Percebemos mais uma vez o quanto de psicologia esta sendo utilizada dentro de certos cultos protestantes, rebaixando o aspecto sobrenatural em mero fenômeno psicológico. A técnica utilizada leva as pessoas por meio de indução a alcançar uma excitação emocional ao ponto de lhe deixar mais expostas a técnicas de lavagem cerebral.
O tocar de Deus não precisa de tantos movimentos bruscos pois : “O vento sopra onde quer. Ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito” – João 3:8
ESTE BLOG NÃO VISA A CRIAÇÃO DE UM CONFLITO RELIGIOSO, MAS SIM MOSTRAR AS MENTIRAS DE ALGUMAS SEITAS PROTESTANTES QUE SURGEM TODOS OS DIAS,PARA OS CATÓLICOS QUE ANDAM PERDIDOS EM MEIO A TANTA INFORMAÇÃO ERRADA SOBRE A IGREJA DE CRISTO QUE NADA MAIS É DO QUE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.marcou a frase de um famoso ex-protestante que dizia: “Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar ao protestantismo”. (John Henry Newman, ministro ex-protestante convertido ao catolicismo).
terça-feira, 8 de março de 2011
Escândalos na Igreja
O Pe. Roger J. Landry foi ordenado sacerdote em 1999 na diocese de Fall River pelo bispo Sean O’Malley, OFM Cap.. Depois de obter a licenciatura de biologia pela Universidade de Harvard, o Pe. Landry fez seus estudos para o sacerdócio em Maryland, Toronto e, durante vários anos em Roma. Depois de sua ordenação sacerdotal, o Bispo O’Malley o enviou de regresso para Roma para concluir seus estudos de graduação em teologia moral e bioética. Atualmente é vigário paroquial na Paróquia do Espírito Santo em Fall River e capelão na escola secundária Bishop Connoly.
Qual deve ser a nossa resposta aos terríveis escândalos na Igreja?
Muitas pessoas vieram-me falar deste assunto. Muitas outras também gostariam, mas evitaram, creio que por respeito e para não chamar a atenção para um fato desagradável. Mas para mim era óbvio que tinham isso presente. Por isso, hoje, quero enfrentar este assunto de frente. Vocês têm direito. Não podemos fingir como se não houvesse acontecido. E eu quero debater qual deve ser a nossa resposta como fiéis católicos a este terrível escândalo.
Primeiramente, é preciso entender o acontecimento à luz da nossa fé no Senhor. Antes de escolher seus primeiros discípulos, Jesus subiu a montanha para orar durante toda a noite. Nesse tempo tinha muitos seguidores. Falou com seu Pai na oração sobre quais escolheria para que fossem seus doze apóstolos, os doze que Ele formaria intimamente, os doze que enviaria a pregar a Boa Nova em Seu nome. Deu-lhes poder de expulsar os demônios. Deu-lhes poder para curar os doentes. Eles viram como Jesus operou muitos milagres. Eles mesmos fizeram, em Seu nome, numerosos milagres.
Mas, apesar de tudo, um deles foi um traidor. O traidor tinha seguido o Senhor, tivera os pés lavados pelo Senhor, O viu caminhar pelas águas, ressuscitar pessoas e perdoar os pecadores. O Evangelho diz que ele permitiu que satanás entrasse nele e logo vendeu o Senhor por 30 moedas, e entregou-o no Horto de Getsêmani, simulando um ato de amor, um beijo. “Judas!”, disse o Senhor no horto do Getsemani, “com um beijo entregas o Filho do Homem”. Jesus não o escolheu para que o traísse. Ele o escolheu para que fosse como os demais. Mas Judas foi sempre livre e usou sua liberdade para permitir que satanás entrasse nele e, por sua traição, terminou fazendo com que Jesus fosse crucificado e morto. Portanto, entre os primeiros doze que o próprio Jesus escolheu, um deles foi um terrível traidor. ÀS VEZES, OS ESCOLHIDOS DE DEUS TRAEM. Este é um fato que devemos assumir. É um fato que a Igreja primitiva assumiu. Se o escândalo de Judas tivesse sido a única coisa com que os membros da Igreja primitiva tivessem se preocupado, a Igreja teria acabado antes de começar. Em vez disso, a Igreja reconheceu que não se deve julgar algo (religioso) a partir daqueles que não o praticam, mas olhando para os que praticam.
Em vez de ficarem paralisados em torno daquele que traiu Jesus, concentraram-se nos outros onze. Graças ao trabalho, pregação, milagres e amor por Cristo desses homens, aqui estamos hoje. É graças aos onze – todos os quais, exceto São João, foram martirizados por Cristo e pelo Evangelho, pelo qual estiveram dispostos a dar suas vidas para proclamá-lo – que nós chegamos a escutar a palavra salvífica de Deus e recebemos os sacramentos da vida eterna.
Somos hoje confrontados pela mesma realidade. Podemos concentrar-nos naqueles que traíram o Senhor, naqueles que abusaram, em vez de amar a quem estavam chamados a servir. Ou podemos como a Igreja nascente, concentrarmo-nos nos demais, naqueles que permaneceram fiéis, nesses sacerdotes que continuam oferecendo suas vidas para servir a Cristo e para servir a todos por amor. Os meios de comunicação quase nunca prestam atenção aos “onze” bons, aqueles a quem Jesus escolheu e que permaneceram fiéis, que viveram uma vida de santidade silenciosa. Mas nós, a Igreja, devemos ver o terrível escândalo que estamos testemunhando a partir de uma perspectiva autêntica e completa.
O escândalo, infelizmente, não é algo novo para a Igreja. Houve muitas épocas em sua história em que esteve pior do que agora. A história da Igreja é como a definição matemática do cosseno, ou seja, uma curva oscilatória com movimento pendular, com altos e baixos ao longo dos séculos. Em cada uma dessas épocas em que a Igreja chegou ao ponto mais baixo, Deus suscitou grandes santos que levaram a Igreja de volta a sua verdadeira missão. Como se naqueles momentos de escuridão, a Luz de Cristo brilhasse mais intensamente. Eu gostaria de destacar um par de santos que Deus suscitou nesses tempos tão difíceis, porque sua sabedoria pode realmente nos guiar durante este tempo difícil.
São Francisco de Sales foi um santo que Deus fez surgir justamente depois da reforma protestante. A reforma protestante não brotou fundamentalmente por aspectos teológicos ou por problemas de fé – ainda que as diferenças teológicas apareceram depois – mas, por questões morais.
Houve um sacerdote agostiniano, Martinho Lutero, que foi a Roma durante o papado mais notório da história, o do Papa Alexandre VI. Este Papa jamais ensinou nada que fosse contra a fé – o Espírito Santo não permitiu – mas, foi simplesmente, um homem mau. Teve nove filhos de seis diferentes concubinas. Promoveu ações contra aqueles que considerava seus inimigos. Martinho Lutero visitou Roma durante seu papado e se perguntava como Deus podia permitir que um homem tão mau fosse a cabeça visível da Sua Igreja . Regressou a Alemanha e observou todo tipo de problemas morais. Os padres tinham, publicamente, casos com mulheres. Alguns tratavam de obter dinheiro vendendo bens espirituais. Grassava uma imoralidade terrível entre os leigos. Ele se escandalizou com esses abusos desenfreados, como teri a ocorrido com qualquer que ame a Deus, reagiu precipitadamente e com fúria, e fundou a sua própria igreja. Naqueles mesmos tempos, Deus suscitou muitos santos que combateram essa situação equivocada e trouxeram de volta as pessoas para a Igreja fundada por Cristo. São Francisco de Sales foi um deles. Colocando em risco a própria vida, entrou na Suíça, onde os calvinistas dominavam e eram muito populares, pregando o Evangelho com verdade e amor. Foi espancado várias vezes nas estradas e abandonado como morto. Um dia perguntaram-lhe qual era a sua posição em relação ao escândalo que causavam tantos dos seus irmãos sacerdotes. O que disse é tão importante para nós como o foi para os que o escutaram. Ele não ficou enrolando. “Aqueles que cometem esse tipo de escândalos são culpáveis do equivalente espiritual a um assassinato, destruind o com seu mau exemplo a fé das outras pessoas em Deus”. Mas, ao mesmo tempo advertiu aos seus ouvintes: “Mas eu estou aqui hoje entre vocês para evitar-lhes um mal ainda pior. Enquanto que aqueles que causam o escândalo são culpados de assassinato espiritual, os que acolhem o escândalo – aqueles que permitem que os escândalos destruam sua fé – são culpados de suicídio espiritual. São culpáveis de cortar pela raiz sua vida com Cristo, abandonando a fonte da vida nos Sacramentos, especialmente a Eucaristia.” São Francisco de Sales andou entre os suíços e os habitantes da Savóia tratando de prevenir que cometessem um suicídio espiritual por causa dos escândalos. E eu estou aqui hoje para pregar o mesmo para vocês.
Qual deve ser a nossa reação? Outro grande santo que viveu antes, em tempos particularmente difíceis, também pode nos ajudar. O grande São Francisco de Assis viveu ao redor do ano 1200, que foi uma época de imoralidade terrível na Itália central. Os padres davam exemplos espantosos. A imoralidade dos leigos era ainda pior. O próprio São Francisco, sendo jovem, tinha escandalizado outras pessoas com sua maneira despreocupada de viver. Converteu-se, fundou a ordem franciscana e ajudou a Deus a reconstruir a Sua Igreja e chegou a ser um dos maiores santos de todos os tempos.
Certa vez, um dos irmãos franciscanos lhe fez uma pergunta. Esse frei era muito suscetível aos escândalos. “Irmão Francisco, que farias se soubesses que o sacerdote que está celebrando a Missa tem três concubinas ao seu lado?” Francisco, sem duvidar um instante, respondeu bem devagar: “Quando chegar a hora da Santa Comunhão, iria receber o Sagrado Corpo do meu Senhor das mãos ungidas do sacerdote.”
Onde queria chegar Francisco? Queria deixar clara uma verdade formidável da fé e um dom extraordinário do Senhor. Não importa quão pecador seja um padre, sempre e quando tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja – na Missa, por exemplo, converter o pão e vinho na carne e sangue de Cristo, ou na confissão, não importa quão pecador seja, perdoar os pecados do penitente – o próprio Cristo atua nos sacramentos através desse ministro.
Seja o Papa João Paulo II que celebre a Missa, ou um sacerdote condenado a morte por um crime, em ambos os casos é o próprio Cristo quem atua e nos dá Seu Corpo e Seu Sangue. Dessa forma, o que Francisco estava dizendo, ao responder a pergunta do seu irmão religioso, que receberia o Sagrado Corpo do Seu Senhor das mãos ungidas do sacerdote, é que não ia permitir que a maldade ou imoralidade do padre o levasse a cometer suicídio espiritual.
Cristo pode continuar atuando, e de fato atua, inclusive através do mais pecador dos sacerdotes. E graças a Deus que assim o faz! Se sempre tivéssemos que depender da santidade pessoal do sacerdote, teríamos um grave problema. Os sacerdotes são escolhidos por Deus entre os homens e são tentados como qualquer ser humano e caem em pecado como qualquer ser humano. Mas Deus já sabia disso desde o princípio. Onze dos primeiros doze apóstolos se dispersaram quando Cristo foi preso, mas regressaram; um dos doze traiu o Senhor e infelizmente nunca regressou. Deus fez os sacramentos “à prova de sacerdote”, ou seja, independente da su a santidade pessoal. Não importa quão santos ou maus sejam, sempre que tenham a intenção de fazer o que a Igreja faz, o próprio Cristo atua, tal como atuou através de Judas quando Judas expulsou os demônios e curou os doentes.
Por isso, pergunto-vos novamente: Qual deve ser a resposta da Igreja a esses atos? Falaram muito a respeito na mídia. A Igreja precisa trabalhar melhor, assegurando que ninguém com inclinação para a pedofilia seja ordenado? Com certeza. Mas isto não seria suficiente. A Igreja deve atuar melhor ao tratar desses casos quando sejam notificados? A Igreja mudou a sua maneira de abordar esses casos e hoje a situação é muito melhor do que era nos anos oitenta, mas sempre pode ser aperfeiçoada. Mas ainda isso não seria suficiente. Temos que fazer mais para apoiar as vítimas desses abusos? Sim, temos que fazê-lo, por justiça e por amor! Mas tampouco isso é o adequado. A única resposta adequada a este terrível escândalo, a única resposta autenticamente católica a este escânda lo – com o São Francisco de Assis reconheceu em 1200, como São Francisco de Sales reconheceu em 1600 e incontáveis outros santos reconheceram em cada século – é a SANTIDADE! Toda crise que enfrenta a Igreja, toda crise que o mundo enfrenta, é uma crise de santidade” A santidade é crucial, porque é o rosto autêntico da Igreja.
Sempre há pessoas – um sacerdote encontra-se com elas regularmente e vocês devem conhecer várias delas também – que usam desculpas para justificar porque não praticam sua fé, porque lentamente estão cometendo suicídio espiritual. Pode ser porque uma freira se portou mal com eles quando tinham 9 anos. Porque não entendem os ensinamentos da Igreja sobre algum tema particular. Indubitavelmente haverá muitas pessoas atualmente – e vocês se encontram com elas – que dirão: “Para que praticar a fé, para que ir a Igreja, se a Igreja não pode ser verdadeira, quando os assim chamados escolhidos, são capazes de fazer esse tipo de coisa que estamos lendo?” Este escândalo é como um cabide enorme onde alguns procuram pendurar sua justificativa para não praticar a fé. Por isso é que a santi dade é tão importante.
Essas pessoas necessitam encontrar em todos nós uma razão para ter fé, uma razão para ter esperança, uma razão para responder com amor ao amor do Senhor. As bem-aventuranças que lemos no Evangelho são uma receita para a santidade. Todos precisamos vivê-las melhor. Os padres precisam ser mais santos? Certamente. Precisam os frades e freiras serem mais santos e darem um melhor testemunho de Deus e do Céu? Sem a menor dúvida. Mas todas as pessoas na Igreja precisam fazer o mesmo, inclusive os leigos! Todos temos vocação para ser santos e esta crise é um chamado para que despertemos.
Estes são tempos duros para o sacerdote. São tempos duros para o católico. Mas também são tempos magníficos para ser um sacerdote e para ser um católico. Jesus disse nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados serão quando os injuriarem, vos perseguirem e disserem falsamente todo tipo de maldades contra vocês por minha causa. Alegrem-se e regozijem-se porque será grande a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram aos profetas antes de vocês.”
Eu experimentei essa bem-aventurança, da mesma forma que outros sacerdotes que conheço. No começo desta semana, quando terminei de fazer ginástica numa academia local, eu saía do vestiário com meu clergyman (camisa clerical) e uma mãe, mal me viu, afastou rapidamente seus filhos do caminho e os protegeu enquanto eu passava. Ficou me olhando quando passei e, quando já havia me afastado o suficiente, respirou aliviada e soltou os seus filhos. Como se eu fosse atacá-los no meio da tarde em plena academia! Mas enquanto todos nós talvez tenhamos que padecer tais insultos e falsidades por causa de Cristo, de fato, devemos regozijar-nos. É um tempo fantástico para ser cristão atualmente, porque é um tempo em que Deus realmente necessita de nós para mostrar Seu verdadeiro rost o. Em tempos passados nos EUA, a Igreja era respeitada. Os sacerdotes eram respeitados. A Igreja tinha reputação de santidade e bondade. Mas hoje já não é assim.
Um dos maiores pregadores na história norte-americana, o bispo Fulton J. Sheen, costumava dizer que preferia viver nos tempos em que a Igreja sofre em vez de florescer tranquilamente, nos tempos em que a Igreja tem que lutar, quando a Igreja tem que ir contra a cultura. São épocas para que os verdadeiros homens e mulheres dêem um passo à frente. “Até os cadáveres podem ir a favor da corrente”, costumava dizer o bispo, indicando que muitas pessoas dão testemunho quando a Igreja é respeitada, “mas são necessários verdadeiros homens e mulheres para nadar contra a corrente.”
Como isso é verdadeiro! É preciso ser um verdadeiro homem e uma verdadeira mulher para manter-se flutuando e nadar contra a corrente que se move em oposição à Igreja. É preciso ser um verdadeiro homem e uma verdadeira mulher para reconhecer que quando se nada contra a corrente das críticas, estamos mais seguros que quando apenas permanecemos grudados por inércia na rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja. Estamos num desses tempos difíceis. É um dos grandes momentos para ser cristão.
Algumas pessoas prevêem que nesta região a Igreja passará por tempos difíceis e talvez seja assim, mas a Igreja sobreviverá, por que o Senhor assegurou a sua sobrevivência. Uma das maiores réplicas na história aconteceu há justamente 200 anos. O imperador Napoleão engolia os países da Europa com seus exércitos, com a intenção final de dominar totalmente o mundo. Naquela ocasião disse uma vez ao cardeal Consalvi: “Vou destruir sua Igreja”. O cardeal respondeu: “Não, não poderá”. Napoleão, com seus 1,50 m de altura, disse outra vez: “Eu destruirei vossa Igreja.” O cardeal disse confiante: “Não, não poderá. Nem nós fomos capazes de fazê-lo!”.
Se os papas ruins, os sacerdotes infiéis e os milhares de pecadores na Igreja não tiveram êxito em destruí-la a partir de dentro – como dizia implicitamente o cardeal ao general – como crê que poderá fazê-lo? O cardeal referia-se a uma verdade cruel. Mas Cristo nunca permitirá que sua Igreja fracasse. Ele prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a sua Igreja, que a barca de Pedro, a Igreja que navega no tempo rumo ao seu porto eterno no céu, nunca naufragará, não porque aqueles que vão nela não cometam todos os pecados possíveis para afundá-la, mas porque Cristo, que também está na barca, nunca per mitirá que isso aconteça. Cristo continua na barca e ele nunca a abandonará.
A magnitude deste escândalo poderia ser tal que de agora em diante [talvez] vocês tenham dificuldade em confiar nos sacerdotes tanto como o faziam no passado. Isto pode acontecer e talvez não seja tão ruim. Mas nunca percam a confiança no Senhor! É a sua Igreja! Mesmo quando alguns dos seus eleitos O tenham traído, ele chamará outros que serão fiéis, que servirão vocês com o amor com que vocês merecem ser servidos, tal como ocorreu depois da morte de Judas, quando os onze apóstolos ficaram de acordo e permitiram que o Senhor escolhesse alguém para tomar o lugar de Judas, e escolheram o homem que terminou sendo São Matias, que proclamou fielmente o Evangelho até ser martirizado.
Este é um tempo em que todos nós precisamos esforçar-nos ainda mais para ser santos! Estamos [sendo] chamados a ser santos, e como necessitamos ver esse rosto bonito e radiante da Igreja! Vocês são parte da solução, uma parte crucial da solução. Quando caminharem para receber o Sagrado Corpo do Senhor das mãos ungidas deste sacerdote, peçam a Ele que os encha de um real desejo de santidade, um real desejo de mostrar Seu autêntico rosto.
Uma das razões pelas quais estou aqui como sacerdote é porque sendo jovem, impressionaram-me negativamente alguns sacerdotes que conheci. Via-os celebrar a Missa e quase sem reverência deixavam cair o Corpo do Senhor na patena, como se tivessem nas mãos algo de pouco valor em vez do Criador e Salvador de todos, em vez do meu Criador e Salvador. Lembro de ter dito ao Senhor, reiterando meu desejo de ser sacerdote: “Senhor, deixa-me ser sacerdote para que possa tratar-Te como Tu o mereces!”. Isso me deu um desejo ardente de servir o Senhor. Talvez este escândalo permita que vocês façam o mesmo. Este escândalo pode ser algo que os conduza pelo caminho do suicídio espiritual ou algo que os inspire a dizer, finalmente, “Quero ser santo, para que eu e a Igreja possamos glorificar Teu nome como Tu o mereces, para que outros possam en contrar-Te no amor e na salvação que eu Te encontrei”. Jesus está conosco, como prometeu, até o final dos tempos. Ele continua na barca.
Tal como a partir da traição de Judas, Ele alcançou a maior vitória na história do mundo, a nossa salvação por meio da sua Paixão, morte e Ressurreição, também através deste episódio Ele pode trazer, e quer trazer, um novo renascimento da santidade, para lançar uns novos Atos dos Apóstolos do século XXI, com cada um de nós – e isso inclui você – assumindo um papel de protagonista. Agora é o tempo para que os verdadeiros homens e mulheres da Igreja se ponham em pé. Agora é o tempo dos santos. Como você irá responder?
Autor: Pe. Roger J. Landry
FONTE ELETRÔNICA:
Concepções Protestantes e a Bíblia Sagrada.
1 — Protestantes: — Todas as verdades reveladas por Deus encontram-se na Bíblia.
O que diz a Bíblia:
“Há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que no mundo inteiro não caberiam todos os livros que teriam que ser escritos”. (Jô 21,25)
“Embora tenham muitas coisas a vos escrever, não quis fazê-lo com papel e tinta. Mas quero ir ter convosco e vos falar de viva voz, para que a nossa alegria seja perfeita”. (3jo13)
“Jesus fez, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não se encontram escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”.
2 — Protestantes: — Só a Bíblia contém as regras da fé, não a tradição.
O que diz a Bíblia:
Por conseguinte, irmãos ficai firmes: guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito. (2Ts 2,2)
“O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensiná-los a outro” (2Tm 2,2).
3 — Protestantes: O único magistério é o da Bíblia. Somente nela se pode crer.
O que diz a Bíblia:
“Ele lhes disse de novo: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles e lhes disse: recebei o Espírito Santo”. (Jo 20 20,21)
“… ide, pois, e fazei com que todas as nações se tornem minhas discípulas, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 19-20).
“Quem vos ouve, a mim ouve, quem vos despreza, a mim despreza e também despreza aquele que me enviou”. (Lc 10, 16).
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”. (Jô 14,26)
4 — Protestantes: A Bíblia é fácil de se entender, quem a lê está livre de erro.
O que diz a Bíblia:
“Isto mesmo ele (Paulo) faz em todas as suas cartas, ao falar nelas desse assunto. Nelas existem pontos difíceis de se entender, que algumas pessoas ignorantes e sem firmeza deturpam, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd 3,16)
“Disse então o Espírito a Filipe: Aproxima-te para bem perto do carro. Filipe acelerou o passo. Ouvindo que lia o profeta Isaías, disse-lhe: Porventura, entendes o que lês? Ele respondeu: Como posso entender se não há quem me explique? E convidou Filipe a subir e sentar-se ao lado dele”. (At 8,29-31)
5 — Protestantes: Jesus não estabeleceu autoridade alguma na sua Igreja; pastores e fiéis são todos iguais.
O que diz a Bíblia:
“Em verdade vos digo: Tudo que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo que desligardes na terra, será desligado no céu”. (Mt 18,18)
“Olhai por vós e por todo rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu bispos para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho”. (At 20,28)
“Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu, que sou presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que há de ser revelada. Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele, não por coação, mas de livre vontade, como Deus quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes, como modelos de rebanho. Assim, quando aparecer o supremo pastor, recebereis a coroa da glória que não murcha”. (1Pe 5,1-3)
“Nós vos rogamos, irmãos, que tenhais consideração por aqueles que se afadigam no meio de vós, e presidem no Senhor e vos admoestam. Tende para com eles um amor por causa do trabalho que eles executam. Vivei em paz uns com os outros”. (1Ts 5,12-13)
6 — Protestantes: A Igreja Romana no inicio foi a Igreja de Cristo, mas com o passar do tempo vem caindo em erros, abusos e escândalos, demonstrando que ela não é mais a Igreja de Cristo.
O que diz a Bíblia:
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16, 18-19).
“Se eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade”. (1Tm 3,15)
7 — Protestantes: Jesus não constituiu Pedro cabeça da Igreja. Na Igreja não há outra cabeça senão Cristo. Logo não deve haver Papa.
O que diz a Bíblia:
“Depois de comerem, Jesus disse a Pedro: Simão Filho de João, tu me amas mais que estes?
— Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo, respondeu Pedro. Acrescentou Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Uma segunda vez lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? — Sim, tu sabes que eu te amo, confirmou Pedro. Repetiu Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Pela terceira vez lhe disse Jesus: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro ficou triste por ter lhe perguntado pela terceira vez: Tu me amas? E lhe respondeu: Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas”. (Jô 21, 15-17) .
“Simão, Simão, Satanás vos procurou para vos peneirar como trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, e tu, uma vez convertido, confirma os irmãos”. (Lc 22 31-32)
8 — Protestantes: Jesus não constituiu bispos para governar a sua Igreja. Jesus não deu aos seus apóstolos o poder de ordenar sacerdotes; portanto, o chamado sacerdócio católico não foi instituído por Cristo.
O que diz a Bíblia:
“Olhai por vós e por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho” (At 20, 28)
“Certo dia, enquanto celebravam o culto do Senhor e jejuavam. Disse o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os destinei. Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e despediram-nos. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram eles a Selêucia, e dali navegaram para Chipre” (At 13, 2-4)
“A ninguém imponhas apressadamente as mãos, não participes dos pecados de outrem. A ti mesmo conserva-te puro” (1Tm 5,22)
“Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi…”(Tt 1,5)
9 — Protestantes: Qualquer um que esteja cheio do espírito evangélico é verdadeiro sacerdote de Cristo e pode pregar seu Evangelho sem necessidade de passar por cerimônias chamadas “ordenações” nem ser enviado por bispo ou papa.
O que diz a Bíblia:
“Portanto todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão por aqueles que ignoram e erram”. (Hb 5,1-2)
“Mas como poderiam invocar aqueles que não creram? E como poderiam crer aqueles que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como poderiam pregar se não fossem enviados? Conforme está escrito [Is 57,7]: Quão belos são os pés que anunciam a paz”. (Rm 10, 14-15)
“Portanto, consideram-nos os homens como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 3,9)
“Alguém está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. (Tg 5,14)
10 — Protestantes: Quem crer em Jesus Cristo como salvador se salva, não é necessário fazer boas obras.
O que diz a Bíblia:
“E se possuir o dom da profecia e conhecer todos os mistérios e toda a ciência e alcançar tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas, se não tiver caridade, nada sou”. (1Cor 13,2)
“Não são os que ouvem a Lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que serão justificados”. (Rm 2,13)
“Meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? Acaso a fé pode salvá-lo? Se o irmão ou a irmã não tiver o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia, e alguém lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos, e não lhes der o necessário para a manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também é a fé, se não houver obras, será morta em si mesma. De fato alguém poderá objetar-lhe: Tu tens fé e eu obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a fé pelas obras. Tu crês que há um só Deus? Ótimo! Lembra-te, porém, de que também os demônios crêem, mas estremecem. Queres, porém, ó homem insensato, a prova de que a fé sem obras é vã? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas suas obras quando ofereceu sobre o altar Isaac, seu filho? Já vês que a fé concorreu para as suas obras e pelas obras é que a fé se realizou plenamente. E assim se cumpriu a Escritura que diz que Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça e ele foi chamado amigo de Deus. Estais vendo que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. Da mesma maneira também Raab, a meretriz, não foi justificada pelas obras, quando acolheu os mensageiros e os fez voltar por outro caminho? Com efeito, como o corpo sem o sopro da vida está morto, assim também é morta a fé sem obras”. (Tg 2,14-25)
11 — Protestantes: Jesus morreu pela salvação de todos; logo é fazer injuria a Cristo dizer que são necessárias nossas obras para a salvação, como se a redenção não fosse suficiente. A fé em Jesus é que nos merece o Reino do Céu, não as obras.
O que diz a Bíblia:
“O Filho do Homem há de vir na sua glória do seu Pai, com os anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento”. (Mt 16,27)
“ Aí alguém se aproximou dele e disse: Mestre, que farei de bom para ganhar a vida eterna? Respondeu: Por que perguntas sobre o que é bom? O Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Aquele lhe perguntou: Quais? Jesus respondeu: Estes: Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe então o moço: Tudo isso tenho guardado, que me falta ainda? Jesus respondeu: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19, 16-21)
12 — Protestantes: Jesus não está realmente na Eucaristia, nem quis ele dar-nos a sua carne e o seu sangue para comermos e bebermos. Isso é um absurdo forjado pela Igreja de Roma. Não há prova alguma na Bíblia de que Jesus haja estabelecido o que os católicos chamam sacrifício da missa, nem que os apóstolos hajam celebrado esta cerimônia.
O que diz a Bíblia:
“Em verdade, em verdade vos digo;aquele que crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão, viverá eternamente. O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Discutiam entre si os judeus dizendo: Como pode este homem dar-nos a sua carne para comer? Jesus lhes respondeu então: Em verdade , em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberes o seu sangue, não tereis a vida em vós.Quem come a minhas carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue, permanece em mim e eu nele” (Jô 6,47-56)
“Com efeito, eu mesmo recebi do Senhor o que transmiti: na noite em que ia ser entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isso em memória de mim. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”. (1Cor 11,27-29)
“Assim, pois, quem come o pão e bebe do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o corpo [do Senhor], come a própria condenação” (1Cor 11,27-29)
“O cálice da benção que abençoamos, nãoi é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão”. (1Cor 10,16)
“Trabalhei não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna na, alimento que o Filho do Homem vos dará, pois Deus, o Pai, o marco com seu selo”. (Jô 6, 27)
“Assim lhes disse: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá forme e o que crer em mim nunca mais terá sede”. (Jô 6, 35)
“Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo para o Pai, aquele que comer de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come deste pão viverá para sempre”. (Jô 6, 57-58)
13 — Protestantes: A crença no purgatório não tem fundamentação bíblica.
O que diz a Bíblia:
“Assume logo uma atitude conciliadora com teu adversário, enquanto estas com ele no caminho, para que teu adversário não te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça, e assim sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: Dali não sairás, enquanto não pagares até o último centavo”. ((Mt 5, 25-26)
“Cada um veja como constrói. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso do que foi posto: Jesus Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia a tornará conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída sobre o fundamento subsistir, o operário receberá uma recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas, como que através do fogo”. (1Cor 3,10-15)
14 — Protestante: Só Deus perdoa os pecados, ele não concedeu aos padres católicos o poder de perdoá-los.
O que diz a Bíblia:
“Dizendo isto, Jesus soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, aqueles aos quais não os perdoardes, ser-lhe-ão retidos”. (Jô 20,22-23).
“Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu”. (Mt 18,18).
“Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Jesus e nos confiou o ministério da reconciliação”. (2Cor 5,18).
“Muitos dos que receberam a fé, vinham confessar as suas práticas supersticiosas”. (At 19,10)
“Vendo o ocorrido, isto é, perdão dos pecados do paralítico, as multidões…glorificaram a Deus que deu tal poder aos homens”. (Mt 9,8).
15 — Protestantes: Em nenhuma parte da Bíblia se encontra, como ensinamento divino, a lei do celibato no ministério pastoral.
“A propósito das pessoas virgens não tenho preceito do Senhor; mas posso dar conselho, porque obtive do Senhor a misericórdia de ser digno de fé. Creio, pois, que, por causa das angustias do presente, é bom que o homem fique assim. Estás livre de mulher? Não procures mulher. Se te casares, não pecarás, se uma virgem se casa, não peca; mas essas pessoas sofrerão as tribulações da vida matrimonial, que eu quisera poupar-vos”. (1Cor 7,25-28).
“Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura agradar o marido. Digo-vos isto pelo vosso interesse, não para armar ciladas, mas para que façais o que é mais nobre e possais permanecer junto ao Senhor sem distrações”. (1Cor 7,32-35).
“Digo às pessoas solteiras e às viúvas que é bom ficarem como eu” (1Cor 7,8).
“Jesus lhes disse: Em verdade eu vos digo, não há quem tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais e filhos por causa do Reino de Deus, sem que receba muito mais neste tempo e, no mundo futuro, a vida eterna”. (Lc 18,29-30)
“Ele acrescentou: Nem todos são capazes de compreender essas palavras, mas somente aquele a quem é concedido. Há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. Há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, que compreenda”. (Mt 19,11-12).
16 — Protestantes: O matrimonio não é um sacramento instituído por Jesus.
O que diz a Bíblia:
“Alguns fariseus aproximaram-se dele, querendo pô-lo à prova. Perguntaram-lhe: è lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo que seja? Ele respondeu: Não lestes que desde o principio o Criador os fez homem e mulher? E disse: Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto não separe o homem que Deus uniu”. (Mt 19,3-6) ver também (Mc 10,2-12)
“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem me mulher. Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. (Gn 1, 27-28)
“E, vós maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela, … pois ninguém jamais quis mal a própria carne, antes a alimenta e cuida dela, como também fez Cristo com a sua Igreja, … É grande este mistério, refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja”. (Ef 5, 25-29)
17 — Protestantes: É um absurdo teológico ensinar ou crer que Deus tem mãe; logo Maria não pode ser chamada mãe de Deus. O culto que os católicos tributam a Maria, é contrária a Bíblia.
O que diz a Bíblia:
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! Ela ficou intrigada com estas palavras, e pôs-se a pensar qual o significado daquela saudação. O anjo acrescentou: Não temas, Maria. Encontras-te graça junto de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o deu reino não terá fim. Maria, porém, disse ao anjo: Como pode acontecer isso, se eu não conheço homem algum? O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho do Altíssimo. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice, e este é o sexto mês [de gestação] para aquela que chamavam de estéril. Para Deus, com efeito, nada é impossível. Disse então Maria: Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo retirou-se”. (Lc 1, 26-38)
“Com grande grito exclamou [Isabel] : Bendita és tu entre as mulheres, bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”. (Lc 1,1-41).
18 – Protestantes: Deus proibiu terminantemente no decálogo esculpir estátuas ou imagens.
O que diz a Bíblia:
“Farás um propiciatório de ouro puro, 125 cm de comprimento e 75 cm de largura. Farás dois querubins de ouro polido, nas duas extremidades do propiciatório, um de um lado do outro lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório. Os querubins com as asas estendidas por cima estarão encobrindo o propiciatório, um de frente do outro, voltados para o propiciatório. Porás o propiciatório sobre a arca, e dentro da arca o documento da aliança que te darei. Ali me encontrarei contigo, e de cima do propiciatório, no meio dos dois querubins colocados sobre a arca da aliança, eu te comunicarei o que eu ordenar aos israelitas”. (Ex 25, 10-22).
“O Senhor respondeu-lhe: “Esculpi uma serpente venenosa e colocai-a sobre um poste. Quem for mordido por uma víbora e contemplar a serpente esculpida viverá. Moises obedeceu, fez uma serpente de bronze e a colocou sobre um poste; se alguém era mordido por uma víbora, contemplava a serpente de bronze e vivia. (Nm. 21, 8-9)
“ Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem”. (Jô 3, 14).
19 — Protestantes: A invocação aos anjos e santos é contrária à Bíblia, não devemos invocá-los.
O que diz a Bíblia:
“… que o anjo que me salvou de todo mal abençoe estas crianças, nelas sobrevivam o meu nome e o de meus pais, Abraão, Isaac, que elas cresçam e se multipliquem sobre a terra!”. (Gn 48,16).
“Pecamos contra o Senhor e contra ti. Intercede junto ao Senhor para que afaste de nós estas serpentes. Moisés intercedeu em favor do seu povo”. (Nm 21,7)
“Eu vos peço, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim a Deus”. (Rm 15, 30)
“… orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não choveu na terra durante três anos e seis meses. Em seguida tornou a orar e o céu enviuo sua chuva e a terra voltou a produzir fruto”. (Tg 5,16-18)
20 — Protestantes: Os santos do céu nada sabem sobre nós; por conseguinte, ignoram os nossos pedidos; é inútil invocá-los.
O que diz a Bíblia:
“Com orações e súplicas de toda sorte, orai por todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com absoluta perseverança e súplicas por todos os santos”. (Ef 6,18)
Ao receber o livro, os quatro Seres vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada qual com uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são orações dos santos, …” (Ef 6,18)
“Moises, porém, suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que , ó Senhor, se acende a tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? — O Senhor, então, desistiu de aplicar o castigo com o qual havia ameaçado o povo”. (Ex 32, 11-14).
“No dia seguinte, Moisés disse ao seu povo: Vós cometestes um pecado grave. Todavia, eu vou subir ao Senhor; talvez consiga expiar o vosso pecado.”(Ex 32,30)
“Os filhos de Israel tiveram medo dos filisteus. Não cesses de invocar o Senhor nosso Deus, para que ele nos livre das mãos dos filisteus”. (1Sm 7,7-8).
“Irmãos, eu vos peço, por nosso Senhor Jesus Cristo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim.” (Rm 15,30).
“Orai por nós, irmãos”. (1Ts 5,25)
“ não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos no céu vêem continuamente a face do meu Pai que está nos céus”. (Mt 18,10).
“Orai por nós, porque estamos convencidos de que possuímos uma boa consciência, e com a vontade de viver bem em tudo”. (Hb 13,18).
21 — Protestantes: Não temos garantia de que os anjos e santos no céu pedem por nós, ignorância invocá-los para que intercedam por nós.
O que diz a Bíblia:
“Então falou o anjo do Senhor dos exércitos: Até quando demorarás ainda a ter piedade de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás irado há setenta anos”. (Zc 1,12)
“Ao receber o livro, os vinte quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças cheias de incenso, que são as orações dos santos, …” (Ap 5,8)
Remate: — Os protestantes, nas suas centenas de denominações, não aceitam a Igreja Católica como a única verdadeira, isto é, que ela não ensina a verdade: evidente. Os protestantes afirmam que base da sua fé se encontra a na Bíblia. Ora, se as Igrejas protestantes não dão credibilidade a Igreja Católica, por que então aceitam a Bíblia com fundamento da sua fé? Durante mil e quintos anos, quem preservou a Bíblia e de modo especial o Novo Testamento — porque os judeus preservaram o Velho Testamento — foi tão somente a Igreja Católica Apostólica Romana até a invenção da imprensa por Guttemberg. A Igreja Católica confiou aos monges beneditinos as cópias manuscritas das páginas da Bíblia durante séculos. A Igreja Católica se não fosse verdadeira, merecedora de confiança, poderia muito bem ter manipulado a Bíblia de acordo com o seu interesse, principalmente o Novo Testamento. Foi a Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo, que separou nos primeiros séculos os Evangelhos autênticos dos apócrifos. Martinho Lutero, ex-frade agostiniano, o primeiro a se rebelar contra a Igreja Católica, uso da Bíblia Católica para fundamentar a sua reforma protestante. Se a Igreja Católica não merece credibilidade, então por coerência, a Bíblia que todos nós conhecemos também não merece.
Jesus disse: “E eu te digo: tu és Pedro e sobre está pedra construirei a minha Igreja…”. Ele falou a minha Igreja e não as minhas Igrejas.
“Há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo”. (Ef 4,5)
Concepções Protestantes e a Bíblia Sagrada. Bíblia Católica. [Enviado por José Carlos de Castro Rios]. Disponivel em: http://blog.bibliacatolica.com.br/igreja/concepcoes-protestantes-e-a-biblia-sagrada/ Acesso em: 20 Dezembro 2010.
"Chamada da Meia-Noite"
Revista "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"
D. Estevão Bettencourt, osb
Revista nº 426, Ano 1997, p. 519
A corrente "Chamada da Meia-Noite" é de índole protestante desligada de qualquer denominação do protestantismo. Pode ser definida como "fundamentalista," isto é, como intérprete literal do texto bíblico, rejeitando os subsídios verídicos que a ciência contemporânea oferece para mais profunda compreensão do texto sagrado. Conseqüentemente fenômenos extraordinários (como os OVNIs) e os desvios doutrinários (seitas e correntes tidas como heterodoxas) são atribuídos aos anjos maus ou demônios. Esta mentalidade se traduz numa coleção de livros intitulados "Os Fatos sobre..." da autoria de John Ankerberg o John Weldon, que tratam de criação e evolução, OVNIs, Anjos, Espíritos-Guias, Nova Era, Jesus o Messias, Movimento da Fé... livros dos quais as páginas seguintes comentam os tópicos principais.
Existe uma corrente protestante intitulada "Chamada da Meia-Noite", desligada de qualquer outra corrente do protestantismo, que se identifica nos seguintes termos:
"Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro" (Mt 25,6).
A "Obra Missionaria Chamada da Meia-Noite" é uma missão sem fins lucrativos, que crê em toda a Bíblia como infalível e eterna Palavra de Deus (2 Pe 1,21). Sua tarefa é alcançar todo o mundo com a mensagem de salvação em Jesus Cristo e aprofundar os cristãos no conhecimento da Palavra de Deus, preparando-os para a volta do Senhor".
Essa Sociedade publicou sete livros que exprimem o pensamento fundamentalista respectivo: a Bíblia é interpretada ao pé da letra em qualquer de suas páginas, sem consideração dos gêneros literários que a compõem. A presença do demônio é denunciada em diversos fenômenos da vida contemporânea, de modo que o leitor se pode sentir pressionado pelos anjos maus não somente quando se lhe fala de ecologia, discos voadores, evolução das espécies..., mas também quando se faz uma pregação bíblica não condizente com as interpretações fundamentalistas da "Chamada da Meia-Noite".
Nas páginas subseqüentes passaremos em revista os principais tópicos da coleção "Chamada da Meia-Noite", que tem por autores John Ankerberg e John Weldon. - A respeito de Fundamentalismo, ver PR 421/1997, pp. 276-283. O presente artigo oferece espécimens concretos dessa corrente.
1. Os Discos Voadores
1. Para os dois autores em pauta, o fenômeno dos discos voadores é inegável. Citam numerosos testemunhos da existência dessa realidade misteriosa. Tais testemunhos permitem classificar os fatos em sete categorias de crescente densidade:
VD (Visões Distantes): observação de luzes estranhas no céu;
CI-I (Contatos Imediatos de 1º Grau): visão de um disco voador (OVNI Objeto Voador Não Identificado) com ou sem tripulantes a 150 m mais ou menos;
CI-II (Contatos Imediatos de 2º Grau): os OVNIs deixam efeitos físicos no ambiente (marcas de aterrissagem, galhos quebrados...);
CI-III (Contatos Imediatos de 3º Grau): os OVNIs aparecem com tripulantes bem próximos ou mesmo em terra;
CI-IV (Contatos Imediatos de 4º Grau): os tripulantes dos OVNIs praticam supostos seqüestros, levando à força para bordo pessoas com as quais realizam experiências de comunicação ou coisas semelhantes;
CI-V (Contatos Imediatos de 5º Grau):é o caso das pessoas que afirmam estar em contato pessoal com entidades espaciais mediante meios ocultos;
CI-VI (Contatos Imediatos de 6º Grau): ocorrem quando há ferimentos ou mortes resultantes de um encontro pessoal com OVNIs.
2. Após expor esses conceitos correntes, J. Ankerberg e J. Weldon propõem sua tese: afirmam que não se trata de intervenções do além nem de ilusões óticas, mas de autênticos fenômenos provocados pelos demônios. Julgam poder argumentar assim, com a Bíblia nas mãos:
"Várias passagens da Escritura podem dizer alguma coisa a respeito do fenômeno OVNI. Por exemplo, a Bíblia ensina que nos últimos tempos Satanás virá sobre o mundo com "todo poder e sinais e prodígios da mentira" e que Deus permitirá grandes sinais do céu (2Ts 2;9s; Lc 21,11). Um fenômeno como OVNIs satânicos pode ser então esperado à medida que a nossa era chega ao fim. Efésios 2,2 se refere a Satanás quando fala do "príncipe da potestade do ar" (p. 71).
3. E por que os demônios produzem tal fenômeno?
A resposta se acha às p. 58s do livro:
"Milhares de indivíduos estão desejosos de entrar em contato com uma civilização vastamente superior do espaço, na esperança de que ela possa resolver os problemas do mundo e terminar a guerra, a pobreza e tudo o mais de que ninguém gosta Inclusive, alguns de nossos políticos e estadistas têm esse anseio. Assim não é surpresa que os demônios, cujo principal objetivo é o engano espiritual (afastar as pessoas de Deus), se aproveitem dessa esperança e busquem pervertê-la. Considere o seguinte:
Uma das principais influências culturais dos OVNIs é destruir a fé na Bíblia, Os fenômenos OVNI defendem o mito da evolução naturalista... e a idéia de que o homem pode se aperfeiçoar finalmente a si mesmo, separado de Deus. Para muitos, a crença nos OVNIs substitui a fé pessoal em Deus, uma vez que as entidades OVNI os encorajam a olhar para os céus (ou para os alienígenas) a fim do obter sua salvação individual e coletiva. Os encontros com OVNIs também promovem o ocultismo e expandem o seu território sob um disfarce novo e inesperado.
Para outros ainda, o fenômeno OVNI torna a Bíblia anacrônica e destrói a sua autoridade, relegando-a a um nível de literatura terrena bastante primitiva. Os fenômenos OVNI tendem a depreciar o lugar da humanidade no Universo, de sua altura bíblica para algo muito inferior. O homem não é mais a coroa da criação de Deus e aquele por quem Cristo morreu. Em vez disso, é uma espécie de criatura infinitamente inferior - uma espécie inferior entre provavelmente bilhões de espécies mais avançadas no Universo.
Muitos terroristas extraterrenos colocam então o homem como um ponto infinitamente pequeno num Universo infinitamente vasto, cuja única e legítima esperança de sobrevivência é entrar em contato com uma forma de vida muito mais evoluída. Mas o resultado final é diminuir o valor do homem, a idéia dele ter sido feito à imagem de Deus, e a importância do fato de que o próprio Deus se tornou homem pela encarnação. "Isso tende também a depreciar o conceito da expiação e redenção cristã de um modo complexo demais para ser discutido aqui".
4. Que diz a fé católica a respeito?
Na verdade, a fé católica julga que a questão dos discos voadores e dos habitantes em outros planetas é estritamente da alçada da ciência. Toca aos pesquisadores investigar a índole dos fenômenos apontados: serão movidos por causas extraterrestres ou não? A fé aceitará qualquer conclusão comprovada: em qualquer hipótese, os possíveis seres extraterrestres são criaturas do mesmo e único Deus que conhecemos; a visão da fé cristã não sofrerá' alteração. - Quanto à explicação por recurso dos demônios, é totalmente gratuita, para não dizer:... absurda. Os demônios ou anjos maus não têm corpo: não se vê nem como nem por que produziriam os fenômenos OVNIs. As alegações de Ankerberg e Weldon são despropositadas. O reconhecimento de seres extraterrestres não desvia o cristão da verdadeira fé, mas, ao contrário, revela nova faceta da infinita Sabedoria de Deus.
2. Criação ou Evolução
1. No livro "Os fatos sobre Criação e Evolução...", J. Ankerberg e J. Weldon se mostram radicalmente contrários à evolução das espécies.
Argumentam alegando que
a) a teoria evolucionista é materialista; torna o homem "produto de forças impessoais da matéria, do acaso e do tempo" (p. 7);
b) o evolucionismo é "responsável pela visão agnóstica e cética do século vinte... Trata-se de uma teoria que mudou literalmente o mundo" (p. 9);
c) há cientistas que afirmam ser "a criação especial a melhor teoria" (p. 53);
d) a Bíblia ensina a criação direta das espécies: Gn 1, 27.31; Sl 148,5; Mt 19,4s; Rm 5,12-14; 1Cor 15,21s,
Em conclusão, afirmam os autores:
"As teorias que tentam harmonizar criação e evolução entre si, por mais bem intencionadas que sejam, estão prestando um desserviço. Por exemplo, se a evolução for verdadeira, Moisés estava certamente errado quando escreveu o relato da criação de Gênesis. Assim sendo, a fim de acomodar a evolução, as teorias de harmonização geralmente impõem uma interpretação figurada ou não-literal sobre Gênesis 1-2. No entanto, mais do que uma dúzia de outros livros bíblicos também interpreta Gênesis de forma literal. Eles são igualmente implicados em erro por interpretar falsamente o livro Gênesis" (p. 69).
Os autores do livro em foco censuram especialmente Darwin e o darwinismo como errôneos: seriam destruidores da fé,... não somente da fé em Deus Criador, mas também da fé em Jesus Cristo Redentor, pois esvaziam os conceitos de Adão e Eva e pecado original; ver pp. 58s. Os regimes nas teorias do evolucionismo das espécies.
2. Que diz a fé católica a propósito?
A propósito notamos que os dois autores se equivocam quando identificam evolucionismo e materialismo. Na verdade, o evolucionismo é conciliável com a visão religiosa (não materialista) da origem das espécies. Com efeito; deve-se dizer que a matéria primitiva não é eterna, mas teve origem, e origem por um ato criador do Senhor Deus; Este lhe terá dado as leis da sua evolução, de modo que esta seguiu seu curso regido pela Sabedoria divina; a evolução não é meramente mecânica e cega (como propunha Darwin), mas finalista ou teleológica (dirigida para determinado fim previsto pelo Criador). Quando a matéria atingiu o grau de organização e perfeição necessárias para que haja vida humana, Deus terá criado a alma humana espiritual a ser infundida no corpo do primata, dando origem ao primeiro homem. Assim se combinam entre si criação e evolução. O fato da evolução parece evidente, mas não depõe em absoluto contra a existência e a providência de Deus Criador.
3. Os Espíritos-Guias
John Ankerberg e John Weldon abordam também "Os fatos sobre os Espíritos-Guias. Como evitar a Sedução do Mundo dos Espíritos e dos Poderes Demoníacos". Manifestam aí também a mentalidade fundamentalista.
1. Começam por aludir à canalização, técnica que vem assim explicada:
"Canalização é um termo da Nova Era para exprimir a possessão demoníaca. Ela ocorre quando seres humanos entregam voluntariamente suas mentes e corpos aos seres espirituais. Esses espíritos entram e controlam as pessoas, usando-as para transmitir ensinamentos espirituais ou outras informações. Quando os espíritos falam pela boca das pessoas, isso é chamado canalização" (p. 11).
3. O canalizador seria um médium poderoso, capaz de captar mensagens muito especiais. Eis o que nos dizem os dois autores:
"O aval dado à canalização por famosos astros de cinema e televisão está tornando essa prática socialmente aceitável". Exemplos de astros que têm esse tipo de influência são Shirley Mac Laine, Linda Evans (do seriado Dinastia), Michel York (do filme Romeu e Julieta) e outros.
A atriz Sharon Gless, que faz o papel de Cagney no seriado de TV Cagney e Lacey, ganhou o prêmio Emmy em 1987 pelo seu desempenho na série. Em seu discurso de agradecimento, ela disse a dezenas de milhares de pessoas que seu sucesso era devido a Lazaris, uma entidade espiritual que fala através do médium Jach Pursel.
A popularidade da canalização pode ser também vista através de novos centros de retiro de workshops em todo o país. Nesses lugares, as pessoas aprendem a abrir suas mentes e corpos aos espíritos, a fim de também se tornarem canalizadoras. Nos centros de retiro de workshops são ministradas aulas ao vivo pelos próprios espíritos, motivando os alunos a iniciarem grupos de estudo, centros de pesquisas e revistas dedicadas unicamente ao estudo ou desenvolvimento da canalização" (pp. 12s).
3. Os espíritos se manifestam através dos canalizadores, tomam nomes diversos: dizem ser espíritos de pessoas falecidas ou seres extraterrestres (marcianos ou venusianos), deuses de culturas antigas ou modernas, Jesus cristo, anjos... ou ainda apresentam-se como o Inconsciente Coletivo, o Inconsciente Criativo, o Eu Superior, a alma Transcendente, a Mente Universal ou também o Espírito Santo. Dizem ser tais para desviar os homens e mulheres da verdade. Na realidade, não são senão demônios:
"Certos conceitos da psicologia moderna estão se tornando um importante instrumento para camuflar as coisas demoníacas e expandir a sua influência na sociedade sob outro nome. Prova disso é que virtualmente todo poder oculto ou manifestação espírita tem sido explicado psicológica ou parapsicologicamente, ou endossado humanisticamente como os novos poderes da mente. Uma vez que a psicologia redefine esses espíritos como o potencial oculto da mente humana, o alvo da terapia passa a ser o de obter sucesso em fazer uso desses novos poderes. Essa abordagem concorda com os propósitos estabelecidos por muitos dos espíritos que dizem que o seu alvo é capacitar as pessoas a entrarem em contato com a sua própria intuição, seu Eu superior, sua subpersonalidade criativa ou seu potencial divino, a fim de que no futuro todos se tornem um canal para algo. Em essência, os espíritos querem que o homem considere a atividade deles como nada mais que as operações normais da mente humana. O que eles desejam é invisibilidade" (p. 33).
"A primeira incidência histórica da canalização foi registrada na Bíblia em Gênesis capítulo 3. Lá no jardim do Éden, o diabo usou a serpente como um canal para enganar Eva (Gn 3,1-5; 2Cor 11,3; Ap 12,9). Através da canalização, o diabo levou o homem a duvidar de Deus, com graves conseqüências. Significativamente, há razões importantes para crer que a realidade básica da canalização sugerida aqui jamais se alterou no que se refere: (1) à origem (o diabo ou demônio); (2) ao seu resultado (ilusão espiritual que destrói a confiança em Deus); (3) às suas consequências (juízo divino; Gn 3,13-19; Dt 18,9-13). A canalização é, pois, condenada pela Bíblia como uma prática maligna diante de Deus. Ela é rejeitada por ser uma forma de espiritismo que envolve contato com demônios e a divulgação dos seus falsos ensinamentos.
A Bíblia ensina igualmente que "nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (1 Tm 4,1). Os ensinamentos espíritas deturpam a natureza de Deus, mentem sobre Cristo e distorcem o caminho da salvação. Os que confiam nas doutrinas espíritas enfrentam o juízo da morte. Sob a autoridade do próprio Cristo, descobrimos que o inferno é um lugar real (Mt 25,46; Lc 16,19-31). Os demônios que asseguram aos homens que o pecado não é real e o inferno não existe, promovem a ruína eterna dos que confiam neles". (pp. 42s)
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