Aparentemente sim. Em sua famosa Carta a um Católico Romano, Wesley se refere a Maria como aquela que "tanto antes quanto depois dela trazê-Lo [=Jesus], continuou virgem pura e imaculada".Outros protestantes também professaram esta antiga doutrina cristã. Martinho Lutero, João Calvino e Ulrich Zwinglio, por exemplo, também afirmaram que Maria permaneceu virgem após o nascimento de Cristo.
ESTE BLOG NÃO VISA A CRIAÇÃO DE UM CONFLITO RELIGIOSO, MAS SIM MOSTRAR AS MENTIRAS DE ALGUMAS SEITAS PROTESTANTES QUE SURGEM TODOS OS DIAS,PARA OS CATÓLICOS QUE ANDAM PERDIDOS EM MEIO A TANTA INFORMAÇÃO ERRADA SOBRE A IGREJA DE CRISTO QUE NADA MAIS É DO QUE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.marcou a frase de um famoso ex-protestante que dizia: “Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar ao protestantismo”. (John Henry Newman, ministro ex-protestante convertido ao catolicismo).
terça-feira, 20 de outubro de 2009
CNBB participa de encontro com líderes de outras religiões
Judeus, muçulmanos, cristãos, hindus, budistas e representantes de religiões africanas e indígenas estão reunidos, em Brasília (DF), para discutir pontos convergentes entre as crenças e definir estratégias para a paz. Entre os líderes religiosos participantes estão o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da CNBB, Dom José Alberto Moura, o grão rabino Yona Metzgero, o Xeique Armando Saleh, da Mesquita Brasil, de São Paulo, o representante do Budismo Tibetano na América do Sul, Lama Rinchen, e o embaixador de Israel, Giora Becher.O encontro, que termina nesta terça-feira, 20, debate ainda temas como família, ciência, comunicação, identidades e globalização. “Queremos criar um terreno comum, para saber como as religiões pensam, o que mudou e o que têm em comum para que haja fomento do respeito e da tolerância, valores fundamentais para a paz”, afirmou a diretora da Organização não Governamental Amisrael e organizadora da reunião, Kélita Machado.
O evento vai resultar em um documento final, com os posicionamentos das religiões e na adoção, em conjunto, de textos sagrados em prol da paz.
O evento vai resultar em um documento final, com os posicionamentos das religiões e na adoção, em conjunto, de textos sagrados em prol da paz.
domingo, 18 de outubro de 2009
INTERCESSÃO DOS SANTOS
Antigo Testamento- Macabeus (2 Mac 15,11-15). Judas contou-lhes a visão que teve, onde Onias, sacerdote já falecido e Jeremias, intercediam por eles:"Narrou-lhes ainda uma visão digna de fé uma espécie de visão que os cumulou de alegria. Eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de caráter ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na prática de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu.Em seguida havia aparecido do mesmo modo um homem com os cabelos todos brancos, de aparência muito venerável, e nimbado por uma admirável e magnífica majestade. Então, tomando a palavra, disse-lhe Onias: Eis o amigo de seus irmãos, aquele que reza muito pelo povo e pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus. E Jeremias, estendendo a mão, entregou a Judas uma espada de ouro, e, ao dar-lhe, disse: Toma esta santa espada que Deus te concede e com a qual esmagarás os inimigos." (2Mac 15, 11-15)Catecismo da Igreja:O §2692 diz: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita”.Concílio Vaticano II (LG, 49):“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49).“Sacrosantum Concilum” sobre a Liturgia:“Na Liturgia terrena, antegozando, participamos da Liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado a direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador. ”(SC, 8).“Os Santos sejam cultuados na Igreja segundo a tradição. Suas relíquias autênticas e imagens sejam tidas em veneração. Pois as festas dos Santos proclamam as maravilhas de Cristo operadas em Seus servos e mostram aos fiéis os exemplos oportunos a serem imitados. ” (SC, 111)Exemplos dos Santos:Santa Teresa era devotíssima de São José “Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma... A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus...De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida".São Domingos de Gusmão, moribundo, dizia a seus irmãos:“Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”.Santa Teresinha do Menino Jesus dizia antes de morrer: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”. “Desde a mais tenra idade que, em minha alma, se confundiam o amor a São José com o da Santíssima Virgem”. (“História de uma alma”)A Tradição da IgrejaOrígenes de Alexandria († 250), no seu “Tratado sobre a Oração”, recolhe as passagens bíblicas que falam da intercessão dos Santos e dos profetas, e faz a seguinte reflexão: as virtudes cultivadas nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os Santos falecidos exercem seu amor para com os irmãos na terra mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades desses peregrinos. (Ver “Sobre a Oração” n.º 11,2).São Jerônimo (340-420), doutor da Igreja: “Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil. 6)Santo Hilário de Poitiers (310-367), bispo e doutor da Igreja, garantia que: “Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”.São Cirilo de Jerusalém (315-386): bispo de Jerusalém e doutor da Igreja, afirmava que:“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires; para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas”.S. Tomás de Aquino († 1274) professa semelhante doutrina. Pergunta, na Suma Teológica (11,11,83, 11), se os Santos na pátria rezam por nós. E responde afirmativamente; sim, a oração pelos outros decorre do amor ao próximo. Ora, quanto mais perfeitos no amor forem os Santos na outra vida, tanto mais hão de rezar pelos peregrinos na terra, a fim de os ajudar a chegar à vida eterna.O Concílio de Trento(1545-1563) em sua 25ª Sessão, confirmou que : “Os santos que reinam agora com Cristo, oram a Deus pelos homens. É bom e proveitoso invocá-los suplicantemente e recorrer às suas orações e intercessões, para que vos obtenham benefícios de Deus, por NSJC, único Redentor e Salvador nosso. São ímpios os que negam que se devam invocar os santos que já gozam da eterna felicidade no céu. Os que afirmam que eles não oram pelos homens, os que declaram que lhes pedir por cada um de nós em particular é idolatria, repugna à palavra de Deus e se opõe à honra de Jesus Cristo, único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2,5)”.Os mortos não estão dormindoA Carta aos Hebreus:“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)São testemunhas que nos acompanham nesta luta de hoje:“Portanto também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto” (Hb 12,1).Dogma de fé proclamado pelo Papa Bento XII em sua Constituição “Benedictus Deus” no ano de 1336, e o Concílio universal de Florença, na Itália, as reafirmou em 1439, na seguinte declaração:“As almas daqueles que, depois do Batismo, não se tiverem manchado em absoluto com alguma mancha de pecado, assim como as almas que, depois de contraída alguma mancha de pecado, tiverem sido purificadas ou no corpo ou fora do corpo,... essas almas todas são recebidas no céu e vêem claramente o próprio Deus em sua Unidade e Trindade, como Ele é; umas, porém, vêem mais perfeitamente do que outras, conforme a diversidade de méritos de cada qual. Quanto às almas daqueles que morrem com pecado atual e mortal... sem demora são punidas no inferno por penas que variam para cada qual”. (Denzinger , Enquiridio 693).Concílio Vaticano II (LG, 49) “Até que o Senhor venha na sua majestade e todos os anjos com ele (cf Mt 25,31), e até que lhe sejam submetidas, com a destruição da morte, todas as coisas (cf. 1Cor 15,26-27), alguns dos seus discípulos peregrinam na terra, outros, já passados desta vida, estão se purificando, e outros vivem já glorificados, contemplando "claramente o próprio Deus, uno e trino, tal qual é"... Em virtude da sua união mais íntima com Cristo, os bem-aventurados confirmam mais solidamente toda a Igreja na santidade, enobrecem o culto que ela presta a Deus na terra e muito contribuem para que ela se edifique em maior amplitude (cf. 1Cor 12,12-27). Porque foram já recebidos na Pátria e estão na presença do Senhor, (cf 2Cor 5,8) - por ele, com ele e nele - não cessam de interceder em nosso favor junto do Pai, apresentando os méritos que - por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, (cf. l Tm 2,5)... Na verdade, a solicitude fraterna dos bem-aventurados ajuda imenso a nossa fraqueza.” (LG, 49)Novo Testamento:Em Mateus 10,28 Jesus diz: “não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma (‘psyché”); temei, antes, aquele que pode fazer perecer na geena o corpo e a alma”. O texto afirma a sobrevivência da alma após a destruição do corpo da pessoa.Em Lucas 16,19-51, na parábola do rico e do pobre Lázaro, Jesus apresenta a sobrevivência consciente tanto dos justos como dos injustos. O rico após a morte vai para um lugar de tormento; e o pobre para um lugar de gozo. Isto enquanto a vida continua na terra, quer dizer, antes da volta de Jesus. O rico tinha cinco irmãos que poderiam também se perder também; e mostra que os defuntos sobrevivem após a morte e recebem já o prêmio ou o castigo. A ressurreição da carne completará a ordem e a harmonia que a alma santa já desfruta após a morte.Ap 6, 9-11 - “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.” (Ap 6,9-11)As almas do justos martirizados aspiram, na presença de Deus, à plena restauração da ordem e da justiça violadas pelo pecado; e assim, esperam algo que ainda não aconteceu, e que vai acontecer só na Parusia. Embora elas já estejam revestidas de vestes brancas, que é símbolo da vitória final e da bem-aventurança, continuam a acompanhar a nossa história, aguardando com expectativa o julgamento do Senhor.
A Igreja existe para anunciar a esperança, diz Papa
Na manhã deste domingo, 18, o Papa Bento XVI, antes da oração do Ângelus, falou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, sobre o compromisso missionário cristão, devido ao Dia Mundial das Missões, celebrado hoje, e o Sínodo dos Bispos para a África, em andamento no Vaticano. O Papa pediu a todos os fiéis que ajudem espiritual e materialmente a Igreja Católica nos países mais pobres..: Leia a íntegra da mensagem do Papa para o Dia Mundial das MissõesBento XVI destacou que o Dia das Missões constitui para cada comunidade eclesial e para todos os cristãos uma forte chamada ao empenho de anunciar e testemunhar o Evangelho a todos, em particular aos que ainda o não conhecem. Trata-se de testemunhar e transmitir a luz de Deus, revelada pelo Messias e que se reflete no rosto da Igreja. É a luz do Evangelho que guia os povos à constituição de uma grande família, na justiça e na paz, sob a paternidade do único Deus bom e misericordioso. A Igreja existe para anunciar esta mensagem de esperança a toda a humanidade, sublinhou o Papa.
Em todo o mês de outubro e, de modo especial no terceiro domingo, a Igreja põe em relevo a sua vocação missionária. “Guiada pelo Espírito Santo, a Igreja sabe estar chamada a prosseguir a obra do próprio Jesus, anunciando o Evangelho do Reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”, destacou o Papa.
“Este Reino já está presente no mundo como força de amor, de liberdade, de solidariedade, de respeito da dignidade de cada homem, e a comunidade eclesial sente premer no coração a urgência de atuar para que se realize plenamente a soberania de Cristo”, enfatizou.
Todos os membros e articulações da Igreja cooperam neste projeto, segundo os diversos estados de vida e os carismas – reconheceu Bento XVI, que prosseguiu recordando expressamente os “missionários”, em sentido estrito:
“Quero recordar os missionários e as missionárias – padres, religiosos, religiosas e voluntários leigos – que consagram a sua existência a levar o Evangelho ao mundo, enfrentando também privações e dificuldades e por vezes até mesmo autênticas perseguições”.
Bento XVI recordou os missionários seqüestrados, mortos e perseguidos em seu trabalho e pediu aos católicos que os sustentem. Entre eles, o Santo Padre destacou dois: “Padre Ruggero Ruvoletto, sacerdote fidei donum, recentemente assassinado no Brasil e o padre Michael Sinnot, religioso irlandês, sequestrado poucos dias atrás nas Filipinas”.Padre Rogério, como era conhecido no Brasil, foi assassinado em sua habitação, no dia 19 de setembro passado, aos 52 anos. Vivia em Manaus, há dois, e era encarregado de diversos projetos, entre os quais a construção de uma escola para crianças e um centro para ensinar a língua italiana.
Padre Michael Sinnot é um missionário de 79 anos que foi seqüestrado nas Filipinas em 11 de outubro passado. O sacerdote tem dois bypass* e foi recentemente operado do coração.
Ao final, o Papa agradeceu as Pontifícias Obras Missionárias pelo precioso serviço que oferecem na animação e na formação missionária e destacou o espírito de sacrifício e de amor a Cristo e à sua Igreja que está emergindo no Sínodo dos Bispos para a África.
Nos últimos dias, no Sínodo, os bispos denunciaram à Assembleia a perseguição sofrida pelos cristãos no Sudão, onde ataques violentos são freqüentes. Em alguns episódios, fiéis foram crucificados em árvores nas florestas.E ao comentar que neste dia a Igreja celebra a festa do evangelista São Lucas, Bento XVI recordou o respectivo Evangelho e os Atos dos Apóstolos: “Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de São Francisco Xavier e de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeiros das missões
Em todo o mês de outubro e, de modo especial no terceiro domingo, a Igreja põe em relevo a sua vocação missionária. “Guiada pelo Espírito Santo, a Igreja sabe estar chamada a prosseguir a obra do próprio Jesus, anunciando o Evangelho do Reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”, destacou o Papa.
“Este Reino já está presente no mundo como força de amor, de liberdade, de solidariedade, de respeito da dignidade de cada homem, e a comunidade eclesial sente premer no coração a urgência de atuar para que se realize plenamente a soberania de Cristo”, enfatizou.
Todos os membros e articulações da Igreja cooperam neste projeto, segundo os diversos estados de vida e os carismas – reconheceu Bento XVI, que prosseguiu recordando expressamente os “missionários”, em sentido estrito:
“Quero recordar os missionários e as missionárias – padres, religiosos, religiosas e voluntários leigos – que consagram a sua existência a levar o Evangelho ao mundo, enfrentando também privações e dificuldades e por vezes até mesmo autênticas perseguições”.
Bento XVI recordou os missionários seqüestrados, mortos e perseguidos em seu trabalho e pediu aos católicos que os sustentem. Entre eles, o Santo Padre destacou dois: “Padre Ruggero Ruvoletto, sacerdote fidei donum, recentemente assassinado no Brasil e o padre Michael Sinnot, religioso irlandês, sequestrado poucos dias atrás nas Filipinas”.Padre Rogério, como era conhecido no Brasil, foi assassinado em sua habitação, no dia 19 de setembro passado, aos 52 anos. Vivia em Manaus, há dois, e era encarregado de diversos projetos, entre os quais a construção de uma escola para crianças e um centro para ensinar a língua italiana.
Padre Michael Sinnot é um missionário de 79 anos que foi seqüestrado nas Filipinas em 11 de outubro passado. O sacerdote tem dois bypass* e foi recentemente operado do coração.
Ao final, o Papa agradeceu as Pontifícias Obras Missionárias pelo precioso serviço que oferecem na animação e na formação missionária e destacou o espírito de sacrifício e de amor a Cristo e à sua Igreja que está emergindo no Sínodo dos Bispos para a África.
Nos últimos dias, no Sínodo, os bispos denunciaram à Assembleia a perseguição sofrida pelos cristãos no Sudão, onde ataques violentos são freqüentes. Em alguns episódios, fiéis foram crucificados em árvores nas florestas.E ao comentar que neste dia a Igreja celebra a festa do evangelista São Lucas, Bento XVI recordou o respectivo Evangelho e os Atos dos Apóstolos: “Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de São Francisco Xavier e de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeiros das missões
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quando a Igreja alemã excomungou o nazismo
Importante descoberta da "Pave the Way Foundation"Por Antonio GaspariNOVA YORK, quinta-feira, 1º de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Nada de "Papa de Hitler". Nada de colaboradores voluntários do nazismo. Alguns documentos encontrados na Alemanha pela Pave the Way Foundation (PTWF) provam que, desde setembro de 1930, os bispos católicos haviam excomungado o Partido Nazista de Hitler.Nos documentos achados por Michael Hesemann, colaborador da PTWF, consta que, em setembro de 1930, três anos antes que Adolf Hitler subisse ao poder, a arquidiocese de Mogúncia condenou de forma pública o Partido Nazista.Segundo as normas publicadas pelo Ordinário de Mogúncia, estava "proibido a qualquer católico inscrever-se nas filas do Partido Nacional-Socialista de Hitler"."Aos membros do partido hitleriano não era permitido participar de funerais ou de outras celebrações católicas similares.""Enquanto um católico estivesse inscrito no partido hitleriano, não podia ser admitido aos sacramentos."A denúncia da arquidiocese de Mogúncia foi publicada em primeira página pelo L'Osservatore Romano, em um artigo de 11 de outubro de 1930.O título do artigo é: "Partido de Hitler condenado pela autoridade eclesiástica". Nele se declarava a incompatibilidade da fé católica com o nacional-socialismo.Nenhuma pessoa que se declarasse católica podia converter-se em membro do partido nazista, sob pena da exclusão dos sacramentos.Em fevereiro de 1931, a diocese de Munique confirmou a incompatibilidade da fé católica com o Partido Nazista.Em março de 1931, também a diocese de Colônia, Parderborn e as das províncias de Renânia denunciaram a ideologia nazista, proibindo de forma pública qualquer contato com os nazistas.Indignados e furiosos pela excomunhão emitida pela Igreja Católica, os nazistas enviaram Hermann Göring a Roma com a petição de audiência com o secretário de Estado Eugenio Pacelli. No dia 30 de abril de 1931, o cardeal Pacelli rejeitou encontrar-se com Göring, que foi recebido pelo subsecretário, Dom Giuseppe Pizzardo, que tinha a tarefa de anotar tudo o que os nazistas pediam.Em agosto de 1932, a Igreja Católica excomungou todos os dirigentes do Partido Nazista. Entre os princípios anticristãos denunciados como hereges, a Igreja mencionava explicitamente as teorias étnicas e o racismo.Também em agosto de 1932, a Conferência Episcopal alemã publicou um documento detalhado no qual eram dadas instruções de como relacionar-se com o Partido Nazista. Nele, estava escrito que era absolutamente proibido aos católicos que fossem membros do Partido Nacional-Socialista. Quem desobedecesse, seria imediatamente excomungado.Também estava escrito que "todos os Ordinários declararam ilícito pertencer ao Partido Nazista", porque "as manifestações de numerosos chefes e publicitários do partido têm um caráter hostil à fé" e "são contrárias às doutrinas fundamentais e às indicações da Igreja Católica".Em janeiro de 1933, Adolf Hitler chegou ao poder e as associações católicas alemãs difundiram um folheto intitulado: "Um convite sério em um momento grave", no qual consideravam a vitória do Partido Nacional-Socialista como "um desastre" para o povo e para a nação.No dia 10 de março de 1933, a Conferência Episcopal alemã, reunida em Fulda, enviou um apelo ao presidente da Alemanha, o general Paul L. von Beneckendorff und von Hindenburg, expressando "nossas preocupações mais graves, que são compartilhadas por amplos setores da população".Os bispos alemães se dirigiram a von Hindenburg manifestando seu temor de que os nazistas não respeitassem "o santuário da Igreja e a posição da Igreja na vida pública". Por isso, pediram ao presidente uma "urgente proteção da Igreja e da vida eclesiástica".Os bispos católicos haviam previsto isso, mas não foram escutados.Os documentos encontrados pela PTWF são de notável importância porque põem um fim às repetidas calúnias que pretenderam manchar a Igreja Católica como diligente colaboradora do nazismo, quando na verdade foi a primeira em denunciar sua periculosidade.
Sínodo para acabar com sangue fratricida na África
O relator geral, cardeal Turkson, expõe os temasPor Jesús ColinaCIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O Sínodo dos Bispos da África procura levar finalmente paz e justiça à África, continente dessangrado por conflitos fratricidas, assegurou nesta segunda-feira seu relator geral, ao expor para discussão os temas da assembleia.O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, arcebispo de Cape Coast (Gana), na longa relação anterior à discussão, redigida em inglês (ele não a leu inteira, mas o Vaticano a publicou em sua integridade), explicou que o objetivo deste sínodo consiste em que os católicos do continente se convertam sem "servos da reconciliação e do restabelecimento da justiça".Em sua análise, o purpurado africano, de 60 anos, mostrou como o continente e a própria Igreja mudaram, desde 7 de maio de 1994, quando João Paulo II concluiu formalmente em Roma o primeiro sínodo africano.No começo do pontificado do Papa Karol Wojtyla, o número de católicos africanos era de aproximadamente 55 milhões. Em 1994, ano em que se celebrou a 1ª Assembleia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos, seu número era de cerca de 102.878.000 de fiéis, isto é, 14,6% da população africana.Hoje, dos 943.743.000 habitantes da África, os católicos são 164.925.000, isto é, 17,5%, revelou pouco antes o arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos.Do primeiro sínodo da África, que teve por tema "A Igreja na África e sua missão evangelizadora frente ao ano 2000. ‘Sereis minhas testemunhas' (Atos 1, 8)", surgiu a exortação apostólica pós-sinodal assinada por João Paulo II com o título Ecclesia in Africa, em Iaundé (Camarões), no dia 14 de setembro de 1995.O segundo sínodo africano, que concluirá no dia 25 de outubro, presidido por Bento XVI, tem por tema "A Igreja na África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz. ‘Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo' (Mt 5, 13.14)".Por isso, o cardeal Turkson apresentou com estas palavras o desafio que a Igreja tem agora em seu continente: "de ser ‘família de Deus' (evangelizadores), como disse o primeiro sínodo, deve passar a contar com filhos que sejam ‘servos' (ministros=diakonoi) da reconciliação, da justiça e da paz".Esta reconciliação, esclareceu, deve ser "com Deus (vertical) e entre os seres humanos (horizontal)".Os católicos africanos terão de desempenhar este trabalho em um contexto social, que foi exposto pelo cardeal sem pudores.O problema econômico da África, ilustrou, explica-se pelo mau governo."Isto explica o paradoxo da pobreza de um continente que é, sem dúvida, um dos mais ricos de potencialidades do mundo. A consequência desta ‘equação governo-economia' é que quase nenhum país africano consegue respeitar as próprias obrigações de orçamento."Outro dos desafios sociais que este sínodo enfrenta, segundo o purpurado, são as "terríveis pressões" às quais a família está submetida, "por uma crescente proposta de uniões e relacionamentos alternativos, desprovidos de conceitos de uniões duradouras, não-heterossexual em caráter e sem o intuito da procriação".Entre os temas expostos para a discussão, está o "tráfico de drogas e o tráfico de armas", motivos da instabilidade de muitos dos seus países.O cardeal apresentou também os delitos ecológicos que afetam a África: "As cúpulas mundiais sobre as mudanças climáticas, emissões verdes de gás, degradação da camada de ozônio, como a que acontecerá em dezembro em Copenhague, deve incluir um pedido de apoio da África", afirmou.A análise sociológica do cardeal terminava explicando que "a África foi sobrecarregada por muito tempo pela mídia com tudo que é repugnante à humanidade"."Esse é o tempo de ‘mudar a marcha' e ter a verdade sobre a África dita com amor, promovendo o desenvolvimento do continente, que poderia ajudar o bem-estar de todo o mundo", afirmou em sua exortação aos bispos.Na assembleia, participaram 244 membros, 78 dos quais são participantes ex oficio, 129 eleitos e 36 de nomeação pontifícia. Deles, 33 são cardeais, 79 arcebispos e 156 bispos. Quanto aos cargos que desempenham, 37 são presidentes das conferências episcopais, 189 são bispos ordinários, 4 coadjutores, 2 auxiliares e 8 (arce)bispos eméritos.Antes de começar a discussão, o cardeal Turkson disse a todos: "Jesus Cristo, depois de ter sido revelado através das Escrituras como nossa reconciliação, justiça e paz, agora chama e autoriza os seus discípulos na África e nas ilhas a dedicarem-se, como sal e luz, à construção da Igreja na África como uma verdadeira família de Deus, através dos ministérios da reconciliação, justiça e paz, exercidas no amor, como seu mestre".Na tarde desta segunda-feira, começaram as discussões diante da assembleia sinodal, com intervenções livres, informes sobre as relações dos diferentes continentes com a África e uma análise sobre a aplicação da exortação apostólica Ecclesia in Africa, realizados por diferentes bispos.O cardeal Turkson interveio depois de uma meditação de abertura oferecida pelo Papa aos participantes do sínodo, na qual explicou que a Igreja não é uma organização, mas o fruto do Espírito Santo.
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