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domingo, 23 de agosto de 2015

Cunha recebeu propina por meio da Assembleia de Deus, diz PGR

Trecho da denúncia da PGR contra Eduardo Cunha
Trecho da denúncia da PGR contra Eduardo Cunha

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus intermediou o recebimento de pelo menos R$ 500 mil em propinas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2012. A acusação foi feita pela PGR (Procuradoria Geral da República) e está na denúncia feita nesta quinta-feira (20) contra Cunha ao STF (Supremo Tribunal Federal). O dinheiro seria referente a propina do esquema investigado pela operação Lava Jato.


A PGR denunciou Eduardo Cunha e prefeita da cidade fluminense de Rio Bonito, Solange Almeida (PMDB), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter pedido e aceitado o pagamento de US$ 5 milhões em propinas referentes a contratos da Samsung com a Petrobras.

De acordo com a denúncia da PGR, Fernando Soares orientou o lobista Júlio Camargo, responsável pelo pagamento de propinas a Eduardo Cunha, para que ele efetuasse o pagamento de R$ 500 mil a deputado por meio de depósitos feitos na conta da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

“Soares teria alertado que pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante [Júlio Camargo].Representantes da igreja procuraram Júlio Camargo e informaram os dados bancários da Igreja Evangélica Assembleia de Deus,” diz o texto.

Depois desse contato, empresas de fachada operadas por Júlio Camargo teriam feito três depósitos na conta da Igreja no dia 31 de agosto de 2012. Segundo a denúncia, a justificativa dada pelas empresas para os depósitos foi “pagamento a fornecedores”.

A PGR diz que “não há dúvidas” de que as transferências foram feitas por indicação de Cunha e para o pagamento de parte dos US$ 5 milhões em propina que teria pedido a Júlio Camargo.
Ainda de acordo com a PGR, a ligação entre Eduardo Cunha e líderes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus é “notória”. Cunha é declaradamente evangélico.

“O diretor da referida Igreja perante a Receita Federal é Samuel Cássio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado [Cunha] frequenta”, afirmou.

A reportagem do UOL tentou entrar em contato com a Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Madureira, no Rio de Janeiro, por telefone, mas ninguém atendeu às ligações. O mesmo ocorreu em relação à prefeita de Rio Bonito, Solange Almeida.
 
Fonte Eletrônica;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/

domingo, 12 de julho de 2015

O polêmico dom de línguas

Ele existe, mas é preciso saber compreendê-lo bem

charismatics
Iglesia en Valladolid-cc

Jesus disse: “Estes são os sinais que acompanharão os que creem: em meu nome expulsarão demônios, falarão línguas novas...” (Mc 16, 17).

Com relação ao dom de línguas, é preciso recordar que ele é real, mas é preciso saber entender bem esta questão. A Igreja aceita que existem dons ou carismas extraordinários, como o dom de fazer milagres ou falar em línguas (Catecismo 2003). Mas o dom de línguas, por razões óbvias, é o mais polêmico.
Os casos de pessoas com dom de línguas não são frequentes; por isso, é preciso discernir cada caso.
Muitos santos receberam este dom, a Igreja o reconhece, mas é preciso ter cautela. São Paulo falava em línguas (cf. 1 Cor 14, 18. 39), bem como Santo Antônio de Pádua, Vicente Ferrer e Francisco Xavier, entre outros.
Falar em línguas é um dom do Espírito Santo. Não deve ser confundido com um ministério. Quando o Espírito Santo concede este dom, há diferentes possibilidades de que seja aplicado. Uma delas é orar em línguas – dom que parece ser atualmente o mais “comum”.
São Paulo fala de 5 tipos de oração quando os fiéis oram em línguas:
1. Estar orando sob a influência do Espírito Santo para orar segundo a vontade de Deus (Rm 8, 26-27).
2. Edificar a si mesmos (1 Cor 14).
3. Proclamar as maravilhas de Deus (Atos 2, 11).
4. Falar diretamente com Deus (1Cor 14, 2).
5. Louvar Deus (Atos 10, 46).
O dom de línguas fora da oração não consiste em falar os idiomas que conhecemos, mas em línguas desconhecidas por quem tem o dom; porém, a pessoa é entendida por aqueles que falam tal idioma, como se estivesse falando em sua própria língua. Isso foi o que aconteceu em Pentecostes.
Quem fala em línguas não entende o que diz nem percebe que está falando em outro idioma; e quem o ouve tampouco sabe que ele não fala aquele idioma.
Este fenômeno supõe que a “tradução” aos diferentes idiomas é obra do próprio Espírito Santo, sem intervenção humana alguma.
Quando São Paulo fala, por exemplo, dos “gemidos inefáveis”, refere-se a expressões em pleno êxtase quando a pessoa, com grande amor a Deus, ora intensamente. É algo parecido às palavras carinhosas, sem sentido algum, pronunciadas entre pessoas que se amam.
Mas atenção: o dom de línguas não pode ser confundido com a possibilidade de falar, no pleno sentido da palavra, outras línguas – inclusive línguas inexistentes ou mortas – sem tê-las aprendido. Isso é considerado até demoníaco e costuma acontecer com pessoas possuídas, ainda que tal possessão não pareça ser tão ostentosa.
Quando se trata de possessão demoníaca, há outros comportamentos presentes, como atividades sacrílegas e paranormais, espiritismo, satanismo, esoterismo.
http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/o-polemico-dom-de-linguas-5849070362951680?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-18/06/2015
http://filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br/2015/06/o-polemico-dom-de-linguas.html

Nova ameaça da “ideologia de gênero”



Cardeal Orani João Tempesta


“A ideologia de gênero é uma tentativa de afirmar para todas as pessoas que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade. Quer dizer que o sujeito, quando nasce, não é homem nem mulher, não possui um sexo masculino ou feminino definido, pois, segundo os ideólogos do gênero, isto é uma construção social” (Dr. Christian Schnake, médico chileno e especialista em Bioética, Ideologia de gênero: conheça seus perigos e alcances. Destrave. Canção Nova, acessado em 2/6/15), conforme expus em Nota Pastoral recém-publicada.Ora, essa ideia, que vem sendo difundida como palavra de ordem nos últimos tempos, apareceu no Plano Nacional de Educação (PNE), mas, graças à mobilização das forças vivas e atuantes do Brasil, contando, inclusive, com alguns Bispos, foi banida. Agora, porém, volta ao Plano Municipal de Educação (PME). No mínimo isso é uma incoerência: colocar no plano municipal o que não consta no federal! Cada município ficará, pois, por meio de seus vereadores, responsável, diante de Deus e de seus munícipes, de excluir (se, obviamente, já estiver no texto), até o fim de junho, a revolucionária ideologia de gênero para as crianças e adolescentes em fase escolar atendidas pela rede municipal de ensino. Arbitrariamente, algumas atitudes federais já inserem alguns tipos dessa ideologia em nossas escolas, mesmo através de livros e outras decisões por decreto. Querem transferir para a orientação da escola aquilo que as famílias são chamadas da passar aos seus filhos.De um modo amplo, ideologia é um termo que se origina dos filósofos franceses do século XVIII, conhecidos como ideólogos (Destutt de Tracy, Cabanis etc.) por estudarem a formação das ideias. Logo depois, passou a designar um conjunto de ideias, princípios e valores que refletem uma determinada visão de mundo, orientando uma forma de ação, sobretudo uma prática política.Hoje, o termo ideologia parece ser amplamente utilizado, sobretudo por influência do pensamento de Karl Marx, na filosofia e nas ciências humanas e sociais em geral, significando o processo de racionalização – um autêntico mecanismo de defesa – dos interesses de uma classe ou grupo dominante para se manter no poder (cf. H. Japiassú e D. Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia. 3ª ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, verbete ideologia).Ora, esta base é que sustenta a ideologia de gênero, cujas raízes merecem ser, em suas várias vertentes, conhecidas pelo povo brasileiro.Pois bem, no período entre as duas grandes guerras mundiais (1918-1939), estudiosos de diversas áreas – Filosofia, Sociologia, História, Economia, Psicologia etc. – ligados à chamada Escola de Frankfurt, se puseram a criticar tanto a burguesia capitalista quanto o comunismo extremado, ou seja, aquele de fundo marxista-leninista dogmático. Em seu lugar, propunham um marxismo sorridente, capaz de se difundir no Ocidente dado que aqui se faziam muitas ressalvas ou críticas ao modelo comunista russo implantado no governo desde novembro de 1917.Esse comunismo, mais aberto para enganar os ingênuos, trazia em seu bojo a filosofia marxista da luta de classes, na qual, segundo o filósofo alemão Frederick Engels, em sua obra “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, escrita em 1884, “o primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher unidos em matrimônio monogâmico; e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino” (New York, 1972, p. 65-66).Pois bem, essa luta de classes no modelo tratado por Engels foi unida às teorias de Sigmund Freud (1856-1939) e transformada também em luta de sexos, na qual a mulher seria a classe oprimida e o homem a classe opressora. A libertação viria no momento em que as mulheres se soltassem sexualmente, praticando a genitalidade sem barreira alguma. Mesmo o “incômodo” do filho teria solução: a Rússia legalizou o aborto já no ano de 1920, visto que ainda não se conhecia a pílula anticoncepcional e muito menos os fármacos abortivos.Infelizmente, tudo isso não foi libertador, mas tornou muitas mulheres, sempre tão queridas por Deus, novas escravas, não mais apenas vítimas dos homens, mas de si mesmas, dado que, talvez na ânsia de se libertarem, acabaram pagando o alto preço dos efeitos colaterais da libertinagem, especialmente com o aumento da prostituição, do consumo de álcool e de outras drogas, das pílulas anticoncepcionais, das pílulas do dia seguinte (abortivas) e do aborto cirúrgico, cujas sequelas no corpo e na mente podem ser danosas para sempre. Afinal, nenhuma mulher com uma boa formação humana e cristã, por sua natureza materna inata, dormirá em paz depois de pensar que assassinou o próprio fruto do seu ventre.Logo depois se assomou a isso tudo o construtivismo social. Que ensina essa escola? – Ensina a desconstrução da realidade, e, com Jaques Derrida e Michel de Foucault, foi também aplicada à sexualidade. Para eles não existe a realidade (objeto) nem o homem que descobre a realidade (sujeito), mas apenas a linguagem que produz os objetos ao lhe dar os nomes que os classifica e caracteriza. Essa linguagem, porém, é fruto de mera construção social que atribui a ela o valor semântico que quiser. Daí serem esses valores mutáveis como a sociedade, de modo que o modelo cultural atual é responsável por destruir o anterior, e assim sucessivamente, inclusive no campo moral. Reina, portanto, o relativismo, e, para Foucald o pansexualismo: tudo giraria em torno da sexualidade.Com o existencialismo ateu, dá-se um passo além, especialmente por obra de Simone de Beauvoir. Esta ensina que “não se nasce mulher, mas você se torna uma mulher; não se nasce um homem, mas você se torna um homem”. O gênero seria uma construção sociocultural sustentada pela experiência. Ora, se a experiência da mulher foi a de ser dominada pelo homem ao longo da história, na visão de Beauvoir, toda hierarquia deveria ser eliminada da vida pública e privada para dar lugar a relações de igualitarismo marxista (não de igualdade cristã) entre os seres humanos.Chega-se, assim, ao feminismo de gênero como uma espécie de síntese de todas essas correntes que, brevemente, apresentei acima. Esse tipo de feminismo supera o anterior que o preparou, ou seja, aquele feminismo inicial desejoso de que a mulher fosse equiparada aos homens. Descreve bem essa evolução feminista a seguinte declaração de Shulamith Firestone: “Para organizar a eliminação das classes sexuais é necessário que a classe oprimida se rebele e assuma o controle da função reprodutiva..., pelo que o objetivo final do movimento feminista; isto é, não apenas a eliminação dos privilégios masculinos, mas da própria diferença entre os sexos; assim, as diferenças genitais entre os seres humanos nunca mais teriam nenhuma importância” (The dialectcsof Sex. Nova York: Bantam Books, 1970, p. 12).Tudo isso leva-nos ao cerne do gênero, que é a permissão para que sejam eliminadas (como se isso fosse possível) todas as diferenças entre os sexos, complementando desse modo o que propusera o feminismo anterior ao pregar o seguinte: “a raiz da opressão da mulher está em seu papel de mãe e educadora dos filhos. Por isso deve ser liberada de ambas as tarefas, através da contracepção e do aborto e da transferência da responsabilidade da educação dos filhos para o Estado” (J. Scala. Ideologia de gênero. São Paulo: Katechesis/Artpress, 2011, p. 21). Estejamos atentos a algumas leis que já existem em que o Estado interfere na família e educação dos filhos.A partir dos anos de 1980, todos esses ideólogos do feminismo antigo ou de gênero se uniram a outros lobbies e passaram a combater a família monogâmica e estável como um estorvo para a liberdade sexual imaginada desde os anos de 1960 para todos, a fim de destruir os planos perfeitos de Deus e, em seu lugar, impor os planos falhos da criatura. O ser humano, como pessoa, nunca pode ser usado como um instrumento ou um objeto, mas deve ser contemplado e amado como tal, sendo dotado de dignidade e valores. A negação da transcendência afeta diretamente a dignidade da criatura humana. Pois como disse São João Paulo II: "a divindade da pessoa humana é um valor transcendente, como tal sempre reconhecido por aqueles que se entregam sinceramente à busca da verdade" (cf. Mensagem de sua santidade João Paulo II para a celebração do XXXII Dia Mundial da Paz: 1 de janeiro de 1999).Analisando essas ideologias supracitadas, percebemos que elas são expressão de autoritarismos que visam a valorizar seus próprios interesses, fazendo com isso que a sociedade acabe negando a transcendência do ser humano e, consequentemente, rebaixando a dignidade do homem, acarretando graves implicações no campo dos direitos humanos.Por fim, podemos concluir que a ideologia do gênero tornou-se um instrumento utilizado para atacar a dignidade da pessoa e também a família, pois esta representa para eles um tipo de 'dominação'. Ao contrário, nós dizemos que é pela família que conseguiremos restaurar tal dignidade; pois é por ela que somos educados e formamos verdadeiros valores e ideais.As perguntas que ficam são: uma sociedade com indivíduos que cultivam ódio a Deus e tentam destruir valores intrinsecamente sagrados como a vida e a família poderão ter um futuro promissor? Os seres humanos são mais felizes ou mais frustrados com tudo isso? Não estaria, em parte ao menos, atrelado a essa degenerescência dos valores o alto índice de adolescentes e jovens que tentam buscar escapes nos entorpecentes ou mesmo nas tentativas ou na consumação de suicídios? As perguntas atuais sobre os rumos da humanidade e as dificuldades de respostas da sociedade estão a comprovar os descaminhos que a sociedade hodierna está tomando.Já não passou da hora de nos voltarmos mais à misericórdia de Deus e confessarmos confiantes: Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna! (cf. Jo 6,68)? Sim, pois só Ele é a verdadeira e definitiva libertação de toda opressão que o ser humano possa sofrer. E ao acolhermos a “palavra de Deus” iremos ver que encontraremos o verdadeiro “ser humano” criado à imagem e semelhança d’Ele. E veremos que mesmo os estudiosos e cientistas sérios chegarão à mesma verdade através de suas reflexões e raciocínios. Cabe a nós, cidadãos de hoje, levarmos avante os verdadeiros valores desta pátria que amamos e aonde habitamos como cidadãos que têm direitos e deveres e que se responsabilizam pelo futuro.
* Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte Eletrônica;http://baixadacatolica.blogspot.com.br/2015/06/nova-ameaca-da-ideologia-de-genero.html


O Papa Francisco disse que o inferno não existe?

Você já ouviu dizer que o Papa Francisco planeja convocar um Terceiro Concílio do Vaticano? Ou que tenha descoberto versículos bíblicos previamente desconhecidos? Ou ainda que encara a história de Adão e Eva como apenas uma fábula? Se usa a internet ao menos esporadicamente, provavelmente sim. O problema é que nada disso é verdade.
Ainda assim, isso não impede que essas outras histórias ricocheteiam pela Internet e, em alguns casos, em fontes de notícias tradicionais. Entre as dezenas de outras histórias falsas, a mais recente propaga que o papa tenha chamado o inferno um artifício literário e que ele acredita que todas as religiões sejam igualmente verdadeiras.
“A igreja não acredita mais em um inferno literal, onde as pessoas permaneçam sonolentas,” Francisco teria dito em um artigo publicado no site da Chronicle Diversity, cujo criador, Erik Thorson, diz ter criado o blog “para minha própria diversão pessoal.” O texto continua, “Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus procura não só para condenar, mas para abraçar.”
A maré de histórias papais falsificadas subiu tão rápidamente nos últimos meses que o Conselho Pontifício para a Cultura emitiu um aviso severo em sua página de Facebook, afirmando que dezenas de fontes desconhecidas na mídia social “tentar colocar informações falsas em circulação, aproveitando  ser tão fácil “jogar a pedra e esconder a mão.”
O conselho do conselho? “Verifique as fontes oficiais de mídia do Vaticano para a confirmação das declarações Papa Francis ‘.” Observações deve ser considerada se falso Eles não aparecem no feed do Twitter do papa, o Vaticano Serviço de Informações, o escritório de Imprensa da Santa Sé, o site do Vaticano, a Rádio Vaticano, o jornal L’Osservatore Romano ou de outra fonte de informação oficial, disse que o conselho.
“Se as declarações atribuídas ao papa por qualquer agência de mídia não aparecerem na mídia oficial das fontes do Vaticano, isso significa que relatam a informação não verdadeira”, disse o texto escrito em maísculas como que para  enfatizar a importância da recomendação.
O padre jesuíta Thomas Reese, um analista sênior do National Catholic Reporter, disse que apenas alguns comentários falsos valem a pena se preocupar com.
“Existem basicamente três tipos de comentários imprecisos”, disse Reese. “Há os brincalhões, e há pessoas que simplesmente cometem erros, porque eles não compreendem bem as questões a serem discutidas. É difícil perder o sono sobre essas coisas. “Mas depois há pessoas que querem torcer ponto de vista do papa para promoverem uma nova agenda particular, e sim isso é muito problemático e repreensível”.
Falsas declarações papais remontam aos primeiros dias da igreja. Mas com a explosão das mídias sociais e blogs auto-publicados, elas têm se tornado muito mais freqüentes nos últimos anos – e especialmente nos últimos meses. E a igreja não pode mais evitar as histórias ou ignorá-los na esperança de que desaparecerão.
“O que estamos vendo é um cruzamento entre a crescente prevalência e influência dos meios de comunicação social, bem como a popularidade do papa Francis, como”, disse Michele M. Ippolito, um especialista em Vaticano que dirige o site de notícias PapalePapale Vaticano.
“Deve ser tentador para articulistas escreverem seus comentários porque gostam imagem do papa, mas  ao mesmo tempo são menos encantado com algumas das coisas que ele diz”, disse Ippolito. “É como se eles gostassem do cantor, mas não a música. E esta (escrever notícias falsas) é uma maneira de aparecerem para mudar a música.”
Há pouco que possa ser feito para enfrentar o problema. Ippolito disse que o Vaticano poderia tomar medidas para tornar mais fácil e mais rápido para as pessoas verificarem a veracidade da declarações papais . Mas mesmo que o fizessem, disse ele, seria impossível acompanhar a velocidade dos meios de comunicação social.
“No momento em se nota uma declaração falsa, ela já pode ter assumido uma vida própria”, disse ele.

Fonte Eletrônica;
https://igrejamilitante.wordpress.com/2015/06/14/o-papa-francisco-disse-que-o-inferno-nao-existe/

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Qual a origem da festa de Corpus Christi?

eucaristia3A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.
Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.
O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.
Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.
São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.
Todas as células e glóbulos continuam vivos.
A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).
Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.cpasegredodasagradaeucaristia
A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.
O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!
Prof. Felipe Aquino

O que é Pentecostes?

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no quinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "quinquagésimo dia". 

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino.

Quem é o Espírito Santo? 

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.


http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/pentecostes/e_02.htm

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A escrita bíblica

dead_sea_scrollOs livros da Bíblia foram escritos em três línguas muito antigas: o hebraico (todos os livros protocanônicos do AT), aramaico (Ev. Mateus); grego (livros do NT).
O hebraico era escrito sem vogais até o século VII dC. Somente nos séculos VII a X dC, os rabinos judeus fizeram a vocalização do texto hebraico introduzindo as vogais (texto massorético). O leitor colocava mentalmente as vogais entre as consoantes, o que podia gerar dúvidas. Por exemplo,  a palavra “ah”, podia significar irmão, primo ou parente. O hebraico não tinha superlativo e não separava as palavras.
O aramaico era parecido com o hebraico, falado pelos arameus, comerciantes na Mesopotâmia; adotado pelos judeus desde o século V aC; foi a língua falada por Jesus. O hebraico aos poucos ficou apenas sendo usado  no culto divino. O grego era a língua de um  povo culto; era falada em todo o império romano, e foi muito usada por escritores judeus, uma vez que este povo se espalhou por todo o império.
Os escritores antigos não dividiam o texto sagrado em capítulos e versículos. Os cristãos é que o fizeram para fazer as citações e para a Liturgia. Eusébio de Cesaréia (†340) dividiu os Evangelhos em 1162 capítulos. Na idade média, o arcebispo Estêvão Langton, de Cantuária (†1228), distribuiu o texto latino do AT e do NT em capítulos; esta divisão foi introduzida no texto hebraico do AT e no texto grego dos LXX e do NT e está em uso até hoje.
A divisão dos capítulos e versículos como temos hoje é do século XVI. Santes Pagnino de Lucca (†1554) dividiu o AT e o NT em versículos numerados. Roberto Estêvão, tipógrafo francês,  refez a distribuição do NT em 1551.
Os textos da Bíblia foram escritos em material frágil (pergaminho ou papiro); por isso, os originais se perderam ou não se conservaram; mas temos cópias dos originais.
Com a descoberta dos manuscritos de Qumran, em 1947, em Israel, às margens do Mar Morto, que datam do século I aC e I dC, foi possível recuar mil anos na tradição manuscrita. Antes de 1947 não possuíamos cópias dos textos hebraicos do AT anteriores aos séculos IX/X depois de Cristo; tínhamos apenas os manuscritos da idade média, e viu-se que há identidade com os documentos descobertos em Qumran, o que quer dizer que os textos se foram transmitindo fielmente através dos séculos. Isto se deu porque os judeus guardavam ciosamente a sua literatura religiosa e não permitiam que ela se deteriorasse.
Os gêneros  literários
Como a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita no linguajar humano, ela utiliza dos gêneros literários que são os artifícios das linguagens dos homens para se expressar. O gênero literário a ser usado depende do assunto a ser transmitido. Eis alguns tipos: leis, genealogias, oráculos proféticos, poemas, poesia, parábolas, epopéias, orações, hino litúrgico, sermões, conto de amor, salmo, relato histórico (santa Ceia, por exemplo), crônicas, midraxe, cartas, fábulas, apocalipse, etc; para cada caso temos um jeito de escrever.
Cada gênero literário tem a sua forma de interpretação própria; ora, não se pode interpretar o texto de uma lei da mesma forma que uma parábola! É por isso que não se pode interpretar  a Bíblia ao pé da letra; daí surgem muitos erros. É preciso lembrar também que a Bíblia foi escrita num intervalo de tempo de aproximadamente 14 séculos, 1400 anos, desde o séc XIII aC. até  o século I depois de Cristo.
Isto implica em conceitos diferentes dos nossos; portanto, não se pode ler a Bíblia com a mesma mentalidade e valores do nosso tempo. Algo que era normal naquele tempo pode hoje nos parecer um absurdo; mas Deus quis usar o homem para transmitir a sua Palavra.
Na Bíblia não há erros; esses são parte de quem a interpreta. Muitas vezes o que para nós hoje tem um sentido, para o autor sagrado quer dizer outra; às vezes ele está usando apenas um artifício de linguagem e nós interpretamos ao pé da letra. Daí a dificuldade de se interpretar certas partes da Escritura. Por isso Jesus deixou o Sagrado Magistério da Igreja (Papa e bispos) para que a sua interpretação não tenha erro.
Prof. Felipe Aquino
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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.