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terça-feira, 4 de junho de 2013

Cântico dos Cânticos – um livro “escandaloso”?

Cântico dos Cântico, ou Cântico de Salomão é um livro poético do Velho Testamento que fala do inabalável amor duma jovem sulamita (uma camponesa de Suném ou Sulém) por um pastor, e a tentativa frustrada do rei Salomão de conquistar o amor dela. As palavras iniciais do texto hebraico designam tal poema como “o cântico dos cânticos”, isto é, um “cântico superlativo”, o mais lindo, o mais excelente cântico. Trata-se apenas de um único cântico, e não de uma coleção de cânticos.
Desde o início, Salomão é identificado como o escritor. (Cân. 1,1) A evidência interna concorda com isto, pois revela que o escritor era alguém bem familiarizado com a criação de Deus, como Salomão era. (1 Reis 4,29-33) Repetidas vezes, plantas, animais, pedras preciosas e metais figuram nas imagens vívidas do livro. (1,12-14, 17; 2,1.3. 7. 9, 12-15; 4,8, 13, 14; 5,11-15; 7,2.3.7.8, 11-13) O escritor, como se esperaria de um rei como Salomão, estava bem familiarizado com a terra habitada pelos israelitas — a planície costeira, as baixadas (2,1), as cadeias montanhosas do Líbano, Hermom, Anti-Líbano e Carmelo (4,8; 7,5), os vinhedos de En-Gedi (1,14) e “as lagoas de Hésbon, junto ao portão de Bate-Rabim”. — 7,4.
O poema foi composto quando Salomão possuía sessenta rainhas e oltenta concubinas. (Cân. 6,8) Isto aponta para a parte inicial de seu reinado de quarenta anos (1037-997 a.C.), visto que Salomão finalmente veio a possuir setecentas esposas e trezentas concubinas. — 1 Reis 11,3.
As expressões de afeto contidas em O Cântico de Salomão talvez pareçam muito incomuns para o leitor ocidental. Mas deve-se lembrar que o cenário para este cântico era um cenário oriental de cerca de três mil anos atrás.
OS QUE CRÊEM na Bíblia, sem dúvida, ficaram surpresos ao ler o título de um artigo num jornal dos EUA: “Banir a Bíblia? Ela exalta o sexo oral, o amor.” O escritor, um sacerdote, não sugeria seriamente que a Bíblia fosse banida, mas afirmou que a Bíblia tolera o que os cristãos encarariam como imoralidade.
A parte da Bíblia que tinha em mente é o Cântico de Salomão. Descreveu-o da seguinte maneira: “O Cântico de Salomão . . . descreve tal sexo [oral] com palavras certamente mais tantalizantes do que qualquer Penthouse [nome de revista pornográfica] pode conseguir.” Ele prossegue: “Não há indicação de que os amantes sejam casados; a mulher está nua durante a maior parte da história (em certo ponto ela protesta dizendo que se seu amante não a levar ao quarto dela ela terá de pôr de novo o seu vestido) . . .”
Já leu o livro alguma vez? Em caso afirmativo, observou tais coisas nele?
O Cântico de Salomão descreve a constância do amor duma mocinha sulamita por um jovem pastor local. Contém algumas ardorosas descrições de seus sentimentos de um para com o outro. Mas, sexo oral? Leia-o quantas vezes desejar e não encontrará nenhuma referência a algo assim. De fato, o jovem par não cometeu nenhuma forma de imoralidade. A moça sulamita é chamada de “a pura”. No fim do cântico, a virtude dela é considerada como provada. O próprio jovem pastor diz a respeito dela: “Um jardim trancado é minha irmã, minha noiva, um jardim trancado, manancial selado.” (Cântico de Salomão 6,9; 4,12; 8,9-10) Não, a conduta desse par era impecável.
É verdade que “não há indicação de que os amantes sejam casados”? Provavelmente não eram, mas note que o pastor chama a sulamita de sua “noiva”. Que queria dizer? Nesse contexto, a palavra hebraica calláh significa ou uma noiva prestes a se casar ou uma esposa recém-casada. (The New Brown, Driver, Briggs Gesenius) Visto que o jovem pastor várias vezes a chama de sua calláh, evidentemente o par planejava se casar. Assim, seus sentimentos apaixonados não eram impróprios.
É verdade que a mulher está “nua durante a maior parte da história”? Bem, o texto não descreve as roupas dela, mas significa isso que não vestia nenhuma roupa? Em certa ocasião, o pastor disse para ela: “Teus olhos são os das pombas, atrás do teu véu.” (Cântico de Salomão 4,1) Se usava véu, isso parece indicar que ela era modesta, não é mesmo?
Que dizer da declaração “em certo ponto ela protesta dizendo que se seu amante não a levar ao quarto dela ela terá de pôr de novo o seu vestido”? A única parte no livro que menciona o vestido ou a veste comprida dela é o capítulo cinco. Ali, a sulamita descreve um sonho. Ela diz: “Estou adormecida, mas o meu coração está desperto.” Em seguida relata como, em seu sonho, o pastor bate à porta de seu quarto. Ela recusa-se a abrir-lhe. Por quê? “Tirei a minha veste comprida. Como é que a posso vestir outra vez? Lavei os pés. Como é que os posso sujar?” Certamente, esse episódio mostra que a sulamita tinha um senso de decência! — Cântico de Salomão 5,2-6.
O apóstolo Paulo disse: “Todas as coisas são puras para os puros. Mas, para os aviltados e os sem fé nada é puro, porém, tanto as suas mentes como as suas consciências estão aviltadas.” (Tito 1,15) Visto por pessoas de mentalidade conspurcada pelo modo de pensar imoral deste mundo, até mesmo algo tão limpo e saudável como o amor da sulamita pelo pastor pode parecer sórdido.
O Cântico de Salomão ilustra a beleza do amor perseverante e constante. Tal amor imutável se reflete na relação de Cristo Jesus e sua noiva, a Igreja (Efé. 5,25-32) Assim, O Cântico de Salomão pode servir para incentivar os que professam ser parte da noiva de Cristo a permanecer fiéis ao seu noivo celeste. — Compare com 2 Coríntios 11,2.
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