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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Testemunho de casais que vivem o matrimônio sob a benção da Igreja

Na segunda reportagem da série sobre Vocação, você conhece o testemunho de casais que se preparam para o casamento e de outros que já vivem o matrimônio, e querem provar para o mundo que viver a dois sob as bençãos da Igreja é uma atualidade que se renova a cada dia.Assista à reportagem
O matrimônio é um chamado que Deus faz a um homem e uma mulher para viverem juntos e constituírem família. Uma íntima comunhão de vida e de amor conjugal que Deus criou pelo consentimento pessoal irrevogável. Uma ambiente ideal para a educação da sociedade.Entrar por uma Igreja, se dirigir até o altar e ali tomar uma decisão que será para toda a vida. Nesse local os noivos celebram esse Sacramento confirmado pela Igreja.Cristiane e Hudson sabem muito bem o que é isso e com apenas três meses de casados vivem a alegria de uma união a dois. E o que dizer quando a relação já dura 70 anos? Dona Helena e seu Alcides vivem uma história de amor que teve início em 1936. Um casamento alicerçado no respeito, na perseverança e principalmente no amor.Testemunhos de casais que se preparam, que se entregam, que querem fazer do lar um templo vivo de Deus, um modelo de educação para o mundo. É na família que nascem e crescem as vocações, e onde se forma a responsabilidade vocacional de todos.Na próxima reportagem, você saberá como vivem homens e mulheres que encontraram sua vocação na vida religiosa.Leia mais
.: Saiba como descobrir sua vocação
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As armas contra o inimigo

O demônio tenta nos enganar de várias maneiras.
Muitos cristãos, ao tomarem a decisão de seguir ao Senhor, pensam que vão ter uma vida mais tranquila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Cristo. Até mesmo os santos foram perseguidos. O interesse do maligno é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor.
Isso não é motivo de nos levar a uma crise. Não temos motivo para temer o inimigo, pois ele já foi derrotado. O demônio é que tem de ter medo de você, e a razão é simples: nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino. O maligno tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado a nós. Ele tenta nos enganar de várias maneiras, mas tem uma técnica que ele usa frequentemente para nos atacar: é o desânimo, o desencorajamento. O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de ir em frente.
Vamos olhar para São Pio de Pietrelcina. Quando um analista do Vaticano disse que ele era um psicopata, este santo entrou numa crise tremenda. Ele olhou para seus estigmas e se questionou se tudo era falso. Madre Teresa de Calcutá, no seu leito de morte, também viveu uma grande crise ao sentir o amor de Deus longe dela. O bispo teve de enviar um exorcista até ela e convencê-la de que aquele sentimento não vinha de Deus.
É muito normal que também nós vivamos esses momentos de crise. Seguir Jesus num momento de entusiasmo é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento é difícil. O inimigo virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansiedade, tristeza. É nosso papel lutar contra essas táticas que ele usa para nos desanimar. A tática que ele também utiliza é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.
O maligno diz que por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. Muitas vezes nós pensamos que as tentações são somente relacionadas ao sexo, à raiva, aos sentimentos de ódios. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus.
O inimigo faz de tudo para que nós saiamos do caminho da vontade do Senhor. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo que elas pertenciam a Ele [Jesus]. A tentação do inimigo a Cristo era muito atraente. O Pai dizia para o Filho ir para a cruz e o inimigo pedia que Ele desobedecesse ao Pai e tomasse posse daquelas cidades. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo diz: “Afasta-te de mim, satanás. Eu adoro somente ao Pai”.
Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas não precisaremos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante da Eucaristia, porque ela é sinal de humildade. Jesus quis, por um momento, aniquilar a Si mesmo, entrando nas espécies do pão e do vinho para ficar perto de nós. Uma outra arma forte contra o inimigo é o Sacramento da Confissão. Este sacramento é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.
Momentos de desânimo podem acontecer em nossas vidas. Quando isso acontecer se agarre a Virgem Maria. Um jovem teve uma visão na qual ele precisava construir uma barco para atravessar o oceano. Enquanto ele construía este objeto as pessoas diziam que ele não iria conseguir e que ele não conseguiria vencer a fúria do mar. Até que aquele rapaz terminou de construí-lo e começou a remar em direção à longa jornada no oceano. Mas um amigo disse a ele: “Meu amigo, tenha coragem. Seja forte!” E aquele jovem olhou somente para aquele homem que estava dando força para que ele continuasse. E toda vez que ele sentia o desânimo se aproximar ele se lembrava daquelas palavras do amigo.
Muitos poderão nos chamar de doidos, de loucos, mas há uma Maria que está gritando em nossos ouvidos: “Boa viagem! Não tenhais medo do inimigo. Não desanimem porque a vitória é nossa. Uma vez que Jesus Cristo derrotou o inimigo, com o Senhor nós também o derrotaremos.” A Santíssima Virgem Maria nos diz hoje: “Eu estarei com vocês. Não tenham medo. Vão em frente. Vocês serão vencedores!”
Rogue pela intercessão da Mãe, clamando: Maria, nós cremos em Ti, porque Tu és nossa Mãe. Nenhuma mãe deixará o filho em perigo sem dar a ele uma mão, sem ajudá-lo. Maria, sabemos que Tu estás conosco, e por causa de Ti nos sentimos seguros.
Nossa Senhora nos diz: “Faça tudo o que Ele lhe disser. Vá em frente. Não desanime!
Lembre-se das palavras de Jesus: ‘Eu sou, porque nada é impossível para aquele que crê’”.
Frei Elias Vella Franciscano conventual, líder da RCC na Ilha de Malta

domingo, 23 de agosto de 2009

A intimidade com Deus

Está matéria é para reflexão e oração para nós católicos, e foi retirado da canção nova.


Desde o início, a Igreja foi perseguida. São Justino foi um grande filósofo e um grande estudioso da Filosofia e da Palavra de Deus. E só encontrou uma verdade: Jesus Cristo! E se tornou mártir, porque quis mostrar ao mundo que Jesus Cristo é o Senhor. Olhando para todas as perseguições pelas quais ele passou, percebemos que não há diferenças entre a época em que ele viveu com a de agora, pois também vivemos num tempo de perseguição. Basta entrar nos cinemas para ver que muitos filmes têm como objetivo principal acabar com nossa fé.
As coisas não mudaram, a cada momento enfrentamos a ira daqueles que não querem ver o Evangelho sendo anunciado. Isso nos ajuda a não nos esquecermos de que o servo não é maior que o Seu Senhor. E se Jesus, que é o Nosso Senhor, morreu, quem dirá nós.
Hoje, somos convidados para assumir uma postura diferente diante da sociedade. Quantos amigos perdemos para o mundo por terem se deixado levar por diversas ideologias? O cristão é aquele guerreiro que nada contra correnteza.
O homem tem a ânsia de ser feliz, e quer, sinceramente, preencher o vazio que há em seu coração. Mas muitos homens de hoje estão se alimentando do lixo da idolatria, que foi tão combatida por São Justino. Não podemos alimentar a nossa fé e a nossa caminhada com o "lixo" do mundo. Não podemos nos esquecer de que a verdade é Jesus. Quando nos encontramos com esta verdade, o "mundo" vem cheio de ira para cima de nós.
Olhando para o livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos as características dos primeiros cristãos: a alegria, a fração da Eucaristia, o amor fraterno, a partilha dos bens... Hoje é lamentável ver que estamos perdendo essas características.
Muitos cristãos têm andado cabisbaixos por aí, esquecendo-se de buscar o Senhor de todo o coração. A idolatria está tomando conta de nossas casas, muitos têm trocado o crucifixo e as imagens de santos por objetos de superstição.
Vivemos no caos, porque nos esquecemos de nossa essência. Quando perdemos a dimensão de que fomos escolhidos e acolhidos por Deus, não conseguimos enxergar a felicidade e a salvação.
Os mártires não olharam para a perseguição nem para o martírio. Eles não retrocederam no seu testemunho em Jesus por medo de serem julgados pelos homens. Muitas vezes, somos levados a olhar somente para os nossos problemas, para as nossas fraquezas e não conseguimos olhar para Cristo.
O cristão não pode se perder em meio às suas dores, pois ele é em Cristo mais que vencedor! Somos chamados por Deus para, neste tempo, dizer corajosamente que somos de Cristo!
Padre Rafael Fraternidade Salvistas19/08/2009 - 08h00

O Rosário pode contribuir para a união, diz teólogo protestante

ROMA, 12 DEZ., 2002 (Zenit.org).- O Rosário encontrou um fã incomparável em um proeminente teólogo protestante. A recente carta apostólica de João Paulo II "Rosarium Virginis Mariae" declara: "Percorrer com Ela [Maria] as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem". O rosário pode até promover o ecumenismo, afirma o Papa. Esta é uma posição compartilhada pelo professor Stephan Tobler da Universidade de Tübingen, na Alemanha, teólogo evangélico da Reforma, relatou a Rádio Vaticano. "Devo dizer que eu a li de uma só vez", disse Tobler sobre a carta apostólica. "É uma carta de uma profundidade espiritual e teológica que eu não estava esperando -- uma carta que respira uma dimensão evangélica, que me surpreendeu muito". "A carta diz que é necessário relançar o rosário como uma oração Cristológica", ele acrescentou. "De fato, ela faz isso, da primeira à última linha". Quando o documento alude "à graça que Maria nos dá quando rezamos a Ela", ela fala da graça que Deus nos dá quase das mãos de Maria, "mas com um 'quase' como se dizendo que ela 'é e não é", disse o teólogo. "Portanto, é introduzida desta forma na dinâmica do Deus Trindade, que vejo como próximo da sensibilidade dos Reformadores que apreciam a figura de Maria, mas somente se isso não diminui o olhar para Jesus, o Espírito Santo, o Pai", disse ele. Nesse contexto, as comunidades da Reforma podem ser encorajadas pelas palavras do Papa, disse o teólogo. "Penso que as igrejas evangélicas podem redescobrir Maria como a imagem da pessoa completamente aberta a Deus com seu 'fiat', com seu 'fazei tudo o que ele vos disser', com seu ficar ao pé da cruz, com sua presença silenciosa entre os discípulos", disse o professor Tobler. "Nesta carta, o Papa enfatiza que o rosário, mais que uma oração de palavras, é uma contemplação do mistério", continuou. "Certamente a sensibilidade e busca de hojr é primeiro redescobrir um lugar onde o coração repousa, onde a alma contempla os mistérios de Deus e também as maneiras pelas quais isso é possível. Nós, em nossas tradições, devemos redescobrir os modos que são equivalentes, a analogia". Tobler acrescentou uma nota de otimismo sobre ecumenismo: "Estou convencido de que se os Católicos rezarem o rosário como proposto nessa carta apostólica, e se os evangélicos reconhecerem e redescobrirem sem preconceitos esta nova forma de conceber o rosário, então será uma ocasião favorável. Mas devemos trabalhar nisso".

Contradições do mundo protestante sobre as Imagens

Ainda que alguns protestantes se manifestem a favor do uso de imagens, é muito comum encontrarmos posições críticas a esse respeito. Na maioria das vezes, os protestantes apresentam algumas inconsistências dignas de serem observadas.
Antes de tudo é bom sempre lembrar que:
· A própria Bíblia é uma imagem: as palavras impressas sobre o papel nada mais são do que símbolos gráficos que excitam os olhos resultando na imaginação responsável pela compreensão do texto. Em verdade, a Bíblia é a imagem da Palavra de Deus.
· Imagem não é apenas escultura: muito pelo contrário, abrange também pinturas, gravuras, fotografias, desenhos, imagens em 3D e quaisquer outras formas que estimulem a visão. É, portanto, inconcebível que as mesmas igrejas que atacam as imagens sacras defendidas pelos católicos distribuam folhetos, Bíblias e estudos bíblicos ilustrados, quer para crianças, quer para adultos - pois senão também estarão afrontando o Mandamento divino de (Êxodo 20,4) , como dizem que os católicos afrontam...
Não sei se o caro leitor já teve a oportunidade de ver em alguns panfletos protestantes, ou até mesmos livros, algumas imagens que são utilizadas por eles. Abaixo, apresento algumas delas distribuídas pelos protestantes que costumam a acusar os católicos de idólatras:
1) Imagem do rosto de Cristo no folheto "Ele é a solução", produzido e distribuído pelos Adventistas do 7º Dia: qualquer semelhança com as imagens católicas de Cristo não é mera coincidência.
2) Imagem de Jesus e os discípulos em um barco no “Livro Vida discipular” da Editora LifeWay.
3) Imagem de Jesus e as crianças na “Bíblia Sagrada” da Sociedade Bíblica do Brasil, concordando, é claro, com as mesmas ilustrações utilizadas pela Igreja Católica.
4) Imagem desenhada representando a visita dos Reis Magos no "Caderno Bíblico nº 1/NT" da Sociedade Bíblica do Brasil: a cena se refere a (Mt 2,1-12), porém concorda com a tradição católica de 3 reis magos, já que esse número não é explicitamente citado pela Bíblia. Bom exemplo do uso de imagens para a catequese.
5) Marcador de livro distribuído por um candidato membro da Assembléia de Deus de Santos, durante as Eleições de 1998: a cena apresenta Moisés e os hebreus atravessando o Mar Vermelho. Outro ótimo exemplo do uso de imagens para fins catequéticos.
6) História em quadrinhos produzida pelo americano J.T.C. e distribuída por diversas igrejas protestantes: embora sua real intenção seja combater Maria Santíssima, acaba retratando-a de acordo com a tradição católica.
7) Imagem de Jesus Cristo no folheto "Quem realmente governa o mundo", produzido pela Sociedade Torre da Vigia e distribuído pelas Testemunhas de Jeová: Cristo representado com barba e cabelos longos concordam com as imagens católicas.
8) Estátua de um anjo sobre o templo Mórmon de Salt Lake City, segundo revista "Despertai", de 08/11/1995: exemplo de imagem em escultura no meio protestante.
Falta-nos ver, então o que diz as Escrituras Sagradas e finalmente, a posição oficial da Igreja sobre as imagens.
“Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. (Êxodo 25,18-20) obs: Não devemos esquecer que querubins são imagens de escultura.
Acima da porta, no interior e no exterior do templo, e por toda a parede em redor, por dentro e por fora, tudo estava coberto de figuras: querubins e palmas, uma palma entre dois querubins. Os querubins tinham duas faces: uma figura humana de um lado, voltada para a palmeira, e uma face de leão voltada para a palmeira, do outro lado, esculpidas em relevo em toda a volta do templo. Desde o piso até acima da porta, havia representações de querubins e palmeiras, assim como na parede do templo. (Ezequiel 41, 17-20) obs: aqui podemos ver até figura humana, face de leão, palmeiras etc. O templo de Deus, construído ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de sua glória.
“Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. O segundo querubim tinha também dez côvados; os dois tinham a mesma forma e as mesmas dimensões. Um e outro tinham dez côvados de altura. Salomão pô-los no fundo do templo, no santuário. Tinham as asas estendidas, de sorte que uma asa do primeiro tocava uma das paredes e uma asa do segundo tocava a outra parede, enquanto as outras duas asas se encontravam no meio do santuário. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas”. (1 Reis 6, 23-29)
Confira mais em: (Êxodo 25,22) ( 2 Crônicas 3, 10-14) (Ezequiel 41, 17-21) (2 Samuel 6,2) (1 Reis 7, 23-26) (Êxodo 26, 1-2)
Agora vamos a posição oficial da Igreja. Esta pode ser retirada do Catecismo da Igreja Católica.
· 476. Visto que o Verbo se fez carne assumindo uma verdadeira humanidade, o corpo de Cristo era delimitado. Em razão disto, o rosto humano de Jesus pode ser 'representado' (Gl 3,1). No VII Concílio Ecumêncio [=II Concílio de Nicéia] a Igreja reconheceu como legítimo que Ele seja representado em imagens sagradas.
· 1159. A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova 'economia' das imagens: "Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (...) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor" (São João Damasceno, Imag. 1,16).
· 1160. A iconografia cristã transcreve pela imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra iluminam-se mutuamente: "Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco" (II Concílio de Nicéia, DOC 111).
· 1161. Todos os sinais da celebração litúrgica são relativos a Cristo: são-no também as imagens sacras da santa mãe de Deus e dos santos. Significam o Cristo que é glorificado neles. Manifestam a nuvem de testemunhas' (Hebreus 12,1) que continuam a participar da salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, revela-se à nossa fé o homem criado 'à imagem de Deus' e transfigurado 'à sua semelhança', assim como os anjos, também recapitulados por Cristo [...].
· 1162. "A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus" (São João Damasceno, Imag. 1,27). A contemplação dos ícones santos, associada à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis.
· 2130. No entanto, desde o Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação através do Verbo encarnado, como são a serpente de bronze (Nm 21,4-9) (Sb 16,5-14) (Jo 3,14-15), a arca da aliança e os querubins (Ex 25,10-22) (1Rs 6,23-28) (7,23-26).
· 2131. Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que o sétimo Concílio Ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova economia de imagens.
· 2132. O culto cristão de imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original" (São Basílio, Spir. 18,45), e "quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada" (II Concílio de Nicéia, DS 601). A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só compete a Deus: "O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem" (São Tomás de Aquino, S.Th. 2-2,81,3,ad 3).
· 2691. [...] A escolha de um lugar favorável não é sem importância para a verdade da oração: para oração pessoal, pode ser um 'recanto de oração', com as Sagradas Escrituras e imagens sagradas, para aí estar 'no segredo' diante do Pai. Numa família cristã, essa espécie de pequeno oratório favorece a oração em comum; [...]
· 2705. A meditação é sobre tudo uma procura. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã a fim de aderir e responder ao que o Senhor pede. Para tanto é indispensável uma atenção difícil de ser disciplinada. Geralmente, utiliza-se um livro, e os cristãos dispõem de muitos: as Sagradas Escrituras, o Evangelho especialmente, as imagens sagradas, os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do 'Hoje' de Deus.
Autor: Jaime Francisco de Moura

As Contribuições Católicas para a Bíblia

O próprio Lutero disse: "foi um efeito do poder de Deus que o Papado preservou, em primeiro lugar, o santo batismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação...". Muitos Católicos e protestantes não percebem quanto devem a Igreja católica por ter a Bíblia como nós temos hoje. Por exemplo, antes que Lutero fizesse sua tradução em alemão em setembro de 1522, já havia dezessete traduções alemãs (todas antes de 1518) já impressas, doze destas no dialeto do baixo-alemão.
38-61 d.C. O PRIMEIRO EVANGELHO FOI ESCRITO: S. Mateus, um dos doze apóstolos de Cristo, mártir da fé, escreve o primeiro evangelho da vida de Cristo em hebraico. Este evangelho seria seguido por três outros evangelhos escritos em grego. O Evangelho de S. Marcos (64 d.C.), o Evangelho de S. Lucas (63 ou 64 d.C.) e o Evangelho de S. João (97 d.C.).
52 d.C. A PRIMEIRA EPÍSTOLA FOI ESCRITA: S. Paulo, apóstolo de Cristo, mártir da fé, escreve a primeira Epístola a uma parte da Igreja. Esta é conhecida hoje como "Primeira aos Tessalonicenses". Este escrito seria seguido de 21 outras epístolas Apostólicas, sendo o último escrito pelo Apóstolo S. João, em 69 d.C.
64 d.C. FOI ESCRITO OS ATOS DOS APÓSTOLOS: S. Lucas, discípulo de S. Paulo, mártir da fé, escreve "Atos dos Apóstolos", uma história da igreja da Páscoa até a morte de S. Paulo. Atos e o Evangelho Segundo São Lucas, fez S. Lucas o autor da maior parte do NT, ou seja, 28%.
70 a 140 d.C. PÁPIAS ERA BISPO DE HIERÁPOLIS, segundo ele : o Apóstolo Marcos foi o interprete de Pedro, escreveu fielmente, embora sem ordem, tudo o que lembrava sobre as palavras e as ações do Senhor. Ao passo que Mateus, reuniu ordenadamente, em língua hebraica, a vida de Jesus. O bispo Pápias afirma ter conhecido as filhas do Apóstolo Felipe.
98-99 d.C. O ÚLTIMO LIVRO DIVINAMENTE INSPIRADO DOS APÓSTOLOS É FEITO: S. João, Apóstolo de Cristo, escreve o último livro divinamente inspirado dos Apóstolos. Isto é conhecido hoje como Apocalipse.
153-170 d.C. O PRIMEIRO TRATADO EM "A HARMONIA DOS EVANGELHOS": A mais antiga tentativa de fazer uma harmonia foi por Taciano (morreu em 172) e seu título, Diatessaron, dá abundante evidência da primitiva aceitação na Igreja Católica de nossos quatro Evangelhos Canônicos. A próxima Harmonia foi feita por Amônio de Alexandria, professor de Orígenes, que apareceu em 220 d.C., mas se perdeu.
2º - 3º SÉCULO d.C. A PRIMEIRA ESCOLA DA BÍBLIA: Os antigos Católicos começaram uma escola em Alexandria para a aprendizagem dos Evangelhos e outros escritos Católicos antigos.
250 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM IDIOMA PARALELA: O Católico Orígenes cria a edição da Hexapla do VT, que continha o hebraico paralelo com versões gregas.
250 d.C. A PRIMEIRA BIBLIOTECA CATÓLICA: O Católico Orígenes cria uma bem equipada biblioteca em Cesaréia, com a finalidade de estudar os Evangelhos e outros escritos Católicos antigos.
250-300 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM FORMA DE LIVRO: Os judeus usaram o rolo de papiro, os primitivos católicos foram os primeiros ao usar a forma de livro (códice) para Escrituras.
SÉCULO IV - O PRIMEIRO USO DA PALAVRA "BÍBLIA": Veio da palavra grega "biblos", que significa o lado interno do papiro, papel-cana de onde eram feitos os primeiros papéis, no Egito. A forma latina "Bíblia", escrita com uma letra maiúscula, veio a significar "O Livro dos Livros", "O Livro" por excelência. As Santas Escrituras foram chamadas de Bíblia pela primeira vez por S. Crisóstomo, arcebispo Católico de Constantinopla, no séc. IV.
SÉCULO IV - AS MAIS ANTIGAS BÍBLIAS EXISTENTES: As duas mais antigas Bíblias existentes, que contém o Velho e a maioria (mas não completo) do Novo Testamento, chamam-se hoje de Códice Vaticanus (325-350 d.C.), o Códice Sinaiticus (340-350 d.C.), o Códice Ephraemi (345 d.C.) e o Códice Alexandrinus (450), que foram copiados à mão por monges Católicos.
340 e 373 D.C. Coube aos pais da Igreja, desde os Católicos Eusébio de Cesaréia e Atanásio de Alexandria confirmarem definitivamente nos anos 340 e 373 dC que o Apocalipse era obra inspirada.Os concílios de Hipo e de Cartago, já definiram os 27 livros do Novo Testamento ao CONCATENAREM os códigos ocidentais e orientais".
367 D.C. O PRIMEIRO USO DO PALAVRA "CÂNON": S. Atanásio, bispo Católico de Alexandria, é o primeiro em aplicar o termo cânon para o conteúdo da Bíblia, introduzindo o verbo canonizar que significa "dar sanção oficial a um documento escrito".
367 D.C. O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO: A 39ª carta festal de S. Atanásio, bispo católico de Alexandria, enviada para as igrejas sob sua jurisdição em 367, terminou com toda a incerteza sobre os limites do cânon do NT. Nela, preservada em uma coleção de mensagens, listou como canônicos os 27 livros do NT, embora os organizasse em uma ordem diferente. Esses livros do NT, na ordem atual são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João), Atos dos Apóstolos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemôn, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse.
388 D.C. O PRIMEIRO GLOSSÁRIO DE NOMES DA BÍBLIA: S. Jerônimo compilou o "Livro de Nomes Hebreus, ou Glossário de Nomes Formais do Velho Testamento". O Livro de Nomes Hebreus foi sem dúvida de muito uso na época em que as pessoas quase não conheciam o hebraico, embora o arranjo seja estranho com um glossário separado para cada livro da Bíblia.
388 D.C. O LIVRO DOS NOMES DE LUGARES HEBREUS: S. Jerônimo compilou o "O Livro dos Nomes de Lugares Hebreus" que foram feitos primeiro por Eusébio com adições de Jerônimo. Os nomes sob cada letra são colocados em grupos separados na ordem dos livros das Escrituras nas quais eles aparecem; por exemplo, na letra A temos os nomes de Gênesis, depois Êxodo, e assim por diante. Mas não há lugar para fantasia, e o testemunho de homens que viveram na Palestina nos séc. IV e V ainda são de grande valor ao estudante da topografia sagrada. Quando os lugares estão fora do conhecimento do escritor, ele usa de especulação, como quando o autor nos fala que a Arca pode ser encontrada nas proximidades do Ararat.
390 D.C. A PRIMEIRA COMPILAÇÃO COMPLETA DO VELHO E NOVO TESTAMENTO: No Concílio de Hipona, a Igreja Católica reuniu os vários livros que reivindicaram serem escrituras, revisou cada um e decidiu quais eram inspirados ou não. A Igreja Católica reuniu todos os livros e Epístolas inspirados em um volume chamado A Versão de Septuaginta do Velho Testamento (que foi traduzida por setenta estudiosos em Alexandria, Egito por volta de 227 a.C. e foi a versão que Cristo e os apóstolos usaram) e é a mesma Bíblia que temos hoje. A Igreja católica deu-nos então, a Bíblia.
400 D.C. A MAIOR PARTE DAS ESCRITURAS SAGRADAS TRADUZIDAS: Nas línguas siríaco, cóptico, etíope, georgiano. Na região do Reno e Danúbio (Império romano) Uma versão gótica foi traduzida pelo bispo gótico Ulfilas (318-388), quem, depois de inventar um alfabeto, produziu uma versão das Escrituras da septuaginta do VT e do grego.
406 D.C. A TRADUÇÃO ARMÊNIA: Em 406 o alfabeto Armênio foi inventado por Mesrob, que cinco anos depois completou uma tradução do VT e NT da versão Síria em Armênio.
405 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA COMPLETA NA LINGUAGEM COMUM: A Vulgata latino, de latin editio vulgata: "versão comum", a Bíblia ainda usada pela Igreja Católica Romana, foi traduzida por S. Jerônimo (quem os tradutores da versão KJV de 1611 em seu prefácio o chamaram de "o pai mais instruído, e o melhor lingüista de sua época ou de qualquer antes dele". Em 382, o papa Dâmaso pediu a Jerônimo, o maior estudioso bíblico de sua época, que produzisse uma versão latina aceitável da Bíblia das várias traduções que eram então usadas. Sua tradução latina revisada dos Evangelhos apareceu em 383. Usou a versão da Septuaginta grega do VT do qual ele produziu uma nova tradução latina, um processo que ele completou em 405. É como tradutor das Escrituras que Jerônimo é mais conhecido. Sua Vulgata foi feita no momento certo e pelo homem certo. O latim ainda estava vivo, apesar do Império Romano estar desaparecendo. E Jerônimo era mestre em latim.
450-550 A.D O BEZAE CANTABRIGIENSIS (TAMBÉM CHAMADO CÓDICE BEZAE): Este é o manuscrito bilíngüe mais antigo existente, com o grego na página esquerda, e latim à direita. O Bezae Cantabrigiensis era um texto ocidental copiado em 450-550 e que preservou a maior parte dos quatro Evangelhos e partes de Atos.
SÉCULO VII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O FRANCÊS: As versões francesas dos Salmos e o Apocalipse, e um métrico do Livro de Reis, apareceu já no sétimo século. Em 1223 uma tradução completa foi feita sob o rei Católico Louis, o Piedoso. Isto foi 320 anos antes da primeira versão francesa protestante. Até o décimo quarto século, foram produzidas muitas histórias da Bíblia.
SÉCULO VII - A PRIMEIRA VERSÃO ALEMÃ: A história da pesquisa Bíblica mostra que as numerosas versões parciais no vernáculo na Alemanha já aparecem nos séculos VII e VIII. Também há abundância dessas versões nos séculos XIII e XIV, e uma Bíblia completa no século XV, antes da invenção da imprensa.
SÉCULO VIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM INGLÊS: Por Adelmo, bispo de Sherborne, e Bede. Uma tradução do século IX da Bíblia para o inglês (no dialeto anglo-saxão) foi feita por Alfred. Uma tradução do séc. X para inglês foi feita por Aelfric. Foi feita uma tradução em 1361 da maior parte das Escrituras no dialeto inglês (anglo-normando). Isto foi 20 anos antes da tradução de Wycliffe em 1381.
SÉCULOS VIII e IX - O USO DA FORMA DE ESCRITA CHAMADA "MINÚSCULA": Como o bloqueio do comércio oriental de papiro fez o mercado ocidental usar o pergaminho, o fator econômico ficou potente. Para caber mais letras na página, o copista teve de usar letras menores e apertadas. Alguns, para preservar suas formas, colocavam algumas acima e outras abaixo linha. O resultado foi uma forma de escrita chamada “Minúscula” pequenas letras, com iniciais maiúsculas para ênfase. Este sistema ainda é usado hoje. Foi uma mudança gramatical da "Maiúscula" que consistia de letras grandes usadas pelos gregos, romanos e judeus.
SÉCULO IX - A PRIMEIRA TRADUÇÃO ESLAVA DA BÍBLIA: Os Católicos Cirilo e Metódio pregaram o Evangelho para os eslavos na segunda metade do nono século e S. Cirilo, tendo formado um alfabeto, fez para eles uma versão Velho Eclesiástico Eslavo, ou Búlgaro, uma tradução da Bíblia do grego. No fim do décimo século esta versão entrou na Rússia e depois do décimo segundo século sofreu muitas mudanças lingüísticas e textuais. Uma Bíblia eslava completa foi feita de um códice antigo no tempo de Waldimir (m. 1008) foi publicada em Ostrogodo em 1581.
1170 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA PARALELA EM INGLÊS: O Psalterium Triplex de Eadwine, que continha a versão latina acompanhada por textos anglo-normandos e anglo-saxões, se tornou a base de versões anglo-normandas.
SÉC. XII - A PRIMEIRA DIVISÃO DE CAPÍTULOS: Foi o arcebispo Católico britânico de Canterbury, St. Estêvão Langton (morreu em 1228), foi o primeiro a dividir as Escrituras em capítulos: 1.163 capítulos no VT e 260 no NT.
SÉC. XIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM ESPANHOL: Sob o rei Alfonso V de Espanha.
1230 D.C. A PRIMEIRA CONCORDÂNCIA: Uma concordância da Bíblia da Vulgata latina foi compilada pelo frade dominicano Hugo de São Cher.
1300 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM NORUEGUÊS: A mais antiga e celebrada é a tradução de Gênesis - Reis chamada Stjórn ("Direção"; i.e., de Deus) em norueguês antigo, em 1300. As versões suecas do Pentateuco e de Atos sobreviveram do décimo quarto século e um manuscrito de Josué - Juízes por Nicholaus Ragnvaldi de Vadstena de c. 1500. A versão dinamarquesa mais antiga de Gênesis - Reis deriva de 1470.
1454 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA: Gutenberg causou grande excitação quando no outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada.
1466 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ALEMÃO: Isto foi cinqüenta oito anos antes de Lutero fazer sua Bíblia alemã em 1524. Nestes cinqüenta e oito anos os Católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia.
1470 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESCANDINAVO: No décimo quarto século, foram feitas versões das Epístolas dominicas e dos Evangelhos para uso popular na Dinamarca. Grandes partes da Bíblia, se não uma versão inteira, foi publicada em 1470.
1471 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA ITALIANA: Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (em 1522) os Católicos já tinham feito 20 diferentes edições italianas da Bíblia.
1475 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM HOLANDÊS: A primeira Bíblia em holandês foi impressa por católicos na Holanda em Delft em 1475. Algumas foram impressas por Jacob van Leisveldt em Antwerp.
1478 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESPANHOL: Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (em 1522) os Católicos já tinham feito 2 diferentes edições espanholas da Bíblia.
1466 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM FRANCÊS: Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (em 1522) os Católicos já tinham feito 26 diferentes edições francesas da Bíblia.
1516 D.C. A PRIMEIRA IMPRESSÃO DO NOVO TESTAMENTO GREGO: Um Católico chamado Erasmo fez a primeira impressão de seu NT grego. Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (em 1522) os Católicos já tinham feito 22 diferentes edições gregas da Bíblia.
1534 D.C. O PRIMEIRO USO DE ITÁLICOS PARA INDICAR PALAVRAS QUE NÃO ESTAVAM NO ORIGINAL: Um Católico chamado Munster foi o primeiro em usar itálicos para indicar palavras que não estavam nos textos originais grego e hebraico, em sua versão da Vulgata latina.
1548 D.C. AS PRIMEIRAS VERSÕES CHINESAS: Entre as traduções mais antigas uma versão é a de S. Mateus por Anger, um Católico japonês (Goa, 1548). O jesuíta Padre de Mailla escreveu para uma explicação dos Evangelhos para domingos e festas em 1740.
1551 D.C. A PRIMEIRA DIVISÃO DE VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em versículos é vista pela primeira vez em uma edição do NT grego publicada em Paris pelo Católico Robert Stephens.
1555 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA COMPLETA COM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em capítulos e versículos é vista pela primeira vez em uma edição da Vulgata publicada em Paris pelo Católico Robert Stephens.
1561 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA COMPLETA EM POLONÊS: Foi impressa em Cracóvia em 1561, 1574, e 1577. Jacob Wujek, S.J., fez uma nova tradução da Vulgata (Cracóvia, 1593) admirada por Clemente VIII e que foi muito reimpressa.
1579 D.C. A PRIMEIRA VERSÃO MEXICANA: A primeira Bíblia conhecida no México foi uma versão dos Evangelhos e Epístolas em 1579 por Dídaco de S. Maria, O.P., e o Livro de Provérbios por Louis Rodríguez, O.S.F. Uma versão do NT foi feita em 1829, mas só o Evangelho de S. Lucas foi impresso.
1836 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O JAPONÊS: Uma versão do evangelho de S. João e dos Atos foi editada em katakana (tipo quadrado) em Cingapura (1836) por Charles Gutzlaff.

MEUS IRMÃOS CATÓLICOS MAIS UM MENTIRA PROTESTANTE SOBRE IMAGENS

Caro irmãos Católicos mais uma mentira sobre o que estes protestantes nos acusam de idolatria veja a matéria abaixo e a resposta de Francisco Jaime de Moura:

Um outro Irmãozinho manda um e-mail e despeja uma série de acusações falsas aprendidas cegamente, sem demonstrar que a Igreja Católica estaria fazendo aquilo do que ela é acusada.
O Irmão acusa os Católicos de “Idólatras” Chamando Nossa Senhora de grande Ídolo do Povo” e também mostra sua ignorância em outros temas que,Tentarei responder, afim, de acabar com sua cegueira.
Venerar e Adorar
Querido Irmão, Venerar é honrar, saudar homenagiar, bem-aventurar etc. Enquanto adorar é OFERECER SACRIFÍCIO. Só a Deus é oferecido Sacrifício pela sua Igreja. E o Sacrifício que a Igreja oferece é a Santa Missa que está centrada na Eucaristia com o corpo e o sangue de Cristo.
Para você entender melhor, abra sua Bíblia em (Jo 6,52-59) e verá que Jesus responde aos Judeus, reafirmando o que antes tinha dito. “Quem não Comer da minha carne e não Beber do meu sangue não terá a vida eterna”. E afirma ainda, que sua carne é verdadeiramente uma comida e seu sangue verdadeiramente uma bebida. Confira também em (Mateus 26,26) (Marcos 14,22) (Lucas 22,19) (1 Cor 11,23) (1 Cor 11,27-29). Note-se que quando Deus mandou sacrificar o Cordeiro da Páscoa no Egito e marcar as portas com seu sangue, ele mandou comer da carne do Cordeiro (Ex 12,1-11). Ora, o Cordeiro era figura de Cristo que é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1,29).
É evidente que o sacrifício de Cristo é um acontecimento único, que não precisa jamais ser repetido. Na Santa Missa, não há repetição do sacrifício; Jesus não é imolado de novo. A sua imolação única, porém, passa a estar novamente presente, por graça de Deus, para que possamos, nós também, receber seus frutos dois mil anos depois.
Adoração
Adoração, não é portanto simplesmente o fato de nos ajoelhar-mos diante de uma imagem de um Santo ou de Maria. A Igreja Católica somente oferece Sacrifício a Deus, não a Maria e aos Santos.
Compreendo que o irmão por seguir ainda uma Seita oriunda do Protestantismo, não consiga distinguir “Adoração de Veneração”
É que, o Protestantismo não pode mais oferecer Sacrifício a Deus (já que seus ministros, não sendo legítimos sucessores dos Apóstolos, não são habilitados a consagrar a Eucaristia). Portanto é de se concluir, que nenhum Protestante presta Culto de Adoração. Mas apenas de Veneração, infelizmente.
Ídolo
O Irmão Protestante chama Nossa senhora Aparecida de grande “Ídolo do povo Brasileiro”
Se entender-mos “Ídolo” em seu sentido preciso, a afirmação do irmãozinho não se sustenta. A mãe de Jesus não é um “Ídolo”, já que para ser um “Ídolo” seria preciso que Maria fosse considerada pelos Católicos como uma “Deusa” prestando culto de adoração, inclusive oferecendo sacrifício, como ficou explicado no início.
Idolatria
O fato de uma Imagem ser carregada em procissão igualmente não configura “Idolatria”
Ora, se carregar um objeto em procissão fosse “Idolatria” como se afirma no Protestantismo, teríamos necessariamente que considerar inclusive o Povo de Deus como “Idólatra”. Afinal, também o povo de Deus fez procissões, carregando como objeto de Culto a Arca da Aliança. E isso é narrado diversas vezes no Antigo Testamento: (Ex 25,18) (Números 10,33-34) (Josué 3,3) (Josué 6,4) (Josué 6,9) etc.
Esta procissão, conduzindo inclusive imagens de Querubins, estabelecida por Deus na Bíblia, não é igual a uma procissão qualquer com “...imagens de esculturas feitas de madeira e rogando ao falso Deus que não pode salvar” (Isaías 45,20).
Repare bem: as Procissões que levam imagens dos heróis da fé não são imagens de Deuses, porém não tem como ser Idolatria. Também não é feito nenhum sacrifício a esses Santos, e Heróis da fé. Enquanto os Pagãos: Eles já carregavam suas imagens, considerando-as como Deuses e fazendo sacrifícios. Veja a diferença das duas procissões:
O Católico carrega a Imagem de pessoas virtuosas já falecidas com a mesma “audácia” dos Judeus ao carregarem a venerável Arca da Aliança. Porém o Irmão está numa cegueira total que provém do falso ensino Protestante.
Citações Bíblicas, a que se refere o Irmão
Comentemos algumas passagens Bíblicas consideradas pelo Irmão como “Anti-Católicas”.
Como ficou provado que o Católico não é “Idólatra”, pois Maria também não é “Deusa” e que não é “Adorada”, as citações Bíblicas feitas pelo Irmãozinho acabam tornando-se não pertinentes. Elas não são pertinentes quando fala em “Ídolos” (Salmo 115,4-8) (1 João 5,21) em “Falso Deus” (Êxodo 20,3-5) em “Outro Deus” (Dt 4,39) em “Adorar” Imagens (Atos 4,12) (Mateus 4,10) e, em “Idólatras”(Ap 21,8).
(Atos 4,12) afirma que só há salvação em Jesus.
Ora, a Igreja Católica nunca disse que não seria Jesus quem salva. E quando a Igreja ensinou que foi Maria sua Mãe?
A proibição de se construir imagens em (Êxodo 20,3-5) não pode ser interpretada no sentido literal de não se ter nenhuma imagem. Pois se não Deus Pai não teria mandado às vezes construir imagens em (Êxodo 25,18-20). A Arca que, diga-se de passagem, era considerada o objeto mais venerado pelo povo Hebreu.
O irmão cita (Isaías 42,8), para afirmar que “Nosso Senhor não aceita repartir com outras entidades a honra e a glória que só a Ele pertence”. Ora, porque a mãe de Jesus estaria repartindo honras e glórias pertencentes a seu filho? Presta-se honra e glória a uma Divindade ADORANDO-A, oferecendo-lhe Sacrifícios, o que não ocorre com o culto prestado a uma Santa Criatura de Deus, como Maria, que é Venerada pelos Católicos, apenas (nunca adorada).
Enquanto o nome de Maria é digna de ser Venerada, o nome de Jesus é o único nome digno de, além de Venerado, ser Adorado.
Intercessora, não “Mediadora”
Afirma o Irmãozinho que Maria é colocada pelos Católicos como “Mediadora” entre Deus e os homens.
Isso não é verdade. A Igreja Católica nunca ensinou que Maria seja “Mediadora” (não confundir “Mediadora com “Medianeira” que quer dizer intercessora). Ocorre que Maria e os Santos são Intercessores humanos junto a Jesus. É o que ocorreu durante as bodas de Caná (João 2,1-11) em que Jesus transformou água em vinho por causa da Intercessão humana de Maria junto a ele. Não foram os noivos que vieram pedir o milagre diretamente a Jesus, mas usaram da intercessão humana da Mãe de Jesus. E Jesus atendeu, mesmo não chegando a sua hora. A Igreja sempre ensinou que há um único Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1 Timóteo 2,5) mas, Jesus também admite pedidos de intercessores humanos junto a Ele.
Concluindo: Jesus é o Mediador, mas de Rendenção, o que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos, Santos e Maria, como ficou provado.
Advogada
Afirma o Irmão que o título “Advogada” atribuído a Maria seria errôneo.
Ora, o que faz um advogado? Não é justamente defender aquele que não tem conhecimento ou não pode faze-lo? Não foi exatamente isso que Maria fez ao advogar a causa dos noivos junto a Jesus? O fato de em (João 2,1), dizer que Jesus é que é o único advogado, significa apenas que ele é o único advogado dos homens junto a seu Pai. Ninguém consegue um milagre diretamente de Deus Pai, sem passar por Jesus. Maria, nem os noivos conseguiram o milagre diretamente de Deus Pai, sem antes passar por Jesus Cristo.
Porém, tal sentença não exclui a possibilidade de também haver (como houve) advogados dos homens junto a Jesus.
Paralítica, Cega Surda e Muda
Afirma o Irmãozinho de que “de acordo com o (Salmo 115), Nossa Senhora é paralítica, Cega Surda e Muda”.
No (Salmo 115) não há qualquer menção a Mãe de Jesus. Ele fala nos “Ídolos” do paganismo primitivo, que, como vimos, nada tem a ver com o culto de veneração que os Católicos tem para com Maria. O irmão pode ver muito bem o quanto é falsa as acusações que aprendeu no Protestantismo. Não resistindo a uma análise mais precisa, exorto o Irmão a estudar mais a Bíblia.
Além de Maria, o Irmão questiona também os mortos.
O irmão tenta sustentar o antigo conceito do Cheol, citado nos primeiros livros do Antigo Testamento, em que os mortos estariam dormindo inconscientemente. Para tal cita (Ecl. 9,5-6).
Querido irmão, tal idéia que aprendeu no Protestantismo é falsa. O antigo conceito de que os mortos dormem foi superado pelos próprios livros do Antigo Testamento, escritos posteriormente. O irmão há de admitir que Deus Pai evoluiu seu ensinamento, da mesma maneira que uma professora evolui o aprendizado a medida que o aluno vai ficando adulto. Nos Livros do Novo Testamento, Jesus mostrou que os mortos não estão dormindo, mas estão bem conscientes ao citar, por exemplo, o diálogo dos já falecidos Lázaro e o Rico. Em (Apocalipse 6,9) os mártires (já falecidos) junto ao Altar de Deus nos Céus clamam por justiça. Confira mais em (Apocalipse 5,8) (Apocalipse 8,4)
Vê-se que os mortos estão bem acordadões, não é mesmo?
Estão, tão acordados, que intercedem pelos homens aqui na terra. Confira em (Jeremias 15,1) (1 Reis 11,11-13) (Êxodo 32,11-14) (2Reis 13,21)
Eternidade virgindade de Maria
Afirma o irmão que "no concílio de Latrão", realizado no ano de 649, o Vaticano decidiu por conta própria ensinar que Maria não teve outros filhos além do Senhor Jesus"
Afinal, essa afirmação, além imprecisa, é falsa. Não houve "concílio de Latrão" no ano 649. O primeiro concílio de Latrão ocorreu em 1123 ( 474 anos depois da data citada pelo irmão) Além desse ocorreram ainda mais três outros concílios com o mesmo nome de Latrão: O 2º em 1139, O 3º em 1179 e o 4º em 1215.
A Igreja não decide uma proposição"por conta própria", como lhe ensinou o protestantismo. Ao proclamar uma verdade Ela está apenas definindo aquilo que já era observado pelos primeiros Cristãos.
"Até que"
O irmão Protestante, sustenta que a frase José não coabitou com Maria somente até nascer Jesus e para tal cita (Mateus 1,25) em que se diz "José não conheceu Maria (teve relações com ela) ATÉ QUE ela desse à luz um filho (Jesus).
Na linguagem bíblica (semítica) a expressão ATÉ QUE é usado para designar APENAS o que se deu (ou não deu) no passado, sem se indicar o que haveria de acontecer no futuro.
Tenha-se em vista só o seguinte exemplo:
Salmo 109,1: Deus Pai convidou o Messias a sentar-se á sua direita ATÉ QUE ele faça dos inimigos do Messias o supedâneo de seus pés"
A expressão não quer dizer que, depois de vencidos os inimigos no fim da história universal, o Messias deixaria de se assentar á direita do Pai.
Daí, da simples frase ATÉ QUE em Mateus 1,25 o irmão não pode sair por aí pregando que depois do nascimento de Jesus, José teria tido relações com Maria.
Primogênito
O irmão afirma que Jesus teve outros irmãos, pois na Bíblia se fala em filho primogênito. Daí o irmão conclui, que por que falou em primogênito, é por que haveria outros.
Querido irmão, saiba que a Bíblia não fora escrita originalmente em português. Assim, para interpretá-la corretamente, é preciso considerar também as peculiaridades de seu idioma original.
A palavra primogênito podia originalmente ser sinônimo de "UNIGÊNITO"(único filho) pois que um e outro vocábulo na mentalidade semita designam "o bem amado". Tenha-se em vista, por exemplo Zacarias 12,10, em que o conceito de "PRIMOGÊNITO e UNIGÊNITO" se confundem. Confira na Bíblia:
"Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração, e eles voltarão os seus olhos para mim. Quanto àquele que transpassaram, chorá-lo-ão como se chora um filho UNIGÊNITO; chorá-lo-ão amargamente como se chora um PRIMOGÊNITO.
Mesmo fora da terra de Israel podia-se chamar "PRIMOGÊNITO" o menino que não tivesse irmão nem irmã mais jovem.
"Irmãos de Jesus"
O irmão deixou de considerar que também na língua semítica "irmãos" era um termo usado não só para designar filhos do mesmo pai ou mãe (como no português). Mas a expressão era usada também para designar primos, tios,cunhados, parentes etc.
Vejam exemplos:
"Disse Abraão a Lot: Peço-te que não haja rixas, pois somos irmãos" (Gênesis 13,8) - Abraão não era irmão de Lot, mas tioo.
"Eleazar morreu e não teve filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos" (1 Crônicas 23,22) - As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.
Em (Gênesis 29,15) Labão fala a Jacó: "Por seres meu irmão, servir-me-ás de graça?" Em Gênesis 27,43 e 29,10-11, Labão é declarado irmão de Rebeca, mãe de Jacó. Portanto tio dele.
Veja mais em: (Êxodo 2,11) (Gênesis 9,6) (Mateus 5,21-22) (1 Cor 15,6)
Jesus no calvário entregou sua mãe a João, o evangelista; se Maria tivesse outros filhos Jesus teria entregado sua Mãe a seus irmãos carnais e não ao evangelista. Portanto, Jesus é ao mesmo tempo, o primogênito e o unigênito de Maria.
E não seria nada "desonroso", se Maria tivesse outros filhos. Mas isso não aconteceu, porque o Senhor tencionou conservar intacta o ventre que abrigou, aqueceu e alimentou o FILHO ÚNICO DE DEUS. É isso que se depreende ao ler todo o testemunho dos primeiros Cristãos.
A propósito, até o século XVI, quando surgiu o protestantismo, jamais alguém ousou antes duvidar da eterna virgindade de Maria; nem mesmo os próprios reformadores protestantes, apesar de seu ódio doentio em tudo que a Igreja pregava.
É lamentável que as seitas oriundas do protestantismo estão se afastando cada vez mais da genuína pregação de Jesus e dos Apóstolos a ponto de duvidar de verdades mais elementares guardadas pelo Cristianismo até então.
Agora vamos para o bom senso: Porque os supostos "irmãos de Jesus" não compareceram na crucificação? Se você disser que está escrito na Bíblia, quero o livro, capítulo e versículo. Fico aguardando!
Tenha-se em conta que Maria é chamada mãe de Jesus e nunca mãe dos irmãos de Jesus.
Celibato
Afirma o Irmãozinho que o estado de celibato seria uma condição desonrosa.
Ao repetir como um papagaio, essa bobagem que aprendeu no protestantismo, o irmão se esqueceu que Jesus, Paulo e Timóteo eram celibatários (não casaram) Assim, ao afirmar que o estado de celibato seria desonroso, o irmão está insultando o próprio Senhor Jesus, a quem julga seguir. Se o estado de celibato fosse tão desonroso, Paulo não teria dito que o celibato é melhor que o casamento:
Convido o irmão a ler todo o capítulo 7 de 1 Coríntios, onde tenho certeza que não foi mencionado na seita onde frequenta. É uma maldade se afirmar que seria o celibato que leva os homens a pecar, praticando atos solitários, como o irmão chegou a afirmar. Casados ou não o homem peca contra a castidade, quando sucumbem a tentação. Conheço vários pastores que são casados e adulteraram, não é o fato de ter ou não mulher que fará alguém a não pecar.
Se fosse assim, não haveria motéis, em que a maioria de seus frequentadores são homens casados.
Chamarisco de dinheiro
Afirma ainda, novamente sem provar nada que a Igreja usa o culto a Maria de "chamarisco para ganhar dinheiro".
Afinal quem explora mais as pessoas para "ganhar dinheiro": a Igreja Católica ou as Igrejas Evangélicas? Qual comunidade evangélica arrecada menos dinheiro, com seus pesados dízimos que impõe a seus fiéis, do que a comunidade Católica? Então, quem melhor se enquadra na definição de ser " chamarisco para ganhar dinheiro?"
Pense bem.
Tradição Criada Pelos Homens
"Afirma o irmão que a hiperdulia, culto de louvor a Maria, foi criado pelo Papa Adriano I no ano 787 d.c." A partir daí chega a afirmar que a devoção seria "uma tradição criada pelos homens".
De fato, o Papa Adriano oficializou um costume que já era praticado no início das primeiras comunidades Cristãs, tendo surgido junto com a pregação dos Apóstolos. Eis uma demonstração irrefutável de que o culto Mariano é tão antigo quanto a história do Cristianismo Primitivo.
Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester, adquiriu no Egito um pequeno papiro, cujo texto é de uma oração dirigida a Maria Santíssima invocada como THEOTÓKOS (Mãe de Deus) no século III.
Querido irmão, o que é tradição criada pelos homens são os ensinamentos que aprendeu no protestantismo. Tradição humana é o"sola-scriptura" que é anti-bíblico por contrariar o que diz a Bíblia, que manda seguir também a Verdadeira TRADIÇÃO que foi pregada pelos Apóstolos ( 2 Ts 2,15) (1 Cor 11,2 ).
Verdadeiros Adoradores de Deus
O irmão admite que é "melhor" estar entre os verdadeiros adoradores que adoram o Pai em Espírito e em verdade.
Se é assim, então abandone logo essa seita oriunda do protestantismo, pois, lá não havendo o culto de adoração, Deus Pai não é adorado nunca, apenas venerado. A verdadeira adoração está na Santa Missa onde o centro é a Eucaristia com o corpo e o sangue de Cristo.
Jesus nos diz em (Mateus 24,15) que o primeiro que fará o anticristo será a "abominável desolação" no lugar santo, como profetizou Daniel... e segundo Daniel, em quatro passagens, esta abominação consistirá em tirar "o sacrifício perpétuo" e também os altares e sacerdotes (Daniel 8,11; 9,27; 11,31; 12,11).
As Igrejas Protestantes já perderam o "essencial". Não tem mais o altar, o sacrifício nem sacerdote. Já têm espírito do anticristo!
Babilônia
O irmão atribui a Igreja Católica a designação ofensiva de "Babilônia", que João citou e criticou em Apocalipse 17,5.
Ora, ao escrever o livro de Apocalipse, para consolar os Cristãos perseguidos, João não poderia ter tencionado insultar a própria Igreja da qual ele fazia parte, como o irmão aprendeu no protestantismo. João aponta esse nome para o antigo império romano, pois era justamente o império romano quem perseguia e matava os primeiros Cristãos, aos quais o livro de Apocalipse fora escrito.
A igreja Católica também não é a Babilônia, como você diz, Porque ela tem origem Apostólica, e Cristo prometeu que estaria com ela até a consumação dos tempos.
Ou você acha que Cristo esperaria 1500 anos depois para fundar sua Igreja, e que daria o nome de Igrejas Protestantes?
Concluindo
Lamentamos em lhe dizer, mas na prática o Irmão fez uma opção erradíssima, em seguir uma seita protestante, onde a cada dia aumenta a confusão, a anarquia e a divisão da divisão. Hoje são mais de 20.000 cada uma diferente da outra, cada uma dizendo-se, inspirada pelo Espírito Santo. É muita contradição! Que Deus tenha misericórdia.
Respostas: Learruda, ao texto Protestante "Mensagem dirigida aos Padres e ao povo Católico em Geral" Acréscimos nas respostas: Jaime Francisco
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