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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Erro Protestante - O erro protestante da arrogância

Arrogância:

1. É ter um orgulho dominante, altivez, soberba, desprezo pelos outros.
2. É ter uma atitude superior, fazendo as pessoas se sentirem inferiores.
3. É mostrar uma atitude rebelde e desobediente diante da autoridade.


Este comportamento é comumente exibido por muitas (mas não todas) seitas protestantes.

O oposto da arrogância é a humildade. O oposto da desobediência é a obediência. Por favor, alguém poderia me mostrar o versículo em que Jesus nos ensina a ser arrogantes e não humildes? Por favor, mostre-me onde ensina a desobediência em lugar da obediência...


Ele foi obediente e humilde através dos Evangelhos. Então não devemos imitá-lo?

Ele foi obediente e mostrou humildade à sua Mãe Maria e a São José, depois de ter sido encontrado no Templo (Lucas 2,51); e à sua mãe em Caná (João 2,3-10). Somente imaginemos: aqui está o Criador do Universo, em humilde obediência a uma criatura que Ele mesmo havia criado. Obedeceu a Pilatos, a Herodes, ao regime romano (Marcos 12,17), inclusive a Sua morte na cruz.


- "O maior dentre vós será vosso servo. Aquele que se exaltar será humilhado e aquele que se humilhar será exaltado" (Mateus 23,11-12). - "Semelhantemente, vós outros que sois mais jovens, sede submissos aos anciãos. Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes (Pr 3,34). Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno" (1Pedro 5,5-6).

Mais dois versículos ignorados pelos protestantes.

Para aqueles protestantes que se auto enaltecem devido a uma arrogância imitigada, como podem justificar suas ações frente ao que Jesus Cristo estabeleceu como exemplo para seguirmos?

Onde está a humildade no protestante ao invés da arrogância?

Onde está a obediência ao invés da desobediência? Martinho Lutero foi obediente? Foi humilde?

 
Fonte Eletrônica;


O erro da opinião pessoal protestante

1. O erro da opinião pessoal protestante

Porque existem atualmente mais de 35.000 diferentes seitas protestantes no mundo?

A resposta está na Sagrada Escritura:

"Não fareis nesse lugar o que nós fazemos hoje aqui, onde cada um faz o que bem lhe parece" (Deuteronomio 12,8).

Um versiculo ignorado pelos protestantes, visto que fazem estas coisas.

"Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor" (Juizes 17,6; 21,25).

Este versículo é uma fotografia dos protestantes.

"Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus" (2Pedro 1,20-21).

Ignorado pelos protestantes.

"Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus EM TODA A VERDADE, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens" (Mateus 22,16; Marcos 12,14).
Ignorado pelos protestantes.

"Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, QUEM É O FILHO DO HOMEM? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E VÓS QUEM DIZEIS QUE EU SOU? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: FELIZ ÉS, SIMÃO, FILHO DE JONAS, PORQUE NÃO FOI A CARNE NEM O SANGUE QUE TE REVELOU ISTO, MAS MEU PAI QUE ESTÁS NOS CÉUS. E EU TE DECLARO: TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA; AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA. EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS: TUDO O QUE LIGARDES NA TERRA SERÁ LIGADO NOS CÉUS, E TUDO O QUE DESLIGARDES NA TERRA SERÁ DESLIGADO NOS CÉUS" (Mateus 16,13-19).

Os versículos anteriores são um exemplo primordial das opiniões pessoais em contraste com a verdade doutrinal.

Nos versiculos acima, de 14 a 17, nenhum discípulo, exceto um, teve algo a dizer fora de suas opiniões pessoais (como vimos no vers. 14: "uns", "outros" e no versiculo 17 "carne e sangue"); TODOS ELES ESTAVAM EQUIVOCADOS exceto um: Simão Pedro.
Simão Pedro foi o único que recebeu esta revelação de Deus e, ao fazê-lo, foi o único que expressou a verdade, outorgada pela autoridade de Deus. Posto que Deus nunca muda, quem teria a ousadia de ser tão audaz e negar que Deus faz o mesmo hoje como fez antes, legando a Seu representante autorizado na terra, a totalidade da verdade doutrinal?

"Porque Deus há de ser reconhecido como veraz, e todo homem como mentiroso (...)" (Romanos 3,4).

Agora que sabemos o que diz a Sagrada Escritura, o que fazem os protestantes a respeito?

Dizem seguir a Escritura ao pé da letra e todo o Protestantismo está baseado somente em opiniões pessoais, não na verdade doutrinal. "Que se sinta bem é o que importa", dizem eles. E aonde leva uma atitude como esta, senão a opiniões diferentes, disputas e, finalmente, a uma separação sem fim do Corpo de Cristo? Voltemos e revisemos os versículos anteriores.

Deus não se interessa por opiniões pessoais de ninguém, senão daqueles que falam a verdade de Sua Doutrina.

Os protestantes atacam a Igreja catolica dizendo que NÃO SE NECESSITA DE UM PAPA. Pois bem, deveríamos primeiro observar seu próprio jardim, já que cada protestante atua como se fosse o próprio papa. Existem milhões de papas em todo o Protestantismo, e todos correm de um lugar para o outro, proclamando como verdadeira a sua opinião pessoal a respeito de sua interpretação da Sagrada Escritura. Realmente será correto que exista milhões de verdades? Tenho entendido que a Sagrada Escritura diz ter somente uma verdade.

Martinho Lutero, o fundador do Protestantismo, depois de haver observado o dano causado pela interpretação individual da Escritura em seu movimento, se lamentou dizendo o seguinte:
 
 
"Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças" (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 61).

"Nenhum camponês é tão rude como quando sonha e fantasia que foi inspirado pelo Espirito Santo e deve ser profeta" (De Wette III, 61. dicho en O'Hare, Los hechos de Lutero, 208)

"Homens, cidadãos, camponeses, todos as classes entendem o Evangelho melhor que eu ou São Paulo; agora são sábios e se pensam mais inspirados que todos os ministros" (Walch XIV, 1360. dicho en O'Hare, Ibid, 209).

Então, o que fazer?

As Escrituras anunciam com vento em popa e instrui explicitamente sobre o que fazer e o que não fazer:

- DETENHA-SE "antes de tirar suas próprias conclusões";

- DETENHA-SE antes de aceitar a mentalidade de que "se me sinto bem, então há de ser a verdade."

- CUIDADO com a incessante e destrutiva interpretação individual da Sagrada Escritura, pois a mesma o proíbe.

- OBEDEÇA ao que a Sagrada Escritura te admoesta fazer.
Então como podem voltar a verdade doutrinal, como Deus ordena a todos?

A verdade é uma e é uma pessoa; só existe uma verdade. Para ter uma verdade, é necessário somente uma autoridade. A mesma e UNICA autoridade dada somente a Simão Pedro.

Por acaso, o Espirito Santo está sugerindo a milhões de protestantes, que interpretem a Escritura individualmente e com tantos pontos de vistas opostos?

Esta pergunta nos conduz ao seguinte tema: O ERRO DE QUE O "ESPIRITO SANTO ME DISSE".
 
Fonte Eletrônica;
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A Pedra sobre a qual se fundamenta a Igreja neste mundo

Cristo entrega as Chaves a Pedro, por Guido Reni (1575-1642): Jesus concedeu a Autoridade sobre a Igreja a S. Pedro

O ESTUDO abaixo é bem fundamentado e bastante esclarecedor, leitura recomendada para os que procuram instrução segura a respeito de um tema fundamental. Por tratar-se de uma discussão recorrente, torna-se ainda mais importante conhecer a verdade dos fatos. O artigo abaixo foi adaptado do original "Quem é a Pedra: Jesus ou Pedro?" de Karl Keating, traduzido por Carlos Martins Nabeto e publicado no site do apostoldo Veritatis Splendor.


O argumento a seguir representa uma das alegações usuais dos chamados "evangélicos", quando tentam argumentar que a “Pedra” citada por Jesus no Evangelho segundo S. Mateus (16,18) não seria o Apóstolo Pedro, mas sim o próprio Jesus, uma vez que as Sagradas Escrituras, em outras passagens, identificam o Cristo como “Rocha” e “Pedra Angular”.

Teologicamente, esta é, para dizer o mínimo, uma argumentação infantil. De fato existem passagens bíblicas em que os termos “pedra” e “rocha” se referem a Jesus. Mas é mais do que claro, - é óbvio, - que isso não significa que todas as vezes em que a Bíblia usa essas palavras está se referindo exclusivamente a Jesus. São inúmeros os exemplos e citações bíblicas que poderíamos usar para demonstrar o que estamos afirmando: o próprio Cristo proclamou-se “Luz do Mundo” em Jo 8,12. Mas Ele também disse aos Apóstolos que eles deveriam ser “Luz do Mundo” , como vemos em Mt 5,13. Vemos, então, que nem todas as vezes que a Bíblia fala em "luz" está se referindo exclusivamente a Jesus.

Da mesma maneira, é óbvio que nem todas as vezes que a Escritura fala em "pedra" está se referindo a Jesus. Além da passagem de Mateus, temos Isaías 51,1-2: nesta passagem, a pedra é Abraão. E também em 1 Pedro 2, 4-5, as Escrituras falam das "pedras vivas", que, neste caso, são o próprio Jesus juntamente com os cristãos fiéis.

É mais do que evidente que Jesus ser chamado "Pedra Angular" é uma coisa, e o fato de o discípulo Simão Barjonas ter sido feito, pelo próprio Jesus, a Pedra sobre a qual edificaria a sua Igreja, é outra coisa, totalmente diferente. Tanto isso é claro que até o nome do Apóstolo foi mudado para Pedra (Pedro).

Mais do que isso, o fato de Jesus aplicar a Simão Filho de Jonas um título que a Bíblia aplica também a Jesus, demonstra a intenção do Senhor em fazer de Simão um representante seu na Terra, assim como acontecera antes com Abraão. Também este teve seu nome mudado (antes era Abrão) quando foi escolhido para conduzir o povo de Deus na Terra, e também este foi comparado a uma pedra ou rocha, exatamente como Pedro. E Jesus Cristo ainda confirmou explicitamente sua intenção ao entregar a autoridade a Pedro, quando lhe dá as Chaves do Reino, que lhe permitiriam ligar ou desligar na Terra o que seria ligado ou desligado no Céu!

E além de tudo isso, convenhamos: se Jesus estivesse naquele momento falando de si mesmo, simplesmente diria "Eu sou a Pedra", assim como disse "Eu sou a Luz do Mundo", "Eu sou o Pão da Vida", "Eu sou a Ressurreição e a Vida" ou "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida", por exemplo.

O Senhor Jesus Cristo, sem dúvida alguma, elevou Pedro como um "pai" para a família dos cristãos (Is 22,21), para guiar o seu rebanho. E o "Príncipe dos Apóstolos" é mais uma vez confirmado como o pastor terreno das ovelhas de Cristo logo após a Ressurreição do Senhor: em João 21, 15-17, por três vezes Jesus pergunta a Pedro se ele o amava, e por três vezes Pedro reafirma seu amor e comprometimento. E então o Salvador, à véspera de deixar os seus discípulos, confia a Pedro a guarda do seu rebanho, isto é, da Igreja, e é importante entender que, naquele momento, confiava-lhe o cuidado de toda a cristandade, fazendo questão de entregar a ele a guarda dos "cordeiros" e também das "ovelhas. “Apascenta os meus cordeiros”, repete o Senhor por duas vezes; e à terceira, diz: “Apascenta as minhas ovelhas”. “Apascentar” significa cuidar, conduzir, guiar, assumir a responsabilidade pelo rebanho; neste caso, é receber do Divino Proprietário a autoridade sobre o seu povo. Apascentar os cordeiros e as ovelhas é, portanto, governar com autoridade a Igreja de Cristo; é ser o condutor: é ter o Primado.

Como se não bastasse, além de tudo isso, o contexto do Novo Testamento demonstra que Pedro tinha a palavra final nos assuntos da Igreja primitiva, em diversas passagens:

# É Pedro quem propõe a eleição de um discípulo para ocupar o lugar de Judas e completar o Colégio dos Doze (At. 1, 15-22);

# É Pedro o primeiro que prega o Evangelho aos judeus no dia de Pentecostes (At. 2, 14; 3, 16);

# É Pedro que, inspirado por Deus, recebe na Igreja os primeiros gentios (At. 10, 1);

# Pedro realiza visitas pastorais às igrejas (At. 9, 32);

# No Concílio de Jerusalém, temos a prova definitiva: é Pedro quem põe um fim à longa discussão que ali se travava, decidindo ele que não se deveria impor a circuncisão aos pagãos convertidos, e ninguém ousou opor-se à sua decisão (At. 15, 7-12).

E esta autoridade de Pedro, assim como a de todos os Apóstolos, era e continua sendo transmitida de um homem para outro, sendo eleitos os novos sucessores pelo próprio Colegiado dos Apóstolos, através dos tempos. No caso de Pedro, as Chaves do Reino dos Céus, entregues por Jesus Cristo, vêm sendo transmitidas, nesses dois mil anos de história, através do papado. Dizer que a autoridade de Pedro morreu com ele seria o mesmo que renegar a Promessa do próprio Senhor Jesus Cristo: "Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém".

Se o Senhor prometeu que continuaria com a sua Igreja até o fim do mundo, também a autoridade que ele concedeu à sua Igreja permanece, até o fim dos tempos. Esta é a doutrina católica. Esta é a Palavra de Deus, segundo as Sagradas Escrituras. Esta é a Tradição Cristã, de dois mil anos de história. Quem pregar o contrário, seja considerado anátema. Porque, "de fato, não existem 'dois evangelhos': existem apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós, e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que seja anátema" (Gálatas 1, 6-8). Graças a Deus.

Como os fatos que apresentamos até aqui, quando analisados de perto são inquestionáveis, numa tentativa desesperada de negar a realidade do Primado de Pedro alguns outros chegaram a criar uma outra interpretação (já bastante manjada), que podemos encontrar em diversos websites e redes sociais da internet:

** Argumento "evangélico": "Sim, a Pedra era Pedro, mas em grego a palavra para pedra grande é 'petra', que significa uma rocha grande e maciça. A palavra usada como nome para Simão é 'petros', que significa uma pedra pequena, uma pedrinha."

De fato, o argumento é tão fraco e desprovido de sentido que, nesse sentido, chega a dificultar a resposta: de tão absurdo, o difícil é saber por onde começar a desmantelá-lo. Principalmente, vemos o quanto são desunidas as denominações "evangélicas", e notamos como o único objetivo que elas têm realmente em comum é negar o catolicismo e a legítima Igreja de Cristo: se o Evangelho de Mateus não está se referindo a Pedro, mas ao próprio Jesus Cristo, então está chamando o Senhor de "pedrinha"!?

Em outras palavras, uma "igreja evangélica" acaba ridicularizando a teoria da outra, na tentativa de negar o catolicismo. Se houvesse mesmo essa alegada diferença nas expressões em grego (que não existe, como veremos), isto só serviria como uma comprovação a mais de que Jesus não estava se referindo a si mesmo nessa frase.

Porém, como sabem os conhecedores do grego antigo (não precisa ser católico), as palavras petros e petra eram sinônimos no grego do primeiro século. Essa diferença de significado pode ter existido séculos antes de Cristo, mas essa distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de Mateus foi traduzido para o grego. Como podemos ter absoluta certeza disso? Simples: a diferença de significados existe apenas no grego ático, e o Novo Testamento foi escrito em grego koiné, um dialeto bastante diferente. No grego koiné, tanto petros quanto petra significam "pedra" ou “rocha”. Se Jesus quisesse chamar Simão de “pedrinha”, teria usado o termo lithos. É uma questão tão simples que até estudiosos reconhecidos das igrejas protestantes históricas o reconhecem: podemos citar, por exemplo, a respeitável obra de D. A. Carson e Frank E. Gaebelein, "The Expositors Bible Commentary".



  Ignorando a explicação, insiste o "evangélico": "Os católicos pensam que Jesus comparava Pedro à rocha. Na verdade, é o contrário. Ele os contrastava: de um lado, a rocha sobre a qual a Igreja seria construída, o próprio Jesus ('Petra'). De outro, esta mera pedrinha ('Petros'). Jesus queria dizer que ele mesmo seria o fundamento da Igreja, e que Simão não estava nem de longe qualificado para tanto"...

A criatividade do homem não tem limites, e é impressionante perceber até onde chega a sua má vontade: os "evangélicos" adoram interpretar a Bíblia literalmente, em tudo que não faz sentido, como no caso da proibição às imagens, por exemplo (que já estudamos
aqui e aqui), e em diversos outros casos. Mas quando é para negar o óbvio, o evidente, o explícito, aí eles vão procurar interpretações desnecessariamente complicadas a partir do texto em grego.

Com certeza é importante estudar os textos sagrados no original. E, por isso mesmo, não podemos nos esquecer que a origem dos Evangelhos não está na língua grega. As narrativas que possuímos hoje foram traduzidas do aramaico, já que esta era a língua falada por Jesus, pelos Apóstolos e por todos os judeus da Palestina. Era essa a língua corrente da região, e sabemos com certeza que Jesus falava aramaico, também, devido a algumas de suas palavras que foram preservadas nos próprios Evangelhos, traduzidas para o grego, como em Mt 27, 46, onde Ele diz, na cruz: Eli, Eli, Lama Sabachtani. Isto é aramaico, e significa, “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”.

Os livros do NT de que dispomos hoje estão escritos em grego porque não visavam apenas os cristãos da Palestina, mas também os de outros lugares, como Roma, Alexandria e Antioquia, onde o aramaico não era falado, e é por isso que também os Evangelhos foram traduzidos. Muito importante: nas epístolas gregas de Paulo (por quatro vezes em Gálatas e outras quatro em 1Coríntios), preservou-se a forma aramaica do novo nome de Simão. Em nossas Bíblias, aparece como Cefas. Isto não é grego, mas sim uma transliteração do aramaico Kepha (traduzido por Kephas na forma helenística).

Então, sabemos o nome que Cristo realmente deu a Simão, na língua em que eles falavam. Seu nome era Simão, mas Deus lhe conferiu um novo nome, como fizera antes com Jacó e com Abrão, ao entregar-lhes suas missões fundamentais na História da Salvação. Foi assim que o Senhor fez com Simão, mudando seu nome, por ter sido ele o primeiro a confessar que Jesus era o Cristo: Jesus Cristo chamou-o Kepha. E o que significa Kepha, em aramaico? Significa rocha, uma pedra grande e maciça: é este o mesmo sentido de petra, em grego.

Já a palavra aramaica para uma pequena pedra é evna. O que Jesus realmente disse a Simão, numa tradução mais literal, em Mt 16, 18 foi: “A partir de agora tu és Rocha e sobre esta Rocha construirei a minha Igreja”. - O que, mais uma vez, é óbvio; afinal, como construir a Igreja sobre uma pedrinha?

Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à uma rocha; não estava comparando a si mesmo com o Apóstolo, de modo algum; isso seria absurdo. Podemos ver esta realidade, vividamente, em algumas versões modernas e mais apuradas da Bíblia em língua inglesa, nas quais este versículo é talvez melhor traduzido: "You are Rock, and upon this rock I will build my Church". - Já em francês, sempre se usou apenas o termo pierre, tanto para o novo nome de Simão quanto para rocha.

O fato simples e concreto é que não é preciso se perder em estudos linguísticos complexos nem em traduções de línguas orientais antigas para entender a questão. Além de toda evidência gramatical, a própria estrutura da narração de Mt 16 15-19 não permite uma diminuição do papel de Pedro na Igreja, de modo algum. Basta observar a forma na qual se estruturou o texto. Haveria algum sentido em Jesus dizer uma frase mais ou menos parecida com esta: “Bendito és tu, Simão, pois não foi a carne nem o sangue que te revelaram este Mistério, mas meu Pai, que está nos Céus. Por isto eu te digo: és uma pedrinha insignificante, sem valor, e sobre a Rocha, que sou eu mesmo, edificarei a minha Igreja... Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que ligares na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu”!?..

Uma "tradução" deste tipo tornaria-se cômica, não é mesmo? Somente um indivíduo dotado de muita, mas muita má vontade para aceitar uma insanidade dessas. A verdade, que está na Escritura para quem quiser ver, é que Jesus abençoa Pedro triplamente, inclusive com o dom das Chaves do Reino. O Senhor coloca Pedro como uma espécie de comandante ou primeiro ministro abaixo do Rei dos reis, dando-lhe as chaves do Reino. Assim como em Isaías 22, 22, época em que os reis apontavam um comandante para os servir, em posição de grande autoridade para governar sobre os habitantes do reino. Jesus cita quase que verbalmente esta passagem de Isaías, o que torna claríssimo aquilo que Ele tinha em mente.

**** Numa útlima tentativa de argumentar, diz o "evangélico": "Então, se 'kepha' significa o mesmo que 'petra', porque a versão grega não traz 'Tu és Petra'? Por quê, para o novo nome de Simão, Mateus usa o grego 'Petros'?"

A resposta é simples: o tradutor de Mateus teve que fazer isso, simplesmente porque não teve escolha. Grego e aramaico possuem diferentes estruturas gramaticais: em aramaico, pode-se usar somente kepha na passagem de Mt 16, 18. Em grego, encontramos um problema: nesta língua, os substantivos possuem terminações diferentes para cada gênero. Em grego, existem substantivos femininos, masculinos e neutros. A palavra grega petra é feminina. Pode-se usá-la na segunda parte do texto, sem problemas. Mas não se pode usá-la para traduzir o novo nome de Simão, somente porque ele é homem, e não uma mulher. Ao traduzir para o grego, não seria possível usar um nome feminino para um homem. Foi preciso "masculinizar" a terminação do nome. Fazendo-o, surgiu o termo Petros, da mesma maneira que no português não dizemos "Apóstolo Pedra", já que o substantivo pedra é feminino. Também em português foi preciso criar o masculino de pedra, que deu em "Pedro".

Observação: no português, "pedra" pode ser usado tanto para uma estrutura gigantesca como a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, quanto para uma pequena pedra que atiramos no rio para formar ondas. Por certo, na tradução do aramaico para o grego perdeu-se parte do jogo de palavras usado pelo Senhor, assim como na tradução para o português.
 
Fonte Eletrônica;

http://ofielcatolico.blogspot.com.br/
 
 

Réplicas da Arca da Antiga Aliança e outras insanidades




A NOVA "moda" das novas comunidades ditas "evangélicas" é a produção de réplicas da Arca da antiga Aliança (descrita no Antigo Testamento da Bíblia). Tais arcas são expostas durante os cultos e literalmente adoradas pelos pastores e pela assembleia reunida.

Espanta ver o povo que tanto calunia os católicos, chamando-os de "idólatras" por conta do uso das imagens, agir dessa maneira. Parece que, na mentalidade de tais "pastores", a reprodução de imagens dos personagens do Novo Testamento, conforme a Tradição cristã legítima, é proibida e pecaminosa; mas a reprodução das imagens do Antigo Testamento, que já passou e foi consumado, é permitida. Suprema contradição, já que a partir de Jesus Cristo foram renovadas todas as coisas, e estabelecida a Nova e Eterna Aliança entre Deus e os homens: "Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2Cor 5, 17).

E mais uma vez constatamos que os autodenominados "evangélicos", na verdade, nada entendem da Bíblia Sagrada: se as próprias Escrituras proclamam a renovação de todas as coisas, porque renegar os símbolos da Nova e Eterna Aliança e usar os símbolos da Antiga Aliança, das coisas que já passaram e não tem mais nenhum sentido sagrado, como é o caso da Arca?

Mais do que isso, na Bíblia Sagrada, ainda no Antigo Testamento, o próprio Deus decreta o fim do culto à antiga Arca. Vejamos (atenção ao destaque):

"Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o SENHOR; pois eu vos desposei; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião. E dar-vos-ei pastores segundo o Meu Coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o SENHOR, nunca mais se dirá: 'A Arca da Aliança do SENHOR', nem ela lhes virá mais ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão nem se fará outra." (Jeremias 3, 14-17)


Não somos judeus, somos cristãos resgatados pelo Sangue do Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus, que nos livra dos nossos pecados! Temos visto o Evangelho sendo deturpado, profanaado e distorcido por falsos profetas que chamam a si mesmos de "pastores" e até de "apóstolos"! Esses verdadeiros lobos em pele de cordeiro são incansáveis na criação de todo tipo de heresia e falso misticismo, que vendem como "cristianismo bíblico". Estão cegos, insanos, alienados, e pior: guiam outros cegos.



Deixamos aqui um alerta a todo o povo católico: já passou da hora de desmistificar uma certa ideia de que "evangélico" entende de Bíblia, e católico não. O que os "evangélicos" conhecem bem é a interpretação que seus "pastores" fazem da Bíblia. - E normalmente é uma interpretação completamente literal, deturpada e equivocada. Talvez muitos católicos não tenham o hábito de ler e memorizar versículos bíblicos, mas instintivamente praticam a Palavra de Deus em suas vidas, de modo muito mais coerente e sensato, pois são conduzidos diretamente pela Igreja que Jesus Cristo deixou neste mundo.Algumas barbaridades "evangélicas":






"Ainda bem que não sou católico idólatra..."


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Enquanto isso, na "igreja" abaixo, a ameaça para os "ermão" que não estiverem dispostos a desembolsar uma parte do seu salário para a barganha com Deus fica bem na parte frontal do interior do "templo": "Contribua de acordo com a 'tua' renda, senão"...




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Abaixo, uma cena que já se tornou antológica: a "profetiza" Ana Paula Valadão recebendo a "unção do leão"...





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Já esse trecho da "bíblia de estudo" do "pastor" Malafaia (vulgo 'malacheia') é impagável (e eu que pensava que Jesus havia dito 'Bem-aventurados os pobres'...):

"Bíblia de estudo 'Batalha Espiritual e Vitória Financeira'


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Campanha da Rosa Consagrada - as pessoas recebem uma "rosa ungida" no culto e levam para casa. Muitas liquidificam essa rosa com suco ou leite, e tomam a mistura para atrair bençãos... Repito: são essas pessoas que rotulam os católicos como "idólatras"...




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As campanhas de "desencapetamento" já se tornaram famosas:





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Campanha do "lenço ungido" na assembleia universal(?):





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Abaixo, anúncio da "Capela Luterana" (agora deram para plagiar também as protestantes históricas) na Campanha "Volta do Amor". - Qualquer semelhança com as práticas dos terreiros de umbanda não é mera coincidência: ambas propõem barganha com a Divindade.


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Você conhece a "carteira de 'pastor evangélico'"? Mãos na cabeça, coisa ruim! Aqui é a "autoridade evangélica"!





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Falei que tem "evangélico" achando que é judeu? Tem até curso para tocar shofar!


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Já viu "explosão de milagres"? Corre lá nessa "igreja evangélica"! E dieta para quê? "O homem de deus 'hora' e a mulher fica magra na hora!":





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E a "Expo-Cristã", que sucesso! O folheto de propaganda mais parece um catálogo de bizarices: tem desde réplica da arca perdida até "chave do reino do céu"...





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Uma dúvida: "fechamento do corpo" não é uma expressão típica da umbanda, quimbanda e candomblé?





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"Fechando as portas do Inferno"... ou escancarando? E não esqueça de comprar também o seu sabonetinho "contra o atraso de vida"!





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E vê se não brinca com o "homem dos mistérios de deus"... Ele é muito poderoso, a julgar pelas façanhas descritas no panfleto abaixo:





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Isso sim é estratégia de marketing: veja como este comércio, quer dizer, empresa, isto é, "igreja" da rede universal está bem localizada (assim fica bem fácil sacar o dinheirinho do salário e deixar a parte do "bispo", de um lado ou de outro):





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Agora entendo o porquê do crescimento "evangélico" no Brasil: tem missionário até com visão de raio X! Superman que se cuide...





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Abaixo, o "óleo sagrado da unção" vendido na campanha da "igreja" quadrangular. Bençãos a preço de liquidação: corra antes que acabe:





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Ele é "pastor" e "profeta", mas pode chamar de "ex-tudo":





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Já o "pastor" anunciado abaixo morreu com uma facada, mas continua desviando, quer dizer, pregando a palavra... Qual palavra não sabemos, mas dizem que ele continua por aí, mesmo depois de morto:




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Alguns singelos pedidos de oração na igreja do Silas Malafaia (AVIÃO EXECUTIVO!?):





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Problemas? "Profetiza Doralice" neles!





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Sabonete de arruda também é moda nas "igrejas evangélicas". Para quê serve? Para a sessão de descarrego, oras! Onde está escrito na Bíblia que arruda "descarrega", afasta "mau-olhado" ou coisa parecida? Deixa pra lá! O importante é lembrar sempre que todo católico é idólatra!






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Mas, pensando bem, melhor que comprar o sabonete é adquirir logo o "sangue do cordeiro", que já vem numa prática embalagem e ainda está em oferta:





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Já o segredo da prosperidade você só encontra na "igreja" neopentecostal mais próxima! Deixe seu pedido e não esqueça de especificar o valor que vai pagar, antecipadamente, pela graça. Afinal, se Jesus é o Caminho, eles são o pedágio!




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E para combater o mal em sua vida, chame logo a "Tropa de Elite Religiosa":





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Agora, na época do calor e das chuvas, você pode pedir também a "unção contra a dengue", e ainda ganha de brinde o "cálice com o óleo santo":





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Se você teve estômago suficiente para chegar até aqui, assista também o vídeo que mostra a chegada da "arca da aliança" a uma das maiores "igrejas" evangélicas do Brasil, em MG (e o Indiana Jones, coitado, procurando lá no Oriente Médio...). Destaque especial para o bonitinho vestido de israelita, sentindo-se o próprio Moisés:





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O ridículo das situações expostas acima pode levar às gargalhadas, mas não podemos nos esquecer, também, que brincar com as coisas santas, como fazem estes que não podemos chamar de "irmãos", é uma grave ofensa Àquele que, sendo Deus, se fez homem e caminhou entre nós, entregando-se à morte de cruz, por Amor, pela nossa salvação. Aos amigos e leitores deste blog, pedimos desculpas por tão terrível festival de blasfêmias e atrocidades. Nossa intenção é alertar e expor o ridículo daqueles que nos atacam. Rezemos para que milhões de pessoas ingênuas e incultas, hoje iludidas. possam libertar-se destes verdadeiros servidores de satanás e mercadores do sagrado. Juntemos nossas orações à voz eterna do Senhor: "Pai, perdoai-os; eles não sabem o que fazem".Divino Senhor Jesus Cristo, cuja infinita misericórdia para com os seres humanos é correspondida com o esquecimento, a indiferença, o desprezo, ofensas e blasfêmias; eis-nos prostrados diante de Vós, para vos desagravarmos das execráveis injúrias com que é alvejado, de toda parte, vosso Sacratíssimo Coração.

Reconhecendo que também nós cometemos indignidades, como assistir a tantas atrocidades e nada fazer para tentar impedi-las, nem denunciá-las, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar as nossas próprias culpas e também as daqueles que pecam por ingenuidade ou ignorância, e comprometemo-nos a emendar-nos de nossos erros e nunca mais tornarmos a incorrer nos mesmos pecados.

De todos os crimes deploráveis, Senhor, queremos hoje desagravar-vos, mais particularmente, pelos crimes hediondos daqueles que corrompem as almas em vosso Santo Nome, dos que usam da vossa Palavra em proveito próprio, desviando vossos buscadores despreparados, e pelas abomináveis blasfêmias contra vós, contra a Virgem Maria e contra vossos santos, pelos insultos ao vosso Sacrifício salvador, e também ao vosso Vigário e ao vosso clero, assim como pelo desprezo e pelas horríveis profanações do Sacramento do Divino Amor e suas expressões.

Recebei, oh Sagrado Coração de Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima, a espontânea homenagem deste nosso singelíssimo desagravo.

Concedei-nos a perseverança no fiel cumprimento dos nossos deveres cristãos, até à morte, para que possamos chegar à Pátria Eterna, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais pelos séculos dos séculos. É em vosso Santo Nome que imploramos, Jesus, Senhor nosso. Amém.
 
Fonte Eletrônica;
 

Os livros de Macabeus disseram que não eram inspirados?

 



 



Objeção
A qualidade da escrita dos livros deuterocanônicos é inferior aos livros protocanônicos. Até mesmo o autor de II Macabeus reconheceu isso quando escreveu: “Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor. (II Macabeus 15, 38). Como pode a palavra de Deus ser medíocre?
Resposta: Um olhar mais atento a esta passagem revela que o autor não acredita que seu trabalho era “mal feito e medíocre”, mas somente que seu trabalho poderia não corresponder às expectativas de todos. Ele acreditava que o seu trabalho era fruto de seu melhor esforço e recomenda aos leitores a apreciação, o que ele afirma no versículo seguinte: “Assim como é nocivo beber vinho sozinho ou água sozinho, enquanto o vinho de mistura com água faz uma bebida mais agradável que aumenta deleite, então uma história habilmente composta deleita os ouvidos de quem lê o trabalho...” (II Macabeus 15, 39). Isto é o que o autor pretendia. A declaração “medíocre” reflete a humildade do autor de que II Macabeus pode não ser literariamente tão boa quanto os outros trabalhos.
Mas é verdade que o Espírito Santo, quando inspira um escritor, coloca as melhores habilidades literárias sobre o autor humano? Certamente, não. Quando o Espírito Santo inspira escritores, Ele respeita suas qualidades humanas, habilidades e personalidade. É por isso que os livros da Bíblia são diferentes. Os escritos de Paulo têm um estilo diferente da epistola de Tiago, de Judas ou Lucas. Da mesma forma, o autor dos Salmos tem um estilo diferente de Ester, Ezequiel ou Joel. No entanto, o Espírito Santo é o principal autor de todos esses livros. Habilidade literária é propriedade instrumental secundária do autor humano, e esta habilidade varia de pessoa para pessoa.
Portanto, o autor de II Macabeus nunca quis dizer que sua obra era “imperfeita e medíocre”, ele apenas faz uma sugestão diz primeiro que alguém achar que ela está “felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo;” e em seguida diz que se alguém achar que ela está “imperfeita e medíocre” foi o melhor que ele pode fazer, logo em nenhum lugar ele menospreza sua obra, fala apenas das possíveis opiniões que surgiriam sobre a forma literária de sua obra.
Paulo escreveu coisas imensamente mais “comprometedoras” em suas cartas aos coríntios.
Aos outros sou eu quem digo e não o Senhor: se algum irmão tem uma mulher sem fé e esta consente em habitar com ele, não a repudie.” (I Coríntios 7, 12).
Aqui ele diz abertamente que é ele quem está falando e não Deus.  Paulo não está se julgando inspirado?
Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.” (I Coríntios 7, 6).
Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel.” (I Coríntios 7, 25).
Novamente, Paulo diz que está falando coisas que “não vêm” de Deus. O que está fazendo isso na Bíblia, então? Ele, mais à frente, também diz:
O que digo, não o digo segundo o SENHOR, mas como por loucura, nesta confiança de gloriar-me.” (II Coríntios 11, 17).
Paulo afirma estar escrevendo coisas que não partem de Deus em quatro versículos. Portanto, o que é que estão fazendo essas passagens nas Escrituras, já que “não foram inspiradas pelo Senhor”? Será que essas passagens também não são realmente inspiradas? Se não são, por que ainda se encontram na Bíblia?  Por que não foram simplesmente arrancadas e riscadas? E se fossem removidas, o que impediria de remover toda I e II Coríntios, já que não podemos ter a certeza se todo livro é inspirado ou é obra humana?

Objeção:
“I Macabeus explicitamente nega, pelo menos em 2 lugares, que um profeta não existia durante seu tempo
“... e tomaram a excelente resolução de demoli-lo, para que não recaísse sobre eles o opróbrio vindo da mancha dos gentios. Destruíram-no, portanto, e transportaram suas pedras a um lugar conveniente sobre a montanha do templo, aguardando a decisão de algum profeta a esse respeito.” (I Macabeus 4, 45-46)
A opressão que caiu sobre Israel foi tal, que não houve igual desde o dia em que tinham desaparecido os profetas.” (I Macabeus 9, 27).
Se não havia profetas, então estes livros não podem ser proféticos. Portanto, os deuterocanônicos não podem ser incluídos no cânon das Escrituras.”
Resposta: Se você olhar atentamente para as duas passagens citadas acima, você vai ver que o objetor está lendo a sua própria interpretação no lugar dos textos. I Macabeus 4, 45-46 não diz que ele foi composto durante um período nenhum profeta em Israel, ao contrário, apenas registra que os Macabeus queriam esperar até que um profeta dissesse-lhes o que fazer com as pedras do Templo. Não há nada neste texto que sugerem que Israel não tinha mais nenhum profeta, só que não havia um profeta disponível no momento em que o altar foi derrubado.
Como o exegeta protestante Rudolf Meyers ressalta:
Sobre a restauração do templo por Judas Macabeu as pedras do altar profanado foram guardadas para serem usadas somente quando um profeta se levantasse para fazer a intimação necessária. Este é geralmente considerado como um sinal de que não havia nenhuma profecia na época, mas esse entendimento não é totalmente correto. A exposição deve, antes, assumir que o autor considera aparentemente a existência de um profeta como possível (II Mac. 10, 1 ss). Em termos desta atitude religiosa básica I Macabeus concorda com Siraque e seu neto. Não se precisa ter nenhuma surpresa que essas opiniões eram possíveis no momento em que a neo-profecia já estava emergindo pseudepigraficamente, para as diferentes perspectivas não se anulam, mas existiam juntos por um longo tempo. A teoria de que não havia profecia presente, como veremos mais adiante (-> 982), não prevaleceu até  o período pós-apostólico”. (II Macabeus 15, 39)
O mesmo pode ser dito de I Macabeus 9, 27. Será que este texto realmente diz que toda a profecia cessou em Israel pouco antes de Macabeus? O significado de “desde o dia em que tinham desaparecido os profetas.” é menor do que o definido. Ele não nos diz quando os profetas cessaram nem indica que esta era uma condição temporária ou se esta era uma condição constante que se estendeu a partir desse momento, até o tempo dos Macabeus. Em outras palavras, esta referência é tão geral que realmente nada específico pode ser desenhado a partir dela.
O pressuposto por trás dessa objeção é que de alguma forma a história sagrada pára e Deus deixa de revelar-se ao seu povo, sempre que um profeta ungido não está vivo em Israel. Essa noção não é obviamente verdadeira. Sabemos que nos livros protocanononicos vários textos inspirados foram escritos sobre os eventos durante os quais não houve profetas em Israel. Por exemplo, Asafe escreve no Salmo 74, 8-9:
Disseram em seus corações: Destruamo-los todos juntos; incendiai todos os lugares santos da terra. Não vemos mais nossos emblemas, já não há nenhum profeta e ninguém entre nós que saiba até quando...”.
Será que não existiam profetas já no tempo dos Salmos mais de 600 anos antes de Cristo, e também o Salmo 8 ou todo o Livro dos Salmos não é inspirado?
Da mesma forma, o escritor de Lamentações fala de uma época em que havia profetas, mas nenhuma revelação:
Tet. Jazem sob escombros as suas portas que ele quebrou, partindo as traves. Acham-se no estrangeiro seu rei e príncipes. Não há mais oráculos. Mesmo os profetas não mais recebem as visões do Senhor”. (Lamentações 2, 9)
Será que não era inspirado? O mesmo argumento poderia até ser feito a partir da Epístola do Novo Testamento de Judas quando ele escreve:
senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos.” (Judas 3).
Jude não está a rebaixar a fé em sua carta? Seguindo a lógica do nosso opositor, Judas não poderia ser Escritura inspirada uma vez que ele afirma que a fé já foi transmitida para as pessoas. Sabemos que Deus pode revelar conhecimento “profético’ ao seu povo através de seus oficiais ungidos diferentes de profetas. Por exemplo, no Evangelho de João, o sumo sacerdote disse ter proferido uma profecia sobre o Messias:
Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: ‘Vós não entendeis nada! Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.’ E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos.” (João 11, 49-52)
Aqui temos um exemplo de um oficial ungido, além de um profeta, dando revelação pública para o povo de Israel. Sendo escrito no Evangelho de João valida ainda mais esta profecia de Caifás. Portanto, mesmo se não houvesse profetas ungidos em Israel durante um determinado período, isso não significa, ipso facto, de que Deus não dá a revelação pública que venha a ser incluída nas Escrituras. Já tratamos esse argumento novamente em mais detalhes quando nos dirigimos a ideia de que apenas os profetas podem escrever escritos inspirados ou proféticos [pode ser visto aqui].
Sobre essa questão Mark Bonocore dá algumas dicas importantes:
Primeiro de tudo, não vejo nenhuma menção de que ‘a inspiração de Deus tinha cessado’ neste momento. A passagem não diz nada disso. De fato, foi durante esse tempo que Deus criou o milagre do óleo no Templo, comemorada ainda hoje pelos judeus como a festa da Dedicação. Mas, por outro lado, observe que ambas as citações referem-se à ‘liderança do povo judeu’... E ambas associam a liderança com um ‘Profeta’. Mas, você sabe por quê? É porque nem os Macabeus, nem quaisquer descendentes do próprio David, não poderiam declarar-se como reis, porque um ‘profeta’ era necessário para ungir um rei legítimo de Israel (assim como Samuel ungiu Saul e Davi). Assim, não poderia haver sucessor para Davi sem um profeta para escolhê-lo. Bem, [...] Então quem seria finalmente este profeta? É João Batista: o último profeta do Antigo Testamento, cujo batismo unge Jesus como o Messias (João 1, 31-33). Portanto, I Macabeus parece um impressionante testemunho nas Sagradas Escrituras, para mim, uma vez que estabelece as bases para a vinda de São João.
Além do que Lucas 1, 41; 1, 46; Lucas, 1, 67; Lucas, 1, 25-27; Lucas, 1, 36, nos revela que o carisma profético existia em Israel até pouco antes da vinda de João Batista. Assim, quando I Macabeus fala que não existe nenhum profeta para ungir um Rei legítimo (o papel que João Batista viria a cumprir), não exclui a existência de profetas menores ou de inspiração divina entre o povo eleito de Deus.
Assim, a necessidade de um profeta no tempo de I Macabeus foi por causa de uma crise na ‘legítima’ liderança, e não por causa da inspiração divina necessária para escrever os livros.” (BONOCORE, 2008).
O Dr. Mark nos mostra, de forma claríssima, que o livro de Macabeus não fala nada a respeito da tal interrupção da profecia em Israel ou da não existência de escritos inspirados e, sim, do não aparecimento de um grande profeta para ungir o Rei. Assim, apenas o profeta do Messias, João Batista, seria o Profeta que era necessário para anunciar o Novo Rei dos Reis, Jesus Cristo. E o livro de Macabeus nos mostra as bases dessa necessidade. Assim como Samuel ungiu a Davi como o verdadeiro Rei de Israel, foi João Batista quem, através de seu batismo, ungiu Jesus como o Novo Rei do Novo Reino (João 1, 29-35.49).
O próprio Flávio Josefo diz que João Hircano desse mesmo livro, tinha o dom da profecia. Além disso, existem várias profecias nos livros deuterocanônicos. [pode ser visto aqui]
A alegação de que não há referências de profetismo nos deuterocanônicos é derrubada pela seguinte passagem do livro do Eclesiástico 24, 32-34:
Farei, pois, luzir a instrução como a luz da aurora e a proclamarei até bem longe. Continuarei a espalhar minha instrução como profecia e a deixarei para as gerações dos séculos, e não cessarei de anunciá-la à sua descendência até a santa eternidade. Vede que não trabalhei só para mim, mas para todos os que a Sabedoria procuram? (Eclesiástico 24, 32-34 / 24, 44-47).
O autor de Eclesiástico, nesses versículos, escreveu que o livro da Aliança de Deus, o Altíssimo, foi escrito por Moisés (Eclesiástico 24, 23) e, aqui, ele diz que o que ele escreve é profecia e que esse livro foi escrito para todas as gerações futuras, para todos os que buscam instrução.

PARA CITAR


Michuta, Gary. Os livros de Macabeus disseram que não eram inspirados? Disponível em: <http://apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/deuterocanonicos/557-somente-profetas-podem-escrever-livros-inspirados> Desde 29/01/2014

BIBLIOGRAFIA


MICHUTA, GARY. Why Catholic Bibles Are Bigger: The Untold Story Of The Lost Books Of The Protestant Bible. Gotto Press, Michigan. 2007.
RODRIGUES, Rafael. Manual de Defesa dos Livros Deuterocanônicos. 1a edição. Salvador. BA: Clube dos Autores, 2012.
BREEN A. E. A General and Critical Introduction to the Holly Scripture. New York: John P. Smith Printing, 1897.