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domingo, 7 de agosto de 2016

Maria Sempre Virgem?

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A Igreja Católica definiu como um dogma de fé que a Virgem Maria permaneceu virgem durante toda a sua vida (não só no parto, como depois do parto e antes do parto). Eles chamam-nas de “aeipathernos” (“sempre-virgem”).
NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Todos os padres da Igreja são favoráveis a virgindade perpétua de Maria. Podemos ler vários artigos sobre isto com uma simples busca no Google. Se tem algum que negou, foi apenas Tertuliano de Cartago. Tertuliano foi um bispo católico que discordava de muitos pensamentos do clero, abandonado-a e abraçando a heresia montanista.
Seus escritos, entretanto, ainda tem certo valor, pois ele era um padre muito antigo. Ele foi o único cristão que interpretou a Bíblia de uma forma diferente, alegando que Maria teve outros filhos. Milhares de padres se revoltaram obviamente contra sua ideia, pare eles absurda. Um século após sua morte, Jerônimo afirma que “De Tertuliano não direi senão que não pertenceu à Igreja.”
(Jerônimo de Estridão, Contra Helvídio, 19). De resto, só hereges defenderam que ela teve filhos carnais. No século IV, já se considerava heresia antidicomarianita quem defendesse essa ideia, com Epifânio, Jerônimo, Ambrósio e Agostinho sempre na luta pela defesa da virgindade perpétua de Maria.
NA BÍBLIA
VIRGEM ANTES DO PARTO
ISAÍAS 7,14
“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7,14)
O termo grego utilizado foi o termo “almah”. Um judeu diria que isso significa uma “jovem mulher”, e não uma “virgem”. Entretanto, o almah era usado na cultura judaica para descrever mulheres muito jovens que ainda não haviam se casado. O termo para indicar uma “mulher jovem” em geral, que não fosse  uma jovem mulher solteira não é nem almah, mas naarah. Almah só é usado sete vezes na Bíblia, todas indicando virgens (Gn 24,43; Ex 2,8; Sl 68,25; Pr 30,19; Ct 1,3; Ct 6,8). Isaías indica que “almah” representava uma Virgem, pois isso era sub-entendido. Por isso, os judeus do século III a.C. confirmaram o que foi dito anteriormente, traduzindo o termo para “pathernos”, que significa “virgem”.
MATEUS E LUCAS
Além de Isaías, os primeiros capítulos de Mateus e Lucas deixam claro que Maria não conhece varão e não teve Jesus a partir de uma relação sexual.
VIRGEM NO PARTO
ISAÍAS 7,14
“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7:14)
Se Maria não desse a luz como uma virgem, uma virgem não haveria dado a luz. Por isso, Maria continuou virgem dando a luz a Cristo fisicamente. Pode parecer estranho, mas Jesus entrou na casa com portas fechadas (João 20,19), não conseguiria ele sair do útero de sua mãe sem destruir sua integridade virginal?
CÂNTICO DOS CÂNTICOS 4,12
“És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada.” (Cânticos 4:12).
Logo esta profecia, chamada pelos teólogos de Hortus Conclusus é uma prova da virgindade de Maria in partum, ainda no Antigo Testamento. Muitos padres da Igreja interpretaram esta passagem mariologicamente, destaca-se Jerônimo de Estridão[1].
VIRGEM DEPOIS DO PARTO
EZEQUIEL 44,2
“Ele reconduziu-me ao pórtico exterior do santuário, que fica fronteiro ao oriente, o qual se achava fechado. O Senhor disse-me: Este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor, Deus de Israel, aí passou; ele permanecerá fechado. O príncipe, entretanto, enquanto tal, poderá aí assentar-se para tomar sua refeição diante do Senhor. Ele entrará pelo vestíbulo do pórtico e sairá pelo mesmo caminho.” (Ezequiel 44:1-3)
Esse pórtico é o útero de Maria, onde o Espírito Santo passou, e onde só o príncipe da paz (cf. Is 9,6) poderá passar. Tomás de Aquino, citando Agostinho, explica:
“Está escrito (Ezequiel 44,2): “Esta porta ficará fechada, não se abrirá, e ninguém passará por ela; porque o Senhor o Deus de Israel entrou por ela”. Expondo estas palavras, diz Agostinho em um sermão (De Annunt Dom III..): “O que significa este portão fechado na casa do Senhor, exceto de que Maria deve estar sempre inviolável? O que significa que “nenhum homem deve passar através dele”; se não que José não deve conhecê-la? E o que é isso – “porque o Senhor, Deus de Israel, por aí passou”– exceto que o Espírito Santo iria engravidá-la, e que o Senhor dos anjos nascerá dela? E o que significa isso- “ele permanecerá fechado“- se não que Maria é uma virgem antes de seu nascimento, virgem no seu nascimento, e uma virgem depois de seu nascimento?” (São Tomás de Aquino, Summa Theologica, III, 28,3).
LUCAS 1,34
“Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?” (Lucas 1:34)
Maria, a mãe de Jesus, afirmou ao anjo Gabriel que “não conhecia varão” (cf. Lc 1,34). Em grego, o termo “conhecer”, indica ter relações sexuais; e o termo “varão”, do grego ἄνδρα, indica qualquer homem, incluindo um noivo ou marido [2]. Isso pode realmente, confirmar seu “voto” de virgindade à Deus como diziam as comunidades cristãs desde pelo menos, o século II.
JOÃO 19,27
“E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (João 19:27)
Jesus, na cruz, entrega Maria aos cuidados de João, filho de Salomé. Se Maria tivesse outro filho, seria impossível isto ocorrer, pois ela teria que ir para o que era seu e não para o que era alheio, mas, uma vez que ela não teve outros filhos, Jesus foi obrigado a dá-la aos cuidados de outra pessoa.
OBJEÇÕES
Irmãos de Jesus
Mateus 1,25
Termo Primogênito
Ossuário de Tiago
NOTAS
[1] Jerônimo utiliza Cânticos 4,12 em Adversus Jovinianum 1:31; PL 23, 253 e também em sua Carta 48,21.
[2] O termo utilizado “ἄνδρα” é o mesmo termo usado nas traduções gregas de Mateus para indicar o “marido” (Mt 1,16) de Maria.
Fonte Eletrônica;
https://igrejamilitante.wordpress.com/2016/07/12/maria-sempre-virgem/

A doutrina de dois pesos e duas medidas Ciro Zibordi

O auto proclamado pastor Ciro Zibordi é mais um dos vários pregadores evangélicos que desenvolvem esforços com o objetivo de atacar a Igreja Católica e sua doutrina.
Em um de seus textos, onde pretendia doutrinar uma católica que lhe havia escrito, Ciro Zibordi produziu uma confusão de idéias de tal grandeza que ficou claro que sua doutrina anda de lá para cá e de cá para lá conforme sua conveniência.
O pastor Ciro Zibordi escreveu:
“Não me venha com essa teoria extrabíblica e antibíblica de que os irmãos de Jesus eram primos, pois a própria Bíblia diz claramente que o Ele foi o primogênito de Maria, isto é, o seu primeiro filho (Lc 2.7).
Disponível em 09/10/2015 –
Nossos comentários:
O pastor Ciro foi enfático. Segundo ele, o texto é claro ao afirmar que os irmãos de Jesus são de fato irmãos. 
E ele ainda acrescenta que sendo Jesus o primogênito de Maria, lhe parece óbvio que Maria teria tido outros filhos.
O pastor Ciro Zibordi é literal. Leva tudo ao pé da letra.
Mas será mesmo que Ciro Zibordi leva tudo ao pé da letra ? Claro que não. Ciro Zibordi é literal apenas quando lhe interessa. Sua doutrina de dois pesos e duas medidas é demonstrada no mesmo texto.
Ciro, tão literal quanto aos “irmãos” de Jesus, repentinamente deixa de ser literal quando se confrontado pela católica a partir do seguinte texto:
“Pedro, tu és pedra…”
Ciro Zibordi responde do modo mais evangélico possível, ou seja, com outra pergunta: “Onde está escrito na Bíblia que Pedro foi o primeiro papa…?”
Ciro deseja enxergar a palavra “papa” na Bíblia.
Mas não exige para si próprio um texto que afirme que Maria e José tiveram outros filhos.
No texto sobre os “irmãos” de Jesus, Ciro deduz que os tais irmãos eram filhos carnais de Maria e José.
Por outro lado, no texto e que Jesus diz que Pedro é a pedra, Ciro, até então o “dedutor” evangélico, repentinamente não deduz mais nada.
Vejamos o texto bíblico que não parece claro para Ciro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mateus 16,18
Para justificar sua rebeldia contra a Bíblia, Ciro Zibordi ainda elenca os “defeitos” de Pedro, que na sua visão lhe desqualificariam para o cargo de líder e chefe da Igreja:
Ciro Zibordi: “Primeiro, Cefas era repreensível (Gl 2.11) — é claro que Bento XVI também o é. Segundo, ele era casado (Mt 8.14,15). Terceiro, pobre (At 3.6). Quarto, nunca recebeu adoração ou veneração (At 10.25,26).
Outrossim, quando foi mesmo que Pedro esteve em Roma?”
Nossos comentários:
Ciro Zibordi questiona os critérios de Jesus. Segundo ele, Pedro não é perfeito e, portanto, não poderia ocupar o cargo. Ciro Zibordi pretende ensinar a Jesus como se deve escolher o chefe da Igreja.
E assim quase se cumpre: “O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa. Quem não crê como eu está destinado ao inferno.” (Martinho Lutero)
A profecia de Lutero não se cumpriu, porque enquanto Lutero julgava que seu juízo e o juízo de DEUS eram a mesma coisa, Ciro Zibordi considera que seu juízo está acima do juízo de Jesus, senão vejamos:
Ciro Zibordi diz que Pedro era repreensível. E citou Gl 2, 11.
Ciro Zibordi só leu a parte de Galátas que lhe interessou. Esqueceu-se do seguinte texto: “Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios.” Gálatas 2, 8
Dizer que Pedro era repreensível não é novidade. A Igreja Católica ensina há 2.000 anos que Pedro era pecador.
O papa é pecador. Por isto mesmo o papa se confessa a outro sacerdote.
O próprio Jesus advertiu a Pedro: “Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” Mateus 16,23
Mas Ciro Zibordi “esqueceu” que o mesmo Jesus também disse a Pedro: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Mateus 16,19
Certamente Ciro não gostou quando Jesus entregou a Pedro e somente a Pedro as chaves do reino dos céus.
E também não gostou de outro texto, onde Jesus outorgou a Pedro autoridade sobre o rebanho:
“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” João 21,17
Ciro não aceita os critério de escolha de Jesus. Para Ciro é preciso ser perfeito para ser papa ou líder. Só não precisa ser perfeito para ser pastor evangélico.
Ciro Zibordi põe em dúvida a escolha de Jesus: “…Cefas era repreensível.”
Deixemos o próprio Senhor Jesus Cristo responder ao inconformado Ciro Zibordi:
Jesus já conhecia o caráter impulsivo e eventualmente vacilante de Pedro: “…Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces.” Lucas 22,34
Mas Jesus também conhecia o poder de liderança do apóstolo: “Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.” Lucas 22,32
Mesmo que Pedro não fosse um líder nato, Ciro Zibordi como bom evangélico deveria conhecer a máxima que é repetida aos quatro ventos pelos seus pares: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.”
Ora, a frase em questão também não está na Bíblia. Nem por isto podemos negar que DEUS pode operar todas as coisas, inclusive capacitar aqueles a quem ele escolheu.
Tampouco podemos ignorar que Jesus Cristo cura, salva e liberta, muito embora na Bíblia esta frase não nos seja apresentada textualmente.
Sabemos destas coisas por conta dos contextos.
Da mesma forma, sabemos pelo contexto e pelas determinações de Jesus que Pedro era o chefe dos apóstolos. Ele recebeu missões e prerrogativas diferenciadas.
O que Ciro não gostou foi o fato de que Jesus reconhece Pedro como pecador e lhe concede ainda assim o dom da Infalibilidade. Pedro não é “impecável”, mas infalível quando ensina. Ciro não gostou porque considera Pedro repreensível.
Contudo São Paulo, o mais letrado dos apóstolos, se fez o menor entre todos. “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.” 1 Coríntios 15:9
São Paulo não fundou igrejas evangélicas e nem se autoproclamou pastor.
E muito diferente de Ciro Zibordi, São Paulo obedeceu Jesus Cristo, acatando a liderança de Pedro:
“…Assim, Paulo e Barnabé foram designados, juntamente com outros, para irem a Jerusalém tratar dessa questão com os apóstolos e com os presbíteros.” Atos 15:2
E ainda: “Depois de muita discussão, Pedro levantou-se e dirigiu-se a eles: “Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem.” Atos 15,7
Ciro Zibordi só lê o que quer. O que ele não gosta no evangelho ele descarta.
Então se cumpre: “Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.” (Santo Agostinho)
Ciro Zibordi também diz que Pedro era casado.
Mas o antes “literal” Zibordi nesta questão em particular subitamente não faz questão de texto algum para provar de forma cabal que Pedro era casado.
Pedro talvez fosse viúvo.
Pedro tinha sogra. Isto indica que Pedro algum dia teve esposa.
Mas pelas Escrituras não fica claro se, naquela altura, Pedro tinha esposa ou não.
A certeza de Ciro Zibordi de que Pedro estava casado quando seguiu Jesus não é a certeza da Igreja primitiva.
Clemente de Alexandria dizia que a esposa de Pedro morreu martirizada. Por outro lado, contemporâneos seus diziam que Pedro era viúvo.
Sobretudo, Ciro Zibordi fingiu desconhecer a instrução de São Paulo :
“Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.” 1 Coríntios 7:7-9
São Paulo não condena nenhuma das formas. Casados ou celibatários podem e devem servir ao Senhor Jesus.
E nem a Igreja Católica condena ambas as formas. O celibato não é dogma de fé, mas é matéria regimental. A Igreja poderá revogá-lo quando quiser.
É fato que Pedro, ao se tornar apóstolo, deixou tudo o mais para seguir ao Senhor:
Ciro Zibordi também fingiu não saber: “ E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mateus 19:29).
E apesar do gesto de amor de Pedro, tudo que Ciro Zibordi quer saber é onde está escrito na Bíblia que Pedro foi o primeiro papa?
Ora, também não existe a palavra “Trindade” na Bíblia, mas Ciro Zibordi acata a doutrina da Trindade, ensinada ao mundo pela Igreja Católica, de que há um DEUS uno e trino. Um só DEUS em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Ciro quer a palavra “Papa” na Bíblia, mas não faz questão da palavra “Trindade” que ele próprio usa com desenvoltura. Disponível em 09/10/2015 –http://cirozibordi.blogspot.com.br/2009/07/por-que-trindade-e-uma-doutrina-biblica_15.html
A questão é clara. Ele quer “papa” na Bíblia porque pretende atacar o catolicismo.
Ele não faz questão da palavra “Trindade” na Bíblia porque pretende advogar tal doutrina.
Da mesma forma, Ciro Zibordi não faz questão da palavra protestantismo, Lutero ou Igreja Evangélica.
E usando o mesmo critério dúbio, Ciro Zibordi seguramente quer textos claros para o Purgatório, Assunção de Maria e Batismo infantil.
Mas rejeita os textos claros que falam da Bem-Aventurança de Maria (Lucas 1, 48), a recitação do Pai Nosso (Mateus 6, 9-13), a confissão dos pecados ao sacerdote (João 20, 23) e a Eucaristia (João 6, 51-58).
E por certo o Sr.Ciro Zibordi, agora não tão literal como antes, também rejeita os textos que condenam sua maneira peculiar de ser cristão, se não vejamos:
Ciro despreza a Igreja: Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” 1 Timóteo 3:15
Ciiro “interpreta” a margem da igreja que é, no singular, única coluna e sustentáculo da verdade: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 2 Pedro 1:20
Ciro diz que a Bíblia é suficiente, quando a própria Bíblia diz que as escrituras são úteis: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2 Timóteo 3:16
Ciro julga que para ter vida eterna é preciso entender de Bíblia, sendo que Jesus já no passado condenou os Doutores que “conheciam” as escrituras e não foram capazes de perceberem a chegada do Messias: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e elas mesmas são as que dão testemunho de mim.” João 5:39
Ciro quer falar sobre catolicismo sem antes aprender. Esqueceu que toda instrução vem pelo ouvir e não pela leitura particular: “Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo”. Romanos 10, 17
Finalmente, Ciro Zibordi é alguém que certamente condena a Tradição. Outro texto onde o “Literal” Ciro deixa de ser Literalmente literal: 2 Ts 2,15 – “Assim, pois, irmãos, ficai inabaláveis e guardai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta”.
E se o Sr.Ciro Zibordi ainda quer saber na Bíblia onde está escrito que Pedro foi Papa, nós também podemos perguntar ao Sr.Ciro Zibordi: “Onde está na Bíblia que Pedro não foi o papa ?
E também perguntamos ao Sr.Ciro Zibordi:
Onde está na Bíblia que teve segunda guerra mundial ?
Onda está na Bíblia que não se deve fumar ?
Onde está na Bíblia que Martinho Lutero poderia reformar a Igreja ?
Onde está na Bíblia que o Senhor Ciro Zibordi pode se proclamar pastor ?
Onde está na Bíblia que alguém pode abrir Igreja Evangélica ?
Diga-nos ainda Pastor Ciro Zibordi:
Qual é a doutrina da tua igreja para a contracepção ?
Qual é a doutrina da tua igreja para o meio ambiente ?
Qual é a doutrina da tua igreja para fertilização em laboratório ?
Qual é a doutrina da tua igreja para o Marxismo ?
Ou será que Ciro Zibordi ensina que Jesus não tem opinião para estes temas ?
E nos dê a mesma oportunidade que você tem para fazer críticas, expondo:
Os dogmas da tua igreja;
Os concílios da tua igreja;
Os credos da tua igreja;
As encíclicas e bulas da tua igreja.
Ou será que Ciro Zibordi acha mesmo que tudo pode ser encontrado na Bíblia.
Seguramente que não.
O próprio Ciro Zibordi escreveu livros.
Quer dizer que os livros de Zibordi servem para consulta e a tradição católica e os documentos da igreja não servem ?
Ciro Zibordi ainda pergunta quando foi que Pedro esteve em Roma ?
Ora, Ciro Zibordi, que crê na “missão” de Martinho Lutero para reformar a Igreja (vide o seu texto na internet – http://cirozibordi.blogspot.com.br/2010/10/qual-e-relacao-entre-o-dia-da-reforma-o.html) , ao mesmo tempo que não faz questão de que o protestantismo e a reforma tenham previsões bíblicas, agora quer provas de que Pedro esteve em Roma.
Quer um vídeo, Sr.Ciro Zibordi, de Pedro na Praça Navona ou na Praça de Espanha?
O Sr.Zibordi disse: “Não me venha com essa teoria extrabíblica e antibíblica de que os irmãos de Jesus eram primos, pois a própria Bíblia diz claramente…”
E usando suas próprias palavras nós podemos dizer:
Ora, Sr.Ciro, não nos venha com essa teoria extrabíblica e antibíblica de que o pastor teve uma visão para fundar uma igreja evangélica, pois a própria Bíblia condena claramente a divisão do corpo de Cristo. Romanos 16:17, João 17:21, Efésios 4:4-6, 1 João 2:19, 2 Pedro 2:1,2
Se Ciro Zibordi aceita o testemunho do homicida Lutero e se Ciro Zibordi aceita o testemunho de qualquer pastor sobre a fundação de denominação evangélica, haverá de aceitar os testemunhos dos cristãos primitivos:
Orígenes (185-254) “…Pedro finalmente veio à Roma, e foi crucificado com a cabeça para baixo.”
Irineu bispo de Lyon, na Gália (por volta de 202) afirma na sua obra, Contra as Heresias, III,1: “Pedro e Paulo estavam pregando em Roma, e lá que estabeleceram as bases da igreja.”
Ainda Irineu em Contra as Heresias, III, 2 “…a tradição derivada dos apóstolos, da igreja muito grande, muito antiga e universalmente conhecida, fundada e estabelecida em Roma pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo.”
Tertuliano, por volta do ano 218, “aqueles a quem Pedro batizou no Tibre”
(Sobre Batismo, 4). Em seu trabalho Prescrição contra os hereges, ele diz que a igreja de Roma “afirma que Clemente foi ordenado por Pedro.”
Clemente de Alexandria (+ 220), menciona a visita de Pedro à Roma para lidar com Simão, o Mago.
Arnóbio de Sica (307 d.C) no século IV, diz: “Na própria Roma … eles se apressaram em abandonar os costumes de seus ancestrais, para juntar-se à verdade cristã, porque eles tinham visto o orgulho de Simão, o Mago , e sua impetuosa carruagem despedaçados pela boca de Pedro” (Adv. Gentes, II. 12).
O Eusébio (+ 324) observa que Pedro “parece ter pregado através de Pontus, Galácia, Bitínia, Capadócia e Ásia, e finalmente chegando à Roma, foi crucificado de cabeça para baixo, a seu pedido.” Em outros lugares em seus escritos, Eusébio afirma que “Paulo foi sido decapitado em Roma e Pedro ter sido crucificado ….”
Caso o Senhor Ciro Zibordi tenha interesse na verdade, o que não parece ser o caso, sugerimos para consulta o seguinte texto:
Independentemente da consulta que Ciro Zibordi poderá fazer aos textos que sugerimos, poderá também, usando o mesmo critério que usa contra seus oponentes, perguntar a si próprio:
“ONDE ESTÁ NA BÍBLIA QUE PEDRO NÃO ESTEVE EM ROMA ? “
OU,
“ONDE ESTÁ NA BÍBLIA QUE JESUS CONDICIONOU O CARGO DE PAPA À VISITA E ESTADIA EM ROMA ?”
Ciro Zibordi é ainda um “juiz” implacável, ao proferir a “sentença” à senhora que lhe escreveu: “A senhora está ciente de que desobedientes são aqueles que não seguem a Palavra de Deus? O que ela diz acerca do Senhor Jesus tem algum valor para a senhora?”
Caro Sr.Ciro Zibordi, a Bíblia ensina que Jesus deu a Pedro as chaves do céu.
Jesus deu a Pedro poderes para ligar e desligar na terra.
Jesus ainda deu a Pedro duas missões especiais. Apascentar o rebanho e confirmar a todos na fé.
E nós perguntamos ao Sr.Ciro usando suas próprias palavras:
O que o Senhor Jesus decidiu acerca de Pedro tem algum valor para o Senhor ?
O senhor está ciente de que desobedientes são aqueles que não seguem a Palavra de Deus ?
Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Romanos 14:22
Mas não são apenas os textos da Bíblia que Ciro Zibordi gosta de fatiar e escolher dali apenas a doutrina que lhe interessa.
Em outro texto seu, onde exalta a Reforma Protestante e Martinho Lutero, o autonomeado pastor cita de forma imprecisa:
“…começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa, ao afixar na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações.”
Disponível em 09/10/2015 -http://cirozibordi.blogspot.com.br/2010/10/qual-e-relacao-entre-o-dia-da-reforma-o.html
Ciro Zibordi ignorou que entre as 95 teses de Lutero que ele citou, encontravam-se:
Tese 77 de Martinho Lutero: “A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.”
Tese 78 de Martinho Lutero: “Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.”
Ao contrário de Ciro Zibordi, o pai do protestantismo não só reconhecia Pedro como São Pedro, bem como associava o apóstolo ao cargo máximo da Igreja Católica.
Sobre a confissão dos pecados ao Sacerdote, aqui também Ciro Zibordi parece não conhecer uma das teses de Lutero:
Tese 7 de Martinho Lutero: “ Deus não perdoa o pecado a ninguém sem fazê-lo sujeitar-se humildemente ao sacerdote, que é seu representante.”
Lutero reconhece ainda a atuação do Espírito Santo sobre o Papa. Algo que, naturalmente, Ciro Zibordi condena:
Tese 9 de Martinho Lutero: “9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.”
Ciro Zibordi induz seus leitores ao erro quando sugere que as teses de Martinho Lutero praticamente só falavam contra as indulgências: “ … eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências.”
E omite que algumas das teses falam a favor das indulgências:
Tese 71 de Martinho Lutero: Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
Ciro Zibordi, que acha que o papa, para fazer jus a São Pedro deveria ser pobre e diferente de Martinho Lutero, não reparou que o reformador enxergou no pontífice tais predicados:
Tese 51: Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
Como se vê, até mesmo das teses de Lutero o pastor Ciro Zibordi parace escolher apenas o que lhe agrada.
Ciro Zibordi filosofando e, como não poderia deixar de ser, incoerente pedindo a intercessão do santos, ainda diz:
“… que conexão existe entre o Dia da Reforma, o Dia das Bruxas e o Dia das Eleições? De que modo eles se relacionam? Neste dia, existe um grande risco de os bruxos vencerem as eleições. Quem lê entenda. E, por isso, a oração de todos os santos que prezam a Reforma Prostestante é: “Senhor, não permita que os bruxos sejam eleitos”.
E usando mais uma vez suas próprias palavras, nós perguntamos:
Que conexão existe entre Lutero, Zibordi e a Bíblia ?
E aos Santos Católicos, infalivelmente canonizados, pedimos: “Senhor, traga a todos e não apenas os bruxos ao porto da verdade católica.”
Quem além de Ciro Zibordi e dos bruxos ainda duvida que Pedro tenha sido papa ?
Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Repudiamos ataques pessoais ou à honra e à dignidade de qualquer pessoa. Não admitimos cerceamento ou preconceito religioso de qualquer espécie.
Autor: Anderson Dantas – Livre divulgação mencionando-se o autor
Horário: julho 21, 2016 às 8:13 am
Endereço IP: 187.14.5.27
URL Formulário de Contato: https://igrejamilitante.wordpress.com/contacto/
Enviado ao seu site por um visitante não identificado.
Fonte Eletrônica;
https://igrejamilitante.wordpress.com/2016/07/22/a-doutrina-de-dois-pesos-e-duas-medidas-de-ciro-zibordi/

domingo, 10 de julho de 2016

Lutero: A verdadeira história



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Lutero vivia uma autêntica religiosidade. Teve uma experiência pessoal de Deus, um autêntico sentido do pecado e da própria nulidade, a qual vencia por uma entrega total a Cristo e uma confiança cega nele e em sua redenção. Possuía um sentido trágico da miséria humana, um grande apego à oração e uma imensa confiança na graça. A tudo isso, unia um grande amor pelos pobres. Lutero tinha sido feito para inflamar as massas populares e convencer e agitar os ouvintes.
O dom de comando, nele, se unia a uma irradiação interior e grande sensibilidade pelos outros. Era dotado de caráter forte, unilateral, impulsivo e de forte subjetivismo. Autêntica e profunda era sua religiosidade, mas com tendência ao autoritarismo e violência. Mesmo reconhecendo nele toda a seriedade religiosa, faltou-lhe uma autêntica humildade, a capacidade de ouvir os outros e a Igreja. Lutero saiu da Igreja após séria luta e sem ter intenção de fazê-lo.
Tornou-se reformador na luta contra uma interpretação do catolicismo que de fato era cheia de deficiências. Deixou a Igreja para descobrir aquilo que é o centro da própria Igreja: o primado da graça. A Reforma foi provocada pelos católicos, pois Lutero era católico, monge sério e sincero, que nunca quis deixar de ser católico. Séculos de aversão a Roma, envolvida na política internacional, mergulhada no Humanismo, a decadência da própria vida católica alemã, fizeram com que boa parte da população alemã visse na pregação de Martinho Lutero o renascer do verdadeiro Cristianismo.
DADOS BIOGRÁFICOS DO REFORMADOR ALEMÃO
Martinho Lutero (Martin Luther) nasceu em 1483 em Eisleben, de pais camponeses. Vencendo as limitações econômicas da família, entre 1501-1505 estudou na Universidade de Erfurt. Em 18 de julho de 1505, após muitas dúvidas e reflexões, entrou no Convento dos Eremitas Agostinianos de Erfurt, onde foi ordenado padre em 1507. Lutero, em 1512, é superior do Convento Agostiniano de Wittenberg, doutor em teologia e em exegese bíblica, lecionando sobre as Cartas Paulinas aos Gálatas e aos Romanos.
Lutero, por uma formação religiosa deficiente, onde contava muito o peso e o medo da condenação eterna, sofria o pavor do inferno, era escrupuloso. Alcançou a paz interior entre 1512-1513, na famosa Experiência da Torre (Turmerlebnis): após muita oração, Deus lhe permitiu descobrir que a salvação é dada ao homem somente pela fé em Cristo, como puro dom, e não como recompensa pelas obras (Rm 1,17). Sentiu paz interior e nunca mais a perdeu, mesmo no ardor do combate reformador.
A PREGAÇÃO DAS INDULGÊNCIAS E O INÍCIO DA REFORMA
O príncipe Alberto de Brandenburgo, arcebispo de Magdeburgo e de Halberstadt, estava necessitando de grande soma financeira, pois, não satisfeito com as duas dioceses, queria uma terceira, a poderosa e rica Mogúncia (Mainz). Para adquirir o direito, o papa Leão X facultou-lhe a venda das Indulgências, pois também precisava de dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro. A Indulgência, na doutrina da Igreja, é a remissão das penas devidas pelos pecados já perdoados e podem ser alcançadas pela oração dos fiéis.
No clima do final da Idade Média, essa doutrina tinha-se corrompido e neurotizado, a ponto de se achar possível “comprar” a salvação mediante pagamento. Dizia-se: “Mal o dinheiro tilinta no cofre, uma alma respinga do purgatório”. Um horror para as almas sensíveis, como a de Lutero! Em 1515, o dominicano Johann Tetzel iniciou a pregação das Indulgências em Juterborg, com grande sucesso nas massas católicas, ansiosas por adquirirem a sua salvação e a de seus queridos. Lutero tomou contato com esse negócio e resolveu solicitar uma discussão com os teólogos e doutores.
Assim, em 31 de outubro de 1517 enviou a bispos e teólogos suas 95 Teses sobre as Indulgências, redigidas em latim (não é certo que as tenha afixado na capela do Castelo de Wittenberg). As Teses logo se espalharam pelo país, criando um clima amplamente favorável à insurreição religiosa. Surge grande movimentação popular, mas o papa Leão X não se preocupou, pois não queria desagradar ao príncipe eleitor Frederico da Saxônia, amigo de Lutero. Em 1518, em vão, o cardeal Caetano tentou convencer Lutero em Augsburg.
Em 1519, há uma discussão entre o teólogo católico J. Eck e o amigo de Lutero, Karlstadt, em Leipzig. Os dois lados consideraram-se vencedores, pois os dois campos não tinham mais um ponto de partida comum. Houve teólogos, humanistas e artistas que desejavam permanecer na fé católica, mas viam no movimento luterano um modo de renovar a fé cristã e os costumes eclesiásticos.
ROMPE-SE A COMUNHÃO ENTRE
ROMA E PARTE DA IGREJA ALEMÃ
O ano de 1520 marcou o ponto culminante da impossibilidade de um retorno à unidade eclesial. Lutero, influenciado pelos amigos humanistas, assume uma linguagem sempre mais radical e se erige em herói da revolta nacional alemã contra Roma. A linguagem religiosa mistura-se com o nacionalismo alemão e a atração sobre as massas torna-se quase irresistível. São do período os três escritos programáticos da Reforma: “À nobreza cristã da nação alemã”, “O cativeiro babilônico” e “A liberdade cristã”, nas quais expõe o novo ideal de vida de um cristão: livre de todas as coisas terrenas, mas servo de todos na caridade.
Ali iniciou a tradução da Bíblia para o alemão, partindo do texto original e cotejado com a Vulgata e a tradução de Erasmo. Uma grande obra, terminada em 1534 e que uniu mais ainda o povo alemão nos ideais da Reforma. Em 1522, organizou a “Missa alemã” e o novo culto da comunidade, com imenso sucesso popular: o culto é na língua alemã e os hinos seguem o espírito musical alemão. Lutero era também poeta e compositor e ele próprio compôs alguns hinos. Não havendo acordo, em 15 de junho de 1520 sai a bula papal “Exsurge Domine”, condenando como heréticas 41 Teses luteranas, que Lutero queima em praça pública. Em 3 de janeiro de 1521, é proclamada a excomunhão e, em 25 de maio, por ordem do imperador Carlos V, frei Martinho Lutero foi banido do Império. Para fugir do processo inquisitorial, nos anos 1521-1522 se refugiou no castelo de Wartburg, com o falso nome de Junker Jörg, onde procurou examinar sua consciência e sua vida, ver se não tinha ido longe demais. Sentiu-se em paz para continuar.
UM PONTO SEM RETORNO
No seu “exílio” em Wartburg, Lutero lançou um livro contra os votos religiosos, que conquistou para a causa luterana um grande número de monges e monjas. A Igreja parecia estar a caminho da autodestruição: muitos padres começaram a casar-se, os monges e monjas, primeiramente os agostinianos de Wittenberg (que depois dissolveram a Ordem), abandonaram os conventos. Em 1525, Martinho Lutero casou-se com a exmonja Catarina Bora. A debandada nos conventos foi o sinal mais claro e doloroso da decadência de mosteiros e conventos, onde muitos se encontravam constrangidos.
A Missa privada foi suprimida, a comunhão ministrada sob as duas espécies, as imagens afastadas do culto. No meio tempo surgiu um movimento radical, o dos anabatistas: julgando nulo o batismo das crianças, rebatizavam os adultos. A situação se agravava a cada dia. Cidades inteiras aderiram à Reforma e alguns príncipes o fizeram por interesse, pois os bens de mosteiros e conventos passariam para as suas mãos. A convulsão socialfez com que muitos intelectuais, príncipes e teólogos passassem a se opor a Lutero e, retornando à Igreja católica, lutar por sua reforma, mas permanecendo nela.
Os papas do período não parecem ter-se dado conta da gravidade da situação. Alguns viram a necessidade de uma reforma na “cabeça e nos membros”, da convocação de um Concílio Ecumênico, mas isso esbarrava no desejo de se conservarem todos os privilégios eclesiásticos. A Cúria romana queria uma reforma, mas sem nada perder.

Fonte Eletrônica;
https://igrejamilitante.wordpress.com/2016/05/08/lutero-e-a-fragilidade-humana/