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sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Besta do Apocalipse

apocalipsedianteronoUm dos símbolos mais mal entendidos no livro do Apocalipse é a besta que surge do mar no capítulo 13 (há também uma besta da terra, mas este artigo não focará nela).
São excessivas as especulações sobre a identidade da besta. Os anticatólicos frequentemente a identificam com um futuro “Império Romano restaurado”, o qual eles também querem conectar, de um modo ou de outro, com a Igreja Católica.
Para descobrir quem é a besta realmente, é preciso olhar seriamente para o texto em questão.
Frequentemente, as pessoas raciocinam assim: A besta tem dez chifres e surge do mar (13,1). Em Daniel 7, o profeta Daniel viu uma série de quatro bestas ascendendo do mar, a última das quais tinha dez chifres (Dn 7,7). Logo, a besta de João é a mesma que a quarta besta de Daniel. Aquela besta simbolizava o Império Romano. Logo, esta besta simboliza o Império Romano.
Um problema com este raciocínio é que ele foca somente na parte do simbolismo no Apocalipse 13. Não apenas a besta que João vê tem dez chifres, como a quarta besta de Daniel; ela tem também um corpo como de leopardo (13,2a), como a terceira besta de Daniel (7,6); pés como de um urso (13,2b), como a segunda besta de Daniel (7,5); e uma boca como um leão, como a primeira besta de Daniel (7,4). A besta que João vê, desta maneira, incorpora o simbolismo de todas as quatro bestas de Daniel, tornando impossível simplesmente identificá-la com a quarta da série.
Leia também: O Anticristo
Esta é parte da “fusão de imagens” que o Apocalipse contém. Assim como João viu anjos em torno do trono de Deus (4,6-8) que incorporavam elementos de ambos o serafim de Isaías (Is 6,2-3) e o querubim de Ezequiel (Ez 10,10-14), agora ele vê uma besta que incorpora elementos de todas as bestas de Daniel 7. Isso sugere que a nova besta seja como aquelas quatro – o mesmo tipo de coisa que elas são – mas não sejam identificadas com qualquer uma delas.
Um outro problema é que a quarta besta de Daniel não simboliza o Império Romano – pelo menos não como seu referente primário. Ao contrário, o seu referente central é o reino que resultou quando o reino de Alexandre o Grande desmoronou.
Entre os chifres da quarta besta de Daniel, surgiu um pequeno chifre particular que blasfemava contra Deus (7,8). Este pequeno chifre simboliza Antíoco IV (“Antíoco Epífanes”), o rei selêucida que conquistou Jerusalém, blasfemou contra Deus e profanou o templo, e introduziu a primeira “abominação da desolação” (Dn 11,31; 12,11; 1 Mac 6,7) instalando um ídolo de Júpiter Olimpo no lugar sagrado. (Há outros tempos que uma “abominação de desolação” foi introduzida, cf. Mt 24,15-16; Lc 21,20-21).
O que as quatro bestas de Daniel têm em comum é que todas elas são reinos pagãos que perseguiram e dominaram o povo de Deus, Israel. A besta de João é o mesmo tipo de coisa – uma conquista de um império pagão. Visto que vem depois das quatro bestas de Daniel, Roma é a candidata lógica. Mas não é um porvir, “Império Romano restaurado”. É a coisa real, o Império Romano pagão dos primeiros séculos. Isto é confirmado por diversas linhas de evidência.
Primeiro, o livro do Apocalipse é explícito em declarar que diz respeito a eventos que acontecerão “em breve” (1,1; 2,16; 3,11; 22,6; 7; 12; 20). Isso indica que a carga de acontecimentos do livro (aqueles que precedem o Milênio de Ap 20,1-10, no qual estamos vivendo agora) deveria acontecer brevemente depois que o livro fosse escrito, provavelmente na década de 60 d.C.
Segundo, sabemos que o número da besta é 666 e que este é o número do nome de um homem (13,18). Não coincidentemente, o Império Romano pagão perseguidor estava chefiado nos anos 60 depois de Cristo por César Nero, cujo nome somava 666 no sistema de letras e números hebraico. (Em hebraico, “Caesar Nero” = “NRWN QSR” = N 50 + R 200 + W 6 + N 50 + Q 100 + S 60 + R 200 = 666; uma grafia variante do nome, NRW QSR, soma 616, a qual alguns manuscritos têm no lugar de 666).
Terceiro, as sete cabeças da besta são identificadas com sete montanhas (17,9). Embora não seja certo, estas são provavelmente as sete colinas sobre as quais a cidade de Roma foi construída. (A Colina do Vaticano, entretanto, não era uma das sete; está no lado do rio Tibre oposta às sete.)
Assim sendo, há boa evidência de que a besta do mar seja o Império Romano pagão do primeiro século e, em especial, o imperador em sua chefia. Isto, novamente, é como as quatro bestas de Daniel, que foram descritas tanto como quatro reis (Dn 7,17) quanto quatro reinos (cf. Dn 7,23).cdscursobblico
Uma confirmação posterior é encontrada no Apocalipse falando do templo judeu como se ele ainda estivesse operando (11,1), mas logo ser pisoteado pelos gentios, junto com a cidade santa (11,2). Logo depois do reino de Nero, os gentios invadiram Jerusalém, pisotearam-no e destruíram o templo.
Isso sugere não somente que a besta correspondia ao Império Romano em geral e a César Nero em particular, como também que o próprio livro do Apocalipse foi escrito no começo dos anos 60, durante o reino de Nero, pouco antes da Guerra dos Judeus que levou à destruição de Jerusalém e do templo em 70 d.C.
***
Traduzido para o ”Veritatis Splendor” por Marcos Zamith.

Fonte: http://www.catholic.com/thisrock/1998/9812chap.asp
http://cleofas.com.br/a-besta-do-apocalipse/

12 Ensinamentos do santos doutores sobre a misericórdia

SANTIDADE1 – Ninguém se sinta seguro nesta vida, que é uma contínua tentação. Não aconteça que quem conseguiu ser melhor torne-se pior. Minha única esperança, minha única confiança, minha única firmeza é a misericórdia de Deus. (Santo Agostinho)
2 – Agrada sumamente a Deus, a nossa confiança em sua misericórdia, porque assim honramos e exaltamos aquela sua infinita bondade que Ele quis manifestar ao mundo nos criando. (Santo Afonso de Ligório)
3 – A oração constante obtém a misericórdia de Deus, mesmo para os que não são seus amigos. (Santo Afonso)cpa_na_escola_dos_santos
4 – O desprezo voluntário à Minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores. É o pecado que não será perdoado nem aqui nem no além. (Deus a Santa Catarina, Diálogos)
5 – Por falta de confiança na Minha misericórdia, corre-se o risco de cair no desespero, um dos enganos a que o demônio pode conduzir meus servidores. (Santa Catarina, Diálogos)
6 – Conservai o coração aberto ao Meu incomensurável perdão. (Santa Catarina, Diálogos)
7 – Nunca desanimes de pedir Meu auxílio. Não abaixes a voz ao suplicar a Minha misericórdia para o mundo. (Santa Catarina, Diálogos)
8 – O pecado de desespero desagrada-Me e prejudica os homens mais do que todos os outros males. (Santa Catarina, Diálogos)
9 – Quem desespera, despreza minha misericórdia e julga que seu pecado é maior que minha bondade. (Santa Catarina, Diálogos)
10 – É o pecado do desespero que conduz o homem ao inferno. (Santa Catarina, Diálogos)ensinamentodossantos
11 – Minha misericórdia é infinitamente maior do que todos os pecados que o homem possa cometer. Entristece-Me o fato de que alguém considere suas faltas maior que o Meu perdão. Esse é o pecado que não será perdoado nem neste século, nem no outro (Mt 12, 32). (Santa Catarina, Diálogos)
12 – Quanto mais nos sentimos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus. Porque, entre a misericórdia e a miséria, há uma ligação tão grande que uma não pode se exercer sem a outra. (São Francisco de Sales
Fonte Eletrônica;
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2016/04/22/12-ensinamentos-do-santos-doutores-sobre-a-misericordia/

Pastor “abençoou” propina do merendão do PSDB

A interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da máfia da merenda em São Paulo mostram que um vendedor da cooperativa Coaf pediu a benção de um pastor para transportar 80 mil reais em propinas. O vendedor Carlos Luciano estava preocupado porque um mês antes um outro integrante da quadrilha havia sido preso com 95,5 mil reais quando se aproximava da cidade de Taiúva, interior do estado.

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Na chamada realizada no dia 18 de novembro às 17h16, Carlos Luciano conversa com um pastor sobre a entrega. Carlos diz que está “angustiado” em função da remessa. O pastor responde “não é só você não, amanhã vamos ficar nóis (sic) tudo ansioso esperando a resposta”. Carlos diz que está levando uma “comissão” de 80 mil reais a uma “pessoa de confiança” e seria “onça sobre onça”, possivelmente se referindo a notas de 50 reais. Carlinhos diz esperar a “benção de Deus”.

O vendedor diz que “vai estar orando” e o pastor diz que “Deus vai cuidar”. Lopes acabou sendo preso no início desse ano junto de outros seis investigados. Todos já foram soltos.

Tirando da boca de crianças pobres, a fraude possibilitou só no ano passado ganhos de pelo menos 25 milhões de reais. Tudo ia muito bem, até que a gula dos merendeiros foi ficando cada vez maior, e brigas internas sobre quem levaria a maior parte desse bolo fez um integrante da cooperativa realizar a denúncia em uma delegacia de polícia.

A denúncia deu origem à operação Alba Branca, que apura o envolvimento direto de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa paulista, dos deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Nesta semana foram autorizadas a quebra de sigilo de Capez e de seus assessores. Todos já negaram as acusações.

Até o momento já foram citados em depoimentos e interceptações telefônicas os nomes dos secretários da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido; da Agricultura, Arnaldo Jardim; de Logística e Transportes, Duarte Nogueira e do ex-secretário de Educação Herman Voorwald do governo Alckmin.

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 Carta Capital

http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2016/02/pastor-abencoou-propina-do-merendao-do.html

Relação do tráfico no Rio com igrejas evangélicas em favelas é tema de livro

Autora cita templos que rejeitam e que aceitam 'salvação' de criminosos.
'Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral', relata.

Christina Vital da Cunha no lançamento do livro Oração de Traficante (Foto: Divulgação)
Autora no lançamento do livro 'Oração de Traficante' (Foto: Arquivo Pesosal/Christina Vital da Cunha)

O livro "Oração de Traficante" se propõe a discutir um tema polêmico e inédito: o crescimento das igrejas evangélicas nas periferias  do Rio, chegando às associações de moradores e, finalmente, ao tráfico de drogas. A obra é da pesquisadora e professora adjunta do Departamento de Sociologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) Christina Vital da Cunha e foi lançada em novembro do ano passado.

A tese de doutorado foi financiada e publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Nela, a autora mostra a resistência de certos templos pentecostais, nos quais a conversão dos criminosos era tida como imoral. Mas mostra também o outro lado: como traficantes aderiram à religião e financiaram eventos religiosos nas comunidades — distribuindo dinheiro através do dízimo.

Com idas a Acari, no Subúrbio, entre 1996 e 2009 e ao Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, entre 2005 e 2009 a doutora chegou a testemunhar a "salvação" através da fé. Mas diz que a saída não é fácil e vê uma relação conturbada entre a religião e o crime.
Confira trechos da entrevista com a autora Christina Vital da Cunha:

MUNDO EVANGÉLICO X MUNDO DO TRÁFICO
Christina: Os evangélicos, sobretudo os pentecostais, pensam o mundo como uma guerra espiritual. A partir desta batalha, existe uma correspondência entre os mundos [do tráfico e da igreja].

REJEIÇÃO DE EVANGÉLICOS AO MUNDO DO TRÁFICO

Christina: Havia evangélicos que negavam [rejeitavam] essa proximidade com o tráfico, dizendo que [os traficantes] poluíam moralmente os 'verdadeiros evangélicos'. No termo nativo, era um 'mau testemunho' que estes cristãos estavam dando. Há tensionamentos nesta equação. Há os que aderem e os que refutam, não há um consenso sobre isso. Embora seja complexo, de algum modo punha em risco a moral ilibada dos evangélicos.

A 'SALVAÇÃO'

Christina: Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral, de [os traficantes] se renovarem, deixarem de carregar o estigma do criminoso e se tornar uma pessoa de bem. Muitos deles [traficantes] fizeram esta passagem, mas muitos deles que entrevistei em 2009 não conseguiram sair. Não conseguiram por [conta de] um estilo de vida, pela atração dos ganhos proporcionados. É importante frisar como as pessoas têm medo desta passagem. Em termos sociais, [os traficantes] emergem como inimigo número um da sociedade. De alguma maneira, se sentem muito protegidos naquele enclausuramento que é a favela. Muitos deles têm muito dinheiro, postos de gasolina, fazendas.

FINANCIAMENTO PARA SAIR DO CRIME

Christina: Os traficantes passam a financiar cultos ao ar livre, pagar artistas de projeção nacional para irem fazer show gospel na favela. Pagavam dízimo às igrejas. Houve cultos de graça, existia engajamento dos traficantes com igrejas evangélicas locais. Operavam com a expectativa de sair a qualquer momento da vida do crime e os evangélicos ajudaram muitos traficantes.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

Christina: Acompanhei como as lideranças de associações de moradores começaram a ter um perfil evangélico. Todos os líderes de associação em Acari nos anos 2000 eram ligados a Igrejas Evangélicas e tinham 'empoderamento' dos evangélicos no local, com a ocupação de lugares políticos. Embora seja controverso, houve o 'empoderamento' dos evangélicos com os traficantes. [Mas] Os evangélicos não cresceram porque os traficantes se aproximaram.

SISTEMA DE PUNIÇÃO 'PACIFICADO'

Christina: O modo de vida nas favelas é sempre tenso. Há muito espaço de afetividade, de troca intensa, mas é um ambiente tenso. Antes não tinha 'desenrolo', era logo morte, quando pegavam alguém usando crack em Acari, por exemplo. [Mas] Como alguns chefes do tráfico viviam a proximidade dos evangélicos, houve a 'pacificação' de traficantes, era o que eles diziam: iam à casa do famíliar do usuário e diziam que não poderia fazer isso. Correspondia a um comportamento que não era esse de irromper a violência.

CRESCIMENTO EVANGÉLICO X QUEDA CATÓLICA

Christina: A partir dos anos 2000, a Igreja Católica começa a se redistribuir nas periferias. O padre que assumiu a paróquia de Acari era um padre midiático, fez o casamento do Luciano Huck com a Angélica. Era uma estratégia da Igreja Católica. Outra dinâmica era o retraimento de casas de umbanda e terreiros nas favelas. No Santa Marta, que era marcado por uma força católica, os festejos locais católicos começam a perder força e os evangélicos começam a ganhar mais espaço. A partir daí, comecei a entender as dinâmicas relacionadas a crime, religião e sociabilidade.

ATRAÇÃO PELO DINHEIRO

Christina: A teologia da prosperidade, por exemplo, é outra correspondência dos dois mundos. Os traficantes gostam de dinheiro e atuam na vida do crime, onde rola muito dinheiro. E os evangélicos não negam o dinheiro. Então, a passagem da vida do crime para a vida moral não implica abrir mão do que conseguiu. Todo aquele dinheiro vai ser purificado. O mundo é uma batalha, mas, por outro lado, não precisa se recusar o dinheiro. No catolicismo, a gente não deve buscar bens na terra e deve privilegiar coisas no céu. Os evangélicos dizem: não, aqui também. Mostrar o dinheiro é uma forma de mostrar a graça de Deus na vida.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Christina: Há contextos em que traficantes expulsaram religiosos de matriz africana de certas localidades. Agora, na maior parte das favelas em que você tem relação dos traficantes com universo evangélico não aconteceu isso. Não aconteceu, mas religiosos de matriz africana são muito desprestigiados e vitimizados por intolerância religiosa não pelo tráfico, mas por muitos moradores evangélicos. Há uma identificação de que esses religiosos são moralmente inferiores e ligados ao mal. A intolerância religiosa é praticada, muitas vezes, não pelos traficantes mas pelo coletivo.


FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2016/03/relacao-do-trafico-no-rio-com-igrejas.html

Engodo gospel:Blogueira denuncia falcatrua em Curso de teologia de Silas Malafaia

Engodo gospel: o Curso Internacional de Teologia de Silas Malafaia não teve fim

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Hoje o (im)Pastor Silas Malafaia apresentou mais um grande lançamento em seu programa: quatro livros de teologia para pentecostais, o que provavelmente quer dizer uma teologia voltada para a prosperidade e o individualismo, como a seguida pelo dono da Editora Central Gospel. Mas o importante disso foi que me fez lembrar de um “outro” grande lançamento, há mais de 2 anos.

Em março de 2014 Malafaia propagandeou que estava trazendo ao Brasil um curso de teologia da “maior escola bíblica do mundo” (sic total e um adendo: já reparou que todo produto lançado pelo Malafaia é o maior do mundo?). Chamou de Curso Internacional de Teologia, no qual o aluno, à distância, teria acesso a 6 módulos, lançados em intervalos de 4 a 5 meses (conforme vídeo a seguir), num total de 31 disciplinas. Os professores seriam figuras controversas como T. L. Osborn e Joyce Meyer, aceitos apenas entre os adeptos da teologia contrária à de Jesus, que é o não entesouramento na terra (onde as traças e a ferrugem corroem). Cada módulo (ainda à venda) custa R$ 259,79 na lojinha virtual da editora. E, segundo o site do curso, o aluno poderia concluir os seis módulos em 24 meses (certamente, se cada módulo fosse lançado em intervalos de 5 meses, conforme o prometido).



Porém…

Dois anos se passaram e apenas 2 módulos foram lançados. O segundo módulo foi lançado em setembro de 2014 e, de lá para cá, nada mais foi lançado. As pessoas que, de boa fé, pagaram mais de quinhentos reais nos dois primeiros módulos, infelizmente perderam duplamente seu dinheiro. Primeiro, porque não concluirão esse curso “fake” do Malafaia, apenas mais um produto criado para arrecadar dinheiro, não importando com evangelização ou desenvolvimento espiritual de ninguém. E segundo, porque mesmo se concluíssem tal curso, estariam sendo doutrinados na satânica doutrina da Teologia da Prosperidade, só que de forma aparentemente “acadêmica”.

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E falando em academia, no site do tal curso, na ânsia de vendê-lo, colocaram que não haveria nenhum curso à distância de teologia reconhecido pelo MEC. Pura mentira por ganância ou ignorância (não sei a motivação dessa informação), felizmente há cursos de teologia à distância reconhecidos pelo MEC, dos quais o aluno sai com Bacharelado, podendo avançar em seus estudos teológicos. É só pesquisar na internet.

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E depois Malafaia e outros gospel ficam querendo falar contra a corrupção (dos outros, é óbvio!)… Pelos frutos os conhecereis, raça de víboras!!!

Não se iluda com discursos inflamados, com belos ternos, com grandes igrejas, com programas em televisão ou nas rádios. O Evangelho de Jesus não visa o lucro, não visa o engano, não se aproveita da boa fé das pessoas. É amor, mas um amor tal que é capaz de dar a própria vida por aqueles que nem o conhecem.

Sinto pelas pessoas que foram lesadas em mais um engodo gospel. E sinto muito mais, pois colocaram o Santo Nome do SENHOR para iludir e aumentar o lucro próprio.

FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2016/04/engodo-gospelblogueira-denuncia.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

Rei e Santo? Pode um rei ser canonizado?

Por Prof. Felipe Aquino •14 de março de 2016
seÍndiceVocê sabia que existem vários reis que foram canonizados?
Por exemplo: São Luiz IX rei da França, Santo Olavo da Noruega, Santo Henrique II, imperador alemão, santa Isabel da Hungria, santa Isabel de Portugal, São Venceslau da Hungria, e muitos outros. Isso mostra que a santidade pode ser vivida mesmo nos palácios e no âmbito do poder, em qualquer lugar, depende de cada um.
Um belo Santo foi Santo Estevão da Hungria. Um dos reis e santo que marcou essa sua época, o difícil século X.  Era filho do duque dos terríveis húngaros magiares, tribo bárbara e guerreira que veio do mar Cáspio para as margens do rio Danúbio, nas ricas províncias da Panônia e Morávia (Hungria).
Aos 17 anos, Voik era seu nome,  se converteu devido a pregação de Santo Adalberto, bispo de Praga, e tomou o nome do primeiro  mártir cristão. Segundo uma tradição, o primeiro mártir da Igreja teria aparecido a sua mãe Sarolta, e tinha-lhe profetizado que o filho dela seria o primeiro a usar a coroa real na Hungria. Aos 18 anos, Estevão  foi proclamado duque dos húngaros. Desde o começo do governo, tomou como fundamental a conversão total do seu povo ao Cristianismo. Seu pai se fez cristão, mas sem muita convicção.
Estevão entregava-se a oração tanto na paz quanto na guerra. Era um santo que lutava por seu povo. Ele dizia a seu filho que “a prática da oração é a garantia da saúde do reino”. Fundou hospedarias em Roma, Constantinopla e Jerusalém, para os húngaros peregrinos. Sua grande obra foi a conversão do seu povo. Foi o primeiro apóstolo dos Húngaros. Deu ao reino uma legislação cristã, que é preservada ainda hoje. Criou várias sedes episcopais, levantou mosteiros e edificou instituições beneficentes.
Ele concebia o reino como um templo sustentado por dez colunas: a solidez da fé, o esplendor da Igreja, a pureza e sabedoria dos eclesiásticos, a fidelidade e fortaleza dos barões e cavaleiros, a generosidade com os estrangeiros, a reta administração da justiça, a sábia organização do conselho, o respeito às tradições dos maiores, o auxílio da oração e a piedade e misericórdia.
Ele deixou escrito ao filho: “O rei que não atende a voz da misericórdia, é tirano. Por isso meu filho, muito amado – doçura do meu coração, esperança da geração futura – recomendo-te que tenha entranhas de mãe, não só com os teus parentes, não só para com os chefes do exército e os potentados, mas para com todo o povo. As obras de piedade serão a base da tua felicidade. Sê paciente não só com os ricos, mas também com os necessitados. Sê forte, de maneira que nem a fortuna te levante, nem te desanime a adversidade. Sê humilde que Deus se encarregará de exaltar-te. Sê doce, sem esquecer a justiça e sem castigar irrefletidamente. Sê casto e evita os estímulos da concupiscência como latidos de morte. Estas são as pedras preciosas de uma coroa real. Sem elas perderás o reino da terra e também não conseguirás aquele que não acaba”. (Leite, José, Santos de cada dia, Editorial A. O. Braga, Portugal, p. 548).relacaodesantosebeatos
Sua humildade era grande; não quis usar a coroa real até que o Papa Silvestre II o autorizasse, enviando-lhe uma coroa de ouro com uma cruz riquíssima. Sete anos antes de sua morte, Santo Estevão perdeu seu filho Santo Emerico, que Deus glorificou com milagres e prodígios. Por fim morreu em 15 de agosto de 1038. Sua festa foi fixada por Inocêncio IX a 2 de setembro, como recordação da vitória que nesse dia obtiveram as armas cristãs contra os turcos em Budapeste. Por ser o primeiro rei que consagrou sua nação a Nossa Senhora, tem uma estátua na Basílica de Nossa Senhora de Fátima e um vitral na capela do Calvário húngaro.
Prof. Felipe Aquino
 
Fonte Eletrônica;
 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Seita ressurge em mais de 170 aldeias da Amazônia

Ordem católico-messiânica prolifera entre comunidades indígenas do Alto Solimões
A marca é invariavelmente uma cruz vermelha, com 14 metros de altura, plantada no ponto mais alto da comunidade. As iniciais RDSM (Recordação da Santa Missão) também são obrigatórias, bem como a data de fundação de cada irmandade, gravada em números brancos.
O dízimo é lei: 10% de toda a renda vai para a igreja. Quem não tiver, contribui com bens domésticos --um rádio, um animal de estimação, o que for-- sempre na proporção de 10% de tudo o que houver na casa. Quem ainda assim não tiver o que dar, dá seu próprio trabalho.
Perdida nos cafundós da Amazônia, a Missão da Ordem Cruzada, Católica, Apostólica e Evangélica --ou simplesmente Irmandade da Santa Cruz-- cresce a passos largos entre as comunidades indígenas do Alto Solimões, especialmente nas etnias ticuna e cocama.
A congregação segue o rastro do rio Solimões e se espalha em mais de cem pequenas aldeias entre os 500 quilômetros que separam Tabatinga de Tefé.
Na região de Tabatinga, na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, já existem 49 comunidades ostentando a cruz vermelha no ponto mais alto da vila. No Amazonas, único Estado do Brasil onde a seita tem seguidores, a Santa Cruz está presente em 109 aldeamentos.
Do outro lado da fronteira, nas comunidades indígenas do Peru, a seita já colheu adeptos em 52 comunidades, incluindo a reserva do Javari --uma das mais isoladas da Amazônia.
Na capital, Lima, a primeira igreja foi aberta há dois anos. Nos anos de 1980, até então auge da congregação, a seita estava presente em pouco mais de 40 aldeias.
A expansão acaba de chegar à Argentina: em janeiro, foi estabelecida a primeira missão em Buenos Aires.
Cacalos Garrastazu/Eder Content
Nova igreja em obras na comunidade de Mato Grosso, frequentada por índígenas


Fundada pelo pregador José Francisco da Cruz em 1972, a igreja quase se extinguiu após a morte de seu líder espiritual. O retorno é consistente: na região amazônica há mais de 170 comunidades que voltaram a seguir seus dogmas, que incluem restrições severas a festas e a bebidas alcoólicas e aos direitos femininos.
"A gente pode se pintar, mas bem pouquinho. Quando está nos dias [menstruada], não nos deixam entrar na igreja ", descreve a indígena cocama Tirça Penedo Felipe, 32, moradora da comunidade de Mato Grosso, às margens do Solimões.
A ticuna Elisabeth Perez de Souza, 52, viu a igreja florescer na sua aldeia, a vila do Bom Caminho, quando ainda era uma adolescente. Hoje não frequenta mais os cultos, embora diga não ter "nada contra" a Santa Cruz. E, mesmo sem ser congregada, faz doações regulares, de dinheiro e de bens.
"Na época em que chegaram aqui, mulher não podia falar com homem. Se falasse, tinha que ficar de joelhos toda a madrugada. Isso não existe mais, mas as congregadas ainda não podem usar calças compridas e nem deixar os cabelos soltos", relata.
Cacalos Garrastazu/Eder Content
Elizabeth não frequenta mais os cultos, mas ainda faz doações regulares


Trabalho voluntário

A igreja da comunidade do Mato Grosso, na margem direita do Solimões, ainda está em obras, apesar de a missão ter plantado a cruz por ali em setembro de 1997. As divisões pelo controle da seita, que se radicalizaram a partir de 1999, quase acabaram com os fiéis.
Desde então, os 142 moradores da vila se dividem entre a Santa Cruz e a igreja católica, cujo templo mais próximo fica a quase duas horas de barco, na cidade de Benjamin Constant. A predominância é de fiéis da congregação.
Tirça e a família dão todos os meses entre R$ 10 e R$ 20 para a igreja --uma enormidade para a pobreza da região. Quando não têm dinheiro, ela e o marido trabalham às sextas-feiras, das 7h às 14h, na construção ou na limpeza do templo --uma estrutura muito simples, apenas com um altar para os cultos e espaço para a assistência em bancos de madeira.
Os cultos começam às 4h30 nos dias de semana e podem se estender até por volta das 7h. Aos domingos o início é às 7h30, mas a leitura do Velho Testamento --outra regra que não pode ser quebrada-- pode perdurar até as 11h. À tarde a rotina é semelhante.
"Ajuda muito. Todo mundo se adestra e sai da oração preparado para o trabalho ou para o estudo. A mente fica pronta para receber a palavra de Deus", diz o indígena Richardson Garcia Sevalhos, 30, em defesa dos rigores da seita.
Sevalhos, morador de Mato Grosso, também defende a restrição ao álcool determinada pela igreja, embora a comunidade ainda misture cachaça à casca de copaíba para fazer xaropes e anti-inflamatórios.
Segundo ele, depois que a Santa Cruz voltou a ter adeptos "não tem mais bebedeira e nem drogas" entre os índios.
O ribeirinho Floriano Pinto de Souza, 78, que fundou a igreja junto com a comunidade de Bom Caminho há 38 anos, encontrou na seita uma resposta para a morte de quase toda a família.
Devido às más condições sanitárias das aldeias no Alto Solimões, restaram apenas Floriano e o pai.
A Santa Cruz serviu como estímulo para voltar a trabalhar. Entre as 94 famílias do local, a seita contabiliza 90 fiéis – dos quais 36 são crianças. Há dois anos eram apenas 20.
Cacalos Garrastazu/Eder Content
Nas casas simples das comunidades ribeirinhas, vestes brancas e imagens do fundador


Uma vez por mês, a cada dia 30, é feita uma procissão para adorar a pequena cruz vermelha, miniatura do símbolo principal. Todos os fiéis têm que ir aos cultos de branco.
"Quando fomos jogados na beira do rio, eu disse ao papai que ia plantar uma cruz para adorarmos. Então viemos para cá. Tem que fazer penitência para poder ter salvação e crescer alguma coisa para a comunidade. Sem Deus não podemos fazer nada. Só Deus é que dá alguma coisa. Por isso a gente sai de madrugada para fazer pregação" conta.
Floriano, que é capitão na hierarquia da Ordem, diz que "tem o direito" de pagar R$ 20 todo mês para a igreja. O dinheiro do dízimo é encaminhado para a sede comercial da congregação em Santo Antônio do Içá e, dali, para um escritório de contabilidade em Tabatinga --a cerca de quatro dias de barco.
O atual presidente da Ordem, Dalmácio Pinheiro de Castro, vive isolado na comunidade do Juí, a sete dias de barco de Tabatinga, e não foi localizado pela reportagem.
"Ele [pastor Dalmácio] vem aqui uma ou duas vezes por ano fazer a contabilidade da igreja. É o único que tem autorização para mexer com o dinheiro da congregação", narra o auxiliar Einer Batista, funcionário da empresa.
As ofertas espontâneas que os fiéis fazem aos domingos --peixes, animais silvestres, utensílios domésticos e dinheiro-- são direcionadas à tesouraria da igreja na própria comunidade.
Ali, abastecem as obras e servem para custear as missões de evangelização por outras aldeias.

Fonte Eletrônica;

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/02/12/seita-ressurge-em-mais-de-170-aldeias-da-amazonia.htm