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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Origem e formação da Bíblia

O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5).

Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C.

Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico).

2. A tradição oral e a tradição escrita

A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico.

Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi.

A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito.

Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica.

A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.

3. Os Intérpretes - Profetas e Sábios

Durante muito tempo, os profetas foram os orientadores do povo de Deus. Os livros proféticos resumem os seus ensinamentos, e na sua maioria foram escritos só mais tarde, por seus seguidores. Somente por volta do ano 200 a.C. é que foram redigidos os livros proféticos. Os livros Sapienciais foram o resultado de um estilo literário que esteve em moda durante muito tempo, na época posterior ao exílio. São umas reflexões humanistico-religiosas. Passados os profetas, surgiram os sábios que raciocinavam sobre as coisas da natureza, tirando delas ensinamentos para a vida. Foram acrescentados aos livros sagrados nos últimos séculos a.C., sendo os mais recentes livros do AT.

4. A nova tradição da era cristã

O NT não foi escrito com a finalidade de ser acrescentado à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o AT. O próprio Jesus Cristo se baseava nele em suas pregações. E Ele mandou apenas pregar, e não escrever. Foi quando uma nova tradição oral foi se formando. E após a morte de Cristo, os apóstolos saíram pregando.

Mas veio a necessidade de congregar outras pessoas para o anúncio, em vista do grande número de comunidades existentes. Então, começaram a escrever. Mais tarde, com a aceitação também de cidadãos estrangeiros nas comunidades, a mensagem precisou ser traduzida e adaptada. Além disso, o próprio povo necessitava de uma escrita (doutrina escrita) para se conservar una, após a morte dos Apóstolos. Esta redação, no início, era apenas de alguns escritos esparsos, que só depois de algum tempo foram juntos em livros. Exemplo disso está em Mc 2, uma série de disputas de JC com os Judeus, onde se vê claramente que foi recolhida de escritos separados. Também em João se lê: "Muitas outras coisas Jesus fez que não foram escritas..." (Jo 21,24) Isto significa que só foram escritas aquelas mensagens que teriam utilidade, conforme as necessidades momentâneas.

O evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de Lucas e Mateus, são de 70 ou 80, o que significa que somente após uns 40 anos da morte de JC sua palavra começou a ser escrita. 0 Evangelho de João só foi escrito em torno do ano 100 d.C. Antigamente, se acreditava ser Mateus o autor do primeiro Evangelho. Mas a critica histórica mostra que o de Marcos foi anterior. Aliás, a respeito deste evangelho de Mateus, não se sabe ao certo quem é o seu autor. Foi atribuído a Mateus, apenas por uma tradição e também por uma praxe da época de se atribuir um escrito a alguém mais conhecido e famoso, para que a obra tivesse mais autoridade.

5. Entendendo algumas dificuldades concretas

Durante o tempo anterior á escrita dos Evangelhos, havia apenas a pregação dos Apóstolos, recordando os fatos da vida de Cristo, todavia eram fatos esparsos, sem nenhuma preocupação com seqüência ou unidade. Por isso os Evangelhos, que foram esta pregação escrita, se contradizem em algumas datas, o que mostra a pouca importância dada à cronologia. Os fatos eram recordados e aplicados, conforme as necessidades. Assim, até entre os Evangelhos sinóticos, que seguiram a mesma fonte, há diversificações. Por exemplo, no Sermão da Montanha, em Lucas fala "bem aventurados os pobres"; e em Mateus, "bem aventurados os pobres de espírito". A diferença consiste no seguinte: Lucas deu um sentido social, mais importante para as comunidades gregas, para as quais escrevia. Mas o de Mateus destinava-se às comunidades judias e queria combater uma doutrina dos judeus que tinham uma idéia falsa de pobreza. Para eles, o próprio fato de a pessoa ser pobre, já lhe garantia a salvação, enquanto outra pessoa, pelo simples fato de ser rica, já estava condenada. Por causa disso ele escreveu "pobres de espírito".

Outro ponto de discordância é o caso da cura de um cego. Mateus diz "um cego, na saída de Jericó"; e Lucas "dois cegos, na entrada de Jericó". 0 fato da 'entrada' e 'saída' pode ser explicado pela existência de duas cidades chamadas Jericó. 0 fato de serem um ou mais cegos explica-se pelo seguinte: era comum naquele tempo os cegos formarem grupos em torno de um cego-lider; e o nome deste geralmente era o do grupo. No entanto, estes detalhes pouco importam ao evangelho. 0 seu interesse é a apresentação da mensagem (evangélion = boa nova).

6. A fonte comum

Os Evangelistas sinóticos se basearam no Evangelho de Marcos e noutra fonte, convencionada por fonte "Q", simbolizando os inúmeros escritos esparsos de que já tratamos. Espalharam cópias destes por outras partes do mundo. Lucas, Mateus, cada um em lugares diferentes, se inspiraram nos escritos disponíveis e inclusive no evangelho de Marcos, que na época já havia sido escrito. O fato do primeiro Evangelho ser atribuído anteriormente a Mateus se deve a uma afirmação de Eusébio de que Mateus escrevera a "logia" do Senhor em aramaico. Mas a crítica histórica provou que o Evangelho que conhecemos não traz apenas a "logia" do Senhor e não foi escrito em aramaico, e sim em grego. Portanto a noticia de Eusébio se refere a outro escrito, e não a este evangelho. Nada impede, porém, que tenha sido escrito por discípulos de Mateus e atribuído ao Mestre. Aliás, a respeito de "Evangelho", o primeiro a usar esta palavra para indicar as memórias dos Apóstolos foi S. Justino, em 130 d.C.

7. As Cartas

As cartas de Paulo foram enviadas para serem lidas em público. Em I Tes 5, 27 há uma alusão a isto. Havia também o intercâmbio das cartas, como se lê em Col 4,16: "mostrem esta carta para Laodicéia e tragam a de lá para vocês". Aos poucos as cartas foram colecionadas, e no fim do I século já se tem notícia delas, quando em II Ped 3,15 se lê: "...nosso irmão Paulo vos escreveu conforme o dom que lhe foi dado... " As cartas de Paulo foram os primeiros escritos do NT. Não se sabe quando os Evangelhos e elas foram acoplados, mas já no fim do I século estavam reunidos num só livro.

As Epistolas Católicas (universais) são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a tal ou qual comunidade, como fizera Paulo. Elas também se originaram da necessidade pastoral, e já no começo do II século estavam incorporadas aos outros escritos do NT. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de S.João, livro profético, foi acrescentado por último.

Nos escritos do NT, freqüentemente se encontram citações do AT. É que muitas vezes os Apóstolos queriam tirar dúvidas sobre certas passagens, que tinham falsa interpretação. Nas assembléias, eram lidos escritos do AT e do NT, para explicá-los. Exemplo disto temos em I Tes 4,15; I Cor 7,10.25.40; At 15, 28; I Tim 5,18; Lc 10,7.

8. O Cânon Sagrado

No século IV, a Igreja se reuniu em Concilio em Nicéia, e uma das tarefas era organizar o "cânon", ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados e se investigou quais os que sempre foram lidos nos cultos e sempre foram considerados legítimos. E se estabeleceu a ordem ainda hoje conservada. O motivo pelo qual alguns livros foram postos em dúvida era a grande quantidade de livros apócrifos, que fazia com que se duvidasse dos verdadeiros. Havia muitos livros que os judeus não aceitavam. Então os Ss. Padres ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.

Antônio Carlos

As contribuições católicas para a Bíblia

O próprio Lutero disse: "foi um efeito do poder de Deus que o papado preservou, em primeiro lugar, o santo batismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação..." (14). Muitos católicos e protestantes não percebem quanto devem a Igreja católica por terem a Bíblia como nós temos hoje. Por exemplo, antes que Lutero fizesse sua tradução em alemão em setembro de 1522, já havia dezessete traduções alemãs (todas antes de1518) já impressas, doze destas no dialeto do baixo-alemão. (7)

38-61 d.C. O PRIMEIRO EVANGELHO FOI ESCRITO: S. Mateus, um dos doze apóstolos de Cristo, bispo católico e mártir da fé, escreve o primeiro evangelho da vida de Cristo em hebraico. Este evangelho seria seguido por três outros evangelhos escritos em grego. Estes foram o evangelho de s. Marcos (64 d.C.), o evangelho de s. Lucas (63 ou 64 d.C.) e o evangelho de s. João (97 d.C.).

52 d.C. A PRIMEIRA EPÍSTOLA FOI ESCRITA: S. Paulo, apóstolo de Cristo, bispo católico e mártir da fé, escreve a primeira epístola a uma parte da Igreja. Esta é conhecida hoje como "Primeira aos Thessalonicenses". Este escrito seria seguido de 21 outras epístolas apostólicas por vários autores católicos, sendo o último escrito pelo apóstolo s. João, em 69 d.C.

64 d.C. FOI ESCRITO OS ATOS DOS APÓSTOLOS: S. Lucas, discípulo de s. Paulo, bispo da Igreja católica e mártir da fé, escreve "Atos dos Apóstolos", uma história da igreja católica da Páscoa até a morte de s. Paulo. Atos e o Evangelho Segundo São Lucas, fez s. Lucas o autor da maior parte do NT, ou seja, 28%.

98-99 d.C. O ÚLTIMO LIVRO DIVINAMENTE INSPIRADO DOS APÓSTOLOS É FEITO: S. João, apóstolo de Cristo e bispo da Igreja católica, escreve o último livro divinamente inspirado dos apóstolos. Isto é conhecido hoje como "Apocalipse"

153-170 d.C. O PRIMEIRO TRATADO EM "A HARMONIA DOS EVANGELHOS". : Amais antiga tentativa de fazer uma harmonia foi por Taciano (morreu em 172) e seu título, Diatessaron, dá abundante evidência da primitiva aceitação na Igreja católica de nossos quatro Evangelhos canônicos. A próxima Harmonia foi feita por Amônio de Alexandria, professor de Orígenes, que apareceu em 220 d.C., mas se perdeu. (17)

2º - 3º SÉCULO d.C. A PRIMEIRA ESCOLA DA BÍBLIA: Os antigos católicos começaram uma escola em Alexandria para a aprendizagem dos Evangelhos e outros escritos católicos antigos. (6)

250 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM IDIOMA PARALELA: O católico Orígenes cria a edição da Hexapla do VT, que continha o hebraico paralelo com versões gregas. (5)

250 d.C. A PRIMEIRA BIBLIOTECA CATÓLICA: O católico Orígenes cria uma bem equipada biblioteca na Cesaréia, com a finalidade de estudar os Evangelhos e outros escritos católicos antigos. (19)

250-300 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM FORMA DE LIVRO: Os judeus usaram o rolo de papiro, os primitivos católicos foram os primeiros ao usar a forma de livro (códice) para Escrituras. (10)

SÉCULO IV - O PRIMEIRO USO DA PALAVRA "BÍBLIA": Veio da palvra grega "biblos", que significa o lado interno do papiro, papel-cana de onde eram feitos os primeiros papéis, no Egito. A forma latina "Biblia", escrita com uma letra maiúscula, veio a significar "O Livro dos Livros", "O Livro" por excelência. As Santas Escrituras foram chamadas de Bíblia pela primeira vez por s. Crisóstomo, arcebispo católico de Constantinopla, no séc. IV. (12)

SÉCULO IV - AS MAIS ANTIGAS BÍBLIAS EXISTENTES: As duas mais antigas Bíblias existentes, que contém o Velho e a maioria (mas não completo) do Novo Testamento, chamam-se hoje de Códice Vaticanus (325-350 d.C.), o Códice Sinaiticus (340-350 d.C.), o Códice Ephraemi (345 d.C.) e o Códice Alexandrinus (450), que foram copiados à mão por monges católicos. (6)

367 D.C. O PRIMEIRO USO DO PALAVRA "CÂNON": S. Atanásio, bispo católico de Alexandria, é o primeiro em aplicar o termo cânon para o conteúdo da Bíblia, introduzindo o verbo canonizar que significa "dar sanção oficial a um documento escrito". (6)

367 D.C. O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO: A 39ª carta festal de S. Atanásio, bispo católico de Alexandria, enviada para as igrejas sob sua da jurisdição em 367, terminou com toda a incerteza sobre os limites do cânon do NT. Nela, preservada em uma coleção de mensagens, listou como canônicos os 27 livros do NT, embora os organizasse em uma ordem diferente. Esses livros do NT, na ordem atual são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João), Atos dos Apóstolos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemôn, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. (1)

388 D.C. O PRIMEIRO GLOSSÁRIO DE NOMES DA BÍBLIA: S. Jerônimo compilou o "Livro de Nomes Hebreus, ou Glossário de Nomes Formais do Velho Testamento". O Livro de Nomes Hebreus foi sem dúvida de muito uso na ápoca em que as pessoas quase não conheciam o hebraico, embora o arranjo seja estranho com um glossário separado para cada livro da Bíblia. (17)

388 D.C. O LIVRO DOS NOMES DE LUGARES HEBREUS: S. Jerônimo compilou o "O Livro dos Nomes de Lugares Hebreus" que foram feitos primeiro por Eusébio com adições de Jerônimo. Os nomes sob cada letra são colocados em grupos separados na ordem dos livros das Escrituras nas quais eles aparecem; por exemplo, na letra A temos os nomes de Gênesis, depois Êxodo, e assim por diante. Mas não há lugar para fantasia, e o testemunho de homens que viveram na Palestina nos séc. IV e V ainda são de grande valor ao estudante da topografia sagrada. Quando os lugares estão fora do conhecimento do escritor, ele usa de especulação, como quando o autor nos fala que a Arca pode ser encontrada nas proximidades do Ararat. (17)

390 D.C. A PRIMEIRA COMPILAÇÃO COMPLETA DO VELHO E NOVO TESTAMENTO: No Concílio de Hipona, a Igreja católica reuniu os vários livros que reivindicaram serem escrituras, revisou cada um e decidiu quais eram inspirados ou não. A Igreja católica reuniu todos os livros e epístolas inspirados em um volume chamado A Versão de Septuaginta do Velho Testamento (que foi traduzida por setenta estudiosos em Alexandria, Egito por volta de 227 a.C. e foi a versão que Cristo e os apóstolos usaram) e é a mesma Bíblia que temos hoje. A Igreja católica deu-nos então, a Bíblia. (2)

400 D.C. A MAIOR PARTE DAS ESCRITURAS SAGRADAS TRADUZIDAS: Nas línguas siríaco, cóptico, etíope, georgiano(8). Na região do Reno e Danúbio (Império romano) UMA versão gótica foi traduzida pelo bispo gótico Ulfilas (318-388), quem, depois de inventar um alfabeto, produziu uma versão das Escrituras da septuaginta do VT e do grego. (10)

406 D.C. A TRADUÇÃO ARMÊNIA: Em 406 o alfabeto armênio foi inventado por Mesrob, que cinco anos depois completou uma tradução do VT e NT da versão siría em armênio. (10)

405 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA COMPLETA NA LINGUAGEM COMUM: A Vulgata latino, de latin editio vulgata,: "versão comum", a Bíblia ainda usada pela Igreja católica romana, foi traduzida por S. Jerônimo (quem os tradutores da versão KJV de 1611 em seu prefácio o chamaram de "o pai mais instruído, e o melhor lingüista de sua época ou de qualquer antes dele"). Em 382, o papa Dâmaso pediu a Jerônimo, o maior estudioso bíblico de sua época, que produzisse uma versão latina aceitável da Bíblia das várias traduções que eram então usadas. Sua tradução latina revisada dos Evangelhos apareceu em 383. Usou a versão da Septuaginta grega do VT do qual ele produziu uma nova tradução latina, um processo que ele completou em 405. (3) É como tradutor das Escrituras que Jerônimo é mais conhecido. Sua Vulgata foi feita no momento certo e pelo homem certo. O latim ainda estava vivo, apesar do Império Romano estar desaparecendo. E Jerônimo era mestre em latim. (17)

450-550 A.D O BEZAE CANTABRIGIENSIS (TAMBÉM CHAMADO CÓDICE BEZAE): Este é o manuscrito bilíngüe mais antigo existente, com o grego na página esquerda, e latim à direita. O Bezae Cantabrigiensis era um texto ocidental copiado c. 450-550 e que preservou a maior parte dos quatro Evangelhos e partes de Atos.

SÉCULO VII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM PARA O FRANCÊS: As versões francesas dos Salmos e o Apocalipse, e um métrico do Livro de Reis, apareceu já no sétimo século. (9) Em 1223 uma tradução completa foi feita sob o rei católico Louis, o Piedoso. Isto foi 320 anos antes da primeira versão francesa protestante. (7) Até o décimo quarto século, foram produzidas muitas histórias da Bíblia.

SÉCULO VII - A PRIMEIRA VERSÃO ALEMÃ: A história da pesquisa Bíblica mostra que as numerosas versões parciais no vernáculo na Alemanha já aparecem nos séc. VII e VIII. Também há abundância dessas versões nos séc. XIII e XIV, e uma Bíblia completa no séc.XV, antes da invenção da imprensa. (9)

SÉCULO VIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM INGLÊS: Por Adelmo, bispo de Sherborne, e Bede. Uma tradução do século IX da Bíblia para o inglês (no dialeto anglo-saxão) foi feita por Alfred. Uma tradução do séc. X para inglês foi feita por Aelfric. (7) Foi feita uma tradução em 1361 da maior parte das Escrituras no dialeto inglês (anglo-normando). (3) Isto foi vinte anos antes da tradução de Wycliffe em 1381. (3)

SÉCULOS VIII e IX - O USO DA FORMA DE ESCRITA CHAMADA "MINÚSCULA": Como o bloqueio do comércio oriental de papiro fez o mercado ocidental usar o pergaminho, o fator econômico ficou potente. Para caber mais letras na página, o copista teve de usar letras menores e apertadas. Alguns, para preservar suas formas, colocavam algumas acima e outras abaixo linha. O resultado foi uma forma de escrita chamada "Minúscula"?pequenas letras, com iniciais maiúsculas para ênfase. Este sistem ainda é usado hoje. Foi uma mudança gramatical da "Maiúscula" - que consistia de ltras grandes usadas pelos gregos, romanos e judeus. (16)

SÉCULO IX - A PRIMEIRA TRADUÇÃO ESLAVA DA BÍBLIA: Os santos católicos Cirilo e Metódio pregaram o Evangelho para os eslavos na segunda metade do nono século e S. Cirilo, tendo formado um alfabeto, fez para eles uma versãoVelho Eclesiástico Eslavo, ou Búlgaro, uma tradução da Bíblia do grego. No fim do décimo século esta versão entrou na Rússia e depois do décimo segundo século sofreu muitas mudanças lingüísticas e textuais. Uma Bíblia eslava completa foi feita de um códice antigo no tempo de Waldimir (m. 1008) foi publicada em ostrogodo em 1581.(9)

1170 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA PARALELA EM INGLÊS: O Psalterium Triplex de Eadwine, que continha a versão latina acompanhada por textos anglo-normandos e anglo-saxões, se tornou a base de versões anglo-normandas. (3)

SÉC. XII - A PRIMEIRA DIVISÃO DE CAPÍTULOS: Foi o arcebispo católico britânico de Canterbury, St. Estêvão Langton (morreu em 1228), foi o primeiro a dividir as Escrituras em capítulos: 1.163 capítulos no VT e 260 no NT. (4)

SÉC. XIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM ESPANHOL: Sob o rei Alfonso V de Espanha. (7)

1230 D.C. A PRIMEIRA CONCORDÂNCIA: Uma concordância da Bíblia da Vulgata latina foi compilada pelo frade dominicano Hugo de São Cher. (5)

1300 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM NORUEGUÊS: O mais antiga e celebrada é a tradução de Gênesis-Reis chamada Stjórn ("Direção"; i.e., de Deus) em norueguês antigo, em 1300. As versões suecas do Pentateuco e de Atos sobreviveram do décimo quarto século e um manuscrito de Josué-Juízes por Nicholaus Ragnvaldi de Vadstena de c. 1500. A versão dinamarquesa mais antiga de Genêsis-Reis deriva de 1470. (11)

1454 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA: Um católico chamado Gutenberg causou grande excitação quando no outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada. (6)

1466 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ALEMÃ: Isto foi cinqüenta oito anos antes de Lutero fazer sua Bíblia alemã em 1524. (8) Nestes cinqüenta e oito anos os católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia.

1470 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESCANDINAVO: No décimo quarto século, foram feitas versões das Epístolas dominicas e dos Evangelhos para uso popular na Dinamarca. Grandes partes da Bíblia, se não uma versão inteira, foi publicada em 1470. (9)

1471 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA ITALIANA:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 20 diferentes edições italianas da Bíblia.

1475 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM HOLANDÊS: A primeira Bíblia em holandês foi impressa por católicos na Holanda em Delft em 1475. Algumas foram impressas por Jacob van Leisveldt em Antwerp (9)

1478 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESPANHOL:(8 ) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 2 diferentes edições espanholas da Bíblia.

1466 D.C. O PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM FRANCÊS:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 26 diferentes edições francesas da Bíblia.

1516 D.C. A PRIMEIRA IMPRESSÃO DO NOVO TESTAMENTO GREGO: Um católico chamado Erasmofez a primeira impressão de seu NT grego. (8) Muitos anos antes de Lutero fazer sua Bíblia (começou em 1522) os católicos já tinham feito 22 diferentes edições gregas da Bíblia.

1534 D.C. O PRIMEIRO USO DE ITÁLICOS PARA INDICAR PALAVRAS QUE NÃO ESTAVAM NO ORIGINAL: Um católico chamado Munster foi o primeiro em usar itálicos para indicar palavrasque não estavam nos textos originais grego e hebraico, em sua versão da Vulgata latina. (13)

1548 D.C. AS PRIMEIRAS VERSÕES CHINESAS: Entre as traduções mais antigas uma versão é a de S. Mateus por Anger, um católico japonês (Goa, 1548). O jesuíta Padre de Mailla escreveu para uma explicação dos Evangelhos para domingos e festas em 1740, (9)

1551 D.C. A PRIMEIRA DIVISÃO DE VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em versículos é vista pela primeira vez em uma edição doNT grego publicada em Paris pelo católico Robert Stephens. (10)

1555 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA COMPLETA COM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em capítulos e versículos é vista pela primeira vez em uma edição do Vulgata publicada em Paris pelo católico Robert Stephens. (10)

1561 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA COMPLETA EM POLONÊS: Foi impressa em Cracóvia em 1561, 1574, e 1577. Jacob Wujek, S.J., fez uma nova tradução da Vulgata (Cracóvia, 1593) admirada por Clemente VIII e que foi muito reimpressa. (9)

1579 D.C. A PRIMEIRA VERSÃO MEXICANA: A primeira Bíblia conhecida no México foi uma versão dos Evangelhos e Epístolas em 1579 por Dídaco de S. Maria, O.P., e o Livro de Provérbios por Louis Rodríguez, O.S.F. Uma versão do NT foi feita em 1829, mas só o Evangelho de S. Lucas foi impresso. (9)

1836 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O JAPONÊS: Uma versão do evangelho de S. João e dos Atos foi editada em katakana (tipo quadrado) em Cingapura (1836) por Charles Gutzlaff (9)


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Notas de rodapé e Referências
1) Encarta Encyclopedia © 1997-2000

2) The Faith of Our Fathers, p. 68 © 1917. See also Who?s Who in the Bible © 1986

3) Encyclopedia Britannica © 1999-2000

4) The Only Begotten, Chapter 7, p. 130 by Michael Malone: CATHOLIC TREASURES, © 1997

5) Funk & Wagnalls Standard Reference Encyclopedia © 1951 Volume 4

6) The Bible Through the Ages © 1996, Readers Digest Association, New York.

7) Imperial Encyclopedia and Dictionary © 1904 Volume 4, Hanry G. Allen & Company

8) Holman Bible Dictionary © 1991

9) The Catholic Encyclopedia, Volume XV Copyright © 1912

10)The Zondervan Pictorial Bible Dictionary © 1977

11)The Encyclopedia Britannica © 1999-2000

12)"What Say You?" p. 244-289 © 1945 By David Goldstein,

13)English Versions of the Bible © 1952

14)De Missa privata, ed by Jensen, VI, Pg 92

15)Eerdmans Dictionary of the Bible © 2000, Pg 828

16)Mediaeval history © 1967, pg 166-167

17)The Comlete Christian Collection © 1999

18)The Age of Martyrs © 1959

Traduzido para o Veritatis Splendor por Emerson H. de Oliveira

A versão portuguesa da Bíblia entre os protestantes

Interessam-nos agora apenas as versões feitas ou ao menos generosamente espalhadas pelos protestantes. Por isso, não trataremos dos primeiros tradutores lusitanos da Bíblia, os monges de Alcobaça, nem dos letrados portugueses no tempo do El Rei D. João I, nem de Gonçalo Garcia de Santa Maria, nem de Dona Filipa de Lancastre, filha do infante D. Pedro e neta de D. João I, nem mencionaremos outras versões de menor importância que precederam a tradução protestante de João Ferreira de Almeida.


Nascido em Lisboa, no ano de 1628, de pais católicos, seguiu João Ferreira de Almeida para a Batávia, passando em 1642 para a Igreja Reformada. Com 15 anos, já traduzia do espanhol para o português um resumo dos Evangelhos e Epístolas. Ordenado ministro calvinista, a par de suas atividades missionárias, traduziu primeiramente o Novo Testamento sobre o texto grego, que seguiu quando diferia da Vulgata (como atesta o padre Antonio Ribeiro dos Santos) e o Antigo Testamento sobre o original hebraico (servindo-se da edição holandesa de 1618), com o auxílio da versão castelhana e de outras traduções. Por isso, se diz que a versão Almeida é tradução de traduções. Como calvinista, não excluiu os livros deuterocanônicos que o luteranismo rejeita.


O Novo testamento foi impresso em 1681 e o Antigo Testamento começou a ser divulgado em 1738 e ficou concluída a sua impressão em 1748, muito após a morte de Ferreira da Almeida, o que se deu em 6 de agosto de 1691.


Ferreira de Almeida foi apóstata, não porém padre apóstata, como vulgarmente se afirma[1].


A tradução em foco tem como características:



a) É demasiadamente servil.

b) Tem muitos modismos e expressões holandesas, familiares ao Autor, que cresceu ouvindo esse idioma.

c) Foi deploravelmente estropiada pelos revisores (Bartholomeus Heynes e Joannes de Vought): o próprio autor se revoltou contra a incapacidade dos revisores quando teve em mãos, na Batávia, o primeiro exemplar impresso, redigindo depois uma advertência com um índice de mais de mil erros e não os deu todos.


A 2ª edição, aparecida doze anos mais tarde, já falecido o autor, foi ainda mais miseravelmente desfigurada pelos revisores (Theodorus Zaz e Jocobus op dem Akker), pouco conhecedores da língua portuguesa, que corromperam o que das belezas do original havia escapado à barbaridade dos seus predecessores. Assim, colocaram quase todos os verbos no fim, tornando o sentido obscuro, violentando a frase e viciando a construção dos períodos. Diversas edições teve o Novo Testamento e, como diz Santos Ferreira, as revisões da versão de Ferreira de Almeida quase que se contam pelo número de edições feitas por revisores que desconheciam nosso idioma.


É sabido que Ferreira de Almeida deixou incompleta sua obra do Antigo Testamento, terminado por Jacob op dem Akker, que traduziu a parte restante de Ezequiel, Daniel e os Profetas Menores.


Desde 1808, aproveitando-se da abertura dos portos, a Sociedade Bíblica Britânica inicia, no Brasil, sua propaganda de exemplares do Novo Testamento de Ferreira de Almeida. Mais tarde, crescendo essa distribuição, o Arcebispo da Bahia, d. Manuel Joaquim da Silveira, publicava, em 1862, uma carta pastoral para prevenir os fiéis "contra as adulterações e mutilações da Bíblia traduzida em português pelo padre F. A. de Almeida"[2].


Outra tradução espalhada pelos protestante é a do padre Antonio Pereira de Figueiredo (1725-1797), que começava a editar em 1778 o Novo Testamento e, de 1783 a 1790, o Antigo Testamento, traduzindo a Bíblia da edição Vulgata [de São Jerônimo]. De sua obra tiraram-se várias edições, inclusive uma no Brasil, da Livraria Garnier, em 1864, com notas de Delaunay, que foi aprovada por mandamento do Arcebispo da Bahia (por ato de 1863).


A Sociedade Bíblica de Londres publicou diversas edições da versão Figueiredo, sem prefácio e notas. A de 1821 trazia os deuterocanônicos, que os protestantes consideram apócrifos. Mas a edição de 1828 já não os apresenta mais. É que nesse interim a Sociedade Bíblica de Londres, por decreto de 3 de maio de 1826, proibira a divulgação da Bíblia com os pretensos livros "apócrifos" (Cornely, Manuel d'Introduction, vol. I, p. 50).


Francisco Recreio, um dos censores da edição católica de 1864, advertia que aquela edição se publicava com todo o cuidado porque - dizia - a propaganda protestante a tem introduzido facciosamente em Portugal e países de sua dominação, fazendo-a imprimir, a seu talante, por imprensas impuras e falsificadoras.


Sendo Pereira de Figueiredo exímio latinista e cultor da língua pátria, sua obra goza merecidamente de valor clássico, sob o ponto de vista filológico e literário. Entretanto, o autor sofreu as influências regalistas da época, que defendeu nos livros "Tentativa Teológica" e "Análise da Profissão de Fé do Santo Padre Pio IV", que foi posto no Index (26.01.1796). Entretanto, Pereira de Figueiredo recusou-se a retratar-se. Diante disso, compreende-se que suas notas tenham sido condenadas, embora grande número delas atestem seus conhecimentos lingüísticos, históricos e literários. Nelas, porém, não prevalecem nem o espírito sacerdotal nem a piedade cristã[3].


Ocupado o território português por tropas britânicas e estabelecidas as relações comerciais e políticas com a Grã-Bretanha, a colônia britânica residente em Lisboa e no Porto rapidamente se propagou pelo Reino. Tudo isso favoreceu a iniciativa da Casa Bertrand de divulgar as edições de Figueiredo.


De 1902 em diante, tem a tradução de Figueiredo sido reeditada por Santos Farinha, com notas de Glaire, Knabenbauer, Lesetre, Lestrade, Poel, Vigouroux etc., com aprovação do Exmo. Cardeal Patriarca de Lisboa.


Na realidade, nem Almeida nem Figueiredo satisfaziam completamente as Sociedades Bíblicas Britânica e Americana, que decidiram, em 1886, preparar uma nova tradução baseada na versão Figueiredo. Nomearam duas comissões, uma em Portugal e outra no Brasil. A brasileira traduziu uma parte do Evangelho de São Lucas e deixou de funcionar; a portuguesa continuou o trabalho até 1901, traduzindo o Novo Testamento até o fim da Epístola aos Hebreus.


Assim abandonado, o plano se realizou mais tarde, em 1902, na "tradução brasileira" sobre as línguas originais. A comissão tradutora era composta dos seguintes ministros: W.C.Brown, da Igreja Episcopal; J.R.Smith, da Igreja Presbiteriana (Sul); J.M.Kyle, da Igreja Presbiteriana (Norte); A.B.Trajano, da Igreja Presbiteriana Sinodal; E.C.Pereira, da Igreja Independente; e Hipólito de Campos, da Igreja Metodista. Associados com esta comissão havia vários literatos brasileiros como consultores. A 1ª edição do Novo Testamento desta versão saiu em 1910 e a Bíblia completa, em 1917. Desta edição diz o dr. José Carlos Rodrigues:



"Se perdemos nela o castigado e belo português do trabalho de Figueiredo, ganhamos uma revisão muito fiel dos originais, seguindo as melhores autoridades... Escoimada de bastantes erros tipográficos que contém e melhorada a sua linguagem em alguns pontos, é a versão portuguesa que deve permanecer como a mais fiel, sendo por isso indispensável aos que estudam a Bíblia" (Estudo sobre o Velho Testamento, vol. I, pág. 193).


O rev. Eduardo Moreira, um dos líderes protestantes em Portugal, ao contrário, assim se expressa:



"A erroneamente denominada 'versão brasileira de 1911', por uma comissão de teólogos na qual predominavam os norte-americanos, não chegou a satisfazer os mesmos brasileiros e é intolerável em Portugal" (The Significance or Portugal, páb. 36).


Por isso, em abril de 1943, as Sociedades Bíblicas Unidas, sentindo a necessidade duma revisão de Almeida, constituíram uma comissão de 18 membros, 12 para o Novo Testamento e 6 para o Antigo Testamento. Essa comissão até hoje desenvolve suas atividades, pensando dar ao Brasil a melhor versão vernácula.


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Notas

[1] Esse equívoco se deve: (a) Ao fato de confundir-se o seu nome com o de um certo jesuíta também Ferreira de sobrenome; (b) Ao fato de se declarar invariavelmente nos frontispícios de todas as antigas edições de sua Bíblia que a tradução foi feita pelo "Revdo. Pe. João Ferreira A. de Almeida". Mas nessas ocasião, vários ministros do Evangelho holandeses, alemães, dinamarqueses se auto intitulavam "Reverendos Padres" e, o que é mais original, "Reverendos Padres Dominicanos".

[2] Aí se examina a edição de Nova Iorque que os protestantes espalhavam no Brasil; depois de tê-la confrontado com o texto reconhecido autêntico desde dos primeiros séculos, mostra que ela contém alterações, mudanças, mutilações e acréscimos, por exemplo Lc 1,28; At 14,23; Ef 5,32; 2Tm 4,5; 2Jo 5,6,10,15,17,20.

[3] Mr. Fox, querendo justificar o fato de os protestantes se apropriarem desta tradução católica, diz a respeito do seu autor: "Foi um clérigo católico romano, mas adversário das pretensões da autoridade papal e inimigo dos jesuítas. Além disso, não é tradutor servil da Vulgata, mas atreveu-se a seguir o texto grego e, portanto, tem o espírito quase-protestante".

Fonte: Estudos Bíblicos Adicionais, Ed. das Américas.

Mons. Agnelo Rossi

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A RELAÇÃO ENTRE O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO

A Constituição Dogmática Dei Verbum, sobre a revelação divina nas Sagradas Escrituras, nos ensina que Deus, inspirador e autor dos livros dos Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo.

Isso indica que há uma relação viva entre o Antigo e o Novo Testamento. E é também por isso que, às vezes, encontramos na Bíblia palavras ou expressões que parecem estar soltas, sem sentido naquele texto. Nessa hora, é preciso entender que existe uma ligação entre os textos e ficar atentos ao campo semântico a que essas palavras e expressões talvez pertençam.

Mas o que é campo semântico? É um grupo de palavras que se relacionam entre si, pois se ligam pelo sentido que representam. Por exemplo, quando dizemos um grupo de palavras como: multa, semáforo, pedestres, saberemos que essas palavras fazem parte do campo semântico do trânsito, pois elas se relacionam e adquirem sentido.

A ligação entre os textos acontece porque muitas expressões, em uma dada cultura, possuem um sentido específico que, em geral, não são compreendidas por pessoas de outro meio cultural. Por exemplo: em Minas Gerais (MG), se você disser a palavra trem, um mineiro vai entender que essa palavra é utilizada para fazer referência a várias coisas e não só ao meio de transporte com locomotiva e vagões. Se um estrangeiro chega a Minas e não conhece a cultura local, dificilmente vai entender o uso amplo que essa palavra possui nessa região do Brasil.

Da mesma maneira acontece com os textos bíblicos que possuem essas chamadas tradições lingüísticas. Algumas vezes, para entender uma passagem, precisamos recorrer a outro livro bíblico, a outro texto no qual teremos a explicação de alguma palavra, trecho ou expressão que não entendemos. Essa ligação entre os livros bíblicos faz com que o autor de um texto utilize um conhecimento prévio que já foi citado em outro livro, e que por isso, a compreensão total de uma passagem depende de outra.

Mas como identificar e entender essas tradições e ligações literárias na Bíblia? Nossas traduções, em geral, nos dão condições de encontrar essas passagens que se relacionam e explicam o texto que estamos lendo. Em algumas Bíblias, essas referências veem na lateral da página, em letras miúdas, indicando outras passagens bíblicas. Em outras traduções, essas referências estão na nota de rodapé.

Você pode ainda, consultar uma Chave ou Concordância Bíblica. Esses são livros que apresentam determinadas palavras e em quais lugares elas aparecem na Palavra de Deus. Você pode adquirir essas obras ou, de maneira mais prática, conferir se no final de sua Bíblia existe uma espécie de glossário bíblico que, muitas vezes, trazem a palavra a ser explicada, juntamente com algumas passagens nas quais essa mesma palavra se encontra.

Para entendermos as Sagradas Escrituras é necessário termos essa visão de unidade entre o Antigo e Novo Testamento e, sabendo disso, a Igreja orienta que nossas traduções nos deem esse aparato para melhor compreendermos a Bíblia.

Concluindo, completo a citação que abriu este artigo sobre a unidade de ambos os Testamentos: pois, apesar de Cristo ter alicerçado a nova Aliança no seu sangue (cfr. Lc. 22,20; 1 Cor. 11,25), os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento (cfr. Mt. 5,17; Lc. 24,27; Rom. 16, 25-26; 2 Cor. 3, 1416), que por sua vez o iluminam e explicam.
Denis Duarte

O que Jesus sabe sobre o meu dinheiro? - Jesus não somente usou o dinheiro, mas nos ensinou a usá-lo


Nós que nos declaramos cristãos, o fazemos porque decidimos seguir a proposta de Cristo. Mais do que isso: entre tantos caminhos que nos são oferecidos, escolhemos trilhar por aquele que é "O caminho" (cf. Jo 14,6), ou seja, o próprio Jesus. E esse é um caminho de verdade e de vida, pois nos são dados ensinamentos verdadeiros e que nos proporcionam vida em abundância.


De fato, os ensinamentos de Jesus nos mostram como alcançar a verdadeira vida. E o mais interessante: estes ensinamentos perpassam por todas as áreas de nossa existência, afinal, como nos diz a Igreja: Jesus viveu em tudo a nossa condição humana, exceto o pecado. Por isso, Ele pode nos orientar em todas as questões do nosso modo de viver; e pasmem: inclusive em relação às questões financeiras.


Isso mesmo! Para os mais escrupulosos isso causa espanto e até escândalo, pois é comum encontrar, em certos círculos religiosos, grupos de pessoas que apresentam os textos bíblicos relacionados ao dinheiro de forma equivocada e, frequentemente, de maneira altamente negativa. Quantas vezes ouvimos que o dinheiro é coisa do demônio, que Cristo era contra o dinheiro, que Ele não usava dinheiro (e nesta última expressão esquecem que no grupo de Jesus havia, sim, um tesoureiro).





Pois saiba que o Senhor não somente usou o dinheiro, como também nos ensinou sobre vários temas referentes à nossa vida econômica. Se tomarmos por base o Evangelho segundo São Mateus veremos Jesus ensinando, seja por palavras, seja por ações, a respeito de assuntos ligados a esse tema, como: dinheiro, riquezas, dívidas, impostos, trabalho, pobres, comprar, vendar, bens, esmolas…


Dessa forma, estudar esse contexto dos Evangelhos se torna ainda mais importante e atual, pois é comum a todos nós que acreditamos nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo buscarmos, nos textos bíblicos, as respostas para as angústias enfrentadas nos dias de hoje, inclusive, para as relacionadas ao dinheiro.


No mundo da economia muito se fala em equilíbrio financeiro. A meta a ser alcançada, segundo os especialistas, é o equilíbrio financeiro pessoal e familiar. E em Jesus encontramos a proposta de uma vida, toda ela, equilibrada. Ele nos ensina que o problema não é o dinheiro ou a falta dele, mas para onde direcionamos nosso coração e, consequentemente, toda a nossa vida.


Que aproveitemos este mês de setembro – no qual a Igreja nos incentiva, de modo especial, a um contato mais profundo com as Sagradas Escrituras – para buscarmos nas palavras e exemplos de Jesus Cristo o equilíbrio necessário para, seguindo o caminho d'Ele, experimentarmos a vida verdadeira.
Denis Duarte
contato@denisduarte.com
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.www.denisduarte.com



Saia da igreja - Leve para o mundo aquilo que tem aprendido

Por favor, saia da igreja. Vá ao estádio de futebol, à fazenda, ao escritório, ao hospital, ao teatro, ao parque, ao cinema...


Saia da igreja na segunda-feira à noite, após o grupo de oração. E vá ao shopping. No trânsito, mostre, com palavras e gestos, que você não vai destruir o mundo por causa do engarrafamento. Sintonize uma rádio cristã e siga em frente. Ao chegar às lojas, só compre o que, de fato, precisa. E, de quebra, escolha uma roupa para alguém que você sabe não ter condições de comprá-la. O beneficiado poderá até desconfiar que você anda saindo muito da igreja.


Na terça-feira, saia da igreja de novo. Após participar da Santa Missa, depois de um dia todo de trabalho, vá curtir um cineminha. Na fila, à espera do ingresso para ver o filme, não economize seu bom humor e descontração. Depois da sessão, fale com seus amigos sobre os valores e mensagens que aprendeu. Afinal de contas, você saiu da igreja no fim da tarde.


Saia da igreja também na quarta-feira. Após momentos de silêncio diante do Santíssimo Sacramento, saia e passe em casa para pegar a esposa e os filhos. Vá ao estádio de futebol. Justamente porque você vive saindo da igreja, quase não sabe fazer nada sem a família. Inclusive, torcer pelo time do coração.


Saia da igreja o máximo de dias e vezes que conseguir. Especialmente no domingo pela manhã, após a Missa. Saia e corra para a praia. Vá com sua família ou amigos. Sorria bastante, conte muitas histórias engraçadas e, no final da tarde, combine de rezar o terço na casa de alguém da turma.


Uma pessoa de fora, que ouvir esse papo, logo vai pensar: "Esses aí devem ter saído da igreja".


Saia da igreja muitas vezes. Sempre.
Maurício Rebouças

Nossa senhora aparece a pastor protestante.

Meu nome é SERGIO DE SALLES, nasci no dia 13 (treze) de dezembro de 1967, na cidade de Uberlândia-MG.
Batizado segundo os Sacramentos Católico - Cristão, permaneci nesta Igreja até a idade de 12 (doze) anos. Dali em diante comecei a freqüentar assiduamente uma determinada igreja evangélica, onde me batizei aos 17 (dezessete) anos. Sempre ativo naquele movimento passei por várias hierarquias, chegando de membro simples e cooperador a diácono e pastor.
Casei-me no dia 13 (treze) de setembro de 1992, e tenho uma filha que nasceu no dia 13 de agosto de 1994, que seguem a doutrina protestante.
Meu desempenho era fecundo, me distingui principalmente pela oposição ferrenha contra MARIA e os dogmas Católicos.

Até que um dia recebi dos pregadores goianos um convite para fazer parte num congresso de jovens que seria realizado nos dias 13, 14, 15 e 16 de maio de 2000, na cidade de Goiânia- GO.

Aceitei e viajei para aquela cidade, chegando dia 12 de maio à tarde.

Em Goiânia aluguei um mini apartamento não muito distante do Centro.

À noite, perto da uma hora da manhã, do dia 13 de maio, já havia terminado o trabalho para o dia seguinte e posto tudo em ordem; panfletos também seriam distribuídos nas portas das Igrejas Católicas ( esta distribuição de material protestante/evangélico estava voltada especialmente para a Igreja da Imaculada Conceição e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), com o objetivo de convidar os católicos para participarem do congresso e também renunciarem à fé que professavam. Estava tudo organizado como planejei.
Foi assim que naquele momento percebi que havia mais alguém naquele lugar ( estava só, pois deixei a família em casa), um perfume suave de rosas tomou conta daquele lugar. Senti uma paz que preencheu todo o meu ser. Quando me virei deparei- me com uma mulher a minha frente:
Mãos postas, olhava para o alto, dos olhos descia uma lágrima, vestido longo, branco, manto azul que se derramava pelo chão qual água transparente: fiquei paralisado e pensei: deve ser uma estátua dessas que os católicos gostam! Mas ela estava viva , ali na minha frente. Perguntei:

- Quem é a Senhora? Então Ela desceu o rosto do alto e me olhou: o seu olhar foi até o mais profundo de minha alma, desnudou- me e me senti um nada.
Aquela luz que emanava Dela, fez desaparecer tudo: paredes, teto, chão. Entendi que estava diante Daquela que tanto ataquei e combati;

- Sou a Amada do Poderoso.
A mui bendita entre as mulheres.
Geratriz da Graça Divina, pois em mim se alojou o Verbo de DEUS.
Sua boca se mexia, mas as palavras saiam do seu coração e iam direto ao meu.

- A Senhora é a Santa Maria dos Católicos?

- Sou a Mãe dos cristãos e da humanidade.
Por mil títulos me honram, por mil nomes me chamam.
Meus Filhos me chamam de Mãe, o Poderoso me chama Bendita!
- As pessoas oram muito e falam no seu nome.
- E deves rezar também, mas seja sempre DEUS louvado.
Se me chamam não deixo que esperem, sou pronta em atender, chego no momento, sempre na hora certa, pois onde há necessidade, aí haverá socorro.
AS RESPOSTAS DE MARIA
Nossa Senhora me respondeu coisas que há dez anos eu questionava.
Continuou ela: Viestes tirar a Mãe dos filhinhos? Sem Ela para onde irão eles? Disseste “Jesus lhes basta!” Eu porém vos digo, quem honra o Filho honra o Pai e quem honra a Mãe, a todos honram.
Aqueles que como tu, querem dos filhos a Mãe tirar, por intermédio de persuasões e raciocínios errôneos, são tristes almas carentes, ignoram o amor, desconhecem o carinho que vem do ser materno, não honraram talvez os próprios paizinhos, feriram os corações das mãezinhas minhas amadas, causando- lhes feridas mortais.

Deves tu amar profundamente o Altíssimo e deves amar e honrar aos paizinhos; eu te convido se queres, e ou tem entendimento consigo, provar e ver, pois nem todos ( outros protestantes) como tu, haverão de gozar o privilégio da resposta.

Meu coração é todo amado do Poderoso, eu O honrei e O adorei bem antes que tu existisse e dele provei depois do labor as delícias dos céus; Dele vi os jardins celestiais, a extensão do Seu Reino infinito e poderes sempiternos.

O seu amor pousa no coração do justo e o Seu espírito o segue, aonde quer que Ele vai, ou se move.Ele está presente em todas as Suas obras, em tudo quanto existe e tudo Ele forma e cria, tudo Ele ama e acolhe. Tudo foi feito por Ele e para Ele; a causa primária de todas as coisas, e não há detalhes no Universo que Ele não conheça ou não dê importância; sua mente se estende ao incomensurável, podes afirmar.
Entretanto, tu não conheces a extensão da sua própria vida; os homens são limitados e frágeis, são errantes e vacilantes e não obstante as suas hesitações e porque adquiriram algum conhecimento, não podendo ser Deus, querem ser pelo menos iguais a Ele. Ainda vos digo que, antes de tu nascer, eu era já a amada do Todo Poderoso, então vos pergunto:

Por ventura tu conheces mais perfeitamente a Ele, do que Eu?
Foste tu quem gerou para o mundo o meu filho, por Decreto do Altíssimo? Se assim fosse, então as minhas dores lhe pertencem!
O Espírito do Senhor me buscou na Terra, e por várias gerações me aguardou; o Poderoso e sua corte exultaram ao ver- me dos céus sua Eleita, e muito mais ao “SIM”que trouxe à humanidade a liberdade plena.
Portanto converta o teu riso em pranto e muda a tua rota, não tentes ao Poderoso, não tornes para mim um tropeço, porque a tua ação é sem conhecimento de causa, porque a Justiça do Todo Poderoso é fogo consumidor , e contra Ele nada subsiste.

Não queiras provar daquilo que não imaginas, não se aplique mais a investigar com veemência a suferfluidade das coisas, busque apenas o que é essencial.

Não vim para ser servida pelos filhos, mas ensinar aos filhos a amar e servir incondicionalmente ao Pai, alvo da minha fé, e razão da fé de todos. Esse é o trabalho do Cristo e é também o meu, por conseguinte.

Não procuro os vivos, mas os mortos, não busco os que riem, mas os que choram, procuro no mundo os desesperados e sem fé, os desiludidos e sem forças, os desanimados e contritos, os humilhados e abatidos, os presos, os pobres, os vazios e sem paz. E a cada um desses que me chamarem eu os receberei e efetivamente lhes mudarei os seus rumos; Eu os porei em liberdade, e os convidarei a serem Legionários, servos do Altíssimo, instrumentos, testemunhas vivas do Cristo e defensores fiéis da Santa Igreja. Se aceitarem, uma só Promessa lhes farei, a de descansarem para sempre no meu Imaculado Coração, nas moradas do Poderoso e Sumo- DEUS.

Agora, pois, lhe apresento o coração que ferias, e eis as espadas cravadas pelas ofensas tuas e dos que não me conhecem ( nesse momento abre o manto e me mostra o coração sangrando e cheio de espadas).
- Não devem os filhos a Mãe ferir, mas ama –la e honra- la.
Ainda que me reneguem, Eu por minha parte serei fiel.

Portanto se queres de Deus o perdão, deves tirar do coração que ferias, as espadas profundamente cravadas por tuas ofensas.

Ainda vos digo e a hora é esta de rezar plenamente, eis o instrumento do vosso ofício (me mostrou o rosário) reze o Rosário para adorar, amar e servir, sejas o último a comer, beber e receber.

Reze ao Pai para Adora- lo, reze todos os dias e honrai os pastores da Santa Igreja porque cuidam da sua saúde (a alma); a eles ouça e os obedeça, ame a Santa Igreja e os seus fiéis servidores, honra e obedeça os seus preceitos.
Dedique um dia durante a semana a rezar e suplicar pelo ancião de dias ( o Santo Padre) honre a ele e o chame de Santo porque o seu serviço é Santo. Reze pela unidade da casa, pelas famílias e pelos antagonistas da sã doutrina.
A todos dizei (e uma só vez) que fiquem na posição que foram chamados, sendo fiéis à Santa Igreja, honrando os anjos, santos e apóstolos do Senhor, como já lhes foram ministrados desde o princípio.

A ninguém tentes convencer, dos incrédulos o Pai se encarregará.

II PARTE
AS REVELAÇÕES DE NOSSA SENHORA

Todas as religiões tiveram seus reveladores (ou instrumentos que deram início a estes), embora estejam longe de haver conhecido toda a verdade, tiveram sua razão de ser providencial. Porque eram com efeito apropriadas ao tempo e ao meio a que viviam e falavam e a quem eram relativamente superiores. Apesar dos erros da sua doutrina humanas não deixaram de agitar os espíritos e por isso mesmo de semear os germes do progresso rumo à preparação do Advento do Messias e Salvador. E mais tarde devia alastrar- se como de fato trouxe ao sol brilhante da sã doutrina libertadora e reconciliadora em sua mais pura expressão: O Cristo.

Eu vos digo que dia virá que todas as crenças se fundirão em uma grande e vasta unidade neste dia em que o sol da Justiça romper triunfante nos corações humanos em forma do Salvador: as nuvens negras se dissiparão dando lugar por sua vez ao início da era da fé e da razão que vencendo todos os liames do preconceito existentes se romperão e se renderão ao meu Imaculado Coração. Nestes dias dirão: será a volta triunfal de Cristo. Mas por enquanto ainda as religiões tem sido instrumentos constantes de demolições mútuas, mas ai dos que se prestarem a serem causa de escândalos. Agora pois um temporal se aproxima porque dos confins da Terra subiu uma forma escura qual garra medonha se ousou interpor entre o Altíssimo e os habitantes da terra para separa- los; ventos, sangue, trevas, suor e fogo, os gêmeos d’outros tempos nascidos ressurgiram de mãos unidas e de par a par circulam a Terra, e têm feito milhões de asseclas, têm plantado em muitos corações seus estandartes aos desapercebidos que acessíveis às suas pérfidas sugestões seguem em sentido anti horário aos da Divindade Santa e a cada dia, meses e anos, agrupam- se, agremiam- se e aumenta- se o numero dos que se perderão, dos que fazem e admitem associações doravante cada vez mais em conluio com as trevas e seus ministros.
- E tu o que sabes da ira vindoura? E do passado de si mesmo não se lembra se não se abrir teus olhos o Criador e o entendimento por intervenção dos santos, os homens todos se perderiam na eterna incógnita, por que Aquele que repartiu aos homens o saber e a ciência por medida de esforço individual de cada um é o mesmo quem os permite a compreensão de seus próprios ensaios. O s que subiram da Terra precedidos pela negra coluna têm atrás de si seus aguilhões com dentes no estômago devoram corações, os seus nomes são: a incredulidade e o materialismo. Por isso Mister se fez ao Criador derramar nos últimos tempos o meu Espírito sobre o orbe terreno para conter a marcha voluptuosa dos que viriam depois. São os agravos, blasfêmias, invejas, ódios destruidores, todo um conjunto, um exército do inferno; podes compreender agora porque se aplica: a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra o príncipe dos demônios ( Ef 6,12).

- Sementes de destruição semeados na boa eira durante a noite enquanto dormias (Mt 13,24) - por isso necessidade urgente em por lhes freio.

E em meio a tantos e complexos sistemas tua sôfrega voz se levanta contra o atífice e construtor: Deus que vos liberta; ao pronunciar palavras contra a sua escudeira, que pelo globo tem percorrido, contratando fiéis servidores para o Altíssimo para militarem pela causa Divina suprema da salvação dos homens, pela reparação e arrependimento da reconciliação – da conscientização geral do que foi realmente o calvário, que o meu sacrifício de amor me conduziu ao monte. Portanto não digas ainda que convertam a uma fé que nem tu mesmo compreendes, porque o Criador que até mesmo em seus anjos vê defeito quanto mais em ti casa d’argila. Assim sendo a linguagem do Altíssimo doravante será contundente a respeito de seus filhos. Um vento vem aí, e varrerá por muitos anos a humanidade, aqueles que se deixarem seduzir não resistirão.
Saibas que o Poderoso criou todos os homens iguais pela dor, pequenos ou grandes, ignorantes e esclarecidos nivelam- se, e essa igualdade é uma sublime previdência do Altíssimo que quer que seus filhos instruídos pela experiência comum não pratiquem o mal, desculpando- se com a ignorância dos seus efeitos.

Por amor dos filhos meus me mostrei, me revelei, me derramei ao Altíssimo, por amor de vós por isso saia do meio deles, mas não te detenhas em proclamar o que vistes e ouvistes, não temas, a Minha presença é seu sinal sob o nome dos 03 (Três) intangíveis; o Meu manto é proteção eficaz e constante amparo contra os espinhos envenenados do mal; auxílio sou bem presente no momento extremo da dor, porque...

Ao meu comando se moverão os céus e se erguerão as estrelas do firmamento. No mar do meu amor te navegas agora, constante e avante, não pares, caminha, e se preciso for voe sobre as nuvens dos problemas porque asas se te darão, se fores cercado por quatro lados e se te veres sem saída eu te tirarei por cima. Aos meus filhos descendência de Abraão dirás: não gerei filhos para servir de cauda mas por cabeça os gere, Para louvar o Senhor. Resista às paixões do mundo, cumpra o seu dever de filho, enfrente as devassidões porque é uma bravura d’alma afrontar as angústias da luta; ame ao Criador sem O qual nada se faz, não te perca mais – deixe as fileiras intempestivas do antagonismo, abandone a obstinação no que é tortuoso e sem proveito não contes com sua vã sabedoria para te salvar. Ame, honre, adore e exalte ao imutável, que se rasgou qual véu do templo, de alto a baixo, (Mt 27, 51), para que não só contemplasse a glória do que é incorruptível; porque não foi uma janela mas uma porta que se abriu por suas entranhas ainda que estreita.
Saibas enfim que naquele dia simultaneamente o Meu Imaculado Coração também se rasgou, pelo que glorifiquei e glorificarei ainda mais ao meu Criador.
Finalmente, não te percas buscando sinais que te façam crer, basta- lhe este, uma vez apenas, porque nenhum outro é tão significativo quanto o sinal realizado no altar do Sacrifício. Ame ao Pai mais que as suas criaturas, e as suas criaturas mais que a si mesmo.

- A suprema felicidade consiste em cumprir essa Lei de amor, entrareis assim no gozo de todos os esplendores da criação;

- O Altíssimo concede- lhes pelo sentimento do dever cumprido na consciência humana, completo alívio.

- É do vosso conhecimento que felicidade sem mescla não existe nesta atmosfera;

- O homem se levanta qual sol sem luz, estrela sem brilho, lâmpada sem óleo, imagina- se na possibilidade de penetrar todas as coisas.

- Realizar obras grandiosas para reparar as faltas é o que todos deviam se empenhar.

- O homens tornaram- se ávidos de tudo quanto possa agita- lo e perturba- lo e coisa singular, parece propositalmente criar- se tormento quando deveria evita- lo . As idéias estão na razão do que sabem.

- O Poderoso sempre tocado de compaixão pelas misérias humanas do alto chama a todos: Voltei filhos meus – voltem para mim. Derramarei consolações naqueles que orarem e suplicarem no Rosário das vitórias – não deixarei de atende - los, para que não haja desânimo. Voltem- se a Deus pelas orações do Santo Rosário .

- Quantas dores porém teriam evitado se tivessem abandonado o orgulho e o egoísmo. A Ciência humana é parcial. A profecia humana é imperfeita.

- Amar é uma ciência e provém de Deus, no amor tudo se aperfeiçoa. Ame ao seu semelhante presente e ausente, os que vê e os não vê.

- A ciência humana sem Deus é gota comparada ao oceano de riquezas imensas.

- As potestades Santas que assistem ao Criador, cujo nome se pronuncia com temor e tremor – cobrem- se os olhos, a boca e os pés.

- Trago nos braços os ramos, olhai, são pobres alminhas infelizes que no meu itinerário conduzo à casa materna, quiseram na Terra nascer, mas a mão criminosa os interrompeu. Os outros ausentes filhos – pensas que nada deles mais existe, porém eles choram e lamentam as suas indiferenças, ingratos – não deveriam cumprir a Lei de amor, rezando pelas pobrezinhas? Mas o egoísmo tem voz mais altiva, pelo que ai dos ingratos. O poderoso os ferirá. Ai da mão criminosa que ousar interromper a lei natural do Criador, matando os inocentes. Uma pedra as esmagará. Ai dos que não rezarem pelo alívio dos sofrimentos dos que padecem, estarão um dia talvez, na mesma posição. E então como o rico nas chamas pedirão ao Pai que lhes envie Lázaro, para refrescar- lhes a língua com uma gota nos seus dedos. ( Luc. 23- 16)
- Sou a Ponte e a escada de Jacó pela qual anjos sobem e descem levando e trazendo dos céus bênçãos celestes, as Divinas inspirações, o Divino conforto, sem os quais se perderiam os filhos nas trevas, por isso ouça agora, minha voz ressoa qual som das lira dos arcanjos. É como chuva de orvalho numa manhã de sol, é como a garoa do Ermon que desce da colina de Sião. É como o som do Universo, calma e branda, pura e maviosa.
- Sou a Semeadora, a Repetidora, a Porta voz do Cristo Salvador, e sempre doce ouvir. Renuncia: não does de si o que sobra – porque nada lhe pertence. O Criador de tudo é Senhor. Mas se tudo é Dele, é também por Ele. Tudo lhes dará de necessário. Porque o pai abre seus tesouros para dar aos seus filhos o Seu eterno benefício, orai sem cessar e os muros ruirão ( Jos.6, 20), pelo que louvai ao Senhor, louvai ao Senhor ( Sal. 105- 1), porque é bom e sua Misericórdia dura para sempre.

Perguntei- lhe:
- Como fazer para me lembrar de tudo isso?
- Essas Palavras ficarão gravadas nas tábuas de Carne de seu coração.
- E o que fazer para me salvar?
- Fazei tudo o que Ele vos disser... fazei tudo o que Ele vos disser... (Jo. 2, 5).

Ela foi desaparecendo...
Quando tudo terminou o sol estava nascendo; eu me vi totalmente outro, um homem novo, maravilhado e cheio de amor por essa Mãe que é de Deus e nossa.
Obrigado Pai, Obrigado Mãe...!
Com amor, seu filho Sérgio.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e nossa Mãe Maria Santíssima!
Para sempre sejam Louvados!