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terça-feira, 9 de julho de 2013

O Que é Igreja Apostólica?


Introdução

Hoje em dia está na moda as novas seitas protestantes adicionarem o adjetivo "apostólica" ao seus nomes. Como por exemplo: Igreja Nova Apostólica, Igreja Evangélica Apostólica das Águas Vivas, Igreja Apostólica Ministério Comunidade Cristã, Igreja Apostólica do Avivamento, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Cristã, Igreja Apostólica Ministério Resgate, Igreja Apostólica Batista Viva e etc.

Mas será que toda igreja é apostólica? Será que toda igreja tem que ser apostólica? Será toda "igreja" pode adotar para si o adjetivo "apostólica", sem detrimento de seu real significado?
O Ensinamento da Igreja Católica
O Catecismo da Igreja Católica ensina:
§861 "Para que a missão a eles [aos apóstolos] confiada fosse continuada após sua morte [de Jesus], confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério."
§862 "Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos." Eis por que a Igreja ensina que "os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado".
Os protestantes em contrapartida alegam que nunca houve sucessão apostólica, e que a Igreja Apostólica é simplesmente aquela fiel á doutrina bíblica. Afirmam ainda que a reunião dos fiéis constitui a Igreja.
O que ensina a Bíblia?
A Bíblia ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo, deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lc 10, 16). Aqui vemos o testemunho da autoridade dos apóstolos sobre toda a Igreja dada pelo próprio Cristo.
A Bíblia dá testemunho de que os apóstolos claramente escolheram sucessores que, por sua vez, possuíram a mesma autoridade de ligar e desligar. A substituição de Judas Iscariotes por Matias (cf. At 1,15-26) e a transmissão da autoridade apostólica de Paulo a Timóteo e Tito (cf. 2 Tm 1,6; Tt 1,5) são exemplos de sucessão apostólica.
Além destes exemplos claros há também os implícitos como o caso de Apolo. Apolo era um Judeu natural de Alexandria que conhece o verdadeiro Evangelho em Éfeso (cf. At 18,24-28). A Bíblia diz que Apolo foi levado aos discípulos de Cristo que se encontravam em Corinto (cf. At 19,1).
São Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos de Corinto faz menção de Apolo, vejam:
"Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: ?Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo, eu, de Cefas; eu, de Cristo" (1Cor 1,11-12).
Bem, sabemos de onde surgiu Apolo e que ele foi enviado a Corinto, mas o que ele está fazendo na Igreja de Corinto?
São Paulo continua: "Pois quem é Apolo E quem é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem faz crescer" (1 Cor 3,5-6).
Notaram? São Paulo fundou a Igreja em Corinto, mas quem cuidava desta Igreja era Apolo, era ele que no dizer no Apóstolo, regava, isto é cuidava da Igreja. Apolo era então o Bispo de Corinto, instituído pelos apóstolos.
Apesar das palavras do apóstolo serem claras, isso explica porque os cristãos dissensores de Corinto, ao criar um partido, escolheram o nome de Apolo, que era o líder daquela comunidade, isto é, o Bispo.
O episcopado de Apolo fica ainda mais claro, nas seguintes palavras de São Paulo:
"Portanto, ninguém ponha sua glória nos homens. Tudo é vosso: Paulo, Apolo, Cefas (Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo é vosso! Mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus" (1Cor 3,21-22; 4,1).
Veja como São Paulo coloca o ministério de Apolo em igualdade com o seu próprio. Ver também (1Cor 4,6).
Vimos que a Sagrada Escritura ao contrário do que ensinam os "entendedores da Bíblia" não nega a existência da Sucessão dos Apóstolos, como meio de perpertuar de forma segura o ministério dos Apóstolos, ao contrário, ela confirma isso.
O que diz a história da Igreja?
Se estamos falando a verdade, devemos obrigatoriamente encontrar na história da Igreja, provas de que a Sucessão Apostólica realmente existia. Caso contrário estaremos somente especulando sobre o que realmente existia na Igreja primitiva, como faz atualmente o protestantismo.
Vamos ver agora se encontramos na história da Igreja alguma prova da existência da sucessão dos apóstolos:
Clemente de Roma, o 4º Bispo de Roma na sucessão de São Pedro, em sua primeira carta aos Coríntios (90 D.C) escreve:
"42. Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza, por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ?Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé" (Is 60,17)"
"44. Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério."
Vejam que desde o início do Cristianismo já se sabia que os Bispos da Igreja são os sucessores dos Apóstolos. Temos uma prova clara de que a Sucessão dos Apóstolos tinha como objetivo perpetuar o ministério dos Apóstolos, já que a Igreja deveria permanecer ainda na terra durante séculos.
Portanto, ninguém pode ser intitular Bispo, se não tiver recebido as sagradas ordens através da legítima sucessão dos Apóstolos; e ninguém pode se intitular pastor da Igreja se não tiver recebido a sagrada ordem pelas mãos de um legítimo Bispo.
A Igreja Apostólica é como um Rio, que possui sua nascente na sucessão dos Apóstolos. É do Colégio dos Apóstolos que a Igreja possui a sua origem, segundo designo do próprio Cristo.
A Sucessão dos Apóstolos foi algo tão real na vida da Igreja, que muitas destas sucessões foram registradas por alguns historiadores como Hegesipo e Eusébio de Cesaréia.
Veremos algumas das sucessões dos apóstolos registradas pelo Bispo Eusébio de Cesaréia (Séc IV), historiador da Igreja, em sua obra ?A História Eclesiástica? (HE):
Sucessão Apostólica em Roma
"No atinente a seus outros companheiros, Paulo testemunha ter sido Clemente enviado às Gálias (2Tm 4,10); quanto a Lino, cuja presença junto dele em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo (2Tm 4,21), depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado" (HE III,4,8).
"A Vespasiano, depois de ter reinado 10 anos, sucedeu Tito, seu filho, como imperador. No segundo ano de seu reinado, o bispo Lino, depois de ter exercido durante doze anos o ministério da Igreja de Roma, transmitiu-o a Anacleto." (HE III,13)
"No décimo segundo ano do mesmo império [de Domiciano, irmão de Tito], Anacleto que foi bispo da Igreja de Roma durante doze anos, foi substituído por Clemente, que o Apóstolo [Paulo], na carta aos Filipenses, informa ter sido seu colaborador, nesses termos: 'Em companhia de Clemente e dos demais auxiliadores meus, cujos nomes estão no livro da vida'" (Fl 4,3)
"Relativamente aos bispos de Roma, no terceiro ano do reinado do supracitado imperador [Trajano], Clemente terminou a vida, passando seu múnus a Evaristo. No total, durante nove anos exercera o magistério da palavra de Deus." (HE III,34)
"Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano (...) Evaristo completado seu oitavo ano, Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo." (HE IV,1)
"No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano], Alexandre, bispo de Roma morreu, tendo completado o décimo ano de sua administração. Teve Xisto como sucessor." (HE IV,4).
"Ao atingir o império de Adriano já o duodécimo ano, Xisto, tendo completado o décimo ao de episcopado em Roma, teve Telésforo por sucessor, o sétimo depois dos apóstolos." (HE IV,5,5)
"Tendo ele [Aélio Adriano] cumprido sua incumbência, após vinte e um anos de reinado, sucedeu-lhe no governo do império romano Antonino, o Pio. No primeiro ano deste, Telésforo deixou a presente vida, no undécio ano de seu múnus e coube a Higino a herança do episcopado em Roma." (HE IV,10)
"Tendo Higino falecido após o quarto ano de episcopado, Pio tomou em mãos o ministério em Roma." (HE IV,11,6)
"E na cidade de Roma, tendo morrido Pio no décimo quinto ano de episcopado, Aniceto presidiu aos fiéis desta cidade." (HE IV,11,7)
"Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero], quando Sotero sucedeu a Aniceto, que completara onze anos de episcopado na Igreja de Roma."(HE IV,19)
"Sotero, bispo da Igreja de Roma, chegou ao termo de sua vida no decurso do oitavo ano de episcopado. Sucedeu-lhe Eleutério, o décimo segundo a contar dos Apóstolos, no décimo sétimo ano do imperador Antonino Vero" (HE V,Introdução,1)
"No décimo ano do império de Cômodo, Vítor sucedeu a Eleutério, que havia exercido o episcopado durante treze anos.(...)" (HE V,22)
Sucessão Apostólica em Jerusalém
"Após o martírio de Tiago e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor ' havia um grande número deles ainda vivos ' reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José." (HE III,11)
"Por sua vez, tendo Simeão morrido segundo relatamos, um judeu, chamado Justo, ocupou em Jerusalém a sé episcopal. Havia um grande número de circuncisos que acreditavam em Cristo e ele era deste número." (HE III,35)
"Certifiquei-me, contudo, por documentos escritos, que, até o assédio dos judeus sob Adriano, sucederam-se em Jerusalém quinze bispos. Diz-se que eram todos hebreus por origem e terem acolhido genuinamente o conhecimento de Cristo. Em conseqüência, aqueles que ali podiam decidir, julgaram-nos dignos do múnus episcopal. Com efeito, a Igreja toda de Jerusalém se compunha então de hebreus fiéis. Assim sucedeu desde o tempo dos apóstolos até o cerco que sofreram então, quando os judeus se contrapuseram aos romanos e foram aniquilados em fortes guerras.
Uma vez que terminaram nessa ocasião os bispos oriundos da circuncisão, convém levantar agora sua lista, desde o primeiro. Com efeito, o primeiro foi Tiago, denominado irmão do Senhor, depois dele, o segundo foi Simeão; o terceiro, Justo; o quarto, Zaqueu; o quinto, Tobias; o sexto, Benjamim; o sétimo, João; o oitavo, Matias; o nono Filipe; o décimo, Sêneca, o undécimo, Justo; o duodécimo, Levi; o décimo terceiro, Efrém; o décimo quarto, José; finalmente, o décimo quinto, Judas.
Estes foram os bispos da cidade de Jerusalém, desde os apóstolos até o tempo a que nos referimos. Todos dentre os circuncisos." (HE IV, 5,2-4)
"[Durante a perseguição aos Judeus sob o imperador Adriano] a cidade [de Jerusalém] foi reduzida a ser totalmente desertada pelo povo e a perder seus habitantes de outrora. Foi povoada uma raça estrangeira. A cidade romana que a substitui recebeu outro nome, e foi denominada Aélia, em honra do imperador Aélio Adriano. A Igreja da cidade foi composta também de gentios, e após os da circuncisão o primeiro dos bispos a receber a múnus foi Marcos." (HE IV,6,4)
"Nesta época [do imperador Cômodo, sucessor de Antonino Vero], era famoso o bispo da Igreja de Jerusalém Narciso, até hoje muito conhecido. Foi o décimo quinto sucessor, após a guerra judaica, sob Adriano. Mostramos que, desde então, a Igreja local constava de gentios, substitutos dos membros da circuncisão e que Marcos foi o seu primeiro bispo proveniente dos gentios.
Depois dele, as listas dos sucessivos bispos desta região registram Cassiano; em seguida Públio, depois Máximo; após estes, Juliano, e em seguida Caio; depois dele Símaco, outro Caio, e ainda Juliano, após Capitão, a seguir Valente e Doliguiano; por fim Narciso, o trigésimo a contar dos apóstolos, na sucessão regular dos bispos." (HE V,12)
A Sucessão Apostólica em Antioquia
"Evódio foi o primeiro bispo estabelecido em Antioquia; depois ilustrou-se o segundo, Inácio, nessa mesma ocasião." (HE III,22)
"Após [Inácio], Heros foi seu sucessor no episcopado em Antioquia" (HE III,36,15)
"É sabido que, na Igreja de Antioquia, Teófilo foi sexto bispo a contar dos apóstolos, pois Cornélio foi instalado como quarto depois de Heros, nesta cidade, e após, em quinto lugar, Eros recebeu o episcopado." (HE IV,20).
A Sucessão Apostólica em Alexandria
"No quarto ano de Domiciano, Aniano, o primeiro bispo da Igreja de Alexandria, após vinte e dois anos completos de episcopado, morreu. Seu sucessor, como segundo bispo, foi Abíblio" (HE III,14)
"Nerva [imperador, sucessor de Domiciano] reinou pouco mais de um ano e Trajano lhe sucedeu. No decurso de seu primeiro ano, Abílio, tendo dirigido por treze anos a Igreja de Alexandria, foi substituído por Cerdão. Se contarmos desde o primeiro, Aniano, este foi o terceiro chefe. Nesta ocasião, Clemente estava à frente da Igreja de Roma, e foi o terceiro a ocupar a sé episcopal, depois de Paulo e de Pedro. Lino foi o primeiro, e em seguida Anacleto." (HE III,21)
"Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano, bispo de Alexandria, de que falamos um pouco mais acima [Cerdão], deixou a presente vida. Primo foi o quarto, depois dos apóstolos, a assumir o múnus da Igreja de Alexandria." (HE IV,1)
"No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano] (...) na Igreja de Alexandria, Primo morreu no décimo ano em que presidia e sucedeu-lhe Justo." (HE IV,4).
"Decorridos um ano e alguns meses [depois do duodécimo ano do império de Adriano], Eumenes teve a presidência na Igreja de Alexandria, em sexto lugar. Seu predecessor [Justo] permaneceu durante onze anos." (HE IV,5,5)
"[durante o tempo de imperador Antonino], em Alexandria, Marcos foi nomeado pastor, depois que Eumenes completou treze anos; e tendo Marcos morrido após dez anos de ministério, Celadião assumiu o múnus da Igreja de Alexandria." (HE IV,11,6).
"Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero] (...) Na Igreja de Alexandria, depois que Celadião a presidira durante catorze anos, Agripino assumiu a sucessão" (HE IV,19).
"Depois que Antonino esteve dezenove anos no governo, Cômodo obteve o poder. No primeiro ano de seu reinado, Juliano assumiu o episcopado das Igrejas de Alexandria, depois de ter Agripino desempenhado suas funções durante doze anos." (HE V,9)
"No décimo ano do império de Cômodo, (...) tendo Juliano completado o décimo ano de seu múnus, Demétrio tomou em mãos o ministério das comunidades de Alexandria (...)" (HE V,22)
Sucessão apostólica em outras localidades
"Não é fácil dizer quantos discípulos houve e quais se tornaram verdadeiramente zelosos a ponto de serem considerados capazes, depois de comprovados, de apascentar as Igrejas fundadas pelos apóstolos, exceto aquelas cujos nomes é possível recolher dos escritos de Paulo.
(...)Relata-se ter sido Timóteo o primeiro a exercer o episcopado na Igreja de Éfeso (1Tm 1,3), enquanto o primeiro nas Igrejas de Creta foi Tito (Tt 1,5)" (HE III,4,3-5).
"Acrescente-se que acerca do areopagita, de nome Dionísio, do qual afirma Lucas nos Atos que, em seguida ao discurso de Paulo aos atenienses no Areópago, foi o primeiro a crer (At 17,34), outro Dionísio, um ancião, pastor da Igreja de Corinto, assevera que ele se tornou o primeiro bispo da Igreja de Atenas" (HE III, 4,10).
"Policarpo, não somente foi discípulo dos apóstolos e conviveu com muitos dos que haviam visto o Senhor, mas ainda foi estabelecido pelos apóstolos bispo da Igreja de Esmirna, na Ásia. Nós o vimos na infância." (Melitão de Sardes em apologia ao imperador Vero, conforme HE IV,14,3).
"(..)Havendo Potino consumado sua vida aos 90 anos em companhia dos mártires da Gália, Ireneu recebeu a sucessão no episcopado da comunidade cristã de Lião, que era dirigida por Potino. Tivemos notícia de que na juventude ele [Ireneu] foi ouvinte de Policarpo" (HE V,5,8)
Enfim, citamos estes poucos casos porque apresentar todos os testemunhos dos antigos sobre a sucessão dos apóstolos seria demasiadamente trabalhoso. Os exemplos aqui transcritos já são suficientes para provar a existência da sucessão dos apóstolos na história da Igreja de Cristo.
Conclusão
Jesus revestiu aos apóstolos da Sua autoridade. A Bíblia em local algum indica que esta autoridade dentro da Igreja iria cessar com a morte dos apóstolos e em lugar algum diz que uma vez morto o último apóstolo, a Palavra de Deus escrita tornar-se-ia a autoridade final.
Não há fidelidade à Bíblia, sem fidelidade à Igreja de Cristo. A Igreja sempre foi "a coluna e o fundamento da verdade" (cf. 1Tm 3,15) para os cristãos. Quem conhece a memória cristã sabe, que a Bíblia demorou séculos para ser discernida pela Igreja, e que os ensinamentos sucessores dos apóstolos eram recebidos como ensinamentos dos próprios apóstolos:
"Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras agora representam a tradição da doutrina apostólica" (HE III,37,4).
É exatamente através da sucessão apostólica, que podemos identificar onde está a Igreja de Cristo. O colégio dos apóstolos é o que faz visível a Igreja Espiritual. Sem o ministério dos apóstolos não há Igreja; e a perpetuação deste ministério está no ministério dos sucessores dos apóstolos. Como vimos é isto que ensina a Bíblia e é este o testemunho da história do Cristianismo. E em conformidade com toda a Verdade, este é o ensinamento do Santo Padre o Papa João Paulo II, legítimo sucessão de São Pedro (príncipe e líder dos Apóstolos, cf. Lc 22,31s e Mt. 16,18-19):
"28. Por último, a Igreja é apostólica enquanto ?continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo, graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o Colégio dos Bispos, assistido pelos presbíteros, em união com o Sucessor de Pedro, Pastor supremo da Igreja?. Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno." (Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA).
Autor: Alessandro Lima *.
Autor: Alessandro Lima *.
* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.
* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.
 

Se JESUS Era Judeu , Por que Nós Somos Católicos?

 
O termo “judeu” é usado com pelo menos dois sentidos nas Escrituras: para se referirem á aqueles que são autenticamente judeus e para aqueles que são religiosamente judeus. Jesus era judeu em ambos os sentidos. Na verdade, ele completou o judaísmo se servindo de Messias (Cristo) pelo o qual os profetas haviam predito.
 
A forma completa da religião judaica é conhecida como “cristandade” e seus seguidores são cristãos ou “seguidores de Cristo”. Infelizmente, muitas pessoas que são judeus étnicos não reconhecem Jesus como o Messias e por isso eles não aceitam o cristianismo, a forma completa do judaísmo. Outros judeus (os apóstolos e seus seguidores) reconhecem que Jesus era o Messias e abraçaram o cristianismo.

Pouco tempo depois, foi aceito que alguém poderia ser cristão embora não pertencesse ao povo judeu. Assim, os apóstolos começaram a converter muitos gentios á fé cristã. Dessa forma, começou a possibilidade de uma pessoa ser “judeu” por religião (porque aceitou o cristianismo), mas não sendo judeu por etnia. Esse é o caso de muitos cristãos de hoje.

Essa é a diferença entre judeu étnico ou religioso que se encontra em Romanos 2,28-29: “Não é verdadeiro judeu o que o é exteriormente, nem verdadeira circuncisão a que aparece exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é interiormente, e verdadeira circuncisão é a do coração, segundo o espírito da lei, e não segundo a letra. Tal judeu recebe o louvor não dos homens, e sim de Deus”.

Os cristãos são aqueles que Paulo se refere como sendo interiormente (religiosamente) judeus, enquanto os judeus não cristãos são aqueles que ele se refere como sendo exteriormente (etnicamente) judeus. A condição anterior, ressalta, é a mais importante.

Infelizmente, ao longo do tempo alguns cristãos romperam com a Igreja que Jesus fundou, e assim o nome foi necessário para distinguir esta Igreja desde daquela que eles romperam com ele. Porque todas as rupturas eram particulares, em grupos locais, foi decidido chamar a Igreja que Jesus fundou de "universal" (em grego, kataholos = "de acordo com o todo"), e, portanto, o nome católico foi dado a ela.

É por isso que Jesus era judeu e nós somos católicos: Jesus veio para completar a religião judaica através da criação de uma Igreja que serviria como seu cumprimento e está aberta a pessoas de todas as raças, não apenas os judeus étnicos. Como católicos, nós somos aqueles que aceitaram o cumprimento da fé judaica, unindo a Igreja que Jesus fundou.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva, para o Veritatis Splendor, do original em inglês “If Jesus was a Jew, why are we Catholic?” da web site catholic.com.
 
Fonte Eletrônica;
 

Alguem que Tenha Cometida um Pecado Mortal Pode Receber a Comunhão se Fizer um Ato de Contrição Perfeito

 
O Catecismo da Igreja Católica afirma que, se uma pessoa faz um ato "perfeito" de contrição, seus pecados mortais foram perdoados mas precisam ir para ir à confissão sacramental, o mais rapidamente possível. Isso significa que uma pessoa no banco da igreja na missa dominical da manhã, depois de supostamente fazer um ato de contrição perfeito, pode receber a Eucaristia na Missa?
 
Resposta:

Primeiro, para esclarecer, o Catecismo fala de "contrição perfeita", não um "ato de contrição perfeito." Esta é uma distinção importante, porque não é um ato perfeito (por exemplo, recitando um ato de contrição como perfeita oração) que obtém o perdão dos pecados graves, mas é a própria contrição que deve ser perfeita.

Contrição é definida como "a tristeza da alma e o ódio pelo pecado cometido, juntamente com a decisão de não mais pecar" (CIC 1451). Contrição pode ser imperfeita ou perfeita.

Contrição imperfeita, que não obtém o perdão dos pecados graves, "nasce da consideração da indignidade do pecado ou do temor da condenação eterna e as outras penas que ameaçam o pecador" (CIC 1453).

Contrição perfeita, por outro lado, "surge de um amor pelo qual Deus é amado acima de tudo" (CIC 1452). Só desta forma de contrição obtém o perdão dos pecados graves antes de ir para a confissão.

Da contrição perfeita obtém o perdão dos pecados graves, aquele que faz um ato de contrição perfeita pode receber a Eucaristia sob certas condições. O Código de Direito Canônico afirma:

Uma pessoa que está consciente de pecado grave não é para celebrar a missa nem comungue o Corpo do Senhor sem confissão sacramental anterior, a menos que haja um motivo grave e não há oportunidade de confessar, neste caso, a pessoa deve ser lembrada sobre a obrigação de fazer ato de contrição perfeito, que inclui a decisão de confessar o mais rapidamente possível. (CIC 916)

Note que existem quatro condições que devem ser cumpridas antes de ir para a Comunhão:
 
Deve haver um motivo grave para comungar (por exemplo, perigo de morte).

Deve ser física ou moralmente impossível ir à confissão primeiro.

A pessoa já deve estar em estado de graça através de contrição perfeita.

A pessoa deve ter a decisão para se confessar o mais rápido possível.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva, para o Veritatis Splendor, do original em inglês “Can someone who has committed a mortal sin receive Communion if he makes a perfect act of contrition?” do site catholic.com.
 
Fonte Eletrônica;
 

A Igreja Romana de Constatino


A Igreja Católica Romana foi fundada pelo Imperador Romano, Constantino, em 313 D.C???

É isto que alguns anti-Católicos vão te dizer.

Quando você pedir a eles para "provar" o que dizem, eles vão se referir ao "Édito de Milão" promulgado pelo Imperador Constantino em 313 D.C.

Esta falsa acusação está crivada de erros. Vamos examiná-los, um de cada vez...

1. Eles raciocinam erroneamente ao dizer que já que a Igreja Católica é chamada a "Igreja Católica Romana", ela tem que ter sido fundada por um Imperador Romano, no caso Constantino. Eles apontam para o "Édito de Milão", promulgado em 313 D.C., como "prova". Agora, se alguns deles simplesmente lessem o "Édito" por si mesmos, iriam descobrir que ele meramente deu ao Cristianismo a liberdade de praticar a fé abertamente e sem medo de perseguição por parte dos Romanos. Afinal de contas, por séculos os Cristãos foram perseguidos sem misericórdia pelos Romanos, desde o princípio. Foram os Romanos que pregaram Jesus Cristo na cruz e foi um soldado Romano que abriu Seu lado com uma lança. Você se lembra do Circo Romano e de todos aqueles leões famintos?

Nada é dito no "Édito" sobre Constantino ter fundado a "Igreja Católica", que nem mesmo é mencionada pelo nome no documento, e as pessoas que fazem esta falsa acusação não podem fornecer nenhum outro documento histórico genuíno que confirme tal suposição.

2. O segundo erro deles é o fato de que o termo: "Católico Romano", não foi nem mesmo criado até cerca de 1200 anos mais tarde no século XVI, pelos reformadores Protestantes, especialmente Anglicanos, porque queriam reter o nome "Católico" para si mesmos.

3. Seu terceiro erro é deixar de ler, ou aceitar, os documentos dos Pais da Igreja e outros escritores da Igreja. Centenas desses documentos claramente contém as palavras "Igreja Católica", e são datados desde 107 D.C.. Esta data é centenas de anos antes do "Édito" de Constantino ser promulgado. Escritos históricos genuínos nos quais aparece as palavras "Igreja Católica" estão em cada século desde 107 até e além da Reforma, e até os nossos dias.

O imenso volume desses documentos históricos genuínos é tão assombroso que significa uma continuidade que não pode ser negada.

Só Santo Agostinho mencionou a Igreja Católica pelo nome mais de 300 vezes em seus escritos. Só para citar alguns outros mais, Santo Atanásio e São Jerônimo também mencionaram a Igreja Católica pelo nome muitas vezes. Estes são apenas três exemplos tirados de inúmeros autores antigos.

4. Seu quarto erro é tentar mostrar que a "Igreja Católica", e a "Igreja Católica Romana" são duas Igrejas diferentes, quando de fato são a mesma e única Igreja.

5. O quinto erro é sua interpretação, por exemplo, da Igreja Católica Russa, da Igreja Católica Ucraniana, etc. Eles tentam mostrar divisões tais como Romana, Russa, Ucraniana, etc. Eles não conseguem perceber que há muitos Católicos naqueles e em muitos outros países, e elas não são Igrejas Católicas separadas, mas estão unidas à única Santa Igreja Católica. Os nomes somente as distinguem das Igrejas Ortodoxas naqueles países. Seria adequado dizer: "A Igreja Católica na Rússia, A Igreja Católica na Ucrânia, etc".

6. Seu sexto erro está preso ao primeiro pois os anti-Católicos tentam rotular a Igreja Católica como sendo uma "apóstata"* ou uma "Igreja Pagã", já que a acusam de ter "sido fundada" pelo Imperador Romano pagão Constantino. Se os detratores insistem nessa falsa acusação, eles então terão que admitir que a própria Bíblia que eles todos usam veio da mesma Igreja "apóstata" ou "pagã", e foi dada por aquela Igreja inúmeros anos depois da morte de Constantino.

*Chamar a Igreja Católica de "Igreja apóstata" é equivalente a chamar Jesus Cristo de mentiroso

(1João 5,10), pois Jesus prometeu em Mateus 28,20 que Ele estaria com Sua Igreja todos os dias de todos os séculos até o fim dos tempos, e sem intervalos. Ele também prometeu que o Espírito Santo estaria com sua Igreja para sempre, em João 14,16-17, e que Sua Igreja é a autoridade final em

Mateus 18,17, e que Ele não deixaria Sua Igreja órfã em João 14,18.

São Paulo escreveu em Efésios que: "como Cristo é a cabeça de Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador." Efésios 5,21

Agora quem ou o quê é o Corpo de Cristo? É a Sua Igreja. Efésios 1,22-23

Então já que Jesus Cristo é o Salvador de Sua Igreja, como pode ser que ela tenha se tornado uma "Igreja apóstata"?

São Paulo também disse que é a Igreja que é o "coluna e sustentáculo da verdade",

em 1Timóteo 3,15. Ele não disse que era a Bíblia.

Então, por favor, alguém me diga como a Igreja que Jesus Cristo fundou poderia apostatar?

7. Seu sétimo erro é não ler a história de Constantino (285-337) que é bastante interessante, pois ele era um Imperador Romano pagão que foi Batizado na Igreja Católica logo antes de sua morte em 337. Se ele tinha fundado a Igreja Católica em 313 conforme alguns alegam, então por quê ele esperou até 337 para se juntar a ela? Como ele podia ter fundado uma Igreja a qual ele não pertencia? Como podia um pagão não-batizado fundar a Igreja Cristã? Quem iria juntar-se a ela?

Sua mãe era Santa Helena que viajou até à Terra Santa em busca da verdadeira Cruz de Cristo. Ela a encontrou de forma milagrosa, mas esta já é uma outra história interessante.

Traduzido por Alessandro Lima, para o Veritatis Splendor, do original em inglês "The Roman Church of Constantine...", do site http://www.thecatholictreasurechest.com.
 
Fonte Eletrônica;
 

Lobos Em Pele de Cordeiro


Foi o Próprio Deus, Nosso Senhor, Jesus Cristo, quem nos advertiu no "Sermão da Montanha"- "Guardai-vos dos falso profetas, que vêm a vós vestidos de cordeiros mas por dentro são lobos vorazes". (Mt. 7,15) Estas palavras ecoam através dos séculos para nós Católicos de agora, que estamos tanto quanto, ou até mais, necessitados de tal advertência. O que deveria nos motivar a prestar mais atenção nesta advertência e ter mais cuidado em nossas vidas diárias? O fato de que a pureza e a integridade da fé é um assunto sério. A Fé de uma pessoa pode ser facilmente corrompida.

O Catecismo de Baltimore afirma que:

"Uma pessoa que nega até mesmo um só artigo de nossa fé não poderia ser um Católico; pois a verdade é uma só e precisamos aceitá-la inteira ou então não aceitar nada". Isto meramente repete o ensinamento de Nosso Senhor conforme escrito por São Tiago: "pois quem guarda os preceitos da lei, mas faltar em um só ponto, tornar-se-á culpado de toda ela." (S. Tiago 2,10)

São Tomás de Aquino acrescenta: "rejeitar um só artigo ensinado pela Igreja é suficiente para destruir a fé do mesmo jeito que um pecado mortal é suficiente para destruir a caridade..."

Papa Leão XIII, em sua encíclica "Satis Cognitum", ensina com todas as palavras: "Nada é mais perigoso do que os hereges que, enquanto conservam quase todo o remanescente do ensino da Igreja intacto, corrompem com uma única palavra, como uma gota de veneno, a pureza e a simplicidade da fé que nós recebemos através da tradição tanto de Deus quanto dos Apóstolos". Não somente deveríamos prestar muita atenção ao aviso de Nosso Senhor por causa da FACILIDADE com que a Fé de uma pessoa pode ser corrompida, mas deveríamos também encontrar motivação no fato de que o perigo prevalece hoje em dia mais do que o era na virada do século, 87 anos atrás, quando São Papa Pio X sentiu a necessidade de escrever:

"Os partidários do erro não devem ser procurados apenas entre os que são abertamente inimigos da Igreja; mas... em seu próprio seio, e estes são mais nocivos por atuarem às escondidas." "A Igreja não tem inimigos piores". Pois eles colocam em operação seus desígnios para a destruição dela não pelo lado de fora, mas por dentro. Assim, o perigo está presente quase nas próprias veias e no coração da Igreja, e o dano é mais certo pelo próprio fato de que o conhecimento que eles têm dela é mais íntimo"."Eles tomam o encargo de professores nos seminários e universidades e, gradualmente ,fazem deles e delas cadeiras de pestilência". Certamente não esperamos encontrar homens vestidos com pele de ovelhas. Não. O que nos é dito para "temer" é aquilo que na superfície soa agradável aos ouvidos; aquilo que parece "positivo" ou "benigno" à primeira vista. Mas por trás de tudo isso está um erro sutil que destrói a Fé. Qual é um dos melhores meios pelos quais um erro contra a fé pode ser ensinado a um Católico e fazer com que ele o aceite facilmente como verdade mesmo se, a princípio, ele questionava a sua novidade. O jeito que foi usado na virada do século foi dizer que "doutrina evolui", ou que "a verdade evolui com o homem". Hoje em dia, entretanto, como a evolução não é geralmente olhada de maneira favorável pelos Católicos, eles vão ao invés disso dizer que temos que perceber que há um "desenvolvimento doutrinal" - esta é a "pele de cordeiro" da qual Nosso Senhor falou.

Qual maneira seria melhor para que falsas doutrinas sejam aceitas pelos fiéis do que clamar que a doutrina só "parece diferente" porque são verdades do tempo antigo que "desenvolveram" e progrediram, ou avançaram! Este é um dos mais incidiosos e traiçoeiros métodos de corrupção da fé de um Católico. A palavra "desenvolvimento" soa benévola ou muito "teológica" aos ouvidos, e pode muito bem pegar as pessoas desprevenidas. É um termo muito geral que tem mais de um significado: tenha cuidado com palavreado ambíguo. O termo tem que ser entendido corretamente.

Quando um carvalho cresce, amadurece e se desenvolve como qualquer coisa na natureza. O carvalho contém em perfeição o que a sua semente guardava. A semente do carvalho não poderia mais tarde tornar-se uma macieira. Com relação às verdades sobrenaturais de Revelação Divina vemos que isto é verdade. A Igreja não pode em certo tempo condenar algo como sendo pecado ou erro e mais tarde ensinar que é verdade ou uma virtude.

Vamos examinar o caso de um jovem que viveu gerações atrás, digamos, Michael Ghislieri. Aos 10 anos, o menino aprende seu catecismo, recebe os sacramentos e professa sua Fé. Ele é um Católico puro e simples e sabe as verdades de sua fé. Conforme amadurece, assim acontece com sua fé e compreensão das verdades, que ele sempre soube que são verdadeiras. Mais tarde na vida, ele estuda filosofia e teologia e se torna um teólogo. Ele ainda é tão Católico quanto foi aos 10 anos, mas agora ao invés de simplesmente SABER que as coisas são verdade, ele agora sabe os PORQUÊS e COMOS dessas verdades. Ele adquiriu uma MELHOR compreensão conforme cresceu. Isso nada mais é do que um "desenvolvimento de doutrina" em seu VERDADEIRO SENTIDO. Aos 10 anos ele era Católico com BOA compreensão das Verdades da Fé. Sendo um teólogo e mais velho ele acredita e professa as MESMÍSSIMAS doutrinas com o MESMO SIGNIFICADO mas com MELHOR compreensão.

(Agora conhecemos Michael Ghislieri por S. Papa Pio V.)

Nosso Senhor deu à Igreja as Verdades da Fé. A Igreja ensina que a Revelação terminou com a morte do último apóstolo. Este "Depósito da Fé" tem sido preservado e ensinado infalivelmente desde o começo. Quando a Igreja era jovem, os Cristãos tinham um BOM conhecimento da Fé. Conforme a Igreja cresceu nós desenvolvemos um MELHOR entendimento do que o sagrado depósito contém. Um Católico no ano 94 D.C. é tão Católico como um teólogo ortodoxo do século XX, acreditando nas mesmas doutrinas - nada contrário. A Verdade é imutável. O que foi condenado uma vez pela Igreja no passado, não pode mais tarde ser aprovado por princípio, nem pode algo que uma vez foi declarado verdadeiro e bom pela Igreja tornar-se mais tarde falso e pecaminoso. Um verdadeiro desenvolvimento da doutrina "aumenta" sua compreensão de pontos delicados e sua relação com outras verdades. Nunca pode um MELHOR entendimento significar que o que foi entendido previamente era defeituoso. Era entendido com menos detalhes, mas NÃO era um erro, nem algo contrário. Um teólogo acredita nas mesmas verdades que um garoto de escola, com a diferença que aquele sabe com mais detalhes. Estes maiores detalhes não podem ser contrários ao que o garoto de escola sabe.

Então, vemos Nosso Senhor nos alertando sobre homens que procurariam corromper nossa Fé. Hoje em dia tais homens muito frequentemente vestem a pele de cordeiro do "desenvolvimento doutrinal" para enganar Católicos incautos, a fim de que acreditem em doutrinas diferentes do que as que lhes foram ensinadas previamente pela Igreja. A pele de cordeiro que é tão traiçoeira e insidiosa é a da "posição eclesiástica". A Igreja tem tido que lidar com tais hereges no passado, e lidou com eles de forma severa. Hereges que ocupam altos cargos na Igreja podem facilmente enganar o Católico mediano simplesmente premanecendo em seu posto de dignidade (como vemos na citação acima, de S. Papa Pio X). A história mostra que isso tem causado desastres na Igreja. Bispo Arius é um bom exemplo. A heresia Ariana fez com que cerca de 80% do clero se afastasse da Fé. E muitos foram com eles, não porque tenham entendido aquela heresia, mas simplesmente porque seguiram seu clero.

São Paulo parece ter nos advertido a respeito de doutrina diferente quando vêm de uma fonte com ofício ou dignidade especial: "...há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema." (Gl. 1,7-9) São Paulo nos dá um princípio para lembrarmos: "irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa." (2 Ts. 2,14) A Verdade imutável é encontrada na tradição. Muitas pessoas hoje em dia reconhecem as heresias que estão infestando a Igreja e estão tentando prestar ouvidos às palavras de São Paulo.

Um Católico comum não há muito tempo atrás mencionou o fato perturbante de que seu pároco na Pennsylvania estava dizendo a seu rebanho que o batismo não era necessário! Se isso tivesse acontecido há centenas de anos atrás, mesmo considerando-se as comunicações e transportes lentos, ele seria hoje um herege infame como um Zwingli, Donatus ou Calvino! Hoje em dia, entretanto, este sacerdote vai casualmente seguindo seu caminho destruindo almas.

Muitos Católicos hoje em dia tem que estar extra vigilantes porque esses hereges não estão sendo condenados, e podem ser encontrados em muitas paróquias. Alguns desses Católicos vigilantes se auto denominam "Católicos tradicionais" para se diferenciarem daqueles que não estão se apegando com força às tradições. O termo, entretanto, é redundante: O Catolicismo, como temos visto, é essencialmente tradicional. Chamar um Católico de "tradicional" é como chamar um círculo de "redondo" ou dizer "um triângulo de três lados". Mas o termo hoje em dia parece ser necessário para contra atacar aqueles que quebraram com a tradição mas ainda assim se chamam "Católicos". Infelizmente, há inúmeros tipos diferentes desses "tradicionalistas", mas a despeito de nossos sentimentos para com eles, temos que estar conscientes para NÃO deixar que nossos sentimentos diminuam o amor que todos nós deveríamos ter pela tradição, que é a pedra de toque do Catolicismo. Ninguém está acima da tradição.

Nós lemos as fortes palavras de São Paulo - "mesmo que nós, ou um anjo do céu". Estas palavras incluem a advertência de que mesmo o ofício de um Papa pode ser usado para espalhar heresia. Obviamente, em tal caso, haveria um "anti-papa" e não um Papa de verdade. A Pele de Cordeiro do "ofício eclesiástico" é tão eficaz em promover o erro que São Bernardo, Cardeal Newman, e outros, logicamente acreditavam que a única maneira pela qual o Anti-Cristo poderia ser tão eficaz ao criar uma "grande apostasia" entre Católicos seria tornando-se um "anti-papa" o qual a maior parte do mundo Católico pensaria ser um Papa válido. (veja o artigo ANTICRISTO na "Enciclopédia Católica)

Então vemos:

1) Como se pode facilmente cair em erro e cessar de ser Católico.

2) Como o erro prevalece hoje em dia.

3) Quão sério é o apego a tradição.

4) O verdadeiro sentido de "Desenvolvimento Doutrinal"

5) A pele de cordeiro tanto do "ofício eclesiástico" quando da "evolução da verdade". O princípio que está no coração de tudo isso: A Verdade Católica é imutável. Ela não mudou, não pode e não vai mudar. Seria bom ler citações da Igreja declarando esta verdade de importância crucial.

O juramento Solene feito perante Deus e imposto a todos os sacerdotes de 1910 até 1868 é muito claro quanto ao significado de verdade imutável: "Eu aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida pelos apóstolos através dos pais ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e interpretação, mesmo para nós; e dessa forma rejeito a invenção herege da evolução dos dogmas, passando de um significado para outro diferente daquele que a Igreja tinha no princípio; ...a absoluta e imutável verdade pregada pelos apóstolos desde o começo não pode nunca ser acreditada de outra forma, nunca pode ser entendida de outra forma.... Assim o prometo, assim eu juro, e que Deus, etc."

"Se alguém diz: pode acontecer que a respeito de doutrinas apresentadas pela Igreja, algumas vezes, conforme o conhecimento avança, elas deveriam receber um outro sentido diferente daquele que a Igreja entendeu e entende, que seja anátema". - Concílio Vaticano (1870)

S. Pio X, que chamou o "modernismo" de "supra sumo de toda heresia", condenou o seguinte: CONDENADO "58. A verdade não é mais imutável do que o próprio homem, já que evolui com ele, nele e através dele""...o erro dos modernistas, que afirmam que a verdade dogmática não é absoluta mas sim relativa, quer dizer, que ela muda de acordo com as necessidades que variam de acordo com tempo e lugar e com as mutáveis tendências da mente; que ela não é contida numa tradição imutável, mas pode ser alterada para se adaptar às necessidades da vida humana."

Catecismo de Baltimore:

Q. 546. A Igreja pode mudar suas leis?

A. A Igreja pode, quando necessário, mudar as leis que ela mesmo fez, mas não pode mudar as leis feitas por Cristo. A Igreja também não pode mudar nenhuma doutrina de fé ou de moral.

Q. 568. A Igreja, definindo certas verdades, faz dessa maneira novas doutrinas?

A. A Igreja definindo, quer dizer, proclamando certas verdades, artigos de fé, não faz novas doutrinas, mas simplesmente ensina de maneira mais clara e com maior esforço verdades que sempre foram acreditadas e mantidas pela mesma.

Traduzido por Alessandro Lima do original em inglês "The Wolves in Sheep's Clothing...", do site www.thecatholictreasurechest.com.
 
Fonte Eletrônica;
 

domingo, 7 de julho de 2013

Pais da Igreja e a Pena de Morte; São João Crisostomo, São Gregório Nazianzeno e Santo Ambrósio.


Santo Ambrósio confronta o imperador Teodósio por Rubens
 
INTRODUÇÃO

Visitamos os textos principais dos cristãos pré-Constantino que falam da pena de morte. Em seu livro Pena de morte e católica Tradição Moral, E. Christian Brugger resume o consenso pré-Constantino como aquele que consente, na lei bíblica e nos motivos naturais, que os governantes civis tem autoridade, dada por Deus, para condenar um malfeitor à morte, e, em casos apropriados, pode exercê-lo sem culpa moral.
Sem dúvida, no que diz respeito à sua relação com a autoridade civil, os cristãos antes da conversão de Constantino e do Edito de Milão (313 dC), estavam em uma posição significativamente diferente que os cristãos posteriores. Como, tudo isso, fez a doutrina cristã sobre pena de morte mudar após o Édito de Milão?
Muito se fala do início da disciplina cristã, pré-constantiniana, que proibia os cristãos de ingressar nas Forças Armadas, sentar em julgamento, ou participar na execução da pena capital. Há, como veremos, um real abrandamento dessas proibições após o Cristianismo ser tolerado pelo Estado, e um abrandamento ainda maior depois que o cristianismo se tornou a religião estabelecida. Participação cristãs nas forças armadas, no Judiciário, no exercício da pena de morte tornou-se aceitável. Muitos tomam a posição, o que é fundamentalmente falso, que a disciplina cristã antes do Edito de Milão foi "purista", e que a disciplina após o Edito de Milão, ou depois que o cristianismo se tornou a religião oficial era corrupto. Eu acho que não há o mesmo ensinamento antes de Constantino e depois de Constantino, a única diferença é que ele está sendo aplicado em diferentes circunstâncias históricas.
Uma analogia pode ser útil. A Igreja é contra o aborto. Suponha que os médicos católicos enfrentam um sistema de saúde que lhes obriga sob o poder de lei a fornecer abortos, sob pena de perder a sua licença. É claro que a Igreja Católica não poderia, nesse caso, participar nos cuidados de saúde. A Igreja viria a condenar o sistema de saúde e, por uma questão de disciplina, orientar seus fiéis que não poderão participar sem ter sangue nas mãos e sofrer excomunhão. Suponha que haja uma mudança significativa da lei que tornou o aborto ilegal, alterando fundamentalmente o sistema. Essa significativa mudança de paradigma seria permitir que os médicos mais uma vez a participassem nos cuidados de saúde, sem culpa moral. O ensinamento da Igreja sobre o aborto manteve-se inalterado, embora a disciplina mudou. Na minha opinião, algo semelhante ocorreu em termos de autoridade civil, o Poder Judiciário e o exercício da pena capital entre os cristãos antes de Constantino e do Edito de Milão e depois.

O PENSAMENTO DOS PAIS DA IGREJA


Há, sem dúvida, continuo consenso entre os Padres da Igreja, após o Edito de Milão, como havia antes que o Estado tem a autoridade dada a ele por Deus para colocar um malfeitor à morte. O exercício desse poder contra os culpados de ofensa grave nunca é questionada como algo em si proibido. Há, com certeza, trilhos justificáveis contra o seu uso injusto. Basta recordar aqui a excomunhão do imperador Teodósio feita por Santo Ambrósio após o massacre de Tessalônica como um excelente exemplo desafiando o uso imoral de um poder moral.
Para ter certeza, enquanto o direito do Estado de exercer a pena capital em si não é desafiado, a Igreja freqüentemente, pode-se dizer até mesmo habitualmente, confessou que tal punição não pode ser dispensada em razão da misericórdia. Como São João Crisóstomo menciona em uma de suas homilias sobre as estátuas, o Imperador foi desafiado por monges cristãos a abster-se de exercer o poder da espada indevidamente:
Se você colocar a morte a imagem de Deus”, os monges devem ter dito o imperador, “como você vai voltar a ser capaz de revogar o ato?” (São João Crisostomo, Homilia sobre as estátuas, XVII.3.)
Da mesma forma, São Gregório Nazianzeno diz que um magistrado cristão é:
com Cristo que você mantém a sua autoridade e com Cristo que você administra seu ofício de governança. Dele recebeu a espada, não tanto que você pode usá-la, como que você pode ameaçar e intimidar".
Ele lembra ainda este magistrado:
Você é a imagem e você comanda a verdade de Deus também para aqueles que são feitos à imagem de Deus”. (St. Gregório Nazianzeno, Oratio XVII.9)
A humanidade comum, que é quer dizer dignidade, entre magistrado e cidadão é enfatizada, o espírito de misericórdia cristã é invocado, o modelo da paciência e do perdão de Cristo é colocado diante dos poderes da terra. E assim gritos de clemência são tão freqüentes como a si mesmo para se tornar parte da prática da Igreja e do ministério e até mesmo doutrina. Como St. Ambrósio aconselhou o juiz cristão Studiuss:
A Autoridade, você vê, tem os seus direitos, mas a compaixão tem sua política.” (Santo Ambrósio, Epistola L(XXV) a Studius)
Em sua carta ao magistrado Studius, St. Ambrósio faz uma clara distinção entre o exercício do poder de colocar um homem à morte, o que pode ser dispensado, e a retenção desse poder, que pode ser elogiado. “Excusationem habebis, si feceris: laudem, si non feceris”. Studius tem uma desculpa, se ele coloca um homem à morte justamente, mas ele é digno de ser louvado, se, no exercício da misericórdia, ele estende a mão da justiça e permite que um homem viva. Com Cristo, a misericórdia deu uma cotovelada em seu caminho para as salas de justiça de uma forma institucional. “Veja a isso”, Ambrósio diz em outro lugar:
que Cristo é infundido no ato de matar um homem ímpio e que a santificação acompanha e faz parte de sua tentativa de abolir o que é abominável.(St. Ambrósio, Caim e Abel, II.4.15.)
Além da dignidade com que o criminoso é visto e o exemplo da misericórdia de Cristo, outra coisa de grande valor interrompe equação do juiz, que é o bom da conversão. Salus animarum suprema lex. A salvação das almas é a suprema lei, e essa lei tem grande influência sobre a aplicação da pena de morte. Como Santo Ambrósio afirma em seu Caim e Abel:
Do ponto de vista da nossa fé, não se deve matar uma pessoa que, no curso da natureza ainda teria tempo para o arrependimento até o momento de sua morte. Um homem culpado, promoveu uma punição prematura, não tinha o privado da vida e poderia obter o perdão por redimir-se por um ato de arrependimento, no entanto tardio.” (St. Ambrósio, Caim e Abel, II.7.38)
Outra coisa que é muito clara em todos os Padres da Igreja pós-constantinianos é que o poder de colocar um malfeitor a morte é algo visto como um poder leigo, não clerical. Alguns sugeriram que esta proibição clerical é um resquício da proibição que uma vez incluía ambos os clérigos e leigos. Eu não estou convencido de que este é o caso. Eu acho que é o caso é que a Igreja viu uma clara distinção entre a Igreja e o Estado, entre o Ministério do juiz ou magistrado secular e o ministério do bispo e padre.
O poder de colocar um malfeitor a morte é dado ao Estado por Cristo, e não é residente na Igreja. A Igreja vê a si mesma como não ter o poder de colocar um malfeitor à morte, e seu clero (embora não a leigos que exercem o poder no saeculum) estão proibidos de pegar em armas, sentar em julgamento que vai levar à pena de morte, ou realizar execuções. Santo Ambrósio diz muito bem:
, de fato, dois tipos principais de poder em Deus. Há o poder que perdoa e o poder que pune. Pecados são perdoados pela Palavra de Deus. . . Pecados são perdoados pelo sacerdote em seu ofício sagrado e ministério. Eles são punidos, também, por homens que exercem o poder temporariamente, ou seja, pelos juízes.
Quando se trata de punições envolvendo a pena de morte, é impróprio para um sacerdote de Cristo estar envolvido. Este entendimento é formalmente e legalmente consagrado na disciplina da Igreja, como vemos refletido nos cânones do 11º Concílio provincial do século VII de Toledo (675 d.C).
Não é lícito para aqueles por quem os sacramentos do Senhor devem ser executados a realização de um julgamento de sangue. Por conseguinte, esses excessos devem ser muito proibidos, para que depois de ser agitado pelos impulsos da presunção irracional, eles queiram a pretensão de julgar por sua própria frase de que algo é punível, ou realizar-se, ou para a realização de mutilações em ninguém. Mas, se alguém, sem se importar com esses preceitos, tem feito qualquer coisa do tipo para os membros de sua igreja ou a quaisquer outras pessoas, ele deve ser privado da honra e lugar de sua ordem concedida.

BIBLIOGRAFIA

E. Christian Brugger, Pena de Morte e Tradição Católica Moral (Universidade de Notredame Press, 2003).

PARA CITAR

GREENWEL , Andrew M. Os pais da Igreja e a Pena de Morte. Disponível em: <http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/estudos-patristicos/607-pais-da-igreja-e-a-pena-de-morte-sao-joao-crisostomo-sao-gregorio-nazianzeno-e-santo-ambrosio> Desde 07/07/2013. Traduzido por: Rafael Rodrigues

O papiro do Livro de Abraão prova que Joseph Smith foi um falso profeta


translations-book_of_abraham_facsimile_1_embalming_scene_papyri_image_onlyHá muitas provas de que Joseph Smith foi um falso profeta, mas os mórmons normalmente não as aceitarão. Das evidências bíblicas que contradizem a teologia mórmon, para as contradições dentro de sua própria história e doutrina, abundam provas. Mas os mórmons, completamente dedicados à sua religião e seu testemunho, não poderão ver as evidências. Eles não confiam na evidência bíblica, nem na evidência histórica, mas só confiam em um ‘testemunho’ de que o mormonismo é a igreja restabelecida e Joseph Smith é seu verdadeiro profeta.
Um dos testes de se uma crença é ou não fundamentada na realidade é se pode ou não ser provada que é verdadeira ou falsa. Se alguém diz “eu não me preocupo que evidência você irá me mostrar, eu sempre irei crer” então a fé desta pessoa não está arraigada na realidade. E como cristianismo é uma religião de história, crucificação, ressurreição, tumba vazia, etc., é uma religião arraigada na realidade. Se pudesse ser provado sem dúvida que Jesus não ressuscitou, então o cristianismo seria uma falsa religião. Da mesma forma, se pudesse ser provado que Joseph Smith foi um falso profeta, então o mormonismo é uma falsa religião. Acontece que há prova para isso.
O Livro de AbraãoJoseph Smith alegou que um anjo lhe apareceu e lhe revelou a localização de algumas placas de ouro nas quais estava escrito o relato de antigos povos da América. Joseph Smith depois traduziu essas placas ao que é agora conhecido como o Livro de Mórmon. Esta tradução foi feita pelo poder de Deus por meios especiais. Joseph Smith, sendo o instrumento escolhido do Senhor, se tornou o profeta da igreja mórmon, tendo o ofício de Vidente. Um Vidente, segundo o Livro de Mórmon em Mosiah 8:13, pode traduzir registros que são intraduzíveis. Então, Joseph Smith pôde traduzir as placas de ouro no Livro de Mórmon. Mas suas habilidades de Vidente não pararam por aí.
Em julho de 1835, um irlandês chamado Michael Chandler trouxe uma exibição de quatro múmias egípcias e papiros para Kirtland, Ohio, então o lar dos mórmons. O papiro continha hieroglífico egípcios. Em 1835, os hieroglíficos eram ilegíveis.
Como Profeta e Vidente da Igreja, Joseph Smith teve permissão de examinar os rolos de papiro na exibição e, para o choque de todos, revelou que “um dos rolos continha os escritos de Abraão, outro os escritos de José do Egito ” (História da Igreja, Vol. 2: 236. julho de 1835). A Igreja comprou a exibição por $2400. Joseph terminou sua tradução do Livro de Abraão depois de algum tempo, mas o livro de José nunca foi traduzido. O papiro logo depois foi perdido e pensou-se que foi destruído em um incêndio em Chicago em 1871. Então, não havia nenhum modo para validar a tradução de Joseph. Se o papiro fosse redescoberto e ou fosse traduzido, isto provaria ou contestaria as habilidades de Joseph como um profeta de Deus. Afinal de contas, supunha-se que ele era um profeta e supostamente tinha as habilidades de um Vidente como o Livro de Mórmon e o Livro de Abraão provaram.
Em outubro de 1880, A Pérola de Grande Valor, uma coleção de escritos que continha o livro de Abraão, foi reconhecida como escritura pela Igreja mórmon.
Os papiros são encontrados
Em 1966, para o espanto de todos, os papiros foram redescobertos em uma das salas do Museu de Arte Metropolitana de Nova Iorque. O Deseret News de Salt Lake City de 27 de novembro de 1967 reconheceu o redescobrimento do papiro. Na parte de trás do papiro estavam “desenhos de um templo e mapas do Kirtland, área de Ohio” (1). Não poderia haver nenhuma dúvida de que este era o documento original do qual Joseph Smith traduziu o livro de Abraão.
Com o papiro redescoberto e os hieroglíficos egípcios serem decifráveis nos anos 1800, seria então uma tarefa fácil de traduzir o papiro e provar que Joseph Smith de uma vez por todas era uma profeta com o dom de “Vidente” como ele e a igreja mórmon afirmavam. Isto provaria a verdade do Livro de Mórmon e do Livro de Abraão e demonstraria que Joseph Smith era um verdadeiro profeta de Deus.
O que dizem os peritos?
Joseph Smith copiou três desenhos dos rolos de papiro egípcios e os etiquetou como fac-símile nº 1, nº 2, nº 3 e os incorporou no Livro de Abraão com explicações do que eles eram. Os egiptologistas viram os desenhos e descobriram que a interpretação de Joseph Smith estava errada. Mas os mórmons, em defesa do livro sagrado, continuaram a admitir que os fac-símiles por si só não eram suficientes para provar que Joseph Smith estava errado em suas habilidades de tradução. Com o redescobrimento do papiro, ali estavam não só os mesmos desenhos nos rolos, mas também o texto do qual Joseph Smith fez sua tradução. Agora era possível determinar a precisão das habilidades de tradução de Smith.
Fac-símile nº 1
Joseph Smith disse que o fac-símile nº 1 era de um pássaro como o “Anjo do Senhor” com “Abraão amarrado em um altar” sendo oferecido como um sacrifício por um falso sacerdote. Os potes debaixo do altar eram vários deuses: “Elquena, Libna, Mamacra, Corás e Faraó”, etc.
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Na realidade, esta é “uma cena de embalsamento mostrando o defunto deitado em um sofá em forma de leão” (2)
No papiro original, este desenho está anexado aos hieroglíficos (veja figura A) dos quais Joseph derivou o começo do livro de Abraão que começa com as palavras, “Na terra dos caldeus, na residência de meus pais, eu, Abraão, vi que me era necessário encontrar outro lugar para morar” (Pérola de Grande Valor|Abraão 1:1). Na realidade, os hieróglifos são traduzidos como: “Osíris será conduzido ao Grande Lago de Khonsu – e como Osíris Hor, justificado, nascido para Tikhebyt, justificado – depois seus braços foram colocados em seu coração e a Respiração permitiu (o qual [Isis] fez e escreveu por dentro e por fora) foi embrulhado em linho real e colocado debaixo de seu braço esquerdo próximo ao coração; o resto da bandagem deveria ser embrulhado por cima. O homem para quem este livro foi copiado irá respirar para sempre e sempre como os deuses” (3)
“É a porção egípcia de abertura de um Shait en Sensen, ou Livro de Respirações… um texto funerário que originou-se do antigo e complexo Livro dos Mortos”. “Este papiro em particular foi preparado (como determinou pela escrita, grafia, conteúdo, etc.) em alguma época do final da era ptolemaica e início do período romano (cerca de 50 A.C. a 50 d.C.)”. (4)
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Fig. A – reconstrução do papiro segundo egiptologistas profissionais.
Figura A
A figura A é uma reconstrução profissional do original (figura B). Note os hieroglíficos do lado direito dos quais Joseph Smith começou sua tradução Livro de Abraão.
Na realidade, “descreve o embalsamento mítico e a ressurreição de Osiris, deus egípcio do mundo inferior. Osíris foi morto por seu invejoso irmão Set, que cortou seu corpo em 16 pedaços e os espalhou… O deus com cabeça de chacal, Anúbis, é visto aqui embalsamando o corpo de Osíris na tradicional cama em forma de leão deitado, de forma que ele pudesse voltar a vida…” (5)
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Fig. B – a reconstrução segundo Joseph Smith
Figura B
A figura B (à direita) mostra uma reimpressão do verdadeiro papiro usado por Joseph Smith.
Note as áreas onde o papiro foi perdido. É neste que Joseph Smith “terminou” o desenho que resultou no Fac-símile nº 1. Sua restauração, de segundo os egiptologistas, revela uma completa falta de compreensão da prática e teologia egípcia.
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Fac-símile nº 2 – um hipocéfalo
Fac-símile nº 2
Como é explicado por Joseph Smith e é incluído na Pérola de Grande Valor, o segundo desenho contém cenas diferentes que Joseph Smith interpretou. Eles variam: “Colobe, que significa a primeira criação, a mais próxima do celeste, ou seja, da morada de Deus. A primeira em governo, a última pertencente ao cálculo de tempo”. “Fica perto de Colobe, chamada pelos egípcios Oliblis, que é a seguinte grande criação governante próxima do celeste, que é o lugar onde Deus reside”. “Feita para representar Deus sentado em seu trono, revestido de poder e autoridade”. “Chamada, em egípcio, Enis-go-on-dos; este também é um dos planetas governantes e os egípcios dizem ser o Sol e tomar emprestada a luz de Colobe, por meio de Cae-e-vanrás, que é a Chave suprema…”
Mas novamente a erudição discorda com a tradução de Joseph. “Na verdade isto é amuleto funerário
Fac-símile nº 3 - morto sendo conduzido diante de Osíris.
Fac-símile nº 3 – morto sendo conduzido diante de Osíris.
bastante comum chamado de hipocéfalo, porque era colocado abaixo (hipo) da cabeça de uma múmia (céfalo). Seu propósito era manter magicamente o defunto aquecido e proteger seu corpo da profanação por ladrões de túmulos”. (6)
Fac-símile nº 3
Segundo Smith, este desenho mostra “Abraão sentado no trono do Faraó, por cortesia do rei, com uma coroa na cabeça representando o Sacerdócio como emblema da grande Presidência no Céu… O rei Faraó, cujo nome é dado nos caracteres acima de sua cabeça …significa Abraão no Egito…Olinla, escravo pertencente ao príncipe”.
Mas isto não é o que os egiptologistas dizem ser o significado do fac-símile nº 3. Pelo contrário, mostra “o morto sendo conduzido diante de Osíris, deus dos mortos, e atrás do entronado Osíris está sua esposa Ísis.” (7)
Conclusão
Deveria ser bastante óbvio que a erudição revelou que Joseph Smith não traduziu o Livro de Abraão pelo poder de Deus como ele tinha reivindicado. Segue-se que se ele não traduziu o Livro de Abraão pelo poder de Deus, então seria muito fácil concluir que ele também não traduziu o Livro de Mórmon pelo poder de Deus.
Quando Joseph fez sua tradução, os hieróglifos eram indecifráveis. Hoje eles são. Ele estava seguro em dizer qualquer coisa que quis e não havia nenhum modo de provar que ele estava errado. Mas com a descoberta do mesmo papiro do qual ele fazia sua tradução do Livro de Abraão, e o fato de que ele não a fez de forma correta, deveria ser prova suficiente de que Joseph Smith mentiu sobre suas habilidades de Deus. Por isso ele foi mostrado ser um falso profeta.
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Para mais boas e extensivas informações sobre o Livro de Abraão, visite:
http://www.irr.org/mit/Book-of-Abraham-page.html
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1Improvement Era, January 1968, p. 25; as cited in “..by His Own Hand Upon Papyrus” by Charles M. Larson, Institute for Religious Research, Grand Rapids, MI 49505-4604, 1992.
2Joseph Smith Among the Egyptians, by Wesley P. Walters. 1973, Reprinted by Utah Lighthouse Ministry, Box 1884, Salt Lake City, Utah 84110.
3Dr. Klaus Baer, The Breathing Permit of Hor. A Translation of the Apparent Source of the Book of Abraham, p. 119-120 as cited in Joseph Smith Among the Egyptians, by Wesley Walters.
4Larson, Charles M., by his own hand upon papyrus, Institute for Religious Research, Grand Rapids, Mich. 1992, p. 62.
5Larson, p. 102.
6Larson, p. 104.
7Walters, p. 29.
Fonte: http://www.carm.org/lds/ldspapyri.htm
Tradução: Emerson H. de Oliveira