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domingo, 16 de junho de 2013

Livro de Jó

Padre Elílio de Faria Matos Júnior
Você sabe por que foi escrito o livro de Jó? Trata-se de um livro escrito entre o século V e III a.C. por um autor judeu que queria questionar a teologia da sua época, segundo a qual o sofrimento é consequência direta do pecado pessoal de quem sofre. Em geral pensava-se que a fidelidade a Deus era recompensada nesta vida com bens materiais e familiares, com a boa saúde e a vida longa, e, ao contrário, a infidelidade, punida com o insucesso e as diversas desgraças da vida. Não se tinha ainda a fé na vida para além da morte.

O livro apresenta Jó, um homem verdadeiramente fiel a Deus, indicado até mesmo como modelo para os anjos, que, no entanto, misteriosamente, é duramente provado pela perda de seus bens, de seus filhos, de sua saúde e de sua dignidade. Como entender uma coisa dessas? O livro relaciona o sofrimento do justo Jó a um mistério sobrenatural (Satanás - que ainda não é o Satanás do inferno como o conhecemos, mas uma espécie de inspetor celeste que tem como ofício observar o comportamento dos homens e acusá-los diante de Deus - pede permissão a Deus para o provar).

O Jó paciente dos dois primeiros capítulos logo se transforma no Jó rebelde a partir do terceiro capítulo, e chega a amaldiçoar a dia de seu nascimento. O autor não tem medo de mostrar que Jó era humano, demasiado humano, e não um herói que suporta tudo impassível, sem angustiar-se. O seu sofrimento o leva, não a ficar calado, mas a confrontar-se duramente com o sentido da própria existência e com o próprio Deus. Jó chamou Deus em causa. Embora mostrasse toda a sua angústia e o seu quase desespero, conservou, no fundo a fé. Queria falar com Deus. Queria ouvir a Deus.

Os amigos tentavam convencê-lo de havia uma relação entre os seus sofrimentos e os seu pecados. Chegavam a recomendar a Jó que se arrependesse e pedisse perdão, para que Deus lhe restituísse a felicidade. Mas Jó tinha consciência de que não havia pecado para merecer tudo aquilo. A teologia dos amigos estava errada: disso Jó tinha certeza. Jó sofria, mas o seu sofrimento não tinha nada a ver com seus pecados.

Só no final Deus fala, mostrando a Jó a grandeza da criação e o seu profundo mistério. Jó, maravilhado com a sabedoria do criador expressa nas suas obras, encontra paz para o seu coração, entregando-se confiantemente nas mãos de Deus: "Agora te conheci". A aparição de Deus não lhe tirou o sofrimento, mas o preencheu da sua presença, e isso bastou para trazer paz ao coração de Jó. 

No final, Deus restitui a Jó o que ele havia perdido e muito mais.
 
Fonte Eletrônica;
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Deus ama o diabo?

Ao falar de Deus, no início da Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino responde à questão se Deus está em todas as coisas. Ao colocar essa pergunta, como em toda a Suma, ele se depara com alguns ‘adversários’ aos quais deve dirigir-se. Ele diz: "4. ADEMAIS, os demônios são realidades. No entanto, Deus não está nos demônios, pois não existe união entre a luz e as trevas, diz a segunda Carta aos Coríntios. Logo, Deus não está em todas as coisas." Em seguida, ele faz uma distinção entre a natureza do diabo - que vem de Deus -, e a deformidade da culpa que foi inventada pelo próprio diabo: "RESPONDO: Deus está em todas as coisas, não como uma parte da essência delas, ou como um acidente, mas como o agente presente naquilo em que age. É necessário que todo agente se encontre em contato com aquilo em que imediatamente age e o atinja em seu poder. Por isso, no livro VII da Física se prova que o motor e o que é movido têm de estar juntos. Ora, sendo Deus o ser por essência é necessário que o ser criado seja seu efeito próprio, como queimar é efeito próprio do fogo. Este efeito, Deus o causa nas coisas não apenas quando começam a existir, mas também enquanto são mantidas na existência, como a luz é causada no ar pelo sol enquanto o ar permanece luminoso. Portanto, enquanto uma coisa possui o ser, é necessário que Deus esteja presente nela, segundo o modo pelo qual possui o ser. Ora, o ser é o que há de mais íntimo e de mais profundo em todas as coisas, pois é o princípio formal de tudo o que nelas existe, como já se explicou. É necessário, então, que Deus esteja em todas as coisas e intimamente." (cf. Suma Teológica I, q. 08, a. 1) Assim, a presença de Deus nas coisas não é como se Ele fosse uma espécie de fluido. Não. Ele está intimamente presente, está na raiz, no próprio ser das coisas. Isso ocorre porque Ele é a fonte de tudo, é Ele quem sustenta todas as realidades no ser. Este é um ato de amor de Deus, pois Ele age de maneira gratuita. Assim, se uma realidade existe é porque Deus a está sustentando porque a ama. Sem o sustento de Deus, as coisas cairiam no nada, no não-ser. "Se Deus fosse capaz de dormir, Ele acordaria sem as coisas", diz o padre jesuíta Vicente Garmar, ou seja, as coisas existem porque Deus as está pensando nesse momento. A consequência disso é que quando o homem peca, o faz no exato momento em que Deus o está amando, pois o está sustentando. É exatamente o que o diabo faz: no instante em que Deus está lhe dando a vida, sustentando, ele está se revoltando contra o seu criador. Refletindo que Deus está presente no homem em todos os momentos e que essa é uma presença ativa, amorosa, de sustentação, sem a qual ele cairia no nada, pode-se inferir que, nesse sentido, Deus ama também o diabo, pois, o ama enquanto natureza criada, a natureza dele vem de Deus. Contudo, segundo Santo Tomás de Aquino, Deus não está na deformidade da culpa presente no diabo, portanto, não está na maldade, que foi criada pelo próprio Satanás. Não existe amizade entre Deus e Satanás, pois, para existir amizade é preciso um amor que é oferecido e um amor que é correspondido, uma reciprocidade. Ora, Satanás odeia a Deus no exato momento em que é amado por Ele. É possível dizer que o tormento do inferno é o amor de Deus, pois Deus ama e oferece o seu amor para Satanás, que o rejeita. A soberba satânica impede a aceitação do amor de Deus. Isso significa que, de alguma maneira, o amor de Deus está presente também no inferno. Não como uma correspondência de amizade, mas enquanto Deus - fiel - que sustenta no ser e não se arrepende de ter criado, de ter amado, embora não seja correspondido neste amor. O que se disse referente ao diabo pode ser aplicado também ao homem. O pecado faz com que o ser humano perca o estado de amizade com Deus. Enquanto para o diabo não há mais tempo, para o homem ainda é possível arrepender-se e voltar atrás, retomando a amizade com Deus. O homem pode evitar o tormento horrível de ser amado e, ao mesmo tempo, odiar aquele que lhe dá a vida, que lhe sustenta. Ao revoltar-se contra Deus, o ser humano comete um ato de suicídio e é por isso que o inferno é chamado de ‘morte eterna’, pois é uma morte que não morre, morte que não acaba mais, é um ato de suicídio contínuo e eterno. Deus ama todas as suas criaturas porque Ele é fiel. É o homem que corre o risco de terminar como Satanás, não amando de volta Àquele que o amou de forma extraordinária. Fonte Eletrônica; http://padrepauloricardo.org/episodios/deus-ama-o-diabo

Para onde vão os bebês abortados?

O aborto para os cristãos é um assassinato e jamais pode ser apontado como solução para o quer que seja. Muito tem se debatido sobre ele atualmente. Contudo, uma pergunta que quase nunca é formulada, mas cuja resposta é bastante importante é a seguinte: para onde vão as almas dos bebês abortados? É o Catecismo da Igreja Católica que responde dizendo: "Quanto às crianças mortas sem Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito das exéquias por elas. Com efeito a grande misericórdia de Deus que quer que todos os homens se salvem, e a ternura de Jesus para com as crianças, que o levou a dizer: "Deixai as crianças virem a mim, não as impeçais", nos permitem esperar que haja um caminho de salvação para as crianças mortas sem Batismo. Eis por que é tão premente o apelo da Igreja de não impedir as crianças de virem a Cristo pelo dom do santo Batismo." (1261) Do ponto de vista teológico, enquanto Igreja, é preciso que se confie na misericórdia divina, uma vez que existe uma obrigação em se batizar as crianças. Deus deu aos homens o caminho dos sacramentos, porém, é evidente que Ele mesmo não está obrigado a eles, pode ter outros caminhos, afinal, é Deus. O que é certo, segundo o Catecismo, é que Deus deseja (quer) a salvação de todos os homens, esta é a realidade do coração Dele. As crianças abortadas não têm culpa. É por isso que devem ser confiadas à misericórdia divina. Não é possível aplicar à essas crianças o mesmo princípio do batismo de desejo, pois para que se configure esta realidade é necessário que o próprio sujeito tenha o desejo de ser batizado. Esse querer pode ser manifestado de maneira explícita, como é o caso do catecúmeno ou implícita, quando a pessoa padece de ignorância invencível. Nenhum dos casos se aplica às crianças abortadas. As mães que abortaram seus filhos podem tomar algumas medidas práticas. A primeira é reconciliar-se com Deus, por meio do sacramento da confissão. Segunda, deve se reconciliar com as crianças que foram abortadas. Pode ser difícil porque existe realmente uma grave acusação, mas devem se lembrar do que diz a I Carta de João, capítulo 3, versículo 20: "se o nosso coração nos acusa, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas." A confiança na grandeza do coração de Deus faz com o coração dessa mãe una-se ao coração de Deus, pois, de igual modo deseja hoje coisas boas para o filho que foi assassinado no passado. É o que se vê em Mateus, 7, 11: "se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus." Além disso, outras medidas podem ser tomadas. Dar um nome para a criança, pois ela é uma pessoa de fato, e sua alma está diante de Deus. Entregá-la à Virgem Santíssima, pois ela é a mãe que essa criança pode ter. Por fim, reparar o pecado com a penitência e com o zelo em batizar as crianças que estejam em perigo de morte. Utilizando-se de discrição, didática e diplomacia, as mulheres podem ir aos poucos conhecendo as maternidades, os hospitais, as UTIs neonatais, onde existem crianças com esse risco e ensinando os profissionais desses locais a batizarem as crianças da maneira correta, da maneira que a Igreja ensina. É um apostolado, um modo de a caridade ser expressada também em atos. Assim, conforme o Catecismo ensina sobre a premência do apelo da Igreja em batizar as crianças, cada um é responsável em batizar ou propiciar para que sejam batizadas as crianças em iminente perigo de morte ou que, já nascidas, devem ser entregues à misericórdia de Deus que é Pai e quer que todos sejam salvos. Fonte Eletrônica; http://padrepauloricardo.org/episodios/para-onde-vao-os-bebes-abortados

Quem está certo ? Jesus ou alguns pastores evangélicos ?

1)Disse Jesus a Pedro:
João 21:15–17.
O Senhor perguntou a Pedro: “Amas-Me?” Pedro respondeu: “Tu sabes que te amo”. E o Senhor replicou: “Apascenta os meus cordeiros”. O Senhor perguntou-lhe pela segunda vez: “Amas-Me?” Novamente, Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. E o Senhor disse a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. E o Senhor perguntou-lhe pela terceira vez: “Amas-Me?” Pedro respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. E Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”.
Comentário: Neste trecho Jesus pede a Pedro que cuide de seu rebanho. O pastor evangélico sempre literal quando nos cobra a doutrina do purgatório, a virgindade de Maria e o batismo de crianças, deixa a literalidade de lado porquanto o texto não lhe favorece e assim afirma que Jesus não disse o que disse.
2)Disse Jesus a Pedro:
Mateus 16.18. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Comentário: Neste trecho Jesus estabelece sua Igreja sobre Pedro.  Mas o pastor evangélico diz que Pedro não era a rocha. Nesta hora a costumeira interpretação literal evangélica perde força e vale o achismo do pastor e suas fábulas gregas, aramaicas ou hebraicas. Vale o que o pastor evangélico quiser ou que for necessário em cada momento para recusar a doutrina católica.
3)Disse Jesus a Pedro:
Mt 16.19. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”
Comentário: Mais claro do que isto impossível. Jesus concede poderes a Pedro. Poderes especiais. E o pastor evangélico diz que tais poderes não foram concedidos. Desfaz o que Jesus determinou e condena os que obedeceram e mantiveram-se fiéis a Jesus.
4)Jesus disse a Pedro:
Lc 22.32. “Confirma teus irmãos na fé.”
Comentário: Outro trecho claro. Jesus pediu a Pedro e não a Lutero que confirmasse seus irmãos na fé. Jesus concede poderes a Pedro e o pastor evangélico rejeita Pedro e o substitui por Paulo, mesmo sabendo que o próprio apóstolo em total atitude de submissão e humildade considerou-se como o menor entre todos os apóstolos. Se não vejamos:
“Eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus sou o que sou, e a graça que Ele me deu não tem sido inútil” (1Cor 15,9-10a).
São Paulo havia recebido diretamente de Jesus Cristo a revelação do Evangelho que pregava:
“Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo” (Gl 1,11-12).
Mesmo tendo recebido diretamente do Senhor tais ensinamentos, São Paulo não se julgou o maior entre os apóstolos. E bem diferente do pastor evangélico que não tendo recebido qualquer revelação pessoal de Jesus Cristo e negando a Igreja por ele fundada,  confia tão e somente em  “revelações”, “visões” e “interpretações” meramente humanas ou mesmo pessoais.
Detalhe: “Visões” e “Revelações” de pastores evangélicos não carecem do que eles chamam de fundamento bíblico.  Só os católicos é que estão “obrigados” ao dito fundamento bíblico. Justamente nós que não seguimos Martinho Lutero criador do “Só a Bíblia”.
É certo que o pastor evangélico não tem nem como saber por si só o motivo para acreditar na Bíblia.
Se a Bíblia não lhe caiu no colo vinda do céu e Jesus não lhe entregou uma edição traduzida pessoalmente, e, negando ainda a Igreja Católica, o pastor não tem como conhecer os livros inspirados e os livros rejeitados.
Pela Bíblia o pastor também não tem como saber quais foram os livros inspirados. Tais definições não encontram amparo bíblico.
Tudo é achismo do pastor ou o aquilo que ele aprendeu de outro homem.
O que  pastor algum não se pergunta é por que Paulo não fundou uma Igreja ?
Com tanto conhecimento e tendo recebido de Jesus pessoalmente toda revelação, e, sendo notórios o seu maior preparo e cultura, não cogitou em momento algum não obedecer ao Senhor Jesus.
E todos concordamos que nenhum pastor evangélico pode ser comparado ao grande apóstolo. E justamente ele, maior do que qualquer pastor evangélico, optou pela obediência e não saiu por aí fundando igrejas.
O maior dos apóstolos cumpriu integralmente: “Para que todos sejam um…( Jo 17:21)”
Até os inimigos da Igreja reconhecem que somente Jesus teria autoridade para faze-lo. E o fez através de Pedro.
Uma vez disse a verdade o conhecido inimigo da Igreja Católica Napoleão Bonaparte:
“…para fundar uma igreja duas coisas são necessárias. A primeira é morrer em uma cruz e a segunda é ressurgir dos mortos. A primeira eu não quero e a segunda eu não posso.”
O que diriam São Paulo e Napoleão nos dias atuais tendo conhecimento da Babel Protestante e suas 50.000 igrejas divergentes entre si ?  É certo que Bonaparte fundaria uma Igreja e que São Paulo condenaria a todas.
Sempre humilde, o apóstolo foi conferir sua doutrina com Pedro, se não vejamos:
Atos dos Apóstolos 15.1. Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Atos dos Apóstolos 15.2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.
Sobretudo, São Paulo entendeu que só poderia ter uma igreja: “”Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5)”
Detalhe: São Paulo não tinha em mãos uma Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida. E mesmo sem bíblia debaixo do braço fazia o que era certo.
Do que adianta ter em mãos uma Bíblia se o protestante ou evangélico não compreende o que leu ?
Melhor é seguir o conselho da própria Bíblia: Romanos C: 10 V: 17 –  ” De sorte que a fé vem pelo ouvir”
E este ouvir não é ouvir dos “apóstolos” que andam por aí e nem escutar o que dizem alguns dos auto intitulados bispos, pastores ou missionários, mas é ouvir de uma fonte confiável:  (I Tim 3.15) “Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.”
Por tudo isto a própria Bíblia condena a interpretação privada: 2Pd 1,20. “sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal”
Mas o incansável pastor evangélico grita em alto e bom som: “Mas a Igreja corrompeu-se e Lutero foi necessário para corrigir os desmandos do catolicismo.”
Comentário: Nesta hora Constantino desaparece tão rápido como surgiu e a Igreja Católica volta a ser a Igreja primitiva. Tal contradição ocorre para que pastores evangélicos justifiquem Martinho Lutero.
Mas prossegue o pastor evangélico: “Martinho Lutero foi um grande reformador e alguém com muita coragem.”
Comentário: A admiração a Martinho Lutero decorre de um único fato. Ele afrontou a Igreja Católica.  É a única justificativa. Não faz sentido que cristãos admirem Martinho Lutero e dele copiem o Sola Scriptura,“Só a Bíblia,”e o Sola Fide, “Só a fé”, quando sabem, por exemplo o que escreveu o deformardor sobre Jesus Cristo:
Martinho Lutero pai dos protestantes e evangélicos: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Tischredden, Nº 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107).”
Portanto, sabemos que Martinho Lutero não é admirado por suas “obras”. Mas tão e somente porque desafiou a Igreja Católica.
Se fosse admirado pelo que pregava, ainda hoje, os protestantes e evangélicos teriam veneração pela Virgem Santíssima e não lhe rotulariam como mulher impura e nem lhe dariam filhos que nunca teve. Se não vejamos:
LUTERO PAI DOS EVANGÉLICOS: Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323). “O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
“É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).
Aliás, não só Martinho Lutero, mas outros reformadores protestantes sempre veneraram a Virgem Maria e nunca duvidaram de sua virgindade perpétua, se não vejamos:
Calvino: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
“Proclamava uma tão grande dádiva de Deus, que não era lícito silenciá-la…Reconhecemos que este dom foi altamente honroso para Maria. De boa vontade, seguimo-la como mestra, e, obedecemos aos ensinamentos e preceitos da Virgem” ( Calvini Opera 45,38) ( Obra de Calvino 45,38)
John Wesley: “Creio que Jesus foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
Zwinglio: “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)
Conclusão:  O “literal”, mas nem tanto assim, pastor evangélico, insiste que Martinho Lutero foi indispensável.
Mas não consegue explicar porque Martinho Lutero não é seguido nos sacramentos e na veneração a Virgem Santíssima e tampouco consegue explicar porque copiou do reformador as teologias já citadas acima, “Só a Bíblia” e “Só a fé”, sabendo que o mesmo blasfemou contra Jesus.
Para estes que julgam que Martinho Lutero ou Calvino foram necessários, pedimos que meditem nas palavras do Senhor.
Quem sabe os “literais” que dizem que os irmãos de Jesus citados na Bíblia eram filhos carnais de Maria e José, resolvam permanecer literais e assim concluírão que Martinho Lutero nunca foi necessário. Se não vejamos:
Matheus 18.7. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!
Comentário: Jesus diz que os escândalos seriam inevitáveis. Se na igreja Católica existem pecadores que causam escândalos, é provável que ela seja a Igreja de Jesus Cristo. Pela Bíblia, ficou claro que a Igreja de Jesus tem escândalos e tem pecadores.
E o melhor de tudo é que o próprio Jesus Cristo dá conta dos pecadores e dos escândalos que estes causam. Ele mesmo purifica sua Igreja: “…mas ai do homem por quem o tropeço vier!”
O que podemos concluir ?
Aqueles que fizeram de Lutero ou Calvino necessários em verdade não creram nas promessas de Jesus.
Mas lá vem o pastor evangélico dizendo: “A Igreja Católica foi fundada por Constantino…”
Comentário: Eis que ressurge Constantino como fundador da Igreja Católica. E o pastor evangélico não usa a Bíblia para provar Constantino.  Quem não usa a Bíblia para provar suas teologias é justamente quem cobra de nós textos bíblicos para tudo.
E o pastor evangélico não consegue explicar é como segue as teologias de Martinho Lutero que teria sido tão e somente um ex sacerdote da Igreja de Constantino que ele reputa como sendo a Babilônia.
Vai ser contraditório assim lá em Canaã !
Enfim, quem tem ouvidos que ouça.
2 Timóteo 4
3 Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.
4 Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.
Depois da leitura proposta, retomamos a pergunta:  Quem está certo ?  Jesus ou alguns pastores evangélicos ?
Reconhecemos que é direito de todo e qualquer homem ou mulher a adesão a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos ofensas contra a dignidade e honra das pessoas. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Não admitimos ataques pessoais ou ofensas de qualquer tipo. Repudiamos ainda qualquer tentativa de cerceamento da liberdade de expressão e na mesma medida repudiamos qualquer tentativa de discriminação religiosa.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Autor: A.Silva com a colaboração de Bebel, Dani e V.De Carvalho – Livre divulgação mencionando-se o autor.
 
Fonte Eletrônica;

A “Bíblia” da Teologia da Prosperidade

1- “Deus quer te abençoar, mas se você não ofertar, Ele não terá poder de fazer isso por você” (II Heresias 3. 16)
2 – “Você pode desonrar seu pai e sua mãe e até deixá-los passar necessidades, mas nunca seu apóstolo” (I Apostolicensses 1.1)
3 – “A oferta é a alavanca que move a mão de Deus a seu favor” (1 Cretinices 4. 3)
4 – “A fé sem ofertas é morta” ( 1 Dólar 1. 8)
5 – “E Jesus entrou em Jerusalém montando seu jumentinho de dez mil talentos” (Juao 15. 23)
6 – “Disse o apóstolo, cheio do espírito, a todos que o ouviam: Minha conta corrente é 1.000/07” (II Conta Corrente 1. 71)
7 – “Assim que a oferta entrar na conta corrente deus dirá ao anjo Money: Destranque as janelas do céu e prenda o devorador na casinha” ( II Malaquias 3.15)
8 – “É com a semente que sai da sua carteira que a obra de deus é realizada na terra” ( I Heresias 2. 8)
9 – “Participe das campanhas de vitória financeira e Deus tirará dos ricos e dará a você” (1 Robin Hood 2. 3)
10 – “E alguns paulistanos foram mais nobres que os de Boraceia, pois semearam nesse ministério em dólar.” ( 1 Tio Patinhas 1. 7)
11 – “deus quer te dar a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa… só não te deu ainda porque você não tem determinado isso a ele com fé” (Absurdicensses 1. 25)
12 – “Assim ordenou também o senhor que os que pregam o evangelho que fiquem ricos com o evangelho” ( I Falácia 1. 1)
13 – “Primiciar é mover a mão de Deus a seu favor e a favor dos donos da igreja” ( I Primicias 1. 1)
14 -“Confia no senhor, dê sua oferta, faça sacrifícios financeiros e os seus desígnios serão estabelecidos” (Absurdicensses 8. 32)
15 – “E Gesuis encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; parabenizou-os pelas boas vendas que faziam, porém, expulsou os que ali oravam e quebrantavam seus corações, mas não ofertavam e nem compravam nada, bem como todo pobre que ali estava, e disse-lhes: A casa me meu pai é casa de negócio e não um covil de doentes e pobres!” (Indireticensses 2. 8)
16 – “É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar alguém que não oferta, que não primicia, que não faz sacrifícios financeiros, nas igrejas da teologia da prosperidade” ( Sofismas 3. 12)
17 – “Porque o amor do dinheiro é a raiz de todas as bênçãos” ( 1 Mamon 1. 1)
18 – “Sacrifícios agradáveis a deus são os dízimos e as ofertas; coração que determina e exige, não os desprezarás, ó deus” (Salmos de Mamon 119. 3)
19 – “O maior mandamento é: Amarás a Mamon, teu deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Honre e oferte aos seus líderes como a ti mesmo” ( 2 Leis de Mamon 2. 15)
20 – “Pelas suas ofertas o conhecereis. Pode, acaso, de um coração cheio de fé e do espírito, sair uma oferta pequena? (Apolion 15. 12)
E agora, sob o ponto de vista desse versículos, concorda que a teologia da prosperidade está certa?
 
Fonte Eletrônica;

A IGREJA MILITANTE, PADECENTE E TRIUNFANTE

“Homens da Galiléia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que vos acaba de ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu. (At 1,11) “
 
 
A Doutrina da Comunhão dos Santos
No Credo, a frase: ” Na Comunhão dos Santo”, vem após “Creio na Santa Igreja Católica” e existe uma boa razão para esta seqüência porque uma é extensão da outra.
Todos os que estão no céu, canonizados ou não, isto é, os conhecidos e os desconhecidos, naturalmente participam da vida de Deus ainda mais diretamente do que nós. Assim, quando falamos da comunhão dos santos, não nos referimos simplesmente ? ligação de um cristão com outro na terra, mas de nossa ligação com antigos membros da Igreja na terra e que agora estão no céu.
O Corpo Místico da Igreja é formado pela:
IGREJA MILITANTE, que somos nós, a
IGREJA PADECENTE, os que estão no purgatório e a
IGREJA TRIUNFANTE, os que estão no céu.
As almas que deixaram a terra e estão destinadas ao céu talvez tenham de se submeter ? purificação no purgatório, antes que possam atingir sua meta. Estas também são santas, e estão em comunhão com o resto da Igreja.
Existe uma estreita ligação entre os membros da Igreja Militante e a maneira como as boas ações de um beneficiam todo o resto.
São Paulo escreveu muito claramente sobre a importância do oferecimento de orações em benefício uns dos outros. Também é desta maneira que estamos em comunhão com a Igreja Triunfante. Os grandes méritos que os santos obtiveram, muito além das necessidades da sua própria salvação, fazem parte do tesouro da Igreja que pode ser aplicado em favor dos que ainda estão em luta aqui na terra.
Se, como diz São Paulo, nós na terra podemos orar em benefício uns dos outros com tal efeito, é evidente que os santos no céu, muito mais próximos de Deus do que nós, podem orar e interceder por nós com poder ainda maior.
Existem fora da Igreja Católica os que fazem objeção a esta idéia. Eles dizem que Cristo receberá nossas preces diretamente e que é um desrespeito a Ele sugerir que precise de alguém para lhe levar os nossos pedidos. Isso, em parte, resulta de uma incompreensão.
Os católicos não acreditam que os santos, ou qualquer outra pessoa, tenham poder por si mesmos, porém somente na medida em que Deus lho dá. Também acreditamos que podemos, na realidade, aproximar-nos diretamente de Deus, como mostra claramente a principal oração da Igreja: a Missa.
Mas lembramo-nos como Deus estava disposto a salvar Sodoma por amor de apenas dez homens justos, se os pudesse encontrar na cidade e como São Tiago tornou claro que as orações dos bons são do mais alto valor Tg 5,16. É uma questão de humildade acreditarmos que Deus ouvirá a prece dos pecadores mais facilmente quando forem apresentadas pelos seus amigos mais íntimos.
Nossa comunhão com as almas do purgatório vem do fato de que por si mesmas elas nada podem fazer para terminar seu tempo de purificação. Seguindo a orientação da Bíblia de que ” era um pensamento santo e saudável orar pelos mortos, para que fossem livres dos seus pecados” (II Mac 12,48), esperamos que nossas preces, e particularmente a Missa possam ser aplicadas para abreviar seu tempo de sofrimento. E podemos ter certeza de que aqueles que chegaram mais depressa no céu, em virtude das nossas orações, não demorarão apagar sua dívida como membros da Igreja Triunfante.
Naturalmente, o maior de todos os santos é Maria, a mãe de Deus. Sua intimidade com seu filho dá a seus pedidos um poder que não é excedido por qualquer outra pessoa no céu. A Igreja a vê pros-seguindo em sua grande colaboração na Redenção iniciada há dois mil anos, pelas suas orações em benefício dos que ainda estão na terra. Se os santos, que também foram pecadores, conseguiram obter méritos extraordinários que podem ser aplicados a nós, então Nossa Senhora, que é livre de pecado, tem feito muito mais para obter esses méritos do que qualquer outro.
 
Fonte Eletrônica;

Igreja: continuidade histórica da Encarnação de Cristo

A História da Igreja, diferentemente de outros objetos de estudo, requer para sua compreensão plena um esforço prévio. Isso ocorre devido à natureza complexa da Igreja. Ela não é meramente uma instituição humana, que pode ser entendida somente no âmbito humano. Não é uma agremiação, um grupo de pessoas unidas em sociedade com um fim específico. Não. A Igreja é um mistério e, se este for perdido de vista, a história que dele deriva será apenas uma caricatura.
Para ilustrar, um fato histórico: a conversão de um homem chamado Saulo de Tarso, o qual nasceu na atual Turquia, no sopé do monte Taulus, perto do Mar Mediterrâneo. Saulo foi educado na cidade de Tarso, dentro da cultura helenística, mas ao mesmo tempo judaica. Sendo seus pais judeus devotos foi levado até Jerusalém para estudar na escola de Gamaliel. Saulo percebeu que estava acontecendo algo estranho no judaísmo de sua época: um homem chamado Jesus de Nazaré.
Quando alguém se refere a Jesus, mesmo quem não tem fé, normalmente o faz de maneira respeitosa, reconhecendo nele alguém “iluminado”, um “sábio”. Contudo, só pode considerar Jesus como um “sábio” aquele que Nele tem fé. Isso se explica porque Jesus, em sua vida histórica, reivindicou para si o título de “Filho de Deus”, por si só escandaloso. E assim é em todo o Evangelho. Um exemplo desse escândalo é o Sermão da Montanha, uma obra literária admirada até mesmo por quem não tem fé, no qual Ele diz: “ouvistes o que foi dito… eu, porém, vos digo…” (conf. Mt 5,21-22). Contextualizando as palavras de Jesus é possível perceber que, de alguma forma, Ele reformula o que está no Antigo Testamento, esclarecendo a Palavra de Deus, com uma autoridade divina.
Para os homens daquela época, ouvir Jesus dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, não deve ter sido nada fácil. Uma atitude possível seria crer que Jesus realmente era Deus feito homem. A outra era acreditar que Jesus nada mais era que um louco. Por isso, desde o seu nascimento, Jesus de Nazaré foi uma figura polêmica. Os homens que acreditaram em Jesus possuíam fé. Ainda hoje, para crer que Jesus é Deus é necessário fé.
Ora, Saulo de Tarso percebeu o que estava acontecendo em sua época. Ele era um judeu devoto e não podia acreditar que aquele homem que morrera crucificado em Jerusalém fosse Deus. Para ele era impossível que Deus se fizesse homem, morresse numa cruz, ressuscitasse no terceiro dia e subisse aos céus. Era impossível. Assim, restou a segunda alternativa e Saulo passou a perseguir os cristãos.
Tendo em seu poder cartas de autorização do Sinédrio, em Jerusalém, Saulo percorreu diversas cidades, chegando à Síria – cuja capital até hoje é Damasco -, pois sabia que nessa cidade havia uma comunidade de cristãos. Com o mandato judicial nas mãos, passou a prendê-los, pois os considerava um grupo de judeus fanáticos e perigosos, que seguiam um louco, blasfemo e, portanto, eram também blasfemos. Com essa perseguição, Saulo cumpre a Palavra proferida por Jesus Cristo: “Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus.”(conf. Jo 16,2).
O que aconteceu a Saulo se encontra narrado no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 9 e vale recordar:
“Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote, e lhe pediu cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém todos os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma luz que vinha do céu. Caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo.
Agora, levante-se, entre na cidade, e aí dirão o que você deve fazer.” Os homens que acompanhavam Saulo ficaram cheios de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo se levantou do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então o pegaram pela mão e o levaram para Damasco. E Saulo ficou três dias sem poder ver, e não comeu nem bebeu nada. Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” E o Senhor disse: “Prepare-se, e vá até a rua que se chama rua Direita e procure, na casa de Judas, um homem chamado Saulo, apelidado Saulo de Tarso. Ele está rezando e acaba de ter uma visão. De fato, ele viu um homem chamado Ananias impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista.”
Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muita gente falar desse homem e do mal que ele fez aos teus fiéis em Jerusalém. E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, que recebeu dos chefes dos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome.” Mas o Senhor disse a Ananias: “Vá, porque esse homem é um instrumento que eu escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu nome.” Então Ananias saiu, entrou na casa e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que lhe apareceu quando você vinha pelo caminho, me mandou aqui para que você recupere a vista e fique cheio do Espírito Santo.” Imediatamente caiu dos olhos de Saulo alguma coisa parecida com escamas, e ele recuperou a vista.
Em seguida Saulo se levantou e foi batizado. Logo depois comeu e ficou forte como antes. Saulo passou então alguns dias com os discípulos em Damasco. E logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. Os ouvintes ficavam impressionados e comentavam: “Não é este o homem que descarregava em Jerusalém a sua fúria contra os que invocam o nome de Jesus? E não é ele que veio aqui justamente para os prender e levar aos chefes dos sacerdotes?” No entanto, Saulo se fortalecia cada vez mais e deixava confusos os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Messias.” (1-22)
O trecho em negrito é o prenúncio de uma revolução, pois o homem que estava convicto de que fazia bem em perseguir os discípulos de Jesus, de repente vê-se frente a frente com o próprio Jesus, ressuscitado, como luz que ilumina a sua vida, tão forte que lhe provoca uma cegueira. Nesse ponto é preciso parar e analisar o que de fato aconteceu.
A conversão de Saulo não foi algo que se deu de maneira isolada, individual, em que ele sozinho teve um contato com Jesus. Não. Ela foi eclesial desde o início. Ora, para Saulo, Jesus estava morto e sepultado, sua ressurreição era nada mais que um engodo perpetrado pelos seus discípulos, aos quais Saulo perseguia concretamente. No caminho de Damasco, uma luz atinge Saulo e ele escuta uma voz que diz: “Saulo, Saulo, por que Me persegues?”. O que Saulo perseguia, então, era a Igreja. Nesse momento há uma revolução eclesiológica, pois, diante da conversão de Saulo é possível dizer que a Igreja é uma continuidade de Jesus na história. A continuação histórica do mistério da Encarnação. É que São Paulo tenta explicar na Primeira Carta aos Coríntios, utilizando, no Capítulo 11, uma analogia para se referir à Eucaristia. Ele diz:
“De fato, eu recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês. Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isto em memória de mim.”Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; Todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mim.” (23-25)
No Capítulo seguinte, ele continua a falar do Corpo de Cristo, porém, agora se refere a ele como sendo composto por todos os homens:
“De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros; e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo. Assim acontece também com Cristo. Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo, quer sejamos judeus ou gregos, quer escravos ou livres. E todos bebemos de um só Espírito.
O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé diz: “Eu não sou mão; logo, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido diz: “Eu não sou olho; logo, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se o corpo inteiro fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfato?  Deus é quem dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se o conjunto fosse um só membro, onde estaria o corpo? Há, portanto, muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: “Não preciso de você”; e a cabeça não pode dizer aos pés: “Não preciso de vocês.”
Os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários; e aqueles membros do corpo que parecem menos dignos de honra são os que cercamos de maior honra; e os nossos membros que são menos decentes, nós os tratamos com maior decência;  os que são decentes não precisam desses cuidados. Deus dispôs o corpo de modo a conceder maior honra ao que é menos nobre, a fim de que não haja divisão no corpo, mas os membros tenham igual cuidado uns para com os outros. Se um membro sofre, todos os membros participam do seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros participam de sua alegria. Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele, cada um no seu lugar.” (12-27)
As palavras de São Paulo são claras no sentido de que no Corpo de Cristo (Eucaristia e Igreja) está presente o mistério da Encarnação.  Se um hóstia consagrada for levada ao laboratório e analisada, nada se verá além de pão. Não se verá o corpo de Cristo, não se verá Jesus. Para se enxergar Jesus na Eucaristia é preciso ter fé. Deus permitiu, ao longo da história, inúmeros milagres, sinais visíveis de que Jesus realmente está presente na Eucaristia. Mas Ele está presente também na Igreja e São Paulo experimentou essa verdade (por que me persegues?).
Da mesma forma que não é possível levar a hóstia para o laboratório e enxergar Jesus, não é possível levar a Igreja para um estudo sociológico e querer enxergá-Lo. É preciso ter fé em ambos os casos. Se o propósito é estudar a História da Igreja,  necessário se faz saber que o objeto desse estudo será nada mais, nada menos que o Cristo vivo ao longo da história na sua Igreja.
O modo correto de se chegar à verdadeira história da Igreja é estudando a vida dos santos, homens e mulheres que historicamente viveram a santidade (que chegaram a um estado de perfeição), cada um à sua maneira, vez que existem diferentes graus de pertença à Igreja, de configuração a Cristo. Para entender a história da Igreja é preciso conhecer a vida desses santos e o modo como se entregaram a Deus.
Um bom exemplo é a vida de São Pio de Pietrelcina, que configurou-se tão intensamente a Deus que as chagas de Cristo apareceram em suas mãos, pés e costas, cuja vida toda foi marcada intensamente por fenômenos inexplicáveis, verdadeiros milagres. Um santo atual, falecido em 1968, e que teve seus milagres e feitos analisados pela ciência moderna. São radiografias, estudos médicos, atestados, comprovações de verdadeiros portentos realizados por meio desse homem santo. Não foram apenas intervenções ligadas aos carismas, mas à própria santidade dele (bilocação, estigmas que não cicatrizaram durante cinquenta anos e que poucos dias antes de sua morte fecharam-se inexplicavelmente e não deixaram nenhum sinal, entre muitos outros).
O núcleo da história da Igreja está na vida dos santos, no fato de Cristo viver nesses homens, os quais são a continuação da Sua Encarnação. Porém, não se deve estudar sem fé, pois isso é perder de vista o objeto a ser estudado. É preciso ter fé na Igreja de Cristo, só assim é possível estudar essa história fascinante de Cristo Encarnado ao longo da história da Humanidade.