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domingo, 29 de julho de 2012

O Confronto com o mundo moderno

Vivemos em uma época democrática, que se gaba de ter fornecido para as nações – liberdade social e individual, Hipnotizado pela pseudoliberdade, o homem moderno se revolta contra qualquer regra, imposição ou lei. Estamos no tempo do “achismo”, do cada um faz e pensa o que quiser, mesmo que seja um absurdo, ninguém pode invadir esse “mundo egocêntrico” e sem verdade absoluta.

Proclama-se a liberdade política e chega-se ao extremo de exigir tolerância até para atividades francamente subversivas. Em flagrante contradição com o princípio generalizado da liberdade, quase todos os países livres admitem um partido que tem seu ideal na completa ditadura, nominalmente tirânica, que achou sua expressão inconfundível nos países comunistas. Nunca houve escravização tão completa, como debaixo do jugo comunista e sua inquisição moderna: prisões sem proceder jurídico, torturas, execuções, campos de concentração, espoliação. Alucinados pela quimera da liberdade absoluta abrimos caminho e facilitamos o advento da nossa escravização.

Exige-se hoje completa liberdade de opinião, assistimos com espanto ao crescimento da imoralidade nos meios de comunicação; os últimos quarenta anos trouxeram mais depravação dos costumes do que os séculos anteriores.
Finalmente observa-se a apostasia da fé. Como todas as idéias devem ser respeitadas, cresce o número de pessoas que acreditam em gnomos, cristais, macumba, reencarnação, fantasmas etc.
Será correta ou razoável essa orientação? Os nossos antepassados desejavam liberdade, porém liberdade que traz unidade, paz e eleva o homem. Os povos antigos viviam com menos bens materiais e com mais alegria, o homem moderno tem ao alcance todas as comodidades e vive em depressão, nunca se cometeu tanto suicídio na história como nos dias atuais.

A Idade Média é pejorativamente chamada de idade das trevas, quando na realidade trouxe inúmeros avanços para a sociedade. A verdade é que neste período o povo tinha fé e piedade profunda, por isso é atacada como época de obscuridades. Incrimina-se a mentalidade medieval por queimar malfeitores na fogueira; será que os tempos modernos possuem uma mentalidade diferente? Nas últimas guerras quantos foram queimados pelos lança-chamas que atingem o inimigo a 100 metros de distância? Quantos abortos foram cometidos? Quantos idosos foram descartados pela eutanásia? Essa é a mentalidade moderna em que tudo é permitido, exceto aceitar a Verdade, o Caminho e a Vida.
Nós reprovamos os procederes dos nossos antepassados, eles com certeza ficariam indignados com os métodos modernos. Não vamos infligir ao povos do passado, admiráveis pela fé ardente, a injúria de compará-los com os pagãos modernos, encarnados principalmente nos nazistas, comunistas, terroristas, relativistas e abortistas. Não podemos comparar os crentes antigos e os materialistas modernos, porque os materialistas se colocam à margem da cultura e da moral, tornando manifesto – o que precisamente os antigos queriam evitar pela instituição do tribunal da Inquisição – que a decadência religiosa é a maior desgraça do gênero humano.

Extrato do livro Inquisição: história, mito e verdade, de Joseph Bernard. Traduzido por Eduardo de Carvalho e publicado pela Editora Formatto (São Paulo, 2008). Páginas 88-90.

FONTE ELETRÔNICA;

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Igreja ou a Bíblia? …Na verdade, a Bíblia na Igreja! IRREFUTÁVEL!

Introdução: O seguinte sermão é tão relevante hoje em dia quanto o foi há mais de 100 anos, quando pela primeira vez foi pregado pelo Padre Arnold Damen, S.J.
“Não se pode ter Deus como Pai, se não tiver a Igreja como Mãe”, e, da mesma forma, não se pode ter o Verbo de Deus como fé, se não tiver a Igreja como mestra. É somente a infalível autoridade docente da Igreja, como foi prometido por Cristo, que preserva a Palavra de Deus da interpretação errônea. Essa é a essência da doutrina do zeloso sacerdote. É também a essência do verdadeiro Cristianismo, como o Padre Damen prodigamente prova a partir da própria Escritura e do puro senso comum.
Todo leitor sincero da Bíblia deseja saber a verdadeira relação que Deus estabeleceu entre a Sua Igreja e a Sagrada Escritura. Nós, portanto, convidamos todos que amam a Bíblia a ler a exposição do Padre Damen com uma mente aberta, não seja que, lendo as Escrituras, “deturpem-nas para sua própria destruição”(2 Pe3,16)

Sermão do Padre Damen
I. Queridos e Amados Cristãos: — Quando nosso Divino Salvador enviou os Seus Apóstolos e os Seus Discípulos por todo o universo a pregar o Evangelho para toda criatura, Ele estabeleceu as condições para a salvação desta forma: “Aquele que crer e for batizado”, disse o Filho de Deus Vivo, “será salvo, mas aquele que não crer será condenado” (Lc 16, 16). Aqui, portanto, Nosso Bendito Senhor estabeleceu as duas condições da salvação: Fé e Batismo. Aquele que crer e for batizado será salvo, mas aquele que não crer será condenado — ou é amaldiçoado. Portanto, duas condições da salvação: Fé e Batismo. Falarei, nesta tarde, da condição da Fé.

Devemos ter Fé para sermos salvos, e devemos ter a Fé Divina, não uma fé humana. A fé humana não salvará o homem, mas somente a Fé Divina. Crer em tudo o que Deus ensinou baseados na autoridade de Deus, e crer sem dubitação, sem hesitação; porque, desde o momento em que se começa a duvidar ou hesitar, começa-se a desconfiar da autoridade de Deus, e, portanto, a insultar Deus, duvidando da Sua palavra. A Fé Divina, portanto, é crer sem duvidar, sem hesitar. A fé humana é quando cremos em alguma coisa baseados na autoridade dos homens — ou autoridade humana. Isso é a fé humana. Mas a Fé Divina é crer sem duvidar, sem hesitar, em tudo o que Deus revelou, baseados na autoridade de Deus, na palavra de Deus.
Portanto, meu querido povo, não é uma questão de indiferença que religião um homem professa, desde que ele seja um bom homem.

Os senhores ouvem dizer hoje em dia, neste século XIX de pouca fé, que não importa qual religião um homem professa desde que ele seja um bom homem. Isso é heresia, meu querido povo, e eu provarei para os senhores que é assim. Se o que um homem acredita é matéria de indiferença, desde que ele seja um bom homem, então é inútil para Deus fazer qualquer revelação que seja. Se um homem é livre para rejeitar o que Deus revela, para que motivo Cristo enviou Seus Apóstolos e discípulos para ensinar todas as nações, se aquelas nações são livres para crer ou rejeitar os ensinamentos dos Apóstolos ou discípulos? Vê-se logo que isso seria um insulto para Deus.

Se Deus revela algo ou ensina algo, Ele pretende ser crido. Ele quer ser crido toda vez que ensina ou revela algo. O homem é obrigado a crer em tudo o que Deus revelou, pois, meu querido povo, somos obrigados a louvar a Deus tanto com nossa razão e inteligência quanto com nosso coração e vontade. Deus é mestre do homem todo. Ele reclama sua vontade, seu coração, sua razão e sua inteligência.

Que homem em sã consciência, a despeito de a que denominação, igreja ou religião ele pertença, negaria que somos obrigados a crer no que Deus ensinou? Tenho certeza de que não há nenhum cristão que negará que somos obrigados a crer em tudo o que Deus revelou. Portanto, não é matéria de indiferença que religião um homem professa. Ele precisa professar a religião verdadeira se quiser ser salvo.

Mas qual é a verdadeira religião? Crer em tudo o que Deus ensinou. Tenho certeza de que mesmo meus irmãos protestantes admitirão que isso é certo; porque, se não, diria que não são, de modo algum, cristãos.
“Mas o que é a verdadeira Fé?”

“A verdadeira Fé”, dizem os amigos protestantes, “é crer no Senhor Jesus”.

De acordo, os católicos acreditam nisso. Diga-me o que você quer dizer por crer no Senhor Jesus.

“Você deve crer”, diz o meu amigo Protestante, “que Ele é o Filho do Deus Vivo”.

Novamente de acordo. Graças a Deus, podemos concordar em alguma coisa. Cremos que Jesus Cristo é o Filho do Deus Vivo, que Ele é Deus. Nisso todos concordamos, exceto os unitarianos e os socinianos, mas os deixaremos aparte nesta noite. Se Cristo é Deus, então devemos crer em tudo o que Ele ensina. Não é assim, meus queridos e amados irmãos e irmãs protestantes? E isso é a verdadeira Fé, não é?

“Bem, sim”, diz meu amigo protestante, “acho que é a verdadeira Fé. Para crer que Jesus é o Filho do Deus Vivo, devemos crer em tudo o que Cristo ensinou”.

Nós, católicos, dizemos o mesmo, e nisso concordamos novamente. Devemos crer em Cristo, portanto, e isso é a verdadeira Fé. Devemos crer em tudo o que Cristo ensinou — o que Deus revelou — e sem essa Fé não há salvação; sem essa Fé não há nenhuma esperança do Céu; sem essa Fé há eterna condenação! Temos as palavras de Cristo que o atestam: “Aquele que não crer será condenado”, diz Cristo.

II. Mas se Cristo, meu querido e amado povo, ordena-me, sob pena de eterna condenação, crer em tudo o que Ele ensinou, Ele precisa dar-me o meio para conhecer o que Ele ensinou.

Se, portanto, Cristo ordena-me, sob pena de eterna condenação, Ele é obrigado a dar-me o meio de conhecer o que Ele ensinou. E o meio que Cristo nos dá para conhecê-lo precisa estar o tempo todo ao alcance de todas as pessoas.

Em segundo lugar, o meio que Deus nos dá para conhecer o que Ele ensinou precisa ser adaptado às capacidades de todas as inteligências — até a mais tola. Porque até mesmo aqueles do mais tolo entendimento têm o direito à salvação, e, consequentemente, eles têm o direito ao meio pelo qual aprenderão as verdades que Deus ensinou, para que possam crer nelas e ser salvos.
O meio que Deus nos dá para conhecer o que Ele ensinou deve ser um meio infalível. Porque, se for um meio que possa extraviar-nos, não pode, em absoluto, ser um meio. Precisa ser um meio infalível, de modo que, se um homem faz uso dele, infalivelmente, sem medo de engano ou erro, será levado a um conhecimento de todas as verdades que Deus ensinou.
Não creio que haja ninguém aqui presente — não me importo com o que ele seja, cristão ou incrédulo — que possa objetar às minhas premissas. E essas premissas são a base do meu discurso e do meu raciocínio, e, portanto, desejo que os senhores as tenham em mente. Repeti-las-ei, pois sobre essas premissas se assenta toda a força do meu discurso e raciocínio.

Se Deus me ordena, sob pena de eterna condenação, que creia em tudo o que Ele ensinou, Ele é obrigado a dar-me o meio para conhecer o que Ele ensinou. E o meio que Deus me dá precisa ter estado o tempo todo ao alcance de todas as pessoas — precisa ser adaptado às capacidades de todos os intelectos, precisa ser um meio infalível para nós, de modo que, se um homem faz uso dele, será levado ao conhecimento de todas as verdades que Deus ensinou.

III. Deu-nos Deus tal meio? “Sim”, dizem meus amigos protestantes, “Ele no-lo deu”. E do mesmo modo diz o católico: Deus nos deu tal meio. Qual é o meio que Deus nos deu pelo qual nós aprenderemos a verdade que Deus revelou? “A Bíblia”, dizem meus amigos protestantes, “a Bíblia, a totalidade da Bíblia, e nada além da Bíblia”. Mas nós, católicos, dizemos: “Não; não a Bíblia e sua interpretação privada, mas a Igreja do Deus Vivo”.

Provarei os fatos, e desafiarei todos os meus irmãos separados — e todos os pregadores no assunto — a provar que está errado o que eu direi nesta noite. Digo, pois, que não é a interpretação privada da Bíblia que foi indicado por Deus para ser a mestra do homem, mas a Igreja do Deus Vivo.

Porque, meu querido povo, se Deus pretendeu que o homem devesse aprender a Sua religião de um livro — a Bíblia —, com certeza Deus teria dado esse livro ao homem; Cristo teria dado esse livro ao homem. Fê-lo Ele? Não o fez. Cristo enviou os Seus Apóstolos por todo o universo e disse: “Ide, pois, e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a observar todas as coisas que Eu vos ordenei”.

Cristo não disse: “Sentai e escrevei Bíblias e espalhai-as pela terra, e deixai todo homem ler a sua Bíblia e julgar por si mesmo”. Se Cristo o houvesse dito, jamais haveria existido sobre a terra uma Cristandade, mas sim uma Babel e confusão, e nunca uma Igreja, a união de um corpo. Portanto, Cristo nunca disse aos Seus Apóstolos: “Ide e escrevei Bíblias e distribuí-as, e deixai cada um julgar por si mesmo”. Essa adição foi reservada para o século XVI, e temos visto o resultado disso. Desde o século XVI tem aparecido religião sobre religião, e igrejas sobre igrejas, e lutando e querelando umas com as outras. E tudo por causa da interpretação privada da Bíblia.
Cristo enviou Seus Apóstolos com autoridade para ensinar as nações, e nunca lhes deu nenhuma ordem de escrever a Bíblia.

E os Apóstolos foram e pregaram por toda parte, e implantaram a Igreja de Deus por toda a terra, mas nunca pensaram em escrever.

A primeira palavra escrita o foi por São Mateus, e ele escreveu para o proveito de uns poucos indivíduos. Ele escreveu o Evangelho cerca de sete anos após Cristo ter deixado a terra, de modo que a Igreja de Deus, estabelecida por Cristo, existiu por sete anos antes que uma linha fosse escrita do Novo Testamento.

São Marcos escreveu por volta de dez anos depois que Cristo deixou a terra; São Lucas, cerca de vinte e cinco anos, e São João, cerca de sessenta e três anos após Cristo ter estabelecido a Igreja de Deus. São João escreveu a última parte da Bíblia — o Livro do Apocalipse — cerca de sessenta e cinco anos depois de Cristo ter deixado esta terra e a Igreja de Deus ter sido estabelecida. A religião católica existiu por sessenta e cinco anos antes que a Bíblia tivesse sido completada, antes que ela fosse escrita.

Agora, pergunto-lhes, meus queridos e amados irmãos separados, onde esses cristãos, que viveram durante o período entre o estabelecimento da Igreja de Jesus e a finalização da Bíblia, esses verdadeiros cristãos, bons cristãos, iluminados cristãos? Conheceram eles a religião de Jesus? Onde está o homem que ousará dizer que aqueles que viveram desde o tempo em que Cristo foi-Se para o Céu até o tempo em que a Bíblia foi acabada não foram cristãos? Admite-se por todos os lados, por todas as denominações, que eles foram de fato os melhores cristãos, as primícias do Sangue de Jesus Cristo.

Mas como eles aprenderam o que deviam fazer para salvar suas almas? Foi na Bíblia que o aprenderam? Não, porque a Bíblia não havia sido escrita. E Nosso Senhor teria deixado a Sua Igreja por sessenta e cinco anos sem um mestre, se a Bíblia é a mestra do homem? Segurissimamente não.

Foram cristãos os Apóstolos, pergunto-lhes, meus caros amigos protestantes? Vocês dizem: “Sim, senhor; eles foram, de fato, os fundadores do cristianismo”. Então, meus queridos amigos, nenhum dos Apóstolos jamais leu a Bíblia; nenhum deles exceto, talvez, São João. Porque todos eles morreram mártires da Fé de Jesus Cristo e nunca viram a capa da Bíblia. Todos eles morreram mártires e heróis da Igreja de Jesus antes que a Bíblia fosse acabada.

Como, então, aqueles cristãos que viveram nos primeiros sessenta e cinco anos após a ascensão de Cristo — como eles souberam o que deveriam fazer para salvar suas almas? Eles o souberam precisamente do mesmo modo que os senhores o sabem, meus queridos amigos católicos. Os senhores o sabem pelos ensinamentos da Igreja de Deus, e assim o souberam os cristãos primitivos.
IV. Não por apenas sessenta e cinco anos Cristo deixou a Igreja que Ele estabelecera sem uma Bíblia, mas por mais de trezentos anos. A Igreja de Deus foi estabelecida e continuou se espalhando por todo o globo sem a Bíblia por mais de trezentos anos. Em todo aquele tempo, o povo não soube em que consistisse a Bíblia.
Nos tempos dos Apóstolos havia muitos falsos evangelhos. Havia o Evangelho de Simão, o Evangelho de Nicodemos, de Maria, de Barnabé, e o Evangelho da Infância de Jesus. Todos esses evangelhos foram espalhados entre o povo, e o povo não sabia quais deles eram inspirados e quais eram falsos e forjados. Mesmo os próprios doutos disputavam se deveria ser dada preferência ao Evangelho de Simão ou àquele de Mateus — ao Evangelho de Nicodemos ou ao Evangelho de Marcos, ao Evangelho de Maria ou àquele de Lucas, ao Evangelho da Infância de Jesus ou ao Evangelho de São João Evangelista.
E assim era com respeito às epístolas: Muitas falsas epístolas foram escritas, e o povo esteve perdido por mais de trezentos anos, sem saber quais eram falsas ou forjadas, e quais inspiradas. E, portanto, eles não sabiam em que consistiam os livros da Bíblia.

Não foi antes do quarto século que o Papa de Roma, a Cabeça da Igreja, o sucessor de São Pedro, reuniu os Bispos do mundo num concílio. E naquele concílio decidiu-se que a Bíblia, como nós, católicos, a temos hoje, é a Palavra de Deus, e que os Evangelhos de Simão, Nicodemos, Maria, a Infância de Jesus e Barnabé, e todas aquelas outras epístolas eram forjadas, ou, pelo menos, inautênticas; que pelo menos não havia nenhuma evidência da sua inspiração, e que os Evangelhos dos Santos Lucas, Mateus, Marcos e João, e o Livro do Apocalipse, foram inspirados pelo Espírito Santo.
Até aquele tempo, todo o mundo, por trezentos anos, não soube o que era a Bíblia; portanto, eles não podiam ter a Bíblia como guia, porque eles não sabiam em que consistia a Bíblia. Teria nosso Divino Salvador, e Ele pretendesse que o homem aprendesse a Sua religião de um livro, deixado o mundo cristão por trezentos anos sem aquele livro? Segurissimamente não.

V. Não por apenas trezentos anos o mundo foi deixado sem a Bíblia, mas por mil e quatrocentos anos o mundo cristão foi deixado sem o Livro Sagrado.

Antes que a arte da impressão fosse inventada, Bíblias eram raridade; Bíblias eram coisas caras. Ora, todos os senhores devem estar cientes, se já leram alguma coisa de História, que a arte da impressão foi inventada há pouco mais de quatrocentos anos — pelo meio do século XV — e cerca de cem anos antes que houvesse um protestante no mundo.

Como eu disse, antes que a impressão fosse inventada, livros eram coisas raras e caras. Os historiadores nos dizem que no século XI — oitocentos anos atrás — Bíblias eram tão raras e tão caras que era necessária uma fortuna, uma fortuna considerável, para comprar uma cópia da Bíblia! Antes da arte da impressão, tudo tinha de ser feito com a pena sobre pergaminho de couro de ovelha. Era, portanto, uma operação tediosa e lenta — uma operação cara.

Ora, para chegar ao provável custo de uma Bíblia naquele tempo, suponhamos que um homem devia trabalhar dez anos para fazer uma cópia da Bíblia e ganhar um dólar por dia. Bem, então o custo da Bíblia seria de $3.650. Agora, suponhamos que um homem devia trabalhar copiando a Bíblia por vinte anos, como os historiadores dizem que teria sido necessário naquele tempo, não tendo as conveniências e melhorias para ajudá-lo, como as temos hoje em dia. Então, por um dólar ao dia, por vinte anos, o custo de uma Bíblia seria de cerca de $8.000.
Suponham que eu chegasse para os senhores e dissesse: “Meu querido povo, salvem suas almas, porque, se perderem suas almas, tudo estará perdido”. Os senhores perguntariam: “O que devemos fazer para salvar as nossas almas?”. O pregador protestante lhes diria: “Os senhores precisam comprar uma Bíblia; podem comprá-la em tal ou tal loja”. Os senhores perguntariam o preço e seriam informados de que é de $8.000. Exclamariam, então: “O Senhor nos salve! E não podemos ir para o Céu sem esse livro?”. A resposta seria: “Não; os senhores precisam ter a Bíblia e lê-la”. Murmuram pelo preço, mas lhes perguntam: “Sua alma não vale $8.000?”. Sim, de fato o vale, mas você diz que não tem o dinheiro, e, se não pode comprar uma Bíblia, e sua salvação depende disso, evidentemente terá de ficar de fora do Reino dos Céus. Seria uma condição desesperadora, sem dúvida.

Por mil e quatrocentos anos o mundo foi deixado sem uma Bíblia — nem um em dez mil, nem um em vinte mil, antes que a arte da impressão fosse inventada, tinha a Bíblia. E teria nosso Divino Senhor deixado o mundo sem aquele livro, se ele era necessário para a salvação do homem? Segurissimamente não.
VI. Mas suponhamos, por um momento, que todos tivessem Bíblias, que as Bíblias tivessem sido escritas desde o princípio, e que todo homem, mulher e criança tivessem uma cópia. Que bem seria aquele livro para pessoas que não soubessem como lê-lo? É algo cego para tais pessoas.
Mesmo hoje metade dos habitantes da terra não podem ler. Além disso, como a Bíblia foi escrita em grego e hebraico, seria necessário saber essas línguas para ser capaz de lê-la.
Mas se sabe que hoje a temos traduzida para o francês, inglês e outras línguas do presente. Sim, mas você tem certeza que ter uma tradução fiel? Se não, você não tem a Palavra de Deus. Se você tem uma falsa tradução, isso é obra humana. Como você pode ter certeza disso? Como descobrirá se tem uma tradução fiel do grego e hebraico?
“Eu não sei grego nem hebraico”, diz o meu amigo separado; “para a minha tradução, dependo da opinião dos entendidos”.
Bem, então, meus queridos amigos, suponham que os entendidos estejam divididos nas suas opiniões, e alguns deles dissessem que ela é boa, e alguns, falsa? Então já era a sua fé; necessariamente, começará a duvidar e hesitar, porque não sabe se a tradução é boa.

Agora, a respeito da tradução protestante da Bíblia, permitam-me dizer-lhes que os mais entendidos dentre os protestantes lhes dizem que a sua tradução — a edição do Rei Tiago — e uma tradução realmente falha e cheia de erros. Os senhores sabem de muitos entendidos teólogos, pregadores e bispos que escreveram volumes inteiros para apontar todos os erros que existem na tradução do Rei Tiago, e protestantes de várias denominações reconhecem isso.

Alguns anos atrás, quando eu vivia em St. Louis, houve naquela cidade uma convenção de ministros. Todas as denominações foram convidadas, sendo o objetivo organizar-se para uma nova tradução da Bíblia, e dá-la ao mundo. Os procedimentos da convenção eram publicados diariamente no Missouri Republican. Um presbiteriano muito entendido, creio que fosse, levantou-se, e, para ressaltar a necessidade de se fazer uma nova tradução da Bíblia, disse que na presente tradução protestante da Bíblia havia nada menos do que trinta mil erros. E vocês dizem, meus queridos amigos protestantes, que a Bíblia é o seu guia e mestre. Que mestre, com trinta mil erros!
O Senhor nos livre de tal mestre! Um erro já é ruim o suficiente, mas trinta mil é um pouco demais.

Outro pregador levantou-se na convenção — penso que ele era batista — e, ressaltando a necessidade de fazer uma nova tradução da Bíblia, disse que pelos últimos trinta anos o mundo estava sem a Palavra de Deus, porque a Bíblia que nós tínhamos não era, em absoluto, a Palavra de Deus.

Aí estão seus próprios pregadores, para vocês. Todos vocês lêem os jornais, sem dúvida, meus amigos, e devem saber o que aconteceu na Inglaterra há alguns anos. Uma petição foi enviada ao Parlamento para a liberação de alguns milhares de libras esterlinas para se fazer uma nova tradução da Bíblia. E esse movimento foi encabeçado e dirigido por bispos e clérigos protestantes.

VII. Mas, meu querido povo, como nós podemos estar certos de nossa fé? Vocês dizem que a Bíblia é o seu guia, mas não sabem se a têm. Suponhamos, por um momento, que todos tivessem uma Bíblia. Se todos a lessem e tivessem uma tradução fiel, mesmo assim ela não poderia ser o guia do homem, porque a interpretação privada da Bíblia não é infalível, mas, pelo contrário, sumamente falível. É a fonte de todos os tipos de erros e heresias, e de todos os tipos de doutrinas blasfemas. Não se choquem, meus queridos amigos; fiquem calmos e escutem os meus argumentos.

Há agora, no mundo todo, trezentas e cinquenta denominações diferentes de igrejas, e todas elas dizem que a Bíblia é a sua guia e mestra. E suponho que todas são sinceras. São todas elas igrejas verdadeiras? Isso é impossível. A verdade é una como Deus é uno, e não pode haver nenhuma contradição. Todo homem em sã consciência vê que nenhuma delas pode ser verdadeira, porque elas divergem e contradizem umas as outras, e não podem, portanto, ser todas verdadeiras. Os protestantes dizem que o homem que ler a Bíblia reta e piedosamente tem a verdade, e todos eles dizem que a lêem retamente.

Suponhamos que haja um ministro da igreja episcopal. Ele é um homem sincero, honesto, bem-intencionado e piedoso. Ele lê a sua Bíblia num espírito piedoso, e, da palavra da Bíblia, ele diz que é claro que deve haver bispos. Porque, sem bispos, não pode haver sacerdotes, sem sacerdotes não haveria Sacramentos, e sem Sacramentos não haveria Igreja. O presbiteriano é um homem sincero e bem-intencionado. Ele também lê a Bíblia, e deduz que não deve haver bispos, mas somente presbíteros. “Aqui está a Bíblia”, diz o episcopaliano; e “aqui está a Bíblia para provar que você está mentindo”, diz o presbiteriano. E, mesmo assim, ambos são homens piedosos e bem-intencionados.

Então chega o batista. Ele é um homem bem-intencionado, honesto, e também piedoso. “Bem”, diz o batista, “vocês já foram batizados?” “Eu fui”, diz o episcopaliano, “quando era bebê”.

“Eu também”, diz o presbiteriano, “o fui quando era bebê”. “Mas”, diz o batista, “vocês vão para o Inferno, tão certamente quanto vocês vivem”.
Então chega o unitariano, bem-intencionado, honesto e sincero. “Bem”, diz o unitariano, “permitam-me dizer-lhes que vocês são um punhado de idólatras. Vocês louvam como Deus um homem que não é, em absoluto, Deus”. E ele dá vários textos da Bíblia para prová-lo, enquanto os demais fecham os ouvidos para não ouvir as blasfêmias do unitariano. E todos defendem que possuem o verdadeiro significado da Bíblia.

Então chega o metodista, e diz: “Meus amigos, vocês têm alguma religião que seja?”. “Certamente a temos”, dizem eles. “Alguma vez vocês já sentiram a religião”, diz o metodista, “o espírito de Deus se movendo dentro de vocês?” “Não tem sentido”, diz o presbiteriano, “nós somos guiados pela nossa razão e juízo”. “Bem”, diz o metodista, “se você nunca sentiu a religião, você nunca a teve, e irá eternamente para o Inferno”.

Em seguida, chega o universalista, e os ouve ameaçando uns aos outros com o eterno fogo infernal. “Ora”, diz ele, “vocês são uma classe estranha de pessoas. Vocês não entendem a Palavra de Deus? Não existe nenhum Inferno. Essa ideia é boa o suficiente para amedrontar velhas e crianças”, e ele o prova pela Bíblia.

Então chega o Quaker. Ele os insta a não discutir, e aconselha-os a não se batizar. Ele é o mais sincero dos homens, e mostra a Bíblia como sua fé.

Outro chega e diz: “Batizem apenas os homens, e não as mulheres. Porque a Bíblia diz que, a menos que o homem nasça novamente da água e do Espírito Santo, ele não poderá entrar no Reino dos Céus”. “Então”, diz ele, “com as mulheres está tudo certo, mas batizem os homens”.
Então chega o Shaker, e diz: “Vocês são um povo presunçoso. Vocês não sabem que a Bíblia lhes diz que devem trabalhar pela sua salvação com temor e tremor, e vocês não tremem nem um pouco. Meus irmãos, se vocês querem ir para o Céu, vibrem, meus irmãos, vibrem!”.

VIII. Eu juntei aqui sete ou oito denominações, divergindo uma da outra, ou entendendo a Bíblia de diferentes modos, para ilustrar os frutos da interpretação privada. Que seria se eu juntasse as trezentas e cinquenta diferentes denominações, todas tomando a Bíblia por sua guia e mestra, e todas divergindo uma da outra? Estão todas corretas? Uma diz que há Inferno, e outra diz que não há Inferno. Estão ambas certas?

Uma diz que Cristo é Deus; outra diz que Ele não O é. Uma diz que elas não são essenciais. Uma diz que o Batismo é um requisito, e outra diz que não. Estão ambas certas? Isso é impossível, meus amigos; todas não podem estar certas.

Qual, então, está certa?
Aquele que tem o verdadeiro significado da Bíblia, diz você. Mas a Bíblia não nos diz quem é ele — a Bíblia nunca resolve a querela. Ela não é a mestra.

A Bíblia, meu querido povo, é um bom livro. Nós, católicos, consentimos que a Bíblia é a Palavra de Deus, a mensagem inspirada, e todo católico é exortado a ler a Bíblia. Mas, boa como é, a Bíblia, meus queridos amigos, não se explica a si mesma. Ela é um bom livro, a Palavra de Deus, a mensagem inspirada, mas a sua interpretação da Bíblia não é mensagem inspirada.

O seu entendimento da Bíblia não é inspirado — porque, com certeza, você não pensa ser inspirado!

É com a Bíblia assim como é com a Constituição dos Estados Unidos. Quando Washington e os seus associados estabeleceram a Constituição e a Lei Suprema dos Estados Unidos, eles não disseram para o povo dos Estados: “Que todo homem leia a Constituição e governe-se a si mesmo; que todo homem faça a sua própria explicação da Constituição”. Se Washington tivesse feito isso, nunca teriam existido os Estados Unidos. Todas as pessoas teriam se dividido entre si, e o país teria sido picado numa centena de diferentes divisões e governos.

O que fez Washington? Ele deu ao povo a Constituição é a Lei Suprema, e indicou a sua Suprema Corte e Supremo Juiz da Constituição. E esses devem dar a verdadeira explicação da Constituição para todos os cidadãos americanos — todos, sem exceção, do presidente ao mendigo. Todos estão obrigados a seguir as decisões da Suprema Corte, e é isso, e só isso, que pode manter o povo unido, e manter a união dos Estados Unidos. No momento em que as pessoas começarem a fazer a sua própria interpretação da Constituição, será o fim da união.

E assim é em todo governo — assim é em todo lugar. Há uma Constituição, uma Suprema Corte ou Lei, um Supremo Juiz daquela Constituição, e a Suprema Corte deve dar-nos o significado da Constituição e a Lei.

Em todo país bem regulado deve haver algo como isso — uma Suprema Lei, uma Suprema Corte, um Supremo Juiz, para que todo o povo cumpra. Há em todo país uma Suprema Lei, uma Suprema Corte, um Supremo Juiz; e todos são obrigados pelas decisões, e sem isso nenhum governo se manteria. Mesmo entre as tribos indígenas existe essa condição. Como eles se mantêm unidos? Pelo seu chefe.

Assim, nosso Divino Salvador também estabeleceu a Sua Suprema Corte — Seu Supremo Juiz — para dar-nos o verdadeiro significado das Escrituras, e para dar-nos a verdadeira revelação e as doutrinas da Palavra de Jesus. O Filho do Deus Vivo empenhou a Sua Palavra que a Suprema Corte é infalível, e, portanto, o verdadeiro católico nunca duvida.

“Eu creio”, diz o católico, “porque a Igreja me ensina assim. Eu creio na Igreja porque Deus me mandou crer nela. Ele disse: ‘Ouvi a Igreja, e aquele que não ouvir a Igreja seja para ti como um pagão e um publicano’. ‘Aquele que crer em vós crê em Mim’, disse Cristo, ‘e aquele que vos desprezar, despreza a Mim.’” Portanto, o católico crê porque Deus falou, e baseado na autoridade de Deus.

Mas os nossos amigos protestantes dizem: “Nós cremos na Bíblia”. Muito bem; como você entende a Bíblia? “Bem”, diz o protestante, “no melhor da minha opinião e julgamento, este é o significado do texto”. Ele não tem certeza disso, mas, no melhor da sua opinião e julgamento. Isso, meus amigos, é apenas testemunho de um homem — é apenas fé humana, não Fé Divina.

É somente por meio da Fé Divina que damos honra e glória a Deus, por que adoramos a Sua infinita sabedoria e veracidade, e essa adoração e louvor é necessária para a salvação.

Fonte:Blog Carmadélio.
 
FONTE ELETRÔNICA;

Embarque nesse Carrossel......

Juíza chama padres pedófilos de ‘monstros’ destruidores de crianças


Padre Lynn manteve


os pedófilos em atividade


A juíza M. Teresa Sarmina (foto), do Tribunal de Justiça da Filadélfia (EUA), se referiu aos padres pedófilos como “monstros em roupas de sacerdotes que destroem as almas das crianças".
A afirmação foi feita em uma sentença condenando o monsenhor William Lynn, 61, a prisão por um período de 3 a 6 anos por acobertar dois desses “monstros”. A condenação já tinha sido decidida em junho e só faltava o anúncio da sentença.

É a primeira vez que a Justiça americana condena um sacerdote por acobertar pedófilos, o que daqui para frente poderá colocar mais integrantes da hierarquia da Igreja Católica na mira dos tribunais em outros casos desse crime.Até então, as condenações recaiam só sobre os pedófilos, poupando seus responsáveis.

Lynn (na foto) era o responsável na Arquidiocese da Filadélfia pela designação dos padres para as paróquias. Assim, embora soubesse que James Brennan e Edward Avery estavam sendo acusados de abusos sexuais, ele os manteve em suas atividades, o que incluía contato com filhos dos fiéis.

Posteriormente, os dois padres foram condenados pela Justiça. Avery se declarou culpado já no começo da tramitação do seu processo.
Sarmina disse a Lynn: “O senhor sabia muito bem o que era certo, monsenhor, mas escolheu o errado.”

Fonte:Paulo Lopes.

Nota do Blog: CADEIA aos PEDÓFILOS que usam o cargo de Padre,nunca foram Padres,e sim PEDÓFILOS escondidos sob uma BATINA.

Que Deus continue trabalhando para arrancar o JOIO da Igreja.

AMEM.
 
FONTE ELETRÔNICA;

Ajudar pobres é 'desvio' de recurso da igreja, diz site de R.R. Soares

Pesquisa no Google mostra texto que o site deletou

Na seção “Missionário Responde”, o site de R.R. Soares afirmou que a igreja não deve ajudar os pobres, porque significaria desvio dos recursos da evangelização. Para a Igreja Internacional da Graça de Deus, é o governo que tem de recorrer os necessitados, porque arrecada imposto para isso.

Esse esclarecimento sumiu do site (ele estava na página www.ongrace.com/NP/rr/lerResposta.php?id=3355), mas até a manhã de hoje (26) aparecia na busca do Google, nos seguintes termos: “O que não concordamos é em desviar os recursos humanos e financeiros destinados à evangelização e à proclamação da Palavra, para atender aos necessitados do mundo. Primeiro que o governo arrecada impostos justamente para fazer isso (e ele não vai pregar o Evangelho para ajudar a igreja).”
Que as igrejas neopentecostais não ajudam os pobres — elas os exploram — é público e notório, mas até agora nenhuma delas tinha admitido isso com tanta franqueza, ao menos por alguns instantes.

A afirmação de que a ajuda aos pobres cabe ao governo mostra como os pastores dessas igrejas se livram de algum eventual sentimento de culpa pela sua omissão.
As igrejas desfrutam de isenção de impostos justamente porque se pressupõe que prestam um serviço de assistência espiritual e material aos pobres, de acordo com os princípios cristãos.

Mas essa isenção — como também se sabe — tem servido tão somente para o enriquecimento desses pastores e a construção de imponentes templos.

O mesmo site que tinha informado que ajudar os necessitados é desvio de finalidade do dinheiro arrecadado dos fiéis traz a notícia de que a prefeitura de São Paulo autorizou a construção da sede da igreja, que vai custar milhões.

Igreja terá sede imponente


Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz21kY4ZhOX Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

FONTE ELETRÔNICA;





O culto dos Santos, de Nossa Senhora e das imagens sagradas

O culto dos santos. A veneração dos santos, segundo a doutrina católica, tem por fim a glorificação de Deus, “admirável nos seus santos” (Salmo 67, 36), único Santo por natureza, ao qual e somente ao qual se deve adorar como ao Criador e Senhor supremo de todas as coisas. Jesus Cristo, Homem-Deus, é o único mediador necessário de Redenção. Os santos são mediadores de intercessão, em si dispensáveis.
Afinal, quem são os santos? São aqueles que, por suas virtudes, se tornaram agradáveis a Deus, amados e venerados pelos homens e intercessores deste junto ao Altíssimo. Desde Abel até São João Batista – limitemo-nos por ora ao Antigo Testamento – patriarcas, juízes, reis, profetas, formam uma gloriosa plêiade, enaltecida pelos contemporâneos e pelos pósteros. É só ler, a respeito, o livro da Sabedoria (capítulo X) e a epistola de São Paulo aos hebreus (cap. XI). Sobre o poder de intercessão dos santos, consideremos apenas duas passagens do Antigo Testamento, uma referente a Abraão e outra a Moisés.

Quanto ao primeiro, disse Deus a Abimelec, rei de Gerara, após ameaçá-lo de morte, por ter raptado Sara: “ele (Abraão) é profeta, e rogará por ti e tu viverás” (Gen. XX, 7). Nota-se que Deus faz depender da oração do grande patriarca a vida de Abimelec, ao qual poderia tê-la concedido diretamente.

Contudo, mais admirável ainda é o exemplo de Moisés. Disse-lhe Deus: “Deixa-me a fim de que o meu furor se acenda contra eles e que eu os extermine e eu te farei chefe de uma grande nação.” (Ex. XXXII, 10). Moises persistiu em rezar pelo povo prevaricador e Deus se deixou aplacar. A onipotência divina, por assim dizer, sujeitou-se a Moisés.

Na Nova Aliança, com o aparecimento do único mediador, Jesus Cristo, nem por isso acabou a intercessão do santos, fundada necessariamente na d’Ele. Nenhuma graça é dada aos homens a não ser por meio do Redentor tanto no Antigo Testamento, em previsão dos seus infinitos méritos, como no Novo. Ora, depois que o Espírito Santo, autor de toda santidade, foi dado à Igreja, multiplicaram-se os santos. Nosso Senhor atribui a si a perseguição feita aos fieis, falando a Saulo: Eu sou Jesus a quem tu persegues” (Atos IX, 5).

Os santos recebem no céu os que fazem bom uso das riquezas (S. Lucas, XVI, 9), têm poder sobre as nações (Apoc. II, 26), regê-las-ão com vara de ferro, participando assim da soberania de Cristo. Eles constituem também modelos a ser imitados, conforme diz São Paulo, com toda humildade: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Cor. IV, 16).

São inúmeras as inscrições e epitáfios que atestam o culto dos santos nos primeiros séculos do Cristianismo. De mártires, por exemplo: 1) “Ático, dorme em paz, seguro da tua salvação e pede solícito por nossos pecados”(Museu Capitolino, apud Lúcio Navarro, “A legítima Interpretação da Bíblia”, p. 542); 2) “Mártires santos, bons, benditos, ajudai a Ciríaco (mosaico no cemitério de São Pânfilo, apud L. Navarro ibidem). Agora o epitáfio de uma criancinha inocente: “Pede por teus pais, Matronata Matrona. Ela viveu dois anos, cinqüenta e dois dias (Museu de Latrão, ibidem).

Isto também dá a entender, ao contrário do que dizem muitos hereges, que os santos sabem o que se passa na terra, e gozam da glória celeste, quanto à alma, uma vez que o corpo só será glorificado após a ressurreição.
2) O culto da Santíssima Virgem. Tudo o que a respeito dos santos ensina a Igreja vale com maior razão em se tratando da Virgem Maria. Mais ainda: ao passo que eles são mediadores acidentais, Nossa Senhora é, por disposição divina, medianeira indispensável junto a seu Filho Jesus Cristo. Como assim? Remontando aos primórdios da humanidade encontramos, ao lado do primeiro homem, uma mulher, que Deus lhe deu como companheira. Infelizmente, esta o induziu ao pecado que acarretou a desgraça para ambos e para os seus descendentes. Na Redenção quis Deus associar também uma mulher ao novo Adão, Jesus Cristo, o qual, ao contrário do primeiro, teve uma mãe virgem, cheia de graça, bendita entre as mulheres. O pouco que os Evangelhos d’Ela dizem tem profunda significação e fundamenta toda a teologia marial.

O papel da Santíssima Virgem é levar Cristo aos homens, e estes a Cristo. Basta abrir os Evangelhos: ao aceitar ser a Mãe do Redentor foi logo levar o Verbo Divino, recém encarnado, à sua prima Santa Isabel e ao Precursor, o qual exultou de júbilo ainda no seio materno à saudação de Maria. Nas bodas de Caná é Ela também que obtém, apesar da aparente recusa de seu Divino Filho, o primeiro milagre, em virtude do qual os discípulos creram nele (S. João II, 1-11).

O fato de Nosso Senhor, quando uma mulher lhe enalteceu a mãe, ter afirmado serem “antes bem-aventurados os que ouviam a palavra de Deus e a punham em prática” (S. Lucas XI, 27-29) e declarado, noutro lugar, que estes tais eram “sua mãe e seus irmãos” (S. Lucas, VIII, 21), longe de depreciar sua Mãe Santíssima, a louva de modo mais profundo. Com efeito, quem ouviu com melhor disposição a palavra divina, e a pôs em prática mais perfeitamente do que a Santíssima Virgem? “Eis aqui a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra” (S. Lucas, I, 38) foi a sua resposta ao arcanjo Gabriel. E Nossa Senhora sabia quanto sofrimento, que cruz iria constituir para si o fato de ser mãe de um Messias rejeitado e crucificado!
Mais um trecho de São Lucas sobre a Visitação: “Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz e disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. E donde a mim a dita que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? (Idem, I, 41-43). Note-se que Santa Isabel disse isto “cheia do Espírito Santo”. O Espírito de Deus impele-a a louvar Maria e a proclamá-la Mãe de Deus, pois “Senhor” era o nome que os israelitas, por respeito, davam a Deus. Quem a insulta, despreza ou minimiza, não é movido pelo Espírito de Deus, mas pelo espírito do mal e de mentira, por Satanás.

É a Nosso Senhor que se ofende ao rebaixar sua Mãe Santíssima. O bom filho leva mais em conta os louvores ou ultrajes à sua mãe do que os feitos a si mesmo, e Jesus é o melhor dos filhos.

A Santíssima Virgem é a obra prima de Deus, que a fez digna Mãe de seu Unigênito. O elogio a uma obra prima redunda na glória do artista que a executou.
Afinal, qual a razão mais profunda do menosprezo e da antipatia que os protestantes votam à Mãe de Deus, não fazendo assim parte das gerações que a proclamam bem-aventurada, como Ela mesma disse no Magnificat?

Muito simples: na terra, em última análise, há somente duas classes de pessoas: a posteridade da serpente, símbolo de Satã, e a posteridade da Mulher bendita (Gen. III, 14), a Virgem Santíssima, cujo primogênito é Nosso Senhor, “primogênito entre muitos irmãos” (Rom. VIII, 29) membros do seu corpo místico que é a Igreja (Col. I, 18). Os protestantes fazem parte da posteridade da serpente.

Culto das imagens. A idolatria foi, é, e será sempre um gravíssimo pecado contra o primeiro mandamento, porque consiste em prestar culto de adoração a uma criatura tomando-a por Deus, criador e senhor de todas as coisas. Apontando para o bezerro de ouro disseram os israelitas: “Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito” (Ex. XXXII, 4). Os hebreus, com isto, cometeram um ato de idolatria.

Ora o culto das imagens, tal como sempre se praticava e pratica na Igreja não é absolutamente idolátrico; é relativo, isto é refere-se às pessoas que elas representam; os católicos não adoram nem as imagens nem os que elas representam, isto é, Nossa Senhora ou os santos.

Medeia um abismo entre o culto das imagens e a idolatria. Deus que a condenou tão severa e repetidamente mandou esculpir imagens de querubins na Arca da Aliança (Ex. XXV, 22), no templo de Jerusalém (III Reis, VII, 29). Mais: quando os israelitas foram castigados pelas mordeduras das serpentes, em vez de curá-los diretamente ou por meio de Moisés, Deus serviu-se duma serpente de bronze, da imagem de um ser irracional!
Objetar-se-á que, séculos depois, o rei Ezequias mandou despedaçá-la, porque estava sendo objeto de culto idolátrico, e chamou-lhe Noestan, isto é, simples objeto de bronze (IV Reis, XVIII, 4). Com toda razão; em si, materialmente, ela não passava disto, e o piedoso rei agiu muito bem. Estava-se no século VII antes de Cristo; o povo, cercado de nações idólatras, caía repetidamente no culto dos ídolos. Era o tempo em que Isaias descrevia assim o idólatra: “Fez para si um ídolo, diante do qual se prostra e adora, e lhe roga, dizendo: Livra-me por que és meu deus” (Is. XL, 17). E Jeremias: “...dizem a um pau: Tu és meu pai, e a uma pedra: Tu me geraste (Jer. II, 27). Ora, nenhum católico, por mais ignorante e rude que seja, mesmo aquele que impropriamente denomina a imagem pelo santo que ela representa, se dirige à mesma naqueles termos; não a confunde com o santo nem muito menos com Deus. Sobre a serpente de metal deve-se notar o seguinte: apesar do que Ezequias fez, ela não perdeu o seu importantíssimo valor simbólico: aquele objeto de bronze era figura de Nosso Senhor crucificado, segundo as palavras d’Ele próprio a Nicodemus (São João, III, 14-15).

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, quando os fieis, vivendo entre idólatras, corriam perigo, se não igual ao menos semelhante ao dos israelitas antigos, o culto das imagens é atestado por Tertuliano (De pud, c. v.), pelo sínodo de Elvira (300, c. 36) e pelas próprias catacumbas, cheias de pinturas. Derrotado o paganismo, com o triunfo da Igreja, o culto das imagens tomou grande impulso. Os iconoclastas, literalmente, quebradores das imagens que se opunham ao seu culto, foram condenados pelo 2º concílio de Nicéia (787), o qual afirmava ser a veneração das imagens baseada na tradição católica.

O culto das imagens vai ao encontro das exigências da natureza humana que precisa de símbolos materiais para elevar-se às realidades espirituais. Quantas elevações de alma, quantos pensamentos salutares, quantas conversões não tiveram origem na contemplação de imagens, quadros e santinhos!

Deus que se dignou fazer, ao longo dos séculos, tantos milagres através das santas imagens – citemos apenas a de Nossa Senhora de Fátima e de Nosso Senhor Crucificado de Porto das Caixas – reprovaria um culto que redunda em tanto bem das almas e, por conseguinte, da sua glória?

Os protestantes, para serem coerentes consigo mesmos, deveriam condenar também as estátuas dos heróis e homens ilustres aos quais se prestam homenagens com discursos e flores.

Para terminar um conselho: derrubem, quebrem, esfacelem as estátuas de Lutero, Calvino, Zwinglio e de outros heresiarcas que tanto mal fizeram à humanidade.

Autor: João Carlos Cabral Mendonça

Fonte: Associação Civil Santa Maria das Vitórias
 
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A confiabilidade dos Evangelhos

Podemos citar três razões que demonstram a confiabilidade da narrativa dos evangelhos:

Razão nº1: Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos narrados. Isso é muito importante porque indica que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares e pessoas próximas às diversas testemunhas oculares. O fato de as testemunhas oculares estarem vivas no tempo em que os evangelhos foram escritos é crucial porque elas poderiam desmentir qualquer informação mentirosa.

Há muitas evidências que demonstram que os evangelhos foram escritos cedo. Há evidências internas, como por exemplo: o livro de Atos termina bruscamente com Paulo esperando seu julgamento (At 28.31) o que indica que Lucas, o autor, terminou o livro naquele período. Sabe-se que Paulo foi martirizado entre 63 e 64 d.C. Sabe-se também que o livro de Atos foi escrito por Lucas depois de seu evangelho (At 1.1). Logo, o evangelho de Lucas foi escrito no máximo, apenas trinta anos após o ministério de Jesus.

Outro exemplo de evidência interna é a ausência de qualquer referência no Novo Testamento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Isso claramente aponta o fato de que todos os livros no Novo Testamento foram escritos em data anterior a 70 d.C. É notável o fato de que Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída (Mc 13.1-4,14,30). E Jerusalém foi realmente destruída no ano 70 d.C. assim como Jesus profetizou. Sem dúvida os autores do Novo Testamento, que estavam preocupados em provar que Jesus é o Filho de Deus, teriam citado o cumprimento dessa profecia para apoiar sua argumentação.

Há também evidências relacionadas aos papiros com fragmentos do Novo Testamento que sobreviveram até nossos dias. O papiro conhecido como Chester Beatty é datado de 200-250 d.C.; o papiro Bodmer II de 200 d.C.; o papiro Early Chrisitian de 150 d.C.; e o papiro John Rylands MSS de 130 d.C. Esses papiros comprovam que os evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos narrados.

Há evidências relacionadas aos escritos patrísticos. Por exemplo, a epístola de Policarpo aos filipenses foi escrita em 120 d.C., as cartas de Inácio em 115 d.C. e a epístola de Clemente aos coríntios em 95 d.C. Todos esses escritos contém inúmeras citações dos evangelhos e demais textos do Novo Testamento.

Portanto, se concluí que os evangelhos passam do teste mais ácido de todos os escritos da Antiguidade. Os evangelhos foram escritos na mesma geração que viu os eventos narrados. O fato dessa geração ter preservado os evangelhos para as gerações posteriores indica o fato de que não houve nenhuma distorção ou fraude na narrativa dos eventos.

Razão nº2: Os eventos narrados nos evangelhos são solidamente apoiados pelas descobertas históricas e arqueológicas. A arqueologia comprova a historicidade de eventos, pessoas e lugares descritos nos evangelhos. Por exemplo: Em Lucas 2.1-3 está escrito que foi realizado um censo no período em que Quirino era governador da Síria. Sabe-se hoje que os romanos realizavam um censo a cada 14 anos e que esses censos tiveram início com César Augusto. Inscrições encontradas em Antioquia confirmam que Quirino iniciou seu governo em 7 a.C. Em Lucas 3.1 é citado um governador chamado Lisânias. Foi encontrada uma inscrição próximo à cidade de Damasco que comprova a existência dele. Em João 19.13 é mencionado um pavimento de pedra, chamado Gábata, localizado no palácio de Pilatos. O arqueólogo William Albright comprovou que esse pavimento existiu, foi destruído em 70 d.C. e reconstruído pelo governador Adriano. Esses são apenas alguns exemplos das descobertas arqueológicas que comprovam a historicidade dos eventos narrados nos evangelhos.

Razão nº3: Os evangelhos não foram alterados com o passar dos séculos. Esse fato é comprovado por evidências maciças. Primeiro, há cerca de 4.000 manuscritos completos do Novo Testamento em grego espalhados pelos museus do mundo, e cerca de 13.000 manuscritos com fragmentos do Novo Testamento. É uma diferença monumental se comparado com outras obras da Antiguidade: há apenas dez manuscritos de Guerras Gálicas de Júlio César, dois manuscritos de Anais de Tácito, e sete manuscritos gregos das obras de Platão.

Segundo, os manuscritos do Novo Testamento foram encontrados em diversas localidades como Egito, Síria, Turquia, Itália, Grécia e Palestina.

Terceiro, os manuscritos do Novo Testamento que sobreviveram aos nossos dias foram escritos transcritos próximos aos manuscritos originais escritos pelos próprios autores. Há papiros com fragmentos do Novo Testamento que datam de 50 a 100 anos após a escrita dos originais. Há manuscritos completos que datam de 400 anos após a escrita dos originais (por exemplo: Codex Sinaiticus, Codex Alexandrino, Codex Vaticanus). Há uma diferenaça descomunal aos outros escritos da Antiguidade. Por exemplo: o manuscrito mais antigo que temos da História de Tucídes, é de 1300 anos após o original; História de Heródoto de 1350 anos; Guerras Gálicas de Júlio César de 950 anos; História de Tácito de 750 anos; Anais de Tácito de 950 anos. Entre os milhares de manuscritos do Novo Testamento que possuímos hoje, há diferenças mínimas, que são apontadas em notas de rodapé nas traduções modernas. Essas diferenças mínimas em nada alteram a doutrina cristã e podem ser superadas através da análise do que diz a maioria dos manuscritos.

A conclusão a que os estudiosos chegam é que nenhum outro documento da Antiguidade é tão confiável como os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento.

FONTE ELETRÔNICA;

http://afeexplicada.wordpress.com/2012/05/08/a-confiabilidade-dos-evangelhos/