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sábado, 18 de maio de 2013

Mateus 16, 18: São Jerônimo Adversus Protestantes


INTRODUÇÃO


Como sabemos, é costume protestante afirmar que a Pedra mencionada por Jesus em Mateus 16, 18, não era o próprio apóstolo Pedro. Já vimos aqui em outra matéria a análise grega do texto (ser visto aqui) e a analise de como os primeiros cristãos interpretavam a passagem (Podem ser vistas aqui, aqui e aqui). Apesar disto, muitos protestantes ainda teimam em argumentar que Pedro era um “pedregulho” ou “pedrinha” e não a própria Pedra menciona por Jesus. Baseado nisto, resolvi não mais usar meus argumentos e, até mesmo de estudiosos protestantes para mostrar aos protestantes qual a interpretação da passagem, e sim mostrar a interpretação de um dos mais renomados estudiosos e tradutores do grego da história cristã: Eusébio Jerônimo de Estrídon, mais conhecido como São Jerônimo.
São Jerônimo é reconhecido como um dos quatros doutores originais da Igreja latina. Padre das ciências bíblicas, presbítero, homem de vida ascética, eminente literato. Nasceu no ano 347 e morreu no ano 420.  Ele se tornou famoso por sua tradução da bíblia do Hebraico e Grego para o Latim.  Na sua época o grego koiné, no qual o Novo Testamento foi escrito, ainda era “vivo” e Jerônimo era altamente proficiente, e um dos mais conhecidos e influentes tradutores de sua época. Vamos então ver qual era a sua interpretação do texto grego:
“κἀγὼ δέ σοι λέγω ὅτι σὺ εἶ Πέτρος, καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν καὶ πύλαι ᾅδου οὐ κατισχύσουσιν αὐτῆς.”
 
A INTERPRETAÇÃO DE JERÔNIMO SOBRE MATEUS 16, 18

Para mostrar como Jerônimo interpretava o texto grego de Mateus 16, 18 bastaria apenas a sua interpretação no seu comentário ao evangelho de Mateus no livro III, onde ele mostra que Cristo se referia claramente a Pedro ao fala “sobre esta Pedra construirei a minha Igreja”:
“Et ego dico tibi. Quid est quod ait: Et ego dico tibi? Quia tu mihi dixisti: Tu es Christus Filius Dei vivi: et ego dico tibi, non sermone casso, et nullum habente opus, sed dico tibi: quia meum dixisse, fecisse est. Quia tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.Sicut ipse lumen apostolis donavit, ut lumen mundi appellarentur, caeteraque ex Domino sortiti sunt vocabula: ita et Simoni, qui credebat in petram Christum, Petri largitus est nomen. At secundum metaphoram petrae, recte dicitur ei: Aedificabo Ecclesiam meam super te. Et portae inferi non praevalebunt adversus eam. Ego portas inferi reor vitia atque peccata: vel certe haereticorum doctrinas, per quas illecti homines ducuntur ad tartarum. Nemo itaque putet de morte dici, quod apostoli conditioni mortis subjecti non fuerint, quorum martyria videat coruscare.” (Hieronymus Sanctu -  Commentariorum In Evangelium Matthaei, Liber Tertius)
“‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’. Como Ele mesmo deu aos apóstolos a luz para que se chamassem “luz do mundo” e os demais nomes que foram distribuídos pelo Senhor, assim também a Simão, que acreditava em Cristo como a rocha, generosamente recebeu o nome de ‘Pedro’, e como uma metáfora para a voz de ‘pedra’, ele diz com razão: ‘Eu edificarei a minha Igreja sobre ti” (São Jerônimo – Comentário Sobre o Evangelho de Mateus Livro III).
Jerônimo nos mostra que Jesus ao falar “Tua és Pedro e sobre está Pedra eu construirei a minha Igreja” estava na realidade falando “Aedificabo Ecclesiam meam super te”, tradução “sobre ti construirei minha Igreja”. Logo não a dúvidas que tanto ele como estudioso do grego, como a Igreja de sua época entendia Pedro como sendo a própria Pedra. Parece-me que um dos maiores eruditos em grego da história cristã, não estava lá assim de acordo com a interpretação protestante desta passagem.
Da mesma forma existe mais de uma dezena de outras citações de São Jerônimo mostrando que Pedro era a Rocha de Mateus 16, 18, sobre a qual a Igreja foi construída. Em outro comentário sobre o evangelho de Mateus:
“ Porque estava fundada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato. Sobre esta pedra o Senhor fundou a Igreja (Mt 15): a partir desta o Apóstolo Pedrou rcebeu o nome da rocha. E quanto a esse tipo de rocha não são encontrados nos passos da serpente (Provérbios 30, relativo ao presente e ao profeta que ela ousadamente diz:. Ele estabeleceu os meus pés sobre uma rocha (Sl 39, 3) E em outro lugar:. Na rocha de refúgio para os coelhos, ou para os porcos de hedge (Salmo 103, 8) . temeroso, pois o animal está nas cavernas das rochas se voltou: o áspero e da pele, e do todo, armados com flechas, protege-se com tal proteção Daí diz-se de Moisés, e do Egito no momento em que fugiam de distância, e de coelho, era do Senhor. Fique no buraco da rocha, e verás minhas partes traseiras (para Êx. 33, 21).”.(Comentário sobre Mateus 7, 26;)
Dirigindo-se ao papa, ele reconheceu o bispo de Roma como o sucessor do “pescador” e afirma que a igreja foi construída sobre a cátedra de Pedro, a qual compara com a arca de Noé:
“Contudo, ainda que a tua grandeza me aterre, a tua amabilidade me atrai. Do sacerdote demando o cuidado da vítima, do pastor a proteção devida às ovelhas... As minhas palavras são dirigidas ao sucessor do pescador, ao discípulo da cruz. Assim como não sigo outro líder senão Cristo, não comungo com outro senão com vossa bem-aventurança, isto é, com a cátedra de Pedro. Pois esta, eu sei, é a pedra sobre a qual é edificada a Igreja! Esta é a única casa onde o cordeiro pascal pode justamente ser comido. Esta é a arca de Noé, e quem não se encontrar nela perecerá quando prevalecer o dilúvio.” (Carta ao papa Damaso, XV, 2)
Da mesma forma em sua epístola a Marcela diz:
“Se, então, o Apóstolo Pedro, sobre quem o Senhor fundou a Igreja, disse expressamente que a profecia e a promessa do Senhor foram naquele momento e ali cumpridas, como podemos reivindicar outro cumprimento para nós próprios?” (Epístola a Marcela XLI, 2)
Em sua apologia contra Joviniano, o refuta e diz:
“Porém, dizes, a Igreja foi fundada sobre Pedro: ainda que em outro lado o mesmo é atribuído a todos os Apóstolos, e eles recebem todos as chaves do reino do céu, e a força da Igreja depende de todos eles por igual, mas um dentre os doze é escolhido para que estando uma cabeça nomeada, não pudesse haver ocasião para cisma. Mas por que não foi escolhido João, que era virgem? Foi prestada deferência à idade, porque Pedro era o mais velho: alguém que era jovem, quase diria um garoto, não podia ser posto sobre homens de idade avançada; e um bom mestre que estava disposto a tirar toda a ocasião de contenda entre os seus discípulos... não deve pensar-se que daria motivo de inveja contra o jovem que tinha amado... Pedro é um Apóstolo, e João é um Apóstolo; mas Pedro é somente um Apóstolo, enquanto João é um Apóstolo, e um Evangelista, e um profeta. Um Apóstolo, porque escreveu às Igrejas como mestre; um Evangelista, porque compôs um Evangelho, coisa que nenhum outro dos Apóstolos, exceto Mateus, fez; um profeta, porque viu na ilha de Patmos, onde tinha sido exilado pelo imperador Domiciano como um mártir do Senhor, um Apocalipse contendo os ilimitados mistérios do futuro... O escritor virgem expôs mistérios que não pôde expor o casado, e para resumir brevemente tudo e mostrar quão grande foi o privilégio de João, a Mãe virgem foi confiada pelo Senhor virgem ao discípulo virgem.”(Contra Joviniano I, 26)
Não há nada mais claro do que a leitura do mesmo São Jerônimo explicando que não só Cristo é chamado de rocha, mas também Pedro:
“Cristo não é o único a ser chamado de rocha, porque ele concedeu ao apóstolo Pedro que ele deveria ser chamado de rocha” (Jerônimo, comentários sobre Jeremias 3, 65)

CONCLUSÃO

Sabemos que outros padres que também interpretavam a passagem e, de acordo com a doutrina católica, sustentavam duas interpretações: uma que a rocha era a fé de Pedro e também o próprio Pedro, e Jerônimo mostra claramente que Cristo falou que Pedro era a Pedra, isso devido claramente que sendo fluente no grego Koiné, sabia realmente o que o texto grego falava, portanto em seus escritos sustentou firmemente essa interpretação. Logo em quem devemos acreditar, num dos maiores eruditos no grego da história da Igreja Cristã ou nos protestantes? Que o leitor decida!
PARA CITAR
RODRIGUES, Rafael. Mateus 16, 18: São Jerônimo Adversus protestantes. Disponível em: <http://apologistascatolicos.com/index.php/patristica/controversias/597-mateus-16-18-sao-jeronimo-adversus-protestantes> . Desde 15/05/2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Igreja cria 'dízimo' com seguro e sorteio na Loteria Federal

A criatividade das igrejas na tentativa de tirar cada vez mais dinheiro dos fiéis é algo realmente surpreendente. A última novidade é a "oferta" que a Igreja Renascer está "desafiando" seus fiéis a fazer. Veja como ela funciona: o fiel aceita o desafio de pagar R$ 2,00 por dia, em parcelas mensais de R$ 60, durante um ano.
 
Durante todo esse período, enquanto ele pagar em dia, ele terá direito a três benefícios garantidos pela empresa Mongeral (que ficou muito conhecida no Brasil na década de 70 ao vender previdência privada a incautos). Os benefícios são: indenização em caso de morte, acidente e ainda o fiel receberá números todos os meses com os quais ele concorrerá a prêmios de R$ 5.000 a serem sorteados pela Loteria Federal.
Detalhe: essa contribuição de R$ 60 por mês NÃO FAZ PARTE do dízimo, que continua sendo obrigatório para os fiéis, que doam de 10% a até 30% de seus ganhos, voluntariamente à Renascer. Além do dízimo, todos os meses são feitos novos "desafios" instando os fieis a contribuir com mais dinheiro ou doar bens.
A Renascer é uma polêmica igreja evangélica que também se vale dos princípios da teologia da prosperidade. Grosso modo, a do "é dando que se recebe". Quanto mais você dá à igreja, mais recebe de Deus. Bem, é uma questão de fé.
Em janeiro deste ano, os líderes da Renascer, Estevam e Sônia Hernandes foram listados em 5º lugar entre os religiosos mais ricos do Brasil, com uma fortuna avaliada em R$ 120 milhões de reais. Em primeiro lugar ficou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, com R$ 2 bilhões.
Ambos foram presos pela polícia dos EUA entre 2007 e 2008, condenados por contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Estevam e Sônia fora presos quando desembarcavam nos EUA com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, dentro de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil.
 
Fonte Eletrônica;
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

DIVISÃO E DESVIADOS


“Se você já passou por divisão na igreja, está bastante familiarizado com o terrível turbilhão de emoções e o inconsolável sofrimento que acompanha essa descida ao inferno. Se você não tem familiaridade com a experiência, um grande choque o aguarda: grupos de cristãos outrora bondosos e unidos se separarão em facções para se oporem uns aos outros. De repente manifestarão calúnia, ira, engano, medo, amargura, ódio, maledicência, falta de perdão, contenda, orgulho e rebelião”. Francis Frangipane Pastor protestante americano

 Há mais de 20 anos que estudo o protestantismo, seitas e heresias, confesso que fiquei chocado ao ler na revista protestante Eclésia, nº 129, p. 4, a seguinte matéria:

“O Brasil é um país de desviados. Mais de 50 milhões de pessoas que já passaram pela Igreja Evangélica – tendo ou não nascido em “berço” cristão – atualmente perambulam pelo mundo. É um exército de afastados, um rebanho inteiro de decepcionados, frustrados, “sem-religião”, “sem-igreja”. Muitos, um dia, com cargos e chamados ministeriais. O que assusta nas estatística é que entre os que engrossam o coro dos desviados estão filhos de pastores. As matérias “Cem horas que não explicam tanta agonia” e “Herdeiros do Púlpito” mostram uma triste realidade. Famílias e igrejas perdendo seus jovens para o mundo”.

Segundo o censo do IBGE do ano 2000, o Brasil têm 15,45% de evangélicos, isso corresponde a 26,1 milhões de crentes. Atualmente, de acordo com o Instituto Datafolha, os evangélicos já chegam a 22% da população, ou seja, cerca de 40 milhões de pessoas.

 Segundo estudos de cientistas políticos e da religião, o protestantismo sofrerá redução vertiginosamente como aconteceu na Europa. No Brasil, a prova é o número de desviados, cismas, seitas e heresias.

 É óbvio, que, tudo isso deixa um estrago terrível para a Igreja Católica e o cristianismo.

 O maior escândalo do protestantismo é a divisão e o outro é a multidão dos desviados.

 Daí o crescimento do sem-igreja, sem-religião e sem-Deus.

Essa gente passa a criticar injustamente os verdadeiros cristãos, uns conscientes, outros tomados pelo ódio, vingança e corações despedaçados. O pastor Sinfrônio Jardim Neto, do Ministério Jesus Não Desistiu de Você, descobriu que uma igreja que tenha atualmente 200 membros, viu passar por seus bancos nos últimos dez anos outras 400 pessoas, agora fora de qualquer denominação.

“As igrejas estão contaminadas com a ideia do sucesso numérico e financeiro. Não importa quem esteja nos bancos e, sim, que fiquem cheias”, afirma a pastora Daria Tiyoko, esposa do pastor Sinfrônio e também líder do ministério(1). 


FALSO CRESCIMENTO 

 “A divisão é um sistema de vida maligna, um falso crescimento autorizado pela ira, pelo orgulho e pela ambição, em vez da mansidão e paciência de Cristo. É uma guerra na qual o diabo é o único que realmente vence”, diz o pastor Francis Frangipane (2).

 Dentro do contexto do crescimento protestante, tem que levar em conta: o inchamento, a falta de qualidade moral e dogmática, o interesse financeiro de certos líderes, os membros, ou ‘clientes’, em busca tão somente de soluções para seus problemas materiais, a onda gospel como entretenimento liberal e barato e a falta de compromisso social.

 Dividir para crescer em rebelião é uma atitude diabólica. Tal prática torna-se inimiga do Evangelho de Cristo.

Fica muito difícil delinear o crescimento do atual protestantismo, na sua dimensão tradicional, pentecostal, neopentecostal, renovado, liberal e fundamentalista.

 “A igreja evangélica brasileira é caracterizada mais pelas divergências do que pela união”, escreve Mark Carpenter, diretor-presidente da editora protestante Mundo Cristão (3).

 “Séculos de influência européia e norte-americana fez da igreja evangélica brasileira uma espécie de saco de gatos teológico e eclesiológico” (4).

No contexto político o vexame é terrível, vejamos o que diz Carpenter: “No Brasil os evangélicos são percebidos por muitos internautas como reacionários, inflexíveis, ultrapassados e intransigentes. Infelizmente esta noção é reforçada diariamente por televangelistas e políticos evangélicos, e pelas ações de líderes e denominações oportunistas”.

 O vereador protestante por São Paulo, Carlos Alberto Bezerra Jr. Disse: “O exemplo que as bancadas evangélicas deram nas câmaras brasileiras não nos enche de orgulho. Pelo contrário, em vez de bancadas, atuaram como cambadas. O que está sendo questionado é esse modelo de espiritualidade ufanista, prepotente, falso moralista e antiético de parte do movimento evangélico” (5).

Os evangélicos, principalmente os pentecostais, não só no Brasil, mas em boa parte do planeta, tem pouca dogmática cristã, e muito ensino de auto-ajuda, sincretismo, misticismo e teologia da prosperidade. 

O neo-protestantismo, ou protestantismo da pós-modernidade está vivendo o inatismo, pelagianismo e o pragmatismo. Vive-se uma “fé líquida” nos movimentos protestantes.

 A crise é catastrófica e requer humildade para voltar às fontes, que não é nada fácil.

 “O pentecostalismo vem perdendo prestígio pela imagem que se passa através dos escândalos, das promessas não cumpridas e por não produzir transformações sociais. Em função do institucionalismo cujas pressões levam a se fazer qualquer coisa antes do Reino de Deus e da pressão do mercado religioso, com suas demandas e desejos, o que se detecta é que a igreja evangélica perdeu o ensino e a ação ética. Portanto, a igreja evangélica brasileira tem um grande desafio ético pela frente, porque sem ensino não há transformação”, afirma o sociólogo protestante Paul Freston (6). 

 LUTERO 

 O famoso concílio protestante que aconteceu em 1 de Outubro de 1529, na cidade de Marburg, na Alemanha. Organizado pelo príncipe Philip de Hesse, que queria formar uma frente política unida entre os protestantes contra as forças católicas unidas no restante da Europa, o concílio contou com a presença da maioria dos reformadores alemães e suíços: Martinho Lutero e Philip Melanchthon, do lado luterano, e Ulrich Zwínglio, Martin Bucer e Johanes Oecolampadius, do lado reformado suíço.

No final do concílio, houve uma acirrada discordância sobre a Ceia do Senhor (Eucaristia), Lutero se recusou a dar a destra de comunhão a Zwínglio e disse a Martin Bucer: “é evidente que não temos o mesmo espírito”. A partir daí, adeus união política, teológica e eclesiológica dos protestantes.

 Esse foi o maldito exemplo dos reformadores para gerações posteriores em: divisões e desviados.

O princípio subjetivo do “livre exame das Escrituras”, ou seja, cada um interpreta a Bíblia á seu modo, ensinado por Lutero, produziu um esfacelamento sem precedentes na história do cristianismo pela multiplicação de nova “igrejas”. Dá para entender o remorso, o drama de Lutero no final de sua vida por ser o mentor desta divisão pela frase: “Há tantos credos quantas cabeças há”.

Lutero não foi humilde para amar e viver a unidade da Santa Igreja de Deus. Lutero sofria de muitas incompatibilidades... Lutero não aprendeu com Cristo e com santo Agostinho sobre a unidade e o tempo que cura todos os males. Medite profundamente nesse pensamento: “Todos os grandes problemas na Igreja foram criados pelos que, mesmo sendo membros dela, não a amaram suficientemente e preferiram a si mesmos, projetaram a si mesmos aproveitando-se da Igreja”, assim escreve o preclaro Frei Francisco Battistini, em seu excelente livro ‘Por que amo a Igreja’.

 CONCLUSÃO

 O protestantismo sofre pelas divisões e pela agonia dos desviados devido à desfiguração de seus múltiplos movimentos e alguns obscuros.

 Em seu âmago surgem seitas cada vez mais traidoras dos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fica difícil de evangelizar o mundo, por causa da confusão e fanatismo das seitas. O povo está temeroso do interesse financeiro desses movimentos sectários. É de causar assombro em qualquer banqueiro à máquina capitalista dessas novas seitas.

 Cada vez mais novas denominações ficam distante da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição e longe da unidade católica.

O ensino de Cristo:

 “A fim de que todos sejam um. Para que seja perfeito em unidade”, é pisoteado pelo denominacionalismo. Para um coração sincero, com a graça de Cristo, com estudos, oração e humildade, deve-se retornar com amor a verdadeira Igreja de Deus que é UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA. Para o bom Deus nada é impossível.

 Pe. Inácio José do Vale Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo 
Professor de História da Igreja Faculdade de Teologia de Volta Redonda e-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

 NOTAS E BIBLIOGRAFIA:
 (1) Eclésia, nº 129, p.40.
 (2) Impacto, nº 51, p.5.
 (3) Ultimato, nº 315, p.51.
 (4) Revista Teológica, nº 0, setembro de 2005, p.3.
 (5) Eclésia, nº 129, pp.17.18.
 (6) Jornal Batista Luz nas Trevas, novembro de 2008, p.10.
 BATTISTINI, F. Porque Amo a Igreja, São Paulo: Ave-Maria, 2007.
 GARCIA-Villoslaba, Ricardo. Lutero, Madri: Biblioteca de Autores Cristianos, 1976.
 AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. Falsas Doutrinas – Seitas e Religiões, Lorena: Cleofas, 2006.

 
Fonte Eletrônica;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2013/05/divisao-e-desviados.html
 
 
 

CRACK: O ‘craque’ do time da morte

Dentre todos os componentes do time das drogas. Dos componentes do time da morte. Está a figura do crack. O crack como o mais avassalador, como o mais devastador de todo o conjunto de entorpecentes ou dos elementos químicos alucinógenos, que torna o seu usuário no maior dependente periculoso e debilitado existente. Torna o dependente capaz de qualquer coisa, capaz de matar ou morrer para sustentar o seu vício. Crítica é a situação em que se acha o usuário e dependente do crack. Crítica não melhor é a situação em que se vive os seus entes queridos que nada fizeram para merecer tal castigo. A violenta crise situacional e emocional do dependente do crack parece fugir-lhe toda a perspectiva de dias melhores. As ocorrências no terreno familiar e social vão caminhando sempre em largas vertentes para o mal e para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o vício do crack parece esvair-se entre os dedos das suas próprias mãos. Lançando um olhar no passado, o viciado, vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack... O crack como o senhor do seu viver... O crack como dominador do seu "eu"... O crack como seu real transformador do bem para o mal... O crack como destruidor da sua família... O crack com aniquilador do seu bem maior... O crack como o seu transporte para a morte!... Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise urbana e social relacionada a essa droga avassaladora. De um lado temos o traficante se fortalecendo cada vez mais e arregimentando sempre um maior número de pessoas para a sua equipe criminosa. O traficante como sendo o "dono do bairro", o "rei do morro", o "comandante da área". O traficante como se fosse uma espécie de "Governo Ditatorial" paralelo ao nosso Regime Democrático do Direito. Na sua "pseudo propriedade" ele faz as vezes do Estado realizando quase sempre, em troca de favores, o trabalho social para a comunidade carente local. Funciona também como se fosse um "Juiz opressor" na resolução das contendas do povo. A sua palavra, a sua decisão não se discute, se cumpre. Como "Juiz" ele também realiza o julgamento sumário do seu inimigo, do seu opositor, do descumpridor das suas ordens, do traidor da sua equipe que quase sempre são condenados à pena de morte. Morte essa que pode ser por execução a tiros ou pelos meios cruéis da tortura. Os fatos mostrados pela mídia referente aos constantes corpos encontrados em determinados locais evidenciam e demonstram a veracidade da afirmativa, principalmente no que tange aos morros do Rio de Janeiro, favelas de São Paulo ou dos grandes centros do país. Como Ditador ele faz as suas leis, faz a guerra, a instabilidade social causando terror e medo ao povo. Demonstra o seu poderio, força e até decreta feriado ao determinar o fechamento do comércio e dos colégios da "sua localidade" quando bem lhe convier. Tais assertivas são facilmente comprovadas pelas matérias ofertadas na mídia, senão vejamos alguns exemplos pelas manchetes ou chamadas jornalísticas da revista Veja nos últimos tempos: TRAFICANTES USAM TERROR COMO ARMA DE GUERRA: bandidos voltam a apavorar o Rio de Janeiro em mais uma demonstração de força e ousadia... CIDADE SITIADA: Traficantes atacam pontos turísticos, desafiam a polícia e espalham terror no Rio... OUSADIA SEM LIMITE: Terrorismo urbano em Vitória. Guerra entre quadrilhas no Rio. Onde isso vai parar?... O DIA DO BANDIDO: Em mais uma exibição de força, traficantes fecham o comércio em quarenta bairros do Rio de Janeiro... GRANADA, METRALHADORA E AGORA MÍSSIL: Busca em Bangu 1 mostra a força do tráfico, que continua atuando por trás das grades"... O tráfico de drogas, além disso tudo, também faz vítimas inocentes quase que diariamente através das constantes "balas perdidas" disparadas em treinamento, em acerto de contas, em confronto entre eles, em troca de tiros com a Polícia, por brincadeira ou simplesmente pela pura maldade de alguns quando se atiram a ermo em qualquer direção. É realidade nua e crua que o tráfico de entorpecentes engrossa as suas fileiras com crianças e jovens que funcionam na organização criminosa como "aviões, fogueteiros, vigilantes, laranjas, informantes e até executores de crimes diversos." Tais crianças e adolescentes muitas vezes por falta de opção ingressam naquele mundo e tem aquele "trabalho" como uma espécie de carreira profissional. A série verdade apresentada pela Rede Globo no programa Fantástico no ano de 2006 denominado "Falcão - meninos de tráfico" comprova essa triste realidade brasileira. O documentário que é uma produção independente realizada pelo rapper MV Bill, pelo seu empresário Celso Athayde e pelo centro de audiovisual da Central Única das Favelas, deu bastante trabalho para os seus idealizadores e realizadores que tiveram que enfrentar o ambiente hostil onde viviam os jovens. O termo "falcão" é usado nas localidades do tráfico como sendo aquele cuja tarefa é vigiar a comunidade e informar quando a Polícia ou algum grupo inimigo se aproxima. Durante as gravações, 16 dos 17 "falcões" entrevistados morreram, sendo 14 em apenas três meses, vítimas da violência na qual estavam inseridos. Seus funerais também foram documentados. O único sobrevivente foi empregado pelos dois produtores, mas acabou voltando para o tráfico até ser preso. O produtor CELSO ATHAYDE ao falar do Projeto Falcão que também está incluso um livro publicado pelos mesmos autores, referiu que o seu objetivo principal é a conscientização da sociedade para a realidade dos jovens das comunidades pobres: "O Falcão não é um caso de polícia, não é uma denúncia, não é uma lamentação. Falcão é sobretudo uma chance que o Brasil vai ter para refletir sobre uma questão do ponto de vista de quem é o culpado e a vítima. Falcão é uma convocação para que a ordem das coisas seja definitivamente mudada." Com cenas fortes, deprimentes e chocantes a população tomou conhecimento daqueles fatos negativos e reais que repercutiu mundo afora. Jovens e crianças, fora da escola, apresentados em posse de armas e usando drogas fizeram daquela reportagem um verdadeiro documento comprobatório da insanidade do tráfico, do total desrespeito às Leis e da pouca vontade política governamental para resolver o problema que continua praticamente no mesmo patamar. Comprova-se pelos detalhes e pelas filmagens apresentadas que os "meninos do tráfico" sucumbem periodicamente. Trabalham somente para manter os seus vícios e para ajudar as suas famílias. A escritora LYA LUFT formou a sua opinião emocionada no item "ponto de vista" referente ao citado documentário quando disse na edição 1.950 da revista Veja on-line: "Nós todos somos culpados de que eles tenham existido, sofrido, matado e morrido, sem nenhuma possibilidade de vida, de esperança e de dignidade". E ainda no seu texto discorre a referida escritora: "Muito mais existe do que foi mostrado. Pior: muita gente poderosa, de rabo solenemente preso, vive daquela desgraça; muita cumplicidade perversa promove e mantém aquilo; tudo prolifera e floresce com muito arranjo sinistro - como sinistra, disse um daqueles meninos, era a sua vida: "a vida da gente aqui é sinistra e louca", ele disse com sua voz fraquinha. Vou pensar todos os dias que continuam morrendo crianças iguais àquelas, que poderiam ser meus filhos, teus filhos, nossos filhos. Eram nossos, aqueles meninos e meninas, sonados, ferozes ou tristíssimos, que a gente tem vontade de botar no colo e confortar. Mas confortar com o quê? E aquela arma, e aquelas drogas, e aquela infelicidade, e aquela desesperança? Fazer o quê?" A questão dos grandes traficantes fazer parte do crime organizado também é uma realidade, não fosse isso, não haveria verdadeiros arsenais em posse deles. São armas poderosas e das mais modernas em mãos do tráfico que entram no país de forma "misteriosa". Sem entrar no mérito da questão e apenas para ilustrar a concordância verdadeira de ligação entre o tráfico de drogas e o crime organizado há de se ressaltar o entendimento defendido por GUARACY MINGARDI, Doutor em Ciências Humanas e atual Diretor Científico do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente, na sua tese de Doutorado em 1996 junto a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo sobre o tema "O Estado e o crime organizado", quando aponta as quinze características inerentes dessa organização criminosa que comunga com os mesmos atos do tráfico: 1) Práticas de atividades ilícitas; 2) Atividade clandestina; 3) Hierarquia organizacional; 4) Previsão de lucros; 5) Divisão do trabalho; 6) Uso da violência; 7) Simbiose com o Estado; 8) Mercadorias ilícitas; 9) Planejamento empresarial; 10) Uso de intimidação; 11) Venda de serviços ilícitos; 12) Relações clientelistas; 13) Presença da lei do silêncio; 14) Monopólio da violência; 15) Controle territorial. Segundo a reportagem intitulada "Vítimas da indústria do crime" da revista Veja on-line, edição 1.796, o próprio Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando discursava a uma platéia de metalúrgicos em São Paulo, admitiu: "Não podemos ficar assustados 24 horas por dia. O crime organizado não é mais uma bandidagem comum que nós conhecíamos. É uma indústria de fabricar dinheiro com as drogas." O crime organizado possui vários tentáculos, e esses tentáculos buscam sempre atingir a proteção dos Poderes constituídos. Vez por outra a Polícia descobre a participação de Autoridades públicas ligadas àquela organização criminosa. A maioria das denúncias de corrupção para proteção ao crime organizado recai sobre a própria Polícia, isso é fato público e notório, contudo, vários Policiais já foram expulsos das suas corporações, foram penalizados ou respondem a Processos por crimes equivalentes, o que comprova que a Polícia de hoje, em regra, é Instituição séria e deve ser respeitada como tal. Assim como ocorre com a Polícia, diversos setores de outros Poderes Público, também já foram objetos de denúncia, investigação ou Processo com as devidas penalidades para algumas das pessoas efetivamente ligadas às organizações criminosas. Assim, o "Poder paralelo" do tráfico governa as suas áreas e enriquece os seus líderes de forma geométrica praticando todo tipo de crime para manter e aumentar diariamente o número de usuários e dependentes químicos das drogas, que além de morrer física e mentalmente, ainda leva consigo os seus entes queridos para a desgraça, ainda faz vítimas outras pessoas da sua insanidade em busca do falso prazer da droga, aumentando em conseqüência, o índice de criminalidade no País. Do outro lado, do lado oposto da gravíssima problemática encontra-se o viciado. Encontra-se a sua família, os seus verdadeiros amigos... Encontra-se a população atônita, indefesa e impotente... Encontra-se o Poder público com pouca vontade política para debelar ou mesmo amenizar tal situação. A Polícia, por sua vez, como real protetora da sociedade, procura cumprir a sua árdua e difícil missão de também combater esse crime. Nesse sentido, agindo habitualmente de maneira investigativa ou repressiva, de quando em vez, a Polícia realiza ótimas operações com apreensões de grande quantidade de drogas, armamento de grosso calibre e alto poder de fogo tais como fuzis e metralhadoras dentre outras, granadas e farta munição, além de se prender indivíduos maiores dos grupos organizados, contudo, é fato que mesmo de dentro dos presídios os chefes do tráfico continuam comandando as ações criminosas das suas áreas de atuação ou determinando a morte de pessoas a seu bel prazer. É fato também que quando morre alguém importante de determinado grupo do tráfico, de logo, é ele substituído por outro em grau de hierarquia equivalente da sua equipe para dar continuidade à administração daquele território. Destarte haver também a guerra entre grupos pelo poder ou tomada de poder de determinada área e, das batalhas, deixam-se rastros e rios de sangue. Entretanto, é também fato presente em todo lugar, que no cotidiano das ações policiais repressivas às drogas, na maioria das vezes, o que se vê são prisões e apreensões de pequenos traficantes, que não deixa de ser também ações necessárias, contudo, observa-se perfeitamente que tais pessoas são moradores de barracos ou palafitas das periferias das cidades, o que subentende sejam eles intermediários ou vendedores à serviço dos grandes traficantes. Relacionado às ações preventivas dos órgãos competentes, atos investigativos e repressivos da Polícia nesse âmbito, é verdade que a "Inteligência Policial", a "Inteligência Criminal" é de suma importância. É essencial na luta para conter o tráfico e o crime organizado, porém, a experiência brasileira nesse contexto até agora não se mostrou em real frutífera, pois a epidemia da droga se alastra a atingir novos adeptos todos os dias a todo momento. Assim, estamos perdendo a partida para o crime organizado... Assim, estamos perdendo a luta para o tráfico... Assim, estamos perdendo os nossos jovens para o crack... Assim, estamos perdendo o futuro da Nação para as drogas!... Até parece que apesar de todas alertas feitas, as Autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema: As chamadas "cracolândias" estão se proliferando em alta escala pelos quatro cantos do país. Uma epidemia de crack que supera todas as outras drogas juntas, destarte já haver também o MERCADÃO DAS DROGAS. Um mercado livre com grande variedade de entorpecentes em promoções e tudo mais, ocorrido em determinada rua da metrópole São Paulo no cair da noite, cuja filmagem e reportagem comprobatória fora mostrada em Jornal da TV Record. Sem querer brincar com a situação, muito pelo contrário, no sentido de espairecer um pouco o assunto tão sério e preocupante, antes de adentrarmos na questão do fabrico químico do crack, suas conseqüências nefastas no organismo humano, alguns exemplos da tragédia familiar causados pela droga e dos apelos necessários, façamos de conta por algum momento, até para prender mais o leitor ao presente texto, que estamos em um jogo, em uma partida de futebol disputada entre os times da MORTE versus SOCIEDADE, complementando o comentário somente com o trio de ataque demolidor do nosso adversário, qual seja, a cocaína, a merla e o crack: O time da MORTE que disputa a partida com a SOCIEDADE continua em boa performance e em ótima fase exterminando sempre os seus adversários é formado com: Skank, maconha, haxixe, ecstasy, morfina, heroína, ópio, LSD, cocaína, merla e crack... O banco de reservas conta com: Paco, codeína, psicotrópico, rebite, álcool e fumo... O técnico do time da MORTE, o popular traficante que é bastante respeitado e temido pelo povo, está bastante otimista e satisfeito com o rendimento da sua equipe. Traficante acredita sempre na vitória sobre a SOCIEDADE que apesar de ser um grande time e ter bastante força é uma equipe apática e desmotivada... Apostando no desânimo da SOCIEDADE que está atônita em campo, os Diretores do time da MORTE sentem-se gratificados com as estupendas arrecadações que sobem jogo à jogo e por isso prometem investir mais e mais no grupo com o intuito de transformá-lo numa equipe imbatível... O trio de ataque arrasador do time da MORTE que é interligado um ao outro, vem cumprindo a sua tarefa satânica de estraçalhar os seus adversários... A geração mortificadora desse time é provinda da base da cocaína e então com a adição de produtos químicos altamente nocivos ao ser humano nasceu a merla e o crack. Essa dupla de ataque aniquilador que é filha da cocaína, nada mais é do que UM MAL PIORADO. O crack, que é o craque do time da morte é também conhecido por ZIDANE, em alusão ao craque de futebol da Seleção Francesa que derrotou o Brasil em Copa Mundial passada. A cocaína é uma droga em pó de cor branca que é derivada das folhas da planta de coca, cultivada principalmente na América do Sul, em maior escala, na Colômbia, Bolívia e Peru. A folha da coca que era usada na antiguidade por índios e nativos da área em forma de mastigação, cujo objetivo era ganhar força e energia, se transformou através dos tempos, por meio da refinaria e mistura a elementos químicos, em cocaína. A cocaína tinha propósito inicial meramente medicinal, contudo, logo foi desvirtuado o seu objetivo e iniciado assim o novo problema social vez que as conseqüências para o seu dependente químico são devastadoras. A cocaína é uma substancia altamente viciante e os seus usuários tornam-se fisicamente e psicologicamente dependente da droga, ao ponto de não poder controlar os seus próprios desejos e impulsos. A pesquisadora e cientista STEPHANIE WATSON bem explica as maneiras que podem ser usada essa potente droga: " A cocaína é uma droga que pode ser utilizada de três maneiras: cheirando, injetando ou fumando. A forma cheirada, ou seja, a cocaína em pó, é feita pela dissolução da pasta de coca retirada das folhas da planta em mistura de ácido hidroclorídrico e água. Sal potássio é acrescentado à mistura para separar as substancia indesejadas, que devem ser removidas. Então, acrescenta-se amônia à solução restante, e o pó sólido da cocaína se separa. Para injetar cocaína, o usuário mistura o pó com um pouco de água e usa uma seringa hipodérmica para forçar a solução diretamente na veia. A cocaína em pó forma a base da cocaína de base livre. A cocaína de base livre tem um ponto de fusão baixo, por isso pode ser fumada". A professora e pesquisadora da Equipe Brasil Escola, PATRICIA LOPES, assim explica as conseqüências advindas aos usuários da cocaína: "Devido aos efeitos de euforia e prazer que a cocaína proporciona, as pessoas são seduzidas a utilizá-la para vivenciar sensações de poder, entretanto tais efeitos tem pouca duração. Logo o indivíduo entra em contato com a realidade, aspecto que desperta uma grande ansiedade em poder utilizá-la novamente. Aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, perda de peso e apetite são alguns dos efeitos biológicos da cocaína." A merla, a exemplo do crack, é uma droga perigosa e devastadora. Como já foi dito, é derivada da cocaína. Trata-se da junção das folhas de coca com alguns produtos químicos perigosíssimos para a saúde humana, tais como, ácido sulfúrico que é altamente corrosivo e usado em bateria de carro, querosene que é derivado do petróleo tendo outros propósitos e a cal virgem, ou cal viva que é usada em construções ou plantações, dentre outros, que ao serem misturados se transforma numa pasta branco amarelada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína. A droga é fumada pura ou misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha, e, quando isso ocorre, tal "experimento" recebe a denominação de BAZUCA. "A bazuca é a mistura de tudo que não presta com os horrores da insanidade humana." A fumaça altamente tóxica da merla é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante expressiva. As conseqüências que sofre o organismo humano do usuário da merla são idênticas ao do usuário do crack, vez que a sua composição química é bastante parecida. O usuário da merla pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma, parada cardíaca, e, enfim, a morte. Além disso, para os fracos e debilitados sobreviventes, ao longo do uso da droga, há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição. Para completar o item discorrido, há de se acolher o relato do nobre Professor JEFERSON BOTELHO, quando assevera em um dos seus artigos pertinentes ao tema: "Como o crack, a merla vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando um zumbi movido pela compulsão à droga que é intensa. Como os efeitos têm curta duração, o usuário faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser em função da droga que atinge o organismo através dos pulmões quando é fumada e pela corrente sanguínea alcança o cérebro causando alterações psíquicas." De volta ao crack, a exemplo da sua congênere, a merla, além da droga possuir uma grande percentagem de cocaína na sua fórmula absurda, gananciosa, inconseqüente e mortal, constituído com vários produtos químicos altamente nocivos e destrutivos à saúde do usuário, é também o produtor do vício mais rápido entre as drogas. Com duas ou três pedras fumadas o usuário vicia e o seu organismo passa a pedir mais e mais a droga tornando-o de imediato um dependente químico. O Representante brasileiro do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), BO MATHIASEM, admite a preocupação com essa droga: "O crack é mais barato, sim, e vicia muito, agravando rapidamente o problema da dependência química". Realmente o crack, por possuir no seu composto produtos mais baratos tais como a cal virgem e o ácido sulfúrico, também é mais barato do que as outras drogas, contudo, sem contar com as conseqüências advindas do seu uso, é certo dizer que é aquele barato que se torna mais caro pois a necessidade do usuário é mais freqüente em decorrência do curto espaço de tempo de duração do efeito químico alucinógeno no seu organismo. A disseminação do crack tomou conta do País e os menos avisados ou mesmo os já viciados noutras drogas passaram a experimentá-lo. Com isso, o vício terminou pegando-os de vez como uma teia de aranha em armadilha para as suas presas. A socióloga SILVIA RAMOS, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, dá o seu exemplo quanto ao problema da proliferação do crack: "É impressionante. A qualquer hora do dia, vemos crianças e adolescentes consumindo a droga e deitados no chão. Áreas dominadas pela facção Comando Vermelho passaram a vender e isso vem como uma tsunami." Para um País imenso como é o Brasil, uso do crack se tornou uma constante do Oiapoque ao Chuí, aumentando a riqueza dos grandes traficantes e do crime organizado em proporções gigantescas. O psiquiatra, diretor técnico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, GILBERTO BROFMAN, explicou em poucas palavras a nova moda de droga: "Estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo de casos nos últimos três anos. Antes era uma raridade, tínhamos nas unidades 90% de outras dependências e 10% de crack. Hoje temos o contrário." O referido psiquiatra cita um estudo feito em São Paulo que aponta que a mortalidade dos viciados em crack é de 30% em cinco anos. Complementa o seu raciocínio: "É uma droga diferente das outras e muito mais severa. Não há outra droga que produza um declínio físico e mental maior para o paciente. As conseqüências físicas são muito severas, como infartos, acidente vascular cerebral (AVC), doenças hepáticas, dano cerebral e pulmonar além de hipertensão." Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das Autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. Tal entendimento é corroborado pela psicóloga SANDRA HELENA DE SOUZA, diretora técnica da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul, que acrescenta: "Considerando a gravidade da droga e a baixa resolutividade em termos de tratamento, é uma epidemia. O sentimento na sociedade e principalmente nas famílias que vivem esse drama é de impotência." Para a citada psicóloga, o País não está preparado com atendimento necessário para enfrentar a problemática dessa droga: "O crime está muito organizado, e a sociedade atrasada." Todos os meses, todas as semanas, todos os dias nos deparamos com notícias trágicas envolvendo viciados do crack. O início da trajetória de crimes praticados pelo dependente químico do crack ou da tragédia familiar causada é sempre a mesma: "O viciado depois de gastar tudo que tem passa a se desfazer dos objetos da sua própria casa, ou quando criança ou jovem, passa a furtar os objetos da casa dos seus pais ou dos seus familiares e amigos para vender ou trocar por crack. Depois outros furtos em tudo quanto é canto. Posteriormente roubos a transeuntes ou em comércio... e em conseqüência, homicídios e latrocínios." Se nesse artigo apelativo fossem pormenorizados todos os casos criminais envolvendo o uso do crack no País certamente o presente texto viraria um verdadeiro "Tratado", por isso, a razão apenas superficial do item, retirado de algumas matérias ou manchetes jornalísticas diversas: "MÃE MATA SEU PRÓPRIO FILHO VICIADO EM CRACK: Em pleno Domingo de Páscoa, o crack gerou um crime de homicídio em um bairro nobre de Porto Alegre. Uma mãe idosa de 60 anos de idade matou o seu filho de 23 anos a tiros depois de perder as esperanças de recuperá-lo das garras do crack. A mãe desesperada confessou o crime para a Polícia e contou todo o sofrimento que passou durante oito anos na tentativa de tirar o seu filho daquela triste situação. Parentes das partes testemunharam que o jovem por várias vezes tentou matar os seus pais e que o crime praticado pela idosa foi um ato de agonia, de liberdade, de alívio e de defesa própria... JOVEM MATA AVÔ POR CONTA DO CRACK: O fato ocorreu em Aracaju, capital do Estado de Sergipe. Há alguns meses atrás um jovem de 19 anos de idade matou o seu avô e feriu a sua avó a facadas para lhes roubar uma televisão e negociar em troca do crack. A avó do criminoso relatou que só não foi também assassinada porque se fez de morta... E tantas outras manchetes de jornais no cotidiano brasileiro: MÃE CHORA A PERDA DO SEU FILHO PARA O CRACK... VICIADO EM CRACK MATA A SUA MÃE... MÃE PERDE SEU SEGUNDO FILHO PARA O CRACK... PAI ACORRENTA SEU FILHO VICIADO EM CRACK... VICIADO MATA SEU IRMÃO POR CAUSA DE UMA PEDRA DE CRACK... VICIADO ENGOLE UMA PEDRA DE CRACK COM A CHEGADA DA POLÍCIA... VICIADO EM CRACK MATA SUA COMPANHEIRA E FILHA... USUÁRIO DE CRACK CONFESSA DOIS LATROCÍNIOS... PRESA DUPLA DE ASSALTANTES VICIADA EM CRACK... PAIS EM DESESPERO DENUNCIAM CRIMES PRATICADOS PELO SEU FILHO VICIADO EM CRACK... USUARIO DE CRACK PRATICA MAIS UM ASSALTO A ÔNIBUS... MAIS UM SUICÍDIO PRATICADO POR DEPENDENTE DE CRACK... A CRACOANDIA ESTA CHEIA DE CRIANÇAS FUMANDO CRACK ABERTAMENTE... MAIS UMA TRAGÉDIA EM FAMILIA POR CAUSA DO CRACK... PAI MATA FILHO USUÁRIO DE CRACK... VICIADO EM CRACK MATA IRMÃ QUE LHE ACONSELHAVA PARA O BEM... USUÁRIO DE CRACK MORRE EM TROCA DE TIROS COM A POLÍCIA... JUVENTUDE PERDIDA NO CRACK... USUÁRIO DE CRACK FAZ MAIS UMA VÍTIMA DE LATROCÍNIO... VICIADA EM CRACK QUEIMA COM CIGARRO O SEU FILHO DE TRÊS ANOS DE IDADE... E por aí vai!..." De todo modo, bem perto de todos nós, tudo isso acontece. Drogas como o crack tomam conta de boa parcela da sociedade, principalmente dos jovens, constituindo perigo tanto para o próprio usuário, quanto para a sua família e para as demais pessoas que atravessam em seu caminho. É de bom alvitre registrar o entendimento do Professor e Educador do Rio Grande do Sul, CLEBER C. PRODANOV quanto aos projetos públicos de combate às drogas: "Parece que as políticas adotadas até aqui para frear o consumo das drogas não tem atingido seus objetivos somente com a repressão, sem a conscientização. A educação e um convívio mais profundo e dialogado entre as pessoas, especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas." A Polícia, via de regra, faz o que pode no combate a essa insanidade humana. Não é a Polícia onipresente ou onipotente para evitar toda essa parafernália e para prender todos os traficantes ou desbaratar de vez o narcotráfico e o crime organizado, por isso cumpre o seu mister, está à espera de novos paradigmas ou de ações mais efetivas por parte dos Poderes constituídos. Autor: Archimedes Marques Fonte: Adital

domingo, 12 de maio de 2013

O dia das Mães dos juizes de futebol

Semanalmente, no “país do futebol” uma senhora é difamada e elogiada ao contrário por ter dado à luz um filho que erra imperdoavelmente no gramado. Tal senhora, sem culpa alguma, é quem termina pagando o pato por causa do filho que tem.
Mas, para a alegria dela e de muitas outras mães, existiu na historia uma mãe de juiz que até hoje vem sendo lembrada por sua atuação, determinação e fé em Deus.
O que será que as mães de hoje e as futuras mamães podem aprender com Ana, mãe de Samuel, o último juiz de Israel nos tempos bíblicos? Acredito que muita coisa:
1. Orar e preservar.
Em tempos atribulados, com crises e desencontros nacionais, uma mulher estéril começa a buscar a Deus incessantemente pelo milagre de um filho.
Ana observa a degradante situação de Israel e pede um filho ao Senhor para, em seguida, devolvê-lo para a Causa dele, confiando que Deus poderia utilizá-lo como seu instrumento para despertar uma nação desobediente. A seriedade de se colocar alguém no mundo foi regada com muita oração e prudência.
2. Educar a criança nos caminhos do Senhor.
De acordo com o relato bíblico, Ana não passou muito tempo com o pequeno Samuel porque este logo cedo foi morar nos aposentos do Templo para aprender os ofícios de Sacerdote.
Porém, penso no aproveitamento do tempo que ela teve quando visitava o filho. Mais tarde, já homem feito, vamos encontrar Samuel equilibrado e profundamente comprometido com as realidades do seu tempo. Vamos encontrar também um homem de oração, que não deixava de orar pelo seu povo: “quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós”… ( l Samuel 12:23). Salientamos também que ele era reconhecido incontestavelmente como “profeta” por todos, de Norte a Sul do país.
Com quem Samuel aprendera a orar? Talvez com um bom número de pessoas, mas creio que o exemplo mais marcante ele encontrou na sua mãe, que não só orava por ele mas também com ele, e ensinava-lhe as maravilhosas histórias do poder e da atuação de Deus.
3. Ajudar os filhos a caminhar na verdade e perceber o pecado.
A influência da mãe sobre a vida da criança é muito grande, e neste período de formação e informação a criança absorve bastante os ensinamentos e exemplos dela.
Uma mãe aberta ao dialogo e à compreensão da evolução da criança nas suas curiosidades e perguntas naturais do desenvolvimento, vai estar preservando o saudável crescimento to do pequeno que Deus lhe confiou, livrando-o das péssimas orientações e influências daqueles que têm a mente poluída e impregnada de pecados.
O filho crescerá em estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lucas 2:52 ), e ela será muito feliz com tudo isso.
Portanto, “mamãe”, e “futura mamãe”, tratem de decorar e praticar (literalmente, no caso de vocês) o versículo que se encontra na terceira epístola por João, e vocês ainda experimentarão muitas alegrias nesta vida:
“Não tenho maior alegria do que esta a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3 João, verso 4)
 
Fonte Eletrônica;
 

É possível medir o amor de mãe?

Imagem de Destaque    

O amor materno é algo imensurável, ou seja, que não pode ser medido.

Olhe para uma mãe e você verá alguém tão cheia de amor que não coube dentro de si mesma: transbordou para além do cônjuge, nos filhos. Quem é mãe, nasceu para a maternidade. Maternidade assumida gera sempre mais vida, mais amor.

Descobri cedo que Deus me fez para a maternidade, quando, ainda na infância, ouvindo tantas vezes na escola a música “Maria de Nazaré”, imaginava Nossa Senhora amamentando Jesus, trocando Sua fralda e, depois, dando comida em Sua boca, ensinando-O a falar, caminhar, escovar os dentinhos... E sonhava com os filhos que eu teria um dia.

Cresci com esse sentimento da maternidade em meu coração.

Na época do namoro, eu e meu esposo sonhávamos com a família que constituiríamos, com os muitos filhos que teríamos. Sonhávamos em ter seis filhos.
Já casados, com três crianças, planejávamos o quarto filho. Foi quando alguém me questionou se eu queria mesmo ter mais filhos, que isso era loucura, que a vida era muito corrida, e como eu poderia educá-los. Respondi simplesmente que, se fosse a vontade de Deus, eu queria sim.
Fui para capela rezar e dizia: “Se o Senhor me fez para o matrimônio, o Senhor me fez para maternidade. Então, vou ter todos os filhos que o Senhor quiser me dar!”. E Deus me presenteou com esta Palavra: “Colocarei Nele a minha confiança. Eis-me aqui, eu e os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13).

Os meus filhos são bem-vindos, são queridos, em primeiro lugar, por Deus! Só preciso confiar n'Ele! Meu coração encheu-se de uma profunda paz!

De lá para cá, estou grávida do quinto filho ou filha; na verdade, sexto, pois, temos um intercedendo pela família, no céu. E vejo a promessa de Deus se cumprindo em nossa família e em minha vida.

A cada luta, a cada desafio, a cada lágrima derramada na criação, formação e educação dos filhos, brota a esperança, pois sei onde coloquei a minha confiança! E a Divina Providência nos acompanha em todos os momentos.

Nas enfermidades dos pequenos, na hora da correção, na hora de formar o caráter, na hora de pôr no colo e dar carinho, essa confiança no Senhor me orienta.

Errando sim, muitas vezes, mas aprendendo também com os erros, vou vivendo com muito amor e alegria a minha missão como mãe.
Na hora da dúvida, recorro à Virgem Maria. E ela me coloca na via segura, ensinando-me como devo agir.

A cada filho que nascia e chegava em casa e parecia que ainda estava faltando gente. Por fim, passei a perguntar a Deus: “Senhor, ainda está faltando alguém? Pois não quero que fique faltando ninguém!”. E Ele respondeu-me: “Tem lugar para mais um. No carro, na mesa, na casa, na vida e no coração de vocês”.

Deus estava dizendo: “No seu coração, sempre vai haver lugar para mais um”. Assim é o amor de mãe!

Não é preciso ter medo do desafio. Você, mãe, conta com a graça de Deus para cumprir tão sublime missão. Coloque no Senhor a sua confiança e tenha certeza: Deus estará com você, em todos os momentos, pois os seus filhos são queridos e amados por Ele. E as alegrias são bem maiores que as dificuldades!

Alguém já disse: “A melhor herança que se pode deixar para um filho é um irmão!”. Pense sobre isso e deixe a vida florir em seu coração e no seio do seu lar!

Quando você diz para um filho pequenino: “Você mora no meu coração”, e ele, surpreendentemente lhe responde, sorrindo e batendo no peito: “Você também!”. Isso não tem preço. É a recompensa do Céu!

Gilmara Lira – Comunidade Canção Nova

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cristianismo perde fiéis em todas as classes

“Estudo divulgado pelo economista Marcelo Néri, a partir de dados do IBGE, indica que, entre 2003 e 2009, o total de católicos caiu em todas as classes sociais, recuando de 74% para 68% da população brasileira. A porcentagem dos sem religião subiu também em todas as faixas”. Este enunciado foi postado na Folha de São Paulo, dia 24 de agosto, mais precisamente sobre a Igreja Católica.
No entanto, dias antes, outro enunciado dizia que o número de protestantes sem igrejas cresceu de 4% para 14% em todas as classes, isto é, 14% dos evangélicos não frequentam mais nenhuma igreja, dentre elas, se dizia, a Universal do Reino de Deus perdeu 24% dos seus fiéis, talvez para seus ex-pastores, como RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, cunhado de Edir Macedo e Valdomiro, “apóstolo”, fundador da Igreja Mundial. Infelizmente podemos constatar que em todas as igrejas há uma diminuição do número de adeptos.

Quanto a Igreja Católica, há mais de 10 anos, Dom Eugênio Sales, Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, disse que se 40% dos católicos deixasse a nossa Igreja, não significaria muito, pois sabemos que o número daqueles que frequentam os templos é de no máximo 15%.

Em Laguna Carapã, município de quase 6.500 habitantes, onde 70% dizem-se católicos, 18% participam semanalmente das missas, estes dados eu mesmo coletei, semana a semana, nas celebrações que presido, quando observei que aproximadamente 800 pessoas participam das missas. As igrejas estão cheias, mas e os outros 82% que se dizem católicos, onde estão?

Se este número aumentar para 40%, como queremos, teremos de triplicar também o número de padres e religiosas, para triplicar de igual maneira a celebração dos sacramentos, além de aumentar significativamente o tamanho das igrejas, quando não, construir outras em lugares variados.

Por isso, não acho nada interessante as pesquisas que dizem que 70% da população brasileira é católica, assim como Dom Eugênio, prefiro acreditar que católico é aquele que participa regularmente dos sacramentos e não o que aparece no dia do batizado do filho, no casamento e na missa de sétimo dia.

É uma pena que o que vem acontecendo entre os católicos esteja agora se repetindo entre os evangélicos. A Igreja Católica, a partir do Documento de Aparecida, fruto da Quinta Conferência Episcopal Latina Americana, em 2007, constatou que são muitos os batizados e poucos os evangelizados. Com isso, sinalizou que primeiro devemos evangelizar, o que significa tomar consciência da própria Igreja, dos seus Sacramentos, da sua história e, sobretudo da pessoa que a fundou: Jesus Cristo, partindo para atingir os afastados, ou aqueles não tiveram nenhum contato com ela, que é o caso de uma nova geração que nasce e nascerá destes e que não têm igreja ou religião.

Pe. Crispim Guimarães
Pároco da Paróquia Cristo Rei, Laguna Carapã, MS

Fonte Eletrônica;
http://www.meac.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=543:cristianismo-perde-fieis-em-todas-as-classes&catid=41:reflexoes&Itemid=69