etc, etc. Leia-se Salmos 45, 5;86,3; 3;131, 13; Provérbios 8,22ss; Eclesiástico 24,11ss; Cânticos 4,7; etc.

ZELO:

Muitas seitas ditas cristãs e também não cristãs, interpretando mal o zelo do Senho (João 2, 15-17) e até algumas sociedades secretas costumam surrar seus membros, quando não cumprem certos preceitos deles.

Nessas seitas existem até o quarto de disciplina, um local destinado à disciplinar com vara o "faltoso". Nas sociedades secretas o irmão que precisa ser disciplinado é colocado entre colunas e surrado. Tudo em nome de Deus (Sic).





Eutanásia: um desafio para a consciência - EB (Parte 1)

Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 420 - Ano 1997 - p. 210

por Marciano Vidal

Em síntese: O conhecido teólogo moralista Pe. Marciano Vidal disserta sobre morte e eutanásia com riqueza de documentos e sábios alvitres. Rejeita a eutanásia ativa, que consiste em matar diretamente o paci­ente, ainda que a título de compaixão. Rejeita também a distanásia, isto é, a obstinação terapêutica, aplicada a pacientes que já não têm esperança de recuperação e são submetidos a complexa aparelhagem, donde resulta inútil sofrimento. - Propugna a eutanásia passiva, que consiste em evi­tar a obstinação terapêutica sem, porém, deixar de ministrar ao enfermo terminal os meios rotineiros de subsistência (soro, transfusão de sangue, alimentação simples...). Tal é a posição oficial da Igreja. - O livro, além disto, se recomenda como fonte de informações e repertório de documentos interessantes.

Marciano Vidal é conhecido teólogo moralista espanhol, redentorista, cujas obras têm sido traduzidas para o português e que, desta vez, vem a público com um livro sobre a eutanásia¹. A obra é rica em documentação e bem orientada. - A seguir, por-se-á em relevo a posição do autor, enriquecida por textos de fontes oficiais, apresentados por Marciano Vidal para ilustrar a questão da morte e do tratamento que se pode ou deve aplicar ao paciente terminal.

1. A TESE DO AUTOR

Antes de tratar da eutanásia propriamente, o autor escreve longas páginas que dissertam sobre a morte e seu significado à luz de diversas escolas filosóficas e da fé cristã (capítulo 1). São muito variadas as posições dos autores citados; merecem atenção dois depoimentos, que contrastam entre si:

Epicuro, filósofo de época decadente, não cristão, escreve por cerca de 270 a.C.:

"Enquanto tu existes, não existe a morte, e, quando a morte sobrevém, és tu que já não existes. Eu e minha morte somos incompatíveis. Quando ela chegar, eu já não estarei para experimentá-la. Serão os ou­tros que terão de se entender com minha morte, que terão de se ocupar dela e comi ela. Portanto porque me pré-ocupar do que nunca terei de me ocupar?" (Citado à p. 120 do livro em foco).

No polo oposto. S. Agostinho (+ 430) pondera:

"Desde o instante em que começamos a existir neste Corpo mortal, nunca deixaremos de caminhar pare a morte. Esta é a obra da mutabilidade durante todo o tempo da vida (se é que vida se deve chamar): o caminhar para a morte... Porque o tempo vivido é um nada dado à vida, e claramen­te diminui o que resta, de tal forma que esta vida não é mais do que uma corrida para a morte (citado à p. 23).

Eis duas posições contrastantes: a de quem não quer pensar na morte e a de quem a enfrenta corajosamente. A primeira se explica pelo fato de que Epicuro não tinha clara noção de vida póstuma, ao passo que S. Agostinho sabia que a caminhada pelas estradas deste mundo leva à plenitude da vida.

A posição de Epicuro é consolo artificial e precário. Têm mais bom senso os marxistas que, julgando insustentável viver neste mundo sem consciência de outra vida, postulam a ressurreição. Lemos à p. 14 do livro citado:

"... A sobrevida individual no além-história. Alguns marxistas reconhecem isso. "São essas interrogações que movem Garaudy - não somente ele, mas também os pós-marxistas Adomo e Horkheimer - a proclamar o postulado da ressurreição" como pressuposto, a seu ver, de uma opção revolucionária coerente e honesta".

Para o cristão, lembra Marciano Vidal, a concepção da morte é inseparável da consciência da morte e ressurreição de Cristo; a morte é participação da Páscoa de Jesus: "Em Jesus, o Crucificado, Deus aceitou nossa morte como sendo sua própria morte... Isto não nos exime da morte tal como ela é na realidade. Mas já podemos morrer com a esperança posta no Filho. E a incompreensível angústia da nossa morte será participação na agonia de Jesus" (Karl Rahner, Reflexões sobre a Morte, citado à. p. 18 da obra de M. Vidal).

O capítulo 2 do livro trata da "morte clínica" (melhor dizendo:... morte real), procurando os critérios que a definem. Os sintomas de morte real hão de ser assinalados pela medicina e não pela Teologia, como já dizia Pio XII num discurso proferido em 1957. A legislação espanhola no real decreto sobre "Expropriación y Transplante de organos" art. 10 considera falecida uma pessoa "mediante comprovação da morte cerebral, basea­da na constatação conjunta, durante trinta minutos, pelo menos, e a persistência seis horas depois do começo do estado de coma, dos seguintes sinais:

ausência de resposta cerebral, com a perda absoluta de consciência;

ausência de respiração espontânea;

ausência de reflexos cefálicos, com hipotonia muscular e midriase;

eletroencefalograma "plano", demonstrativo da inatividade bioelétrica cerebral.

Os sinais citados não serão suficientes diante de hipotermia induzida artificialmente ou sob efeitos de administração de drogas depressoras do sistema nervoso central" (livro em foco, pp. 41s).

O capitulo 3 trata do termo e do conceito de eutanásia. Expõe a terminologia vigente:

Eutanásia ativa é a procura da morte mediante algum ato diretamente mortífero (injeção na veia, geralmente). Pode ser solicitada pelo próprio paciente como pode ser infligida a este pelos familiares e o médi­co a título de compaixão ou para pôr termo a sofrimentos irreversíveis.

Eutanásia passiva: consiste em subtrair ao paciente os meios de subsistência - o que leva à morte. Tais meios podem ser os de rotina (alimentação, soro, transfusão de sangue...) como também podem ser os complexos recursos dos Centros de Terapia Intensiva.

Distanásia é, etimologicamente falando, o contrário de eutanásia. O prefixo grego dys significa doloroso, difícil (como em dispepsia, dispnéia, disfunção...), ao passo que o prefixo eu implica suavidade. Distanásia vem a ser a morte dolorosa e difícil que resulta da obstinação terapêutica; prolonga-se a vida do paciente, fazendo-o sofrer, sem que disto resulte alguma melhora para seu estado de saúde.

Adistanásia é a negação da distanásia. Vem a ser a morte conse­qüente a uma interrupção dos meios extraordinários de subsistência ou a chamada eutanásia passiva (suspensão dos meios extraordinários ou desproporcionais, não proporcionados aos parcos resultados obtidos).

Ortotanásia é a prática que sabe conciliar dois elementos inerentes à dignidade humana: o respeito à vida humana e o direito de morrer dignamente, ou seja, sem ser atormentado por uma incondicional obstinação terapêutica. Em gráfico:

A ortotanásia é

A realização do duplo valor do:

respeito à vida humana e do direito de morrer dignamente

valor que a eutanásia não valor que a distanásia não

realiza (exagerando realiza (exagerando
o valor: o outro valor:

"direito a morrer") "apreço exagerado à vida")

Nos capítulos subsequentes, Marciano Vidal define sua posição frente à eutanásia, que não é outra senão a da Igreja, expressa pela Congregação para a Doutrina da Fé em Carta datada de 05/05/1980, a saber:
A eutanásia ativa viola os direitos da pessoa humana à vida. Esta é o valor básico, ao qual não se pode preferir outro valor; além do quê, a eutanásia ativa pode encobrir intenções espúrias (desejo, da família, de se ver livre do paciente ou repartir logo a herança...), utilitaristas (aproveitamento de órgãos do paciente), falsa compaixão a encobrir interesses particulares...

A eutanásia passiva, na medida em que subtrai ao enfermo os meios rotineiros de subsistência, é injusta. Também viola o direito do pacien­te à vida.
A eutanásia passiva, é lícita se consiste em suspender meios de sobrevivência extraordinários ou, melhor, desproporcionais,... meios complexos cujos resultados são nulos, pois é irreversível o estado patológico do enfermo terminal. Assim é rejeitada a distanásia, que alguns chamam "crueldade terapêutica": esta é a atitude do médico que, diante da certeza moral que lhe dão os seus conhecimentos científicos, de que os trata­mentos ou os remédios de qualquer natureza já não proporcionam bene­fícios ao enfermo e só servem para prolongar sua agonia inutilmente, se obstina em continuar o tratamento e não deixa que a natureza siga seu curso; é a isto que alude o Comitê Episcopal da Espanha para a Defesa da Vida, citado à p. 93 da obra em foco.

Apregoa-se então a adistanásia ou, mais positivamente, a ortotanásia.

O mesmo Comitê Episcopal proclama os Direitos do Enfermo nos seguintes termos:

"Existem alguns direitos do enfermo moribundo?

- Certamente. O direito a uma autêntica morte digna inclui:

* O direito de não sofrer inutilmente.

* O direito de que se respeite a liberdade de sua consciência.

* O direito de conhecer a verdade sobre seu estado.

* O direito de decidir sobre si mesmo e sobre as intervenções a que tenha de se submeter.

* O direito de manter um diálogo confidencial com os médicos, familiares, amigos, e sucessores no trabalho.

* Direito de receber assistência espiritual.
O direito de não sofrer inutilmente e o direito de decidir sobre si mes­mo amparam e legitimam a decisão de renunciar aos remédios excepcio­nais na fase terminal, sempre que atrás deles não se oculte uma vontade suicida.

E estes direitos não poderiam legitimar alguma forma de eutanásia passiva (por omissão)?

- Não. Quando a morte aparece como inevitável, porque já não há remédios eficazes, o enfermo pode determinar, se estiver em condições de fazê-lo, o curso de seus últimos dias ou horas: mediante alguma des­tas quatro decisões:
· Aceitar que se testem as medicações e técnicas em fase experimental, que não estão imunes de todo risco. Aceitando-as, o enfermo poderá dar exemplo de generosidade para o bem da humanidade.

· Recusar ou interromper a aplicação desses remédios.

· Contentar-se com os meios paliativos que a medicina lhe possa oferecer para mitigar a dor, embora não tenham, nenhuma virtude curativa; e recusar medicações ou operações em fase experimental, porque sejam perigosas ou sejam excessivamente caras. Esta recusa não eqüi­vale ao suicídio, mas sim é expressão de uma ponderada aceitação da inevitabilidade da morte.

. Na iminência da morte, recusar o tratamento obstinado que unicamente irá produzir um prolongamento precário e penoso de sua existên­cia, embora sem recusar os meios normais e comuns que lhe permitem sobreviver.





Eutanásia: um desafio para a consciência - EB (Parte 2)

Nestas situações, não há eutanásia, pois esta implica - vamos repe­tir - numa deliberada vontade de acabar com a vida do enfermo. É um atentado contra a dignidade da pessoa a procura deliberada de sua morte, mas é próprio dessa dignidade a aceitação de sua chegada nas condições menos penosas possíveis. E é no fundo do coração do médico e do paciente que se estabelece esta diferença entre provocar a morte ou esperá-la em paz e do modo menos penoso possível mediante alguns cuidados que se limitem a mitigar os sofrimentos finais" (Comitê Episcopal Para a Defesa da Vida, A eutanásia, San Pablo, Madri, 1993).

Marciano Vidal documenta sua posição citando outrossim a Confe­rência Episcopal Alemã, segundo a qual "o direito a uma morte humana não deve significar que se busquem todos os meios à disposição da medicina, se com eles se obtém como único resultado o de retardar artificialmente a morte. Isto se refere ao caso no qual por uma intervenção de caráter médico, uma operação, por exemplo, a vida se prolonga por pouco tempo e com duros sofrimentos,... a graves transtornos físicos ou psi­cológicos. Em semelhante situação, uma decisão eventual, do enfermo, de não se submeter à operação deve ser respeitada sob o ponto de vista moral.

Existem, além disso, hoje em dia, possibilidades técnicas da medici­na que nos colocam diante de problemas novos. Podemos justificar dian­te de nossa consciência moral o uso prolongado de um pulmão artificial, por exemplo, para manter com vida um paciente? Desde o momento em que se pode vislumbrar que, com este tratamento, o enfermo grave se pode curar, é nosso dever utilizar semelhantes meios, e é tarefa de um Estado de caráter social agir de sorte que aparatos e meios, inclusive caros, sejam postos à disposição daqueles que deles necessitam.

Mas é diferente o caso no qual, eliminada toda esperança de melho­ra, o emprego de particulares técnicas médicas não serve para outra coi­sa senão para retardar a morte à custa de mais sofrimentos. Se o pacien­te, seus parentes e o médico, depois de ter avaliado todas as circunstâncias, renunciam ao emprego de medicinas e de medidas excepcionais, não hão de ser acusados de estar usurpando um direito ilícito para dispor da vida humana. Para o médico, isto pressupõe, naturalmente, o consen­timento do paciente, e, quando isso já não seja possível, o consentimento de um de seus parentes. Em tal caso, respeita-se o direito de que a vida termine com a morte, que Deus colocou como limite dela" (Conselho Permanente da Conferência Episcopal Alemã, 1974, Ecclesia n. 1758 [27-IX-1975] 19-20).

Como se vê, o livro de Marciano Vidal é valioso, pois reafirma de maneira sólida e persuasiva a doutrina da Igreja, enriquecendo-a com citações interessantes e ilustrativas. A leitura é, por vezes, um tanto pesada, pois o texto recorre a vocábulos técnicos, cujo sentido nem sempre é claro à primeira vista. Contudo isto não impede a compreensão do pensamento do autor. Além do mais, a obra oferece ocasião de refletir sobre a morte - o que é salutar.

2. APÊNDICE

A documentação que M. Vidal apresenta, inclui dois textos que pare­ce oportuno reproduzir aqui, dado o seu elevado significado. O primeiro se refere se refere aos Centros de Terapia Intensiva, e vem a ser uma advertência à despersonalização ou à desumanização das condições em que se acha o paciente aí internado.

I. CARTA DE UMA ALUNA DE ENFERMAGEM EM ESTADO TERMINAL ÀS SUAS COLEGAS

"Sou uma estudante que vai morrer. Escrevo esta carta a todas vocês que se preparam para ser enfermeiras, com a esperança de vocês participarem daquilo que experimento, a fim de que um dia estejam - oxalá! - mais preparadas para ajudar aqueles que vão morrer.

Restam-me ainda de um a seis meses de vida, talvez um ano, mas ninguém quer falar disto. Encontro-me, por isso, diante de um muro sólido e frio. O pessoal não quer ver o moribundo como pessoa e, por conseguinte, não pode comunicar-se comigo. Eu sou o símbolo do seu medo. Vocês entram em meu quarto na ponta dos pés para me trazer a medica­ção e tomar-me o pulso e desaparecem, uma vez cumprida sua tarefa. Seria por ser aluna de enfermagem ou simplesmente como ser humano que eu tenho consciência do medo de vocês e sei que o medo de vocês aumenta o meu medo? De que vocês têm medo? Sou eu que estou para morrer. Percebo o mal-estar de vocês, mas não sei o que dizer nem o que fazer. Suplico que acreditem em mim. Se vocês se preocupam comigo, não me podem fazer mal. Digam-me somente que vocês têm essa preocupação; não necessito de mais nada...
Não fujam. Tenham paciência. Tudo de que necessito, é saber que alguém estará a meu lado para pegar minha mão entre as suas, quando eu precisar.

Tenho medo. Talvez vocês estejam cansadas de ver pessoas morrer, mas para mim é uma novidade. Morrer... nunca isso me ocorreu. É, de certo modo, uma ocasião única. Vocês falam de minha juventude, mas, quando alguém está para morrer, não é alguém tão jovem.

Há coisas de que eu gostaria de falar. Não tiraria muito tempo de vocês... Se nos atrevêssemos a reconhecer onde estamos e a admitir, vocês como eu, nossos medos, acaso isso tornaria menos valiosa sua competência profissional? Estaria realmente excluído que nos comuniquemos como pessoas, de forma que, quando nos chegue a hora da morte no hospital, tenhamos a nosso lado pessoas amigas?" (R. DELGADO, em JANO [6-17-ll-1985] 61).

O outro texto é o depoimento de um homem famoso indiferente à religião nos dias de sua glória, mas voltado para Deus ao se sentir próxi­mo da morte.

II. DECLARAÇÕES DE FREDERICO FELLINI

O famoso diretor de cinema italiano manifestou numa sugestiva entrevista as vivências e profundas experiências que lhe proporcionou a grave enfermidade que sofreu em agosto de 1993, meses antes de morrer. Internado num hospital depois de ter sofrido um ataque cerebral, sofreu uma paralisia no lado esquerdo, o que não era um bom sinal. Pouco de­pois foi transladado para outro hospital para dar início ao tratamento de reabilitação da parte esquerda de seu corpo.

Fellini sempre esteve, e não teve dificuldade em afirmar isso quando o achou oportuno, afastado do mundo da fé. Por isso, as suas declara­ções tornam-se significativas nestes momentos em que se encontrou, como ele diz, "com alguém maior que este pobre homem, que ocupou meu lu­gar na cadeira de diretor".

Reproduzimos, em seguida, parte de sua jocosa entrevista:
"- No seu "script", ou, se prefere, na encenação de sua existência, você previra este golpe de cena.

- Em verdade, não. Não esperava. Esta é a verdade. Não estava preparado, nem sequer me passara pela imaginação, e creio que, pela primeira vez, alguém maior do que este pobre homem que sou eu, ocupou minha cadeira de diretor e me contou uma piada que não é de todo má.

- Melindrou-o esta intromissão?
- Não, não creio que me tenha incomodado, mas cansou-me...

- Que significa para você agora o medo?
- Antes de tudo, não lhe escondo que tive medo. Quando no hospital me veio visitar meu amigo Titta, precisamente ele, o materialista e blasfemador, me disse: "Sabe, Fellini? Rezei por você". Naquele momen­to tive medo. Meu medo é mais que o temor de não ver mais as luzes que dão colorido ao filme de minha vida ou de vê-las desaparecer pouco a pouco, como se meu ser se afastasse lentamente delas.

Rezou durante esses dias?

Sim, rezei.

Que é a oração?

Uma maneira extremamente racional e inteligente de pôr no chão os fardos mais pesados da vida e de confiar a alguém o peso das angús­tias e das dúvidas.

Pensou em Deus?

E como se poderia viver sem pensar nele?

No filme de sua vida, o protagonista se converteu num crente?

O caminho é longo e as tentações muitas, e creio que meu protagonista terá fortes crises, mas não me faça dizer mais, porque, de outra maneira, revelaria todas as minhas surpresas" (Labor Hospitalaria, nº

228, 122-123).
Como se vê, o diálogo termina em reticências (...) é importante, porque revela como a chegada da morte transforma as pessoas: as mais autossuficientes e indiferentes a Deus sentem o vazio de toda a glória humana e concebem a necessidade de se voltarem para Deus, o único amigo que não falha, Aquele que fica quando tudo passa, Aquele com quem todo homem se encontra definitivamente no momento final da sua caminhada terrestre.

¹ Eutanásia. Um Desafio para a Consciência. - Ed. Santuário, Aparecida 1996, 135 x 210, 174 pp.





Objetos usados na Missa

ÁGUA

Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.

ÂMBULA

É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas.

CÁLICE

É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.

CORPORAL

É uma toalhinha quadrada. Chama´se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar.

CRUCIFIXO

Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o ''sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados''.

FLORES

Em dias festivos pode´se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.

GALHETAS

São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar.

HÓSTIA

É feita de pão de trigo. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros.

LECIONÁRIO

Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa do dia.

MANUSTÉRGIO

Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma acompanhar as galhetas.

MISSAL

É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário.

PALA

É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.

PATENA

É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior.

SANGUÍNEO

É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula.

VELAS

Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.

VINHO

É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.

As Vestes Litúrgicas

Para lidar com as coisas santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distingUem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.

ALVA

É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.

AMITO

Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva.

CASULA

É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.

CÍNGULO

É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.

ESTOLA

É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço.

TÚNICA

É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, ´sem costura de alto a baixo´, sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.

As Cores Litúrgicas

Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia ´ indicada pelo calendário ´ fica estabelecida determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores?

VERDE

Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

BRANCO

Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc., Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

VERMELHO

Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires.

ROXO

Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.

ROSA

Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve ´pausa´ na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.

PRETO

Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.


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