top

create your own banner at mybannermaker.com!

terça-feira, 7 de maio de 2013

QUEM PRECISA DE DENOMINAÇÕES PROTESTANTES ?

Reconheço que é direito de todo e qualquer cidadão professar sua crença livremente, sem embaraços. Repudio toda e qualquer forma ou mesmo tentativa de preconceito religioso e ofensas a dignidade e honra das pessoas. ————————————————————————————————–
Os protestantes dizem que já estão salvos.
Faria diferença se não frequentassem mais alguma de suas milhares de denominações ?
Eles dizem que Igreja não salva ninguém. Aliás, dizem também que placa de Igreja não salva ninguém. Dizem ainda que religião não serve para nada.
Então para que servem os templos protestantes ?
Se o crente já está salvo, o protestante teoricamente corre o risco de perder sua salvação frequentando a denominação errada.
Escutando outras pessoas, o crente que já estava “salvo” pode até mesmo comprometer sua salvação.
Eles dizem que basta crer. Para o protestante basta crer. Correto ?
Não. A teoria é uma e a prática é outra.Basta crer, desde que não seja católico.
É preciso ter fé e ao mesmo tempo não ser católico. Portanto, o Sola Fide de Lutero é jogado no lixo, pois já não basta crer tão e somente.
Provarei que ao contrário do que dizem os protestantes, a fé parece ser o fator de menor importância na salvação de cada crente.
Assim, ao contrário do que dizem de que placa de igreja não salva ninguém, o fato decisivo é ser evangélico ou protestante, ou, pelo menos parecer que é, ou ainda integrar alguma denominação protestante/evangélica.
O curioso é que recebendo tais rótulos tanto faz a denominação ou o “cristianismo” que se prega ou que se aprende.
Todos são irmãos em cristo, independentemente da doutrina que um ou outro professa. Todos integram o “Povo de DEUS”, ainda que uns defendam o aborto e outros lhe façam oposição ou ainda que alguns professem a Teologia da Prosperidade e tantos outros lhes condenem. E ao mesmo tempo todos são contra o catolicismo.
Apesar de todas as contradições que são fabricadas em grande escala pelo protestantismo, ainda assim eles insistem em dizer que basta ter fé.
Mas afinal para que servem os templos protestantes se o importante é apenas crer ?
Eles utilizam o Sola Scriputra de Lutero. “Só a Bíblia”. Cada crente pode ler e interpretar a Bíblia livremente. Eles dizem que o Espírito Santo auxilia cada crente na sua interpretação. Alguns dizem que antes de ler a Bíblia deve-se pedir orientação ao Espírito Santo em nome de Jesus.
Se cada crente pode interpretar livremente a Bíblia, por que são necessários pastores ? E se pastores são dispensáveis, por que ouvi-los se cada qual pode entender e compreender individualmente ?
Eles mesmo dizem: “Só a palavra. Vai na palavra. Não é o que o pastor fala é o que a Bíblia ensina”
E se pastores são descartáveis, para que servem os cultos protestantes ?
E se os cultos protestantes são desnecessários, para que servem os templos ?
Alguns dirão que vão às denominações para louvar o Senhor.
Mas e se o crente não louvar o Senhor, perde a salvação ?
Se o crente não louvar ou não bater palmas o que acontece ?
Crer não é suficiente ? Por que louvar se o crente já está salvo ?
E por que o ato de louvar tem que ser na denominação ? Não pode ser em casa ou no escritório ?
A pergunta que o protestante faz a todo católico e que não faz a si mesmo é “Qual a base bíblica de tudo isto ?”
Se todos podem interpretar a Bíblia individualmente com a “assistência” infalível do Espírito Santo, por que cada denominação tem doutrina própria ? Por que uma denominação não é igual a outra ?
E não estou falando de permitir ou não corte de cabelos ou uso dessa ou daquela peça de vestuário. Falo em matéria de fé e doutrina. Por que alguns batizam e outros não ? Por que alguns casam pessoas do mesmo sexo e outros condenam esse tipo de enlace ? Por que algumas denominações apoiam o aborto e grande parte critica ? Por que alguns acreditam na Trindade e outros a renegam ?
A frequência na Igreja somente se justifica para o um católico. E por que ?
Porque não nos consideramos salvos. Consideramos que devemos perseverar até o fim, tal como nos ensina a Bíblia Católica.
A Santa Missa é uma oportunidade de recebermos graças e indulgências pelos pecados que cometemos. E se temos que perseverar até o fim é sinal que ainda não estamos salvos.
Acreditamos que haverá um julgamento e este excepcional evento é primazia de Deus. Não nos compete definir quem está ou não salvo.
O protestante não precisa de ensino porque ele mesmo pode interpretar a Bíblia. O protestante não precisa de indulgências e nem de boas obras porque ele já está salvo. Ele não precisa se confessar a um sacerdote porque já tem uma linha direta com Deus.
Em algumas denominações nem mesmo há necessidade de pedir alguma graça, já que basta determinar em nome de Jesus.
O protestante não precisa perseverar até o fim, pois ele já se encontra salvo tão e somente porque creu.
O que é a Santa Missa para nós ?
É a renovação incurenta(sem derramamento de sangue) do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício de Jesus Cristo na cruz.
Nessa cerimônia, Cristo é ao mesmo tempo sacerdote e vítima, oferecendo-se a DEUS para pagar as nossas dívidas.
Seus méritos infinitos são aplicados a cada fiel. Por isso dissemos: “Participamos da Santa Missa ao invés de assistirmos”.
Chamamos a Missa de Santa porque o autor de toda a santidade se oferece como vítima em um sacrifício perfeito, agradável, eficaz, perpétuo a Deus.
Apenas para os católicos faz sentido frequentar Igrejas. Nós precisamos de confissão, indulgências, homilias, eucaristia, etc…
No caso do protestante, não faz sentido algum frequentar denominação. Ele já está salvo. E ele mesmo pode interpretar a Bíblia. Ele não precisa do magistério da Igreja ou de pregador.
Nós precisamos da Igreja, porque a consideramos coluna e sustentáculo da verdade conforme nos ensina a Bíblia Católica.
O protestante não precisaria de pastor se de fato acredita que pode contar com a assistência infalível do Espírito Santo. O pastor poderia acabar atrapalhando.
Não é o nosso caso. Não temos a assistência infalível do Espírito Santo para interpretar a Bíblia. E precisamos de sacerdote devidamente ordenado. Essa coisa de se auto proclamar pastor, bispo, missionário ou apóstolo não ocorre na Igreja Católica.
Somos chamados leigos. Estamos sujeitos a interpretação de Pedro e seus sucessores. Graças a DEUS, estamos sujeitos ao magistério da Igreja. Não estamos abandonados a nossa própria sorte e nem as nossas “interpretações” falhas, dúbias e permeadas por vaidade, fraqueza e ciúmes.
Consideramos que interpretação alguma é de caráter individual, tal como nos ensina a Bíblia Católica.
O protestante crê na interpretação individual, embora a Bíblia a proíba. E depois dizem que não lemos a Bíblia.
Para que servem as denominações e templos protestantes ????
O protestante já estando “salvo” em tese correria o sério risco de perder sua salvação frequentando a denominação errada ou escutando o pregador que prega fora da Bíblia.
E como o protestante pode saber qual a denominação ou pregador são os mais adequados ? Quem determina ? Quem escolhe ? Quem orienta ?
É pela Bíblia que ele sabe qual é a denominação séria ou pregador comprometido ?
E quando o protestante passa a ter direito de sair de uma denominação e ir para outra ? Quem decide isto ?
Quem está salvo ? O que ficou na denominação ou que saiu dela ?
Ambos estão salvos ? Neste caso, aí mesmo é que pouco importa que denominação se frequenta.
Ou seja, para que serve uma denominação protestante se não faz qualquer diferença pertencer a esta ou àquela outra ?
O apóstolo Paulo, o qual chamamos no catolicismo de São Paulo, nos ensina que o coração humano faz juízos duvidosos. Assim sendo, para nós católicos é impossível acreditarmos que Jesus nos deixaria por conta própria após tão eloquente sacrifício e considerando sofrimento e humilhação atrozes dos quais padeceu.
De maneira alguma. Jesus Cristo que amou incondicionalmente não nos deixaria sós. Por isto ele fundou a Igreja. Coluna e sustentáculo da verdade.
Não temos que nos preocupar com as questões de fé e doutrina. A Igreja é assistida pelo Espírito Santo.
E é o próprio Jesus Cristo que lhe dá assistência permanente “…estarei convosco até a plenitude dos tempos.”
Ele mesmo nos garante que as portas do inferno nunca prevalecerão contra sua igreja. Ele confirmou Pedro. E Pedro não erra em matéria de fé e doutrina.
Simão até pode cometer os erros comuns aos homens. Mas Jesus nos diz que devemos temer os homens que matam a alma e não o corpo.
Ou seja, devemos temer mais os hereges do que os violentos. Mas eu devo escutar a Pedro e não a Simão. Glória a vós Senhor por tão grande amor dispensado.
Alguns dirão que frequentam a denominação porque o tão alegado “crer em Jesus “ é apenas força de expressão. Dirão que na verdade o crer em Jesus significa não apenas crer que ele morreu na cruz por nossos pecados, mas é preciso fazer tudo que ele diz. Sem dúvida.
E nesse caso, nossos irmãos protestantes terão que concordar com Maria Santíssima nas Bodas de Caná: “Fazei tudo que ele vos disser”
E se o crer em Jesus não é mais o literal “crer em Jesus”, mas também fazer e crer no que ele disser, por que o protestante não crê em Jesus quando ele diz:
Pedro, sobre ti edificarei minha Igreja ???
Por que o protestante não crê em Jesus quando ele diz: “Pedro, apascenta minhas ovelhas.” ?
Por que o protestante não crê quando a Bíblia condena a divisão do corpo ?
Por que o protestante não crê quando Jesus dá poderes aos apóstolos para perdoarem ou reterem pecados ?
Por que o protestante não crê quando Jesus diz: “Pedro, confirma teus irmãos na fé.” ?
Por que se dividem cada dia mais e mais se a Bíblia condena a divisão ???
Por que chamam Maria de mãe de aluguel ou mulher como outra qualquer se o Anjo do Senhor disse: “Achastes Graça diante de DEUS.” ?
Por que chamam Maria de barriga de aluguel se João Batista estremeceu de alegria no ventre de Isabel ao ouvir sua saudação ?
Por que chamam Maria de pecadora comum se a Bíblia diz que deveria ser chamada de Bem Aventurada por todas as gerações ?
Por que aceitam as “visões” de seus pregadores sobre fundações de novas denominações se a Bíblia nada fala a respeito ?
Por que interpretam a Bíblia individualmente se ela próprio condena a interpretação pessoal ?
Por que fazem da Bíblia coluna e sustentáculo da verdade se a própria escritura nos ensina que somente a Igreja o é ?
Ora, se tem que frequentar denominação, se tem que ter pastor, se apenas o protestante está salvo, se tem que bater palmas e se tem que pagar o dízimo, então não basta ter fé.
Protestante, pegue Lutero e seu Sola Fide(Só a fé) e jogue tudo no lixo.
Tem que ter fé, ser protestante, frequentar denominação, ter pastor, depois não confiar nesse mesmo pastor quando ele prega, pois o que vale é a palavra, tem pagar o dízimo, tem que bater palmas, tem que ler a Bíblia, mas não precisa que todos concordem entre si, não pode julgar o irmão em Cristo, mas deve julgar todos os demais que não são protestantes, tem que rotular os católicos de idólatras, deve criticar o celibato, deve apelidar os santos católicos, tratar a mãe de Jesus como uma mulher qualquer e pecadora ou talvez barriga de aluguel e ainda deve ouvir Música Gospel que “edifica” e que é uma “benção.”
Pela própria teoria protestante, precisa de muita coisa para ser salvo. O protestante parece ter permissão apenas para duas coisas:
Atacar o catolicismo e seguir o que desejar da Bíblia.
O fato é que Lutero estava errado. Não basta crer. É indispensável preencher uma série de requisitos e cumprir uma série de procedimentos.
Com essa confusão toda, inúmeros mestres, todos divergentes uns dos outros, inúmeros pregadores e cada pessoa podendo interpretar a Bíblia livremente, o protestante criou uma religião impar.
Alguém irá perguntar certamente: “E como fica o “Só a Bíblia” se cada crente tem que preencher todos estes requisitos ?”
Afinal é a Bíblia ou é o pastor e suas visões ?
A Bíblia ou a denominação e sua doutrina e costumes ?
Para que serve Lutero se o que ele disse ou fez já era obrigação do crente conhecer a partir da leitura da palavra com a “assistência” infalível do Espírito Santo ?
Afinal de contas para que serve um templo protestante se ele já está salvo?
Para que servem cultos para pessoas que já estão salvas ?
Para que servem os seus dízimos se a salvação independe do pagamento desses valores ?
Agora se vão dizer que a salvação recomenda um conjunto de boas obras, então terão que concordar com os católicos e portanto, o vosso pai Lutero e seus pregadores estão enganados mais uma vez.
Se vão dizer que a salvação compreende um contexto de ações então não basta ter fé. Tem que ter fé e obras e assim os católicos estão certos.
Basta ter fé significa que fé é suficiente. Nada mais é necessário.
Portanto, templos protestantes, pastores, música Gospel, DVDs, CDs, programas nas rádios e TVs e dízimos não servem para nada.
Nem Lutero. Nem Calvino. Nem qualquer denominação. Nem dízimos.
Então dirão: “Temos que pregar a palavra.”
Não precisa pregar. Basta entregar uma Bíblia para cada pessoa.
Cada cidadão pode ler e interpretar por conta própria. Cada um conta com a “assistência” do Espírito Santo” e assim não precisa de pregador.
Afinal de contas gritam os protestantes: “Não é o que o pregador diz, mas a palavra.”
E se todos que frequentam as denominações já estão salvos, ainda que fosse indispensável pregar, essa pregação teria que ser feita em campo aberto, fora do templo para pessoas que ainda não estão salvas.
Afinal por que se pretende dar remédio a quem não está doente ???
E alguns outros ainda dirão que o pastor é necessário para orientação espiritual. O crente precisa crescer na fé. Precisa crescer espiritualmente, etc…
E o que importa o crescimento espiritual se o crente já está salvo ?
Faz diferença crescer ou não crescer espiritualmente ?
Não basta ter fé ? E se o pastor orientar errado ?
Como se diz por aí, na boa, sem aquela embromação de sempre ou aqueles jargões já manjados. Sem essa de dizer que a Igreja é necessária para louvar ou que a Bíblia diz isso ou aquilo. Sem essa de dizer que o pastor disse isso ou aquilo ou que o Espírito Santo vai ensinando, vai operando, vai trabalhando, etc…
Sem aquela tática de passar para outro tema sem esgotar o primeiro.
Se para o protestante o importante é ter fé e igreja não salva ninguém, que diferença faz frequentar ou não denominação protestante ?
Alguém fica mais ou menos salvo ???
A necessidade de pagar o dízimo ???
Para pagar dízimos existem internet e sistema bancário. Não precisa de culto e nem mesmo de pregação.
E se não pagar o dízimo o que acontece ? Perde a salvação ?
Então para ser salvo tem que ter fé e pagar o dízimo ? É isto ?
Se pagando o dízimo e tendo fé já está salvo, mais uma vez permaneceria a indagação.
Para que servem as denominações protestantes e seus pregadores ?
E o pior de tudo que além de se dizer salvo, tem gente dizendo que uma vez salvo sempre salvo. Aí mesmo que nada faz sentido.
Se a salvação obtida a partir do “aceita Jesus”, é “imperdível”, por que de templos, pastores, leitura bíblica, escola dominical, DVDs, CDs, palestras, programas de rádio e TV ???
Sem mudar de assunto ou citar versículos bíblicos fora de contexto.
Sem aquela mania de sempre com tudo fora de contexto: “Tudo posso naquele que me fortalece. Em toda as coisas somos mais do que vencedores. Porque Paulo disse…. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Para que servem as denominações protestantes ? Para que serve o protestantismo ?
E o interessante é saber que a Igreja Católica não despreza as comunidades protestantes tal como o protestante o faz em relação as suas próprias denominações e a seus pares.
A Igreja católica vê com respeito os cristãos que estão fora dos seus limites, se não vejamos:
“Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser arguidos de pecado de separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor… Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são chamados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da igreja católica como irmãos no Senhor” (UR,3), (CIC nº 818).
“Muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica”: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons do Espírito Santo” (UR, 3).
“O Espírito Santo de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e impelem à “unidade católica”(LG, 8).
É o próprio catecismo da Igreja Católica que diz claramente que DEUS age no meio de tais comunidades.
Grande parte dos batismos e matrimônios celebrados nestas comunidades são aceitos na Igreja Católica como válidos.
O oposto não ocorre. A Bíblia diz que ninguém pode dizer que Jesus Cristo é o Senhor se não pelo Espírito Santo, mas o protestante descartando a Bíblia impõe a um católico um novo batismo quando este tragicamente adere a uma denominação protestante.
São os próprios protestantes que a partir dos seus milhares de conceitos conflitantes entre si que acabam por condenar templos, pregadores, práticas, costumes e o próprio protestantismo em si.
Quem puder que chegue a Roma o quanto antes, pois nesse caminho mais longo e incompreensível do protestantismo alguns podem se perder definitivamente.
 
Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor
 
Fonte Eletrônica;

Comentários de um GAY sobre movimento patrocinado pela Rede Globo!

REPASSO COMO RECEBI, reconhecendo que o tema é oportuno para uma imparcial reflexão.
 
Comentários de um GAY sobre movimento patrocinado pela Rede Globo!
Tenho 42 anos, sou gay, torcedor do FLAMENGO , advogado e moro em Londres.
Nunca sofri nenhum tipo de discriminação em virtude de minha orientação sexual.
E como gay, penso que tenho alguma autoridade nesse assunto.
Primeiramente – e já contrariando a turba – gostaria de expressar minha sincera simpatia pelo Deputado Bolsonaro, que no fundo deve ser uma pessoa de uma doçura ímpar, apesar de suas manifestações “grosseiras e/ou politicamente incorretas”.
Mas ele está corretíssimo em suas ponderações sobre as ideiais dos gays brasileiros.
Vou direto ao assunto.
Nunca tive problemas em ser homossexual porque sou uma pessoa comum, quase igual à vida de qualquer heterossexual.
Esse negócio de viver a vida expressando diuturnamente sua sexualidade é uma doença.
A sexualidade é algo que se encontra na esfera da intimidade e não diz respeito a ninguém.
Não tenho trejeitos e não aprecio quem os tem.
Para mim, qualquer tipo de extremo é patológico.
Minha vida é dedicada e focada em outras coisas, principalmente o trabalho.
Outros, como doentes que são, vivem a vida focados na sexualidade.
O machão grosseiro e mulherengo ou a bicha louca demonstram bem estes extremos.
Qualquer tipo de pervertido ou depravado (como a Preta Gil), o pedófilo, estão neste mesmo barco.
Nunca fui numa parada gay e jamais irei, pois para mim aquilo é um circo de loucas horrorosas, uma apologia à bizarrice e à cocaína.
Sejam francos e falem a verdade!
Hoje aplaudimos o bizarro e a perversão doentia e ainda levamos nossos filhos pra assistir esses desfiles.
Se a parada gay realmente fosse um ato político, relembrando sua real importância histórica, muita bem caberia no carnaval – abrindo o desfile das escolas de samba. Muito mais apropriado.
Está rolando sim, um movimento das bichas enlouquecidas, no sentido de transformar o mundo num grande puteiro-hospício gay.
Eu tenho um sobrinho de 11 anos e nunca senti a necessidade de explicar para ele que o “titio é gay” – isto é uma palhaçada.
As crianças devem ser educadas no sentido de respeitar o próximo e ponto.
Isto engloba tudo.
Se pararmos para olhar como o mundo se encontra, temos que reconhecer que o modelo de educação que se desenvolve há décadas foi criado no sentido de deseducar e desestruturar cultural e intelectualmente as massas.
Universidades por todo mundo vomitam milhões de pseudos-intelectuais todos os anos, mas tudo piora a cada dia e caminhamos a passos largos para o buraco.
Todos os governos do mundo conspiram contra seus próprios cidadãos e se transformaram em grandes máfias, junto com os Bancos e as Corporações estão levando tudo, inclusive (e principalmente) nossa própria humanidade.
A corrupção se alastra pelo globo e nunca vimos tantas guerras e destruições que vão desde o aspecto moral, até o material – a destruição de nosso próprio planeta.
A coisa está tão feia, mas tão feia, que somente uma intervenção “divina” é capaz de frear nossos insanos governantes e a turba alucinada.
E digo mais !
A fonte desse movimento encontra-se dentro da Rede Globo, onde a viadagem anda solta, desde muito tempo atrás.
Os maiores interessados no crescimento desse movimento gay são os diretores dessa TV desumana, a Globo, que no fundo no fundo, incita as crianças e jovens a assumirem um lado feminino, que em tese, às vezes nem existe de fato.
Se ninguém disser um chega BEM ALTO a essa gayzada frenética, a coisa sairá dos limites – como já está saindo.
Essa é a expressão de milhares e milhares de pessoas, para não dizer milhões.
Os gays precisam de amor e compreensão, não de fanatismo apregoado pelas bichas ensandecidas.
 
Fonte Eletrônica;
 

"Pornô Ungido",mais uma novidade do Mundão Gospel



Empresa gospel decide lançar filme pornô gospel

 É meus amigos após o sucesso da musica gospel, livros góspel, programas de TV gospel, e outras coisas mais, os cristãos estão buscando mais um nicho de mercado bastante promissor:

 Vem aí mais uma grande novidade gospel e que por certo fará a alegria de muitos cristãos, o MOVIMENTO PORNÔ GOSPEL!

 Neste mercado onde os cristãos começaram a se introduzir literalmente falando, os filmes eróticos serão produzidos para "educação" do povo de Deus, que ao longo desses mais de 2000 anos por incrível que pareça ainda não aprenderam a trepar !!! 

Segundo os organizadores da indústria cinematográfica "porno-cristã", os filmes produzidos serão fundamentados no "maior respeito". Para tanto eles estabeleceram regras como:

 "Retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges." 

"Retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto."

 "Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, o Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões."

 "Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados."


 É a religião se adaptando ao meio na busca pela sobrevivência!!!

 E os cristãos ainda duvidam da Teoria Evolucionista!

  Fonte: MOVIE VICIO
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2013/05/porno-ungidomais-uma-novidade-do-mundao.html#comment-form
 

domingo, 5 de maio de 2013

A Igreja e as civilizações anteriores - A. D. Sertillanges

 
      Se é verdade que Cristo é o centro e não o começo da história cristã; que tudo gravita em torno dEle – o passado para prepará-lo, o presente para recebê-lo, o futuro para utilizá-lo; de tal sorte que a obra inteira seja sem corte, realizando a palavra de S. Paulo: “Tudo é para os eleitos” -, se esse plano religioso do mundo é o verdadeiro, manifesta é a consequência. Cristo deverá vir no momento em que mais necessidade se tem dele e em que dele mais se pode aproveitar.

Isso supõe que a sua época será ao mesmo tempo rica e pobre: rica em recursos e pobre em realizações; pobre também em esperança, se fosse abandonada a si mesma. E isso dá a prever que a obra cristã consistirá, não em desdenhar o passado, desdenhando-se de si mesma, visto como ela reina sobre o passado tanto como sobre o presente e sobre o futuro, - e tão pouco em copiar o passado, em subordinar-se a ele, em servi-lo, o que seria uma inversão dos papéis; mas em fazê-lo realizar seu fim. Para isso, deverá ela apoiar nele a sua obra histórica assim como, para crescer, o vivente se nutre daquilo que o solo produz. Não se há de esquecer, aliás, que andar é repelir para trás o solo em que a gente se apoia, e que nutrir-se é destruir o alimento enriquecendo-se da sua substância.

Esta concepção a priori precisa ser confrontada com os fatos, para se ver, primeiro, se os fatos  a comprovam; e, em seguida, como.

Foi de moda, outrora, ver em Cristo e nos primeiros obreiros da sua obra não sei que iniciados que, quais abelhas diligentes, teriam recolhido o suco das tradições, o pólen das organizações anteriores, para com eles sabiamente comporem esta cera e este mel: a Igreja e o Evangelho. Toda originalidade e toda transcendência seriam assim recusadas à religião de Jesus; ela seria um ensaio de sistematização partindo de dados adquiridos; não seria mais a Boa Nova, o Dom de Deus. Já não haveria “milagre”.

Assim tal qual, esta concepção está morta hoje em dia; nenhum crítico, por pouco sério que seja, ousaria sustentá-la. Tudo nos demonstra que os primeiros obreiros do Evangelho foram estranhos à cultura que semelhante ecletismo suporia; que de modo algum pensaram nisso.

Ao próprio Jesus os puros críticos não emprestam, tão pouco, essas intenções, que destoam de tudo o que se sabe dele. Quanto a nós, é evidente que ainda muito menos dispostos estamos a semelhante atitude. Sabemos que não foi assim, por fora, adventiciamente ou por colheita de elementos estrangeiros, que Jesus se propôs compor sua obra; foi por dentro, pelos meios da vida, e a partir de um germe divino.

Esse germe, que ele trazia, é o seu Espírito, cuja comunicação é simultaneamente intelectual, pelo dogma, e prática, sob a forma de sentimentos, de moções, de meios essenciais de ação. Tal era a alma do seu grupo. Isso é que era o “vinho novo”, que, dizia ele, não se devia conservar em odres velhos. Por essa expressão, ele mostrava bem a que ponto era estranho às vistas do ecletismo. Fazia coisa inteiramente nova, que era ao mesmo tempo coisa eterna, nisto que todo o passado colaborara nela a titulo de preparação, nisto que todo o presente devia servir-lhe de meio nutriente e todo o futuro de matéria para seus progressos. Nunca seria de mais repetir estas coisas.

Portanto, se há semelhanças – e as há numerosas – entre a religião de Jesus e as religiões do passado, não é por empréstimos que cumpre explicá-las primeiro, é por esta consideração simplíssima: que as religiões antigas foram criadas pelo instinto para corresponderem às necessidades do homem, às suas aspirações e às suas reflexões em face do destino. Na medida em que instintos, aspirações ou juízos estavam desviados, as antigas religiões foram também desviadas, e uma religião divina, como o cristianismo não devia assemelhar-se a elas; mas onde quer que as necessidades fossem reais, que as aspirações fossem legítimas e as reflexões sensatas, as religiões concluíam acertadamente, e a religião definitiva devia assemelhar-se-lhes nisso, embora excedendo-as, visto como as suas reflexões, hauridas de lá de cima, transcendem a amplitude sempre limitada de um olhar de homem.

É preciso capacitar-se de que, em religião, o divino é precisamente o mais humano, não tendo a religião outro papel senão rematar a vida do homem, mesmo quando a excede. O divino autêntico deve, pois, coincidir parcialmente com o humano autêntico, e isso não será um empréstimo, mas um encontro, motivado por um mesmo ponto de partida e por uma finalidade comum.

Deus dá o pão supersubstancial; os homens procuram fabricar o outro, e nem sempre têm falhado na sua fabricação. Deus dá a água que jorra até a vida eterna; mas já havia outras águas. Os que bebiam delas ainda tinham sede; ver-se-á bem isto pela solicitude deles quando jorrar a fonte divina; porém, mesmo assim, eles tinham achado nelas refrigério.

Destarte se explicam os traços comuns que com tanto comprazimento têm sido salientados – no intuito de fazer deles objeções – entre o cristianismo e o budismo, as religiões persas, gregas, Roma,as, etc., como se não fosse um elogio, em relação a uma religião que se pretende sem lacuna, o dizer-lhe: Não esquecestes este e aquele valor descoberto antes de vós por outras religiões. Chamem ao cristianismo, tanto quanto quiserem, “um microcosmo religioso”! É um grande louvor.


Todavia, historicamente esta resposta não é suficiente; pois não negamos que tenha havido empréstimos essenciais, empréstimos destinados a constituírem a religião, ao invés de servi-la. Por isto teremos de tornar à questão das utilizações do paganismo pela religião cristã. Mas, por enquanto, temos de repetir uma segunda forma da opinião, que faz do cristianismo um fruto natural do passado e do presente religioso a que sucedeu.

Muitos, com efeito, afastando os disparates que fariam de Cristo e dos apóstolos uns ajuntadores de noções e de devoções esparsas, nem por isso deixam de dizer que, para se formar, a Igreja herdou – apenas sem o saber, e sem o saberem os seus iniciadores – aquilo que aquela época compósita, cuja fisionomia exata tentamos dar mais acima, continha.

O cristianismo não passaria de um dos movimentos espontâneos de renascimento religioso que se ensaiavam no tempo de Jesus, e Jesus não teria feito senão determinar a cristalização num certo ponto, em certas formas, formas que aliás se alteraram, ao que dizem, pela influência dos cultos que não tinham sido bem sucedidos no mesmo esforço, e que ele entendia de suplantar.

Esta teoria tem por si os traços comuns que aproximam o cristianismo dos estados de espírito reinantes no momento em que ele nasceu, e das doutrinas ou dos ritos próprios às religiões ambiente. É assim que o universalismo e a interioridade, que figuram entre os sinais mais característicos do cristianismo, já se fazem adivinhar no sincretismo, que representa o meio imediato em que a Igreja teve de se formar.

Basta, porém, olhar nisso para verificar que essas tendências, se podiam servir para preparar as almas, de modo algum podiam, por si mesma, sugerir-lhes os pontos de vistas cristãos, porque destes àqueles há um abismo.

Bem verdade é que no tempo de Jesus os cultos outrora locais tendem a universalizar-se. Parecem agora abertos a todos. São-no realmente, salvo o mitraísmo. Mas é somente pelo seu lado exterior, o lado menos religioso; poder-se-ia dizer nada religioso; porque o exterior nada é, se não manifesta uma alma.

As bacanais, as procissões delirantes da Grande Mãe, em que os eunucos triunfam entregando-se a transes de epilépticos: eis o que se franqueia a todos. Desde que se trata da vida interior, mística e verdadeiramente moral, recai-se na estreiteza da iniciação. Considera-se como ímpia uma manifestação comum da doutrina e dos divinos arcanos. O número é uma profanação. O exclusivismo faz parte das alegrias do iniciado, neste mundo e no outro.

Os partidários da mentepsicose, pouco numerosos relativamente, ainda têm esta pálida desculpa de só desprezarem a multidão provisoriamente; ela renascera mais perto de nós, se disto for digna, e subirá algum dia ao Olimpo onde as nossas alegrias estão bem próximas. Mas os que terminam na morte o ciclo das preparações religiosas não se mostram lá muito universalistas, quando dizem equivalentemente: Que se arranje a multidão humana!

Aproximei isso destas grandes palavras: “Ide e ensinai todas as nações, ensinando-lhes tudo o que eu vos mandei”; “Não se acende a lâmpada para escondê-la debaixo do alqueire”; “Não há nada oculto que não deva ser manifestado”; “O que eu vos digo ao ouvido, pregai-o de cima dos telhados”: e verificareis a diferença.

Correlatamente, a tendência universalista do sincretismo comportava uma tendência para a interioridade, tendência que as religiões políticas das épocas anteriores desprezavam. Neste sentido, havia grande progresso. A salvação do Estado cedendo à preocupação da salvação da alma; o indivíduo imortal suspeitando o seu valor e, a despeito de monstruosas aberrações, elevando-se à ideia de sacrifício: aí já era o excelente. Os mistérios assinalavam esse estado novo da opinião religiosa. Mas julgai de perto essas manifestações, e capacitar-vos-eis da ilusão que haveria em aproximá-las da vida interior tal como compreendeu o misticismo cristão. A aparência de certos termos pode enganar; a realidade é muito menos nobre.

Que é que se pede ao iniciado para participar dos favores místicos? A pureza, o que poderia fazer crer por isto se entende o que o Evangelho entenderia. Mas, lendomelhor, percebe-se que se trata de coisa inteiramente diferente. Em matéria de pureza, pede-se-vos não serdes nem “ímpio”, nem “celerado”; é uma boa precaução contra as batidas policiais ou as raízes de objetos piedosos; mas como pureza interior é pouco, quando se pensa que a profissão de cortesã permite à iniciada conservar o que seus sacerdotes chamam de “mãos puras”.

Mais tarde, a iniciação do cristianismo já desenvolvido levará essas religiões a macaquearem o nosso misticismo; elas chamarão seus deuses – coisa nova – os “guardiães da alma e do espírito”, e as suas inundações de sangue de touro serão consideradas como tendo o efeito do batismo; mas, por seu próprio movimento, essas religiões não levam à vida interior; a pureza de que elas falam na sua catártica é uma pureza legal, semelhante à do Judeu que não comeu porco e está com as mãos limpas.

Notai que, entre os Judeus, esse formalismo, pelo fato de se substituir à ideia moral, era uma degenerescência; di-lo bastante o Salvador. Aqui, é o caso normal. Não se trata de deplorar as próprias faltas e de converter o próprio coração, mas de tomar um banho que vos liberta das lamas da existência à maneira de uma lavagem mecânica.

A pureza pagã é uma medida prudente contra as doenças, as enfermidades precoces, os acidentes, os desarranjos de mente e do corpo vindos dos deuses descontentes. E descontentes por quê? De modo algum porque o nosso coração está longe deles – o que, de resto, merecia às vezes louvor! – mas porque certos atos ou certas omissões nos tornaram para eles um objeto de horror.

Consegue-se dobrar os deuses por meio de encantações materiais. Para isso não basta uma consciência fiel; é preciso uma voz justa. O bárbaro, que não sabe pronunciar o grego, é excluído pela mesma razão que o ímpio ou o celerado. Assim traz o ritual. Tudo isso é pura magia, e não religião ou moral.

Apresso-me a observar, como já mais de uma vez o fiz, que essas críticas atingem as religiões antecristãs tomadas em si mesmas, e não sempre, e em tudo, os SUS fiéis cultos. É por isso mesmo que, aparecendo-lhes o cristianismo, eles se precipitam nele em multidão. A partir desse momento, a situação inverte-se, e, em vez de serem superiores à sua religião, eles serão esmagados pelo novo ideal, a ponto de se declararem servos inúteis, mesmo após heroicos esforços. Mas não se trata de indivíduos, trata-se dos próprios cultos e daqueles que os vivem tais como eles são. Esses acham-se entregues a práticas em que a magia ocupa um lugar inteiramente absorvente. Corre-se a toda parte para lhes ter o duvidoso lucro; mas isto mesmo prova que não lhes dá senão um mero sentido supersticioso. Não contente com a própria religião, pratica-se a dos outros, porque não se sabe de quem é que se pode ter necessidade. Não vale por dizer que a Divindade verdadeira, a que vê o coração, vos ficou alheia?

Conhece-se um certo Faventino que, no seu epitáfio, se gaba de ser ao mesmo tempo áugure da velha religião romana, Pai e arauto sagrado no culto do sol invicto (Mitra), arquibúcolo no culto de Baco, hierofante de Hécata, e sacerdote de Ísis. A gente pensa nesses magnatas da finança que fazem parte de trinta ou quarenta administrações.

E, quando os deuses tão ecleticamente desservidos dão mostra de resistir às súplicas dos seus fiéis, pretende-se possuir meios de forçá-los: prova nova da nulidade moral desses ritos. Não é, porventura, escandaloso que certas fórmulas ou simplesmente a invocação de um nome secreto, coloquem o poder de Deus à disposição do fiel, sem que a retidão de intenção entre nisso pelo que quer que seja? Que outra coisa é então esse Deus, se não é um daqueles Olimpianos de Homero que uma fatalidade domina, ainda quando se chamasse Júpiter, e que pode enganar-se ou enganar, a quem se pode enganar, a quem se pode forçar, se, por uma hábil manobra, se lhe consegue virar o poder?

A Igreja está tão pouco disposta a imitar esses ritos pretensamente santificadores, que os afasta com horror, acusando-os, pela boca de Paulo, de só terem a “satisfazer melhor a carne” (Cl II, 20-23), sem dúvida em razão do fim todo carnal colimado ao submeter-se a eles, mas também, o que não parece lá muito duvidoso, por não sei que sadismo de sensibilidades “détraquées”, como o indicam as estranhas histórias edificantes contadas nos Mistérios. Só se fala aí de violência e de luxúria, e, diz Gaston Boissier, “verdadeiramente parecia haverem-nas reservado para o segredo dos mistérios porque quase não se podia exibi-la em plena luz”, essa plena luz que via tantas!

“Bem aventurados os corações puros, porque verão a Deus”: é o contraste absoluto entre o cristianismo e essas falsas purezas legais.

Se desses pontos de vista gerais passássemos à minúcia, ainda muito menos justificada acharíamos a pretensão de fazer sair o cristianismo do meio compósito em que nasceu. Não basta dizer, por exemplo: a morte e a ressurreição do deus fazem parte de vários cultos; os ritos da iniciação assemelham-se ao batismo; os repastos sagrados pelos quais se comunga com Dionisios ou com Mitra são como que uma cena eucaristia; o iniciado de Átis come a carne de um animal divino e bebe o sangue do touro sagrado para se identificar com seu Deus; Orfeu e Cristo são aproximados pelos próprios primeiros cristãos; a linguagem ritual é às vezes idêntica no cristianismo e alhures, tal, por exemplo, o “refrigério” desejado aos mortos, o qual se julgaria tirado dos cultos de Ísis; o ascetismo cristão e o ascetismo pagão têm parentescos manifestos; os carismas, ou manifestações do Espírito, lembram os transes místicos dos cultos gregos ou orientais; a disciplina do arcano, ou proibição de revelar fora tais crenças ou práticas cristãs, é um caso particular nos Mistérios; os catecúmenos e os batizados representam os profanos e os mistes, etc.; tudo isso não basta para demonstrar uma filiação entre o cristianismo e cultos anteriores e contemporâneos.

Uma multidão de confusões insinuam-se nas aproximações estabelecidas. Há umas autênticas, e daqui a pouco direi a razão disso; porém a maioria são superficiais ao ponto de aproximarem apenas uma máscara de um semblante ou um retrato de uma caricatura. De sorte que, se não se tomar cuidado, salientando-as incide-se nesses “mais ou menos” que são uma espécie de trocadilho, como sucedeu a esse grande erudito que é Salomão Reinach, em punição dos “parti pris” que fizeram do seu Orpheus o último dos panfletos inspirados pela questão Dreyfus.

Para todos, por exemplo, é certo que a ceia eucarística, que se quereria fazer sair das divagações mitológicas, se apresenta historicamente como uma continuação da Páscoa judia, seu símbolo claramente invocado pelo próprio Jesus, e que portanto não há sombra de empréstimo, mas sim desenvolvimento voluntário, aliás transcendente, visto como a Páscoa judia era e sabia que era um símbolo, ao passo que a Páscoa cristã é uma realidade.

A liturgia da missa é igualmente judia: é a cerimônia do “sabbat”, na sinagoga, simplesmente aplicada às novas concepções e às realidades novas. Isto por aí mesmo se compreende, dada a composição dos primeiros grupos cristãos, que eram judeus e mui longe ainda de quererem ir buscar o que quer que fosse aos cultos pagãos. “Que pode a luz ter de comum com as trevas?, dizia S. Paulo, que acordo é possível entre Cristo e Belial?”

A gente se pergunta também o que é que a morte de Jesus sob Pôncio Pilatos, em plena claridade histórica, e consignada por Tácito nos seus Anais, pode ter de comum com a morte de Átis, da qual se confessará que é bastante dizer: é um símbolo. Os que a ela se uniam misticamente, assim bem o entendiam, pelo menos os melhores. Os que refletiam poderiam ter dito ao seu deus, tão pouco edificante e tão longe de toda realidade histórica:

Bem creio, cá entre nós, que não existes.

E, isso dizendo, ter-lhes-iam feito honra.

Quanto à ressurreição, é historicamente, e não misticamente, que ela faz parte do sistema cristão, especialmente no seu ponto de partida. Ela é o grande fato, a prova irrecusável, pela qual os Doze “se fazem degolar”, dirá Pascal, como por uma coisa que eles viram, que demonstra a missão de seu Mestre, e que portanto é para a doutrina deles um fundamento de realidade, e não um símbolo.

Acrescentemos que o símbolo de que se fala, os apóstolos cristãos não o conhecem provavelmente no inicio; eles quase não o apreciarão, vendo nesses pretensos mistérios meros “contos de velha” (I Tm IV, 7). Que significa, destarte, a ideia de empréstimo? Não se pede emprestado a símbolos, fossem eles sublimes – e com a maioria de razão se são julgados pueris – coisa com que afirmar historicamente e de que morrer.10

E assim sucede com tudo o mais. Tomais uma após outra todas as semelhanças que se procuram salientar: ou elas são inventadas, ou se mostram muito mais ainda diferenças, porque o seu espírito é inteiramente outro; e que é o gesto ou a palavra sem espírito? Este é que é a verdadeira realidade religiosa. De sorte que, depois de haver mostrado os cristãos e os pagãos agindo em comum desta ou daquela for,a dizendo isto ou aquilo, nada mostrastes, se diversa é a alma das palavras e das coisas.

Em toda a extensão da sua vida comum com as civilizações pagãs, a alma da Igreja cristã mostra-se antagonista a fundo, e não devedora. No início, ela se opõe às imitações mesmo mais inocentes. E isto, repito, não quer dizer que não haja aí pontos comuns. Deve haver. Mas há diversidade de espécie, porque há diversidade de origem, diversidade de espírito inspirador, diversidade de fim. A Igreja é inconfundível.

Estabelecido isto, resta ver como, tendo feição própria, a Igreja utiliza sem pestanejar tudo o que o passado lhe legou, tudo o que o presente lhe oferece, e antecipadamente se adapta a tudo o que o futuro lhe promete.

II

A caducidade religiosa do mundo, por ocasião do advento do Salvador, era bastante semelhante ao húmus que se amontoa, sobe as juncadas de folhas mortas, ao pé dos veteranos da floresta. Inerte por si mesmo, o húmus aguardava apenas um germe para irromper em brotos novos. A Igreja não tinha, pois que trazer tudo. Trazia a essência cuja definição fornecemos, alma permanente que ela deveria para sempre salvaguardar, mas que seus primórdios encarnavam num corpo rudimentar, destinado a progredir em todos os sentidos: doutrinalmente, praticamente, administrativamente, já que o tempo e o meio natural condicionam tudo o que vive.

Fidelidade a si mesma e intransigência no que respeita à sua essência íntima; mas também plasticidade e adaptação utilizadora a respeito de um meio providencialmente destinado à sua vida: tais são os dois deveres da Igreja. O segundo é menos necessário, se se quiser; mas essas questões de grau no indispensável não têm nenhum interesse prático.

S. Paulo chama as doutrinas pagãs, leigas ou religiosas, os elementos deste mundo (Gl IV, 3); quer dizer, sem dúvida, as letras do alfabeto ou os rudimentos de palavras com que se constrói o discurso. São elementos; conservam o seu valor de elementos; só são rejeitados se pretendem ser por si só o discurso. Se consentem na absorção, são louvados e utilizados.

A razão fundamental pela qual a Igreja tem essa aptidão e assim procede, é que, divina, isto é, filha do Criador de todas as coisas, é irmã de todas as coisas; é fundada na natureza, e admite a natureza não somente nos seus elementos profanos, mas também nos seus elementos morais e religiosos, que não são menos natureza do que o resto. É essa, para ela, um sinal de catolicidade, “nota” da sua verdade e da sua origem divina. “Só a igreja, escreveu Newman, conseguiu rejeitar os elementos maus sem rejeitar os bons, e fazer entrar na unidade da sua síntese coisas que em qualquer outra parte são incompatíveis”.


A Igreja utiliza, assim, principalmente três coisas: o senso do sublime, tirado do Oriente; o senso do belo e do razoável, especialidade dos Gregos; o senso do justo e do útil, próprio à civilização romana.

O Oriente chega à Igreja, para lhe enriquecer as concepções, por um canal todo indicado: a Bíblia. A civilização judaica, nas suas épocas clássicas, já era uma síntese depurada do Oriente religioso e uma síntese aproximada, já sofrivelmente rica, do Oriente político, filosófico e social. A dispersão, pondo o judaísmo em contato com as outras raças, amplia-o e, uma vez assimilado ao cristianismo, torna-o mais apto ao papel de nutrício que ele é chamado a desempenhar por sua parte, a respeito da vida nova.

O Oriente infiltra-se assim nas veias da Igreja como um sangue quente e brilhante cujo encarnado se reconhece facilmente hoje mesmo. Os espíritos estreitos a quem chocam os nossos ritos pomposos, as nossas tiaras e as nossas formulas por gosto enfáticas, acham nisso matéria para censura: mas o cristão desprendido de si pensa nos séculos e nas raças com que é solidário, na unidade feita de diversidades que a vida católica realiza, e sente-se ufano de aderir a uma sociedade integralmente humana.

Não menos úteis à vida da Igreja deviam ser os maravilhosos contributos da civilização grega. Eram-no ainda mais a certos respeitos. A filosofia, tão necessária para sistematizar a doutrina, para torná-la coerente com o espírito, proveitosa à investigação e defensável a respeito de adversários bem armados, da Grécia é que virá.

Separada da religião, ou posta a serviço de religiões falsas, pueris ou insuficientes, a filosofia não tinha servido de nada para a vida. Só dava o incerto, não assegurava da verdade e ainda menos da sua realização prática. Nada de trilha humana traçada, unicamente especulações, porque a autoridade faltava, se não faltavam o saber e a eloquência. Aquele que puder dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” estará em condições de fazer a filosofia atingir seu escopo como faz atingir seu escopo tudo o mais. “Restaurar tudo em Cristo”, a filosofia terá o benefício desta palavra, e aquele que nem sequer lhe pronunciou o nome, aqueles que posteriormente falam uma língua de aduaneiros e de barqueiros, serão os verdadeiros salvadores dela.

Na época de Jesus, o classicismo está em via de dissolver-se nas loucuras místicas ou míticas em moda. Bem longe dos espíritos claros da Hélade, uma quantidade de pretensos pensadores degeneram no mágico, no curandeiro banal e no adivinho. Pelo órgão daqueles a que nós chamamos seus Padres, seus Doutores, a Igreja recolhe as tradições de Sócrates, de Platão, de Aristóteles; completa-as e compreende-as por assim dizer, melhor do que eles próprios, nisto que leva a fundo aquilo que eles apenas haviam esboçado, endireita o que eles haviam deformado, harmoniza com verdades novas o que eles tinham deixado sem nexo. Mais tarde, fá-los-á reinar, com seus êmulos, em face da sua própria apoteose simbólica, no próprio palácio do Vaticano. A Disputado Santíssimo Sacramento, de um lado, e a Escola de Atenas, do outro, decorando a Stanza della Segnatura, interpretam o “selo do pescador” como uma aceitação de todo o humano incorporado a todo o divino, para que Deus seja tudo de todos, e de tudo.

Não é segredo para nós que a Revelação é a salvação da razão, e que a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo, se tem o seu foco divino no pensamento evangélico, sabe reconhecer-se também nos achados dos homens. De uma religião nada sistemática em si mesma, e de uma filosofia (a de Aristóteles) arreligiosa no fundo, mas em que o pensamento grego atingia o ponto culminante da sua força e da sua luminosa harmonia, a Igreja, representada pelo maior de seus doutores, fará a Suma Teológica, a obra filosófica mais religiosa e a obra religiosa mais filosófica que jamais tenha aparecido.

O que eu digo da filosofia aplica-se, sem que seja necessário demorarmo-nos nisto, a todos os aspectos, tão variados, da civilização helênica. A arte de nossas catacumbas e de nossas basílicas outrora não é senão a arte grega, degenerada, é verdade, mas aceita tal qual, e admitida ao batismo, enquanto aguarda ser confirmada, alimentada com o sangue de Cristo, absolvida de suas taras, casada com a divina Esposa, à qual dará esta gloriosa filha: a arte cristã. Prova de que o Espírito criador, servido pelo gênio do homem, não é menos artífice de beleza do que de prosperidade em qualquer domínio, de verdade e de virtude.


Enfim, eu disse que ao gênio romano a Igreja toma emprestado o seu espírito de governo, o seu senso do legal, a sua capacidade de reger a um tempo larga e firmemente as realidades humanas. O direito canônico, desde o inicio, enceta a larga curva que ainda não está fechada, que nunca o estará; sem pestanejar, vai buscar as suas mais precisas determinações à ciência jurídica de Roma. Submete-as, bem entendido, à sua matéria e aos seus fins – às vezes não o bastante, talvez: mais de uma vez, ao longo da história, notar-se-iam reminiscências da dureza romana a respeito de súditos regidos pela lei de amor; mas, no conjunto, a utilização segue sempre a mesma regra: envolvimento assimilador, entrada de tudo sob uma lei de vida que se endereça a tudo, querendo fazer realizar seus fins o homem todo.

Por si mesmo se concebe que a recíproca devia também ter lugar. O direito canônico influenciou todos os pensamentos jurídicos da nossa era; ele olhava de mais alto,  e, daí, a mais profundo: devia-se recorrer a ele para julgar das maiores causas. Pena é não se fazer isto ainda mais nestes nossos tempos de dispersão de espírito!


E, se se trata dos elementos propriamente religiosos encontrados pela Igreja no momento do seu nascimento e no curso dos seus primeiros desenvolvimentos, já não sucede com eles inteiramente o que sucede com os produtos da civilização geral. Os empréstimos, aqui, reclamam prudência. É preciso não se expor a incorporar germes mórbidos, e aquilo mesmo que mais tarde será nutriente pode ser mórbido no estado nascente.

Já lembrei que o primeiro cuidado da Igreja deve ser diferenciar-se, a fim de se definir. Uma vez bem reconhecido o que ela é, poderá ela entregar-se sem perigo a um trabalho de adaptação, em mira a um enriquecimento dos seus quadros.

É no começo do século II que a Igreja, conquistando todo o escol social, tem com que se fazer julgar tal como é, e pode pois tranquilamente apropriar-se de elementos úteis sem se arriscar a ver-se confundir com cultos doravante vencidos. Nesse momento, aliás, estando encerradas as perseguições, a dilatação da Igreja e o seu estabelecimento pacífico criam necessidades novas, que os contingentes estranhos ajudarão a satisfazer.

É assim que Gregório, o Taumaturgo, seguido nisso por todos os seus colegas, introduz em Neo-Cesareia costumes religiosos tirados do paganismo, mas que, bons em si mesmo, em todo caso indiferentes, podem adaptar-se às crenças cristãs. Festas, banquetes simbólicos, datas consagradas por longos usos são batizados, após serem cuidadosamente expurgados ou explicados. Dá-se com eles o que se dá com os edifícios religiosos dos pagãos, que são mudados de destinação, conservando-se. A intolerância necessária mostra-se assim isenta de fanatismo e de mesquinha impertinência. Ao mesmo tempo ostenta-se a liberdade do espírito religioso a respeito dos ritos acessórios, quando no paganismo o rito é tudo, e a interioridade ad libitum.

A liturgia acha, assim, como progredir no sentido da amplitude e do senso estético. A clareza majestosa e a bela ordenação gregas juntam-se à vida interior de que a Igreja tem o monopólio. O exterior poderá corresponder ao interior; o gesto secreto assumirá a amplitude de um gesto de multidão, para que a Igreja também ore, e pelo seu corpo tanto quanto pela sua alma.

A terminologia sagrada segue um movimento paralelo: vemo-la enriquecer-se de termos figurados tirados da poesia antiga, veiculados por meio de religiões rejeitadas, mas não inteiramente perversas. Os exorcismos solenes, as lustrações de água benta, as velas, as túnicas brancas, as procissões à imitação dos Panateneus, tiram daí sua origem.

A Festa de Natal, que faz coincidir o nascimento de Jesus com a festa do Sol invicto (Natalis invicti), lembra a cristãos recentes que o Senhor deles, nascendo em Belém, é que é o verdadeiro sol dos homens.

Agir assim não é pactuar, é ligar-se a tradições purificadas, a utilidades psicológicas ou sociais, a recordações, a valores de arte que, já não sendo veneno, se tornam alimento. O que os povos mais artistas ou mais religiosos do universo tinham achado não podia ser inteiramente vão. Não eram esses os odres velhos, o vestido velho em que o remendo novo do Evangelho não devia ser cosido; era o receptáculo eterno dos sentimentos humanos; era a veste de natureza que não se podia tirar fora sem dilacerar o homem, sem mutilar a história, que representa as etapas da vida do homem.

Essa adoção dos costumes pagãos, regulada com prudência, permitiu a utilização dos sentimentos e instintos que sustentavam os cultos locais; com isso, ela fornece À penetração evangélica uma grande força. O culto dos mortos, o culto dos demônios ou espíritos dos mortos que tinham sido piedosos, o culto dos protetores domésticos: penates, lares, genius, etc., representavam as mais antigas devoções conhecidas, e por isso as mais tenazes. Expulsá-las sem substituí-las era difícil, e aliás não se devia. O culto dos santos e dos mártires lá estava para auxiliar a substituição; ele compensava no espírito das multidões a perda das pequenas divindades populares. Quando se tira a uma criança a chupeta, ela depressa se consola se em lugar da chupeta lhe dão pão.

É bem conhecido o caso daquele bispo do Gévaduan, de que Gregório de Tours fala na sua Glória dos Confessores. Após vãos esforços para desarraigar o culto idolátrico do monte Helànus, que consistia em atirar oferendas numa lagoa e em se lhe banquetear nas margens para se tornar favoráveis os seus gênios, teve ele a ideia de fundar no lugar um oratório a Santo Hilário de Poitiers, com suas relíquias. Os campônios afluíram, e aquilo que atiravam no lago consagraram-no de então por diante às caridades do novo santuário.

Isso se fazia mais ou menos em toda parte, e mui sensatamente, pensem o que pensarem alguns. O culto dos nossos santos, bem compreendido, não é a idolatria que o protestantismo pretende; significa intercessão, união universal dos homens em Cristo e solidariedade nesse Vínculo, isto é, depois da ideia de Deus, a mais alta das ideias religiosas. Digamos melhor, ele evoca toda a religião, se o encararmos do lado do homem.

Produziram-se abusos; produzem-se ainda; a veneração e a adoração nem sempre foram bem distinguidas, mormente no inicio, por homens rústicos, e o egoísmo mais de uma vez invadiu o terreno dos sentimentos religiosos; mas isso não era culpa da Igreja. A grande construtora constrói; admite o risco. Paris espiritual não se constrói, tão pouco, num dia. Antes de exigir de todos a perfeição cristã, era preciso ligar as massas ao princípio cristão.

Melhor não posso concluir, nem acentuar uma última vez o caráter assimilador, ao mesmo tempo que separador, atribuído à nossa Igreja, senão por estes textos de um dissidente que podemos plenamente fazer nossos:

“A religião cristã, diz Harnack11, apresentou-se desde o começo com um caráter de universalidade em virtude do qual pôs seu cunho sobre a vida inteira, com todas as suas funções, com suas alturas e profundezas, seus sentimentos, seus pensamentos, seus atos. Só afastou a desonra e o pecado. Construiu-se com tudo o que ainda era capaz de viver, e isso graças ao seu poder de organização. Fora dela, quebrou tudo; em si mesma, tudo conservou. Podia isso, porque – sem dúvida ninguém o dizia e ninguém o sabia, mas cada alma piedosa o realizava em si mesma – porque, considerada na sua essência, era alguma coisa de simples, digamos antes de universal, ou católico, que podia unir-se a todos os coeficientes, que os reclamava mesmo”.

Duvido que qualquer autor católico tenha apresentado um argumento de apologética interna mais impressionante e em termos mais fortes.

“Ela, continua Harnack, permaneceu exclusiva, atraindo entretanto a si todo elemento estranho que tinha um valor qualquer. Foi por este sinal que ela venceu; pois sobre tudo o que é humano – eterno ou transitório – ela colocou a cruz, e desde então submeteu tudo ao além”12.

Donde esta conclusão naturalíssima: “Se o houvessem traduzido (o cristianismo) perante um tribunal, para lhe perguntarem com que direito admitira tantas novidades (e acrescentarei: pilhara tantos adversários), ele teria respondido: Não sou culpado; só fiz desenvolver os germes que haviam sido depositados em mim desde o inicio da minha existência”13.

É bem e sempre a mesma imagem, a mais expressiva das que se podem aplicar à Igreja. A Igreja é um germe que se desenvolve às expensas do seu meio, vivendo do seu meio sem lhe pertencer nem se comprometer nele.

Intransigência e plasticidade são os seus dois caracteres complementares; eles explicam toda a sua história; explicam mui primeiramente o seu início.

O que, nas possantes evoluções que lhe compõem o destino, se transforma, não é ela – ou, pelo menos, as suas transformações são as do grão, que evolui na mesma essência; - o que se transforma, verdadeiramente, é aquilo que ela vive, sendo uma desnaturação enriquecedora a condição imposta seja ao que for para ter acesso à substância.

Ela absorve e não é absorvida. Só aceita as luzes terrenas como matizes de transição para conduzir ao seu sol ou para acompanhar o seu sol – sublime halo que o astro divino, seu centro, irisa nas nuvens da nossa atmosfera; claridade suave que transforma em joias as agulhinhas de gelo do nosso ar e tamisa no entanto o esplendor obcecante; clarão difuso, clarão cambiante, que leva a irradiação mais longe e coloreia de beleza terreal a inacessível vibração da pura luz dos céus.

“Instaurar tudo em Cristo”, em Cristo socializado que é a Igreja; divinizar assim tudo o que é do homem e humanizar tudo que é de Deus: este é o programa. É ao que tendem todos os empréstimos que, sem que jamais se esgote o seu poder e envolvimento e de vivificação, o Evangelho eterno fez e há de fazer à eterna e universal civilização.

10 – A sei dos Naassênios, é verdade, ousou confundir Átis com Jesus; mas com isso só excitou o horror e a risada cristãs.11 – Op. Cit., I, III, conclusão.12 – Ibid, tomo II, p. 28513 – Ibid, p. 206
 
Fonte Eletrônica;
 

Os Catolicos Podem Participar de Grupos de Estudos Biblicos nao Denominados?

Todos os dias, os católicos são convidados por companheiros de trabalho, vizinhos e até mesmo por parentes para participar de um “ecumênico” grupo de estudo bíblico. Eles deveriam ir? Certamente que todos seriam beneficiados ao estudar as Sagradas Escrituras, mas, como alguém que já participou de estudos bíblicos protestantes- e eu mesmo os doutrinava- eu não recomendo que os católicos participem desses grupos porque premissas e princípios fundamentais são o que funcionam nesses estudos.  
Os protestantes ficam encantados em terem católicos participando de seus grupos de estudo bíblicos, mas não porque eles querem ouvir ou discutir com os católicos a perspectiva católica sobre as Sagradas Escrituras. Ao contrario, eles vêem aí uma oportunidade de trazer esses católicos para a “verdadeira igreja”- e com isso, angariar mais adeptos. Em muitos casos, embora não em todos, esses estudos bíblicos não denominados é um verdadeiro “cavalo de Tróia” que se infiltra na mentalidade católica e vai manipulado o católico até que esse se afaste da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica- para se juntar ao número dos protestantes. Muitos de nós conhecemos um parente ou um amigo que foi infectado dessa forma. 
Um católico descuidado que inicia os estudos bíblicos protestantes, geralmente assim o faz sem ter a intenção de sair da Igreja Católica. Eles apenas querem estudar a Bíblia. O católico tem dificuldades para encontrar bons grupos de estudo bíblicos católicos- mas isso está mudando.   
Primeiro, enquanto o grupo de estudo se denomina “não- denominacional”, católicos e ortodoxos nem sempre são postos de baixo do seu “guarda chuva”. Enquanto eles são convidados, você raramente vai notar a liderança neles. Os protestantes se denominam como as pessoas do “Livro”, as que não foram prejudicadas pelas “tradições humanas”. Eles se acham melhores que os católicos, porque seguimos a Tradição e eles pensam que com isso, colocamos a Bíblia em segundo plano.
Isso é um enorme erro: os protestantes também são as pessoas da “Tradição”. Ninguém lê a Bíblia de forma objetiva. Pessoas que dizem “apenas leia a Bíblia”, na verdade fazem uma leitura baseada na “tradição” que receberam, independente se são Fundamentalistas, Calvinistas, Pentecostais, Batistas, etc. Todos dependem da Tradição, mas nem todos a reconhecem.
Os “cristãos da Bíblia”, baseados em suas próprias tradições, estudam a Bíblia com as seguintes premissas: 
-não existe nenhuma autoridade a não ser a Bíblia.
-não existe interpretação ou interprete oficial para a Escritura.
-a Bíblia é de fácil entendimento e pode ser interpretada e entendida por quem assim quiser.
-o individuo pode e deve ler a Bíblia e interpreta- la do seu jeito. 
Os católicos, baseados na Tradição, estudam a Bíblia com premissas diferentes:
-a autoridade dos Apóstolos e da Igreja precede da Bíblia, e a Tradição da Igreja tem o mesmo valor como autoridade infalível. A Bíblia faz parte da Tradição Apostólica.
-a interpretação oficial da Bíblia cabe a Igreja Católica.
-a Bíblia nem sempre é fácil de entender e precisa ser entendida num contexto histórico e no quadro pelo qual viviam seus personagens.
-qualquer individuo pode e deve ler a Bíblia- mas de acordo com a Interpretação do Magistério da Igreja.
 
Estas diferenças básicas colocam Católicos e Protestantes além de simplesmente abrirem as paginas de um mesmo livro e aceitarem as revelações de Deus.  A posição bíblica católica foi posta no principio da Igreja. A posição Protestante não é bíblica e sua origem é recente. Os católicos estão na continuidade da História do Cristianismo, já os Protestantes, não.
Os Católicos que frequentam esses estudos bíblicos não denominados precisam estar cientes dessas diferenças e estarem prontos não só para não tirarem falsas conclusões, mas também para resguardá-los contra suposições subjacentes (ex.: tudo tem que estar na Bíblia de forma explicita). 
Os Católicos despreparados geralmente adotam a mentalidade Protestante sem perceberem o que estão fazendo, assim como vão duvidando da Igreja Católica e tentando provar tudo a partir da Bíblia. 
 
** Traduzido para o Veritatis Splendor, por Thiago Rodrigo da Silva. Do original em inglês "Should Catholics Go to Non-Denominational Bible Studies?", webiste: Catholic Answers Magazine. 
Fonte Eletrônica;
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Como Procurar a Igreja de Cristo?

   Muitos anos atrás, quando eu estava no processo de conversão ao catolicismo, eu li “catolicismo e fundamentalismo”, escrito pelo fundador de um site de apologética católica, Karl Keating. Constava naquele livro uma citação do Bispo Fulton Sheen, que é reconhecido por frequentemente discutir o fenômeno da intolerância anticatólica: não existem mais que cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica, existem milhões, que de forma equivocada, odeiam a Igreja porque pensam que ela ensina coisas que na verdade não são ensinadas- que, naturalmente, uma coisa é bem diferente da outra. Dizer o que a Igreja ensina é uma coisa, agora, imaginar que a Igreja ensina assim ou assado é outra coisa... Como alias, se nós católicos acreditamos em todas as inverdades e mentiras que são ditas contra a Igreja, nós odiaríamos a Igreja muito mais que eles.

Quando eu leio uma declaração sobre uma pessoa famosa, eu sempre procuro uma nota de roda pé, e Karl, no seu livro, providenciou uma. Na hora, eu não pensei muito sobre o assunto. Simplesmente continuei lendo sobre a diferença entre a crença Católica e a crença dos Protestantes Fundamentalistas.

Alguns anos mais tarde, a internet explodiu e eu comecei a ver essas citações (que na hora da leitura tinha ignorado) em todos os lugares, até mesmo como “memes” no facebook; era mencionado nos debates virtuais e correia pelos e-mails. O problema é que nunca vi a tal citação trabalhada da mesma forma que foi no livro. O número de pesquisas usando as palavras que o Bispo Sheen tinha dito era enorme.

Finalmente, eu decidi que tinha que rastrear a citação. Mas já fazia muito tempo que tinha visto a tal citação e não conseguia mais a encontrar. Depois de semanas pesquisando em livros de anticatolicismo, que pensava que lá eu poderia achar, eu achei a citação do Bispo... e me lembrei que Karl tinha citado a fonte original.

Você poderia pesquisar e pesquisar nos livros que você não encontraria. Isso porque a citação é parte de um prefacio que o Bispo escreveu para a “Radio Replies”, ao terceiro volume de perguntas e respostas sobre fé Católica, do Padre Leslie Rumble e Charles Carty, padre apologista do século XX. O prefacio é bastante longo, mas vale a pena ler na integra. Minha parte favorita do prefacio é quando Sheen argumenta sobre uma “marca” não oficial da Igreja de Cristo que seria odiada pelo mundo:
 
Se eu não fosse católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja hoje, eu poderia procurar uma igreja que não se desse bem com esse mundo, em outras palavras, eu procuraria a igreja que o mundo odeia. Minha razão para tal atitude é que se Cristo está em todas as igrejas do mundo, ainda assim ele continuaria sendo odiado como ele foi quando esteve corporalmente presente entre nós. Se você se encontrasse com Cristo hoje, então encontraria a Igreja que não se dá bem com esse mundo.

Procure a Igreja que é odiada no mundo como Cristo também foi. Procure a Igreja que é acusada de ser ultrapassada, como Cristo foi acusado de ser ignorante. Procure a Igreja que os homens escarneiam como se fosse uma sociedade inferior, assim como acusaram Cristo de ser Nazareno. Procure a Igreja que é acusada de ter um demônio como Cristo também foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios. Procure a Igreja que, em tempos de fanatismo, os homens dizem que deve ser destruída, como crucificaram Cristo e achavam que estavam fazendo isso para agradar a Deus. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo porque ela afirma ser um pilar infalível, como rejeitaram a Cristo quando Ele afirmou ser a Verdade. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo, da mesma forma que Cristo foi rejeitado pelos homens.

Procure a Igreja que em meio à confusão de conflito de opiniões por seus membros, é a Igreja amada de Cristo e o rebanho respeita a voz do seu Pastor. 

Só o que é propriamente divino pode ser infinitamente amado e odiado. A Igreja é divina (Rádio Replies, vol. 1, prefácio, p. Ix, ligeiramente editados para facilitar a leitura).

Termino o artigo afirmando mais uma vez: procurem a Igreja Católica.

** Traduzido para o Veritatis Splendor por Thiago Rodrigo da Silva. Do original em inglês "Quotes and Rumors of Quotes", do website Catholic Answers.

Fonte eletrônica;
http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/9292-como-procurar-a-igreja-de-cristo
 

"Seria louco se deixasse a Igreja Católica e voltasse ao reino da escravidão protestante" - Cardeal Newman



"Nem por um instante, tive a menor vacilação em minha fé na Igreja Católica desde que fui recebido em seu seio. Sustento, e sempre venho sustentando, que o Romano Pontífice é o centro da unidade e o Vigário de Cristo, e... tenho uma fé diáfana em seu Credo e em todos os seus artigos; uma adesão suprema a sua liturgia, sua disciplina e seus ensinamentos; e um ardente desejo e esperança contra toda a esperança de que muitos amigos queridos que deixei no Protestantismo possam participar de minha felicidade."

"Sendo este o estado de minhas crenças, seria supérfluo acrescentar que não tenho intenção (nem tive jamais) de deixar a Igreja Católica para voltar ao Protestantismo."

"declaro professar ex animo, com um sentimento absoluto, interno e deliberado, que o Protestantismo é a religião mais desoladora que cabe pensar, que apenas a imagem de um serviço anglicano me provoca calafríos e somente o pensamento dos Trinta e Nove artigos me provoca ondas de suor frio. Voltar a Igreja de Inglaterra? Nunca. 'Se rompeu as redes e somos livres'. Seria louco se em minha velhice abandonasse a terra que 'mana leite e mel' pela cidade da confusão e o reino da escravidão" (6 de julho de 1862)

(JOHN HENRY NEWMAN, SUYO CON AFECTO: AUTOBIOGRAFIA EPISTOLAR, ediciones ENCUENTRO)

Créditos ao excelente site: Adversus