ESTE BLOG NÃO VISA A CRIAÇÃO DE UM CONFLITO RELIGIOSO, MAS SIM MOSTRAR AS MENTIRAS DE ALGUMAS SEITAS PROTESTANTES QUE SURGEM TODOS OS DIAS,PARA OS CATÓLICOS QUE ANDAM PERDIDOS EM MEIO A TANTA INFORMAÇÃO ERRADA SOBRE A IGREJA DE CRISTO QUE NADA MAIS É DO QUE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.marcou a frase de um famoso ex-protestante que dizia: “Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar ao protestantismo”. (John Henry Newman, ministro ex-protestante convertido ao catolicismo).
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Cansado de Teologia,por um ex-pastor
Cansado de teologia:
Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" e "profetizando" prosperidade. Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez.
Durante nove anos vivi no meio de pessoas que "exalavam" fé. Uma fé sem resultados. Uma fé inútil.
Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior.
Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito.
Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar.
Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades. Onde a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia onde o Espírito Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em línguas "estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação.
Vi ainda apóstolos. Auto-entitulados. Os que não eram auto- entitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e endemoninhados.
Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.
Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; De voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.
Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa".
Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior.
João 10:10 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância."
Conheci a teologia criada pelo Demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho.
O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia.
I Timóteo 4:1,2 - "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência."
DEUS ME SALVOU DESSA TEOLOGIA.
Hoje, vivo a Teologia da verdade. A Teologia bíblica. A Teologia que não acrescenta nada a Palavra.
Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus.
Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.
Pr. Walker R. da Cunha.
Ex- pastor Neo-pentecostal (por motivos óbvios).
A cegueira na inteligência dos protestantes
Me entristeço cada vez mais quando troco email com irmãos protestantes acerca das coisas da fé. Os argumentos deles continuam baseados em "achismos", teses fantásticas, ginásticas mentais e outros tantos recursos que uma mente obscurecida da razão se utiliza para fundamentar o infundamentável e defender e o indefensável.
Vejamos alguns exemplos desta loucura:
- Embora os cristãos que ouviram a pregação do Evangelho da boca dos próprios Apóstolos, foram seus seguidores e discípulos, tenham deixado para nós o testemunhho da fé da Igreja Primitiva, eles preferem o testemunho dos Reformadores que nasceram 1500 anos depois e que nem conheceram os Apóstolos.
- Embora mostremos através de documentos históricos, escritos antigos, que a Igreja Católica sempre teve autoridade para definir questões de fé e moral para todos os cristãos (um exemplo são as definições dos Concílios Ecumênicos) , eles dizem que somente a Bíblia possui esta autoridade, como podem dizer isto, quando sabem que foi a Igreja Católica que definiu a Bíblia através da autoridade que eles dizem que a Igreja não tem?
- Todos já ouviram falar sobre os Concílios Ecumênicos (eram as reuniões dos Bispos do mundo inteiro para tratar de alguma divergência doutrinária surgida no ceio da Igreja) e sabem que a Igreja Antiga utilizava dos Concílios para resolver questões de fé e moral. No entanto alegam que a Igreja não tem qualquer autoridade para defnir questões de fé e moral, que isto é papel da Bíblia, sabendo que esta foi definida nos Concílios Ecumênicos pela Autoridade que dizem que a Igreja não tem.
- Alegam (de forma totalmente arbitrária) que a Igreja Católica definiu a Bíblia nos Concílios para fazer dela a única Regra de fé e não aceitam 7 livros do AT que constam na Bíblia que a Igreja definiu.
- Para os protestantes históricos, as confissões protestantes históricas possuem autoridade para definir seu corpo doutrinário, mas a Igreja Católica que sempre definiu questões de fé e moral para todos os cristãos, como foi muito bem registrado na história dos Concílios, não tem esta autoridade.
- Consideram a Igreja Católica traídora do Evangelho e quando vivem dentro do Protestantismo uma verdadeira Babel Bíblica.
- Alegam que a Igreja deve ser sempre legitimada pela Bíblia quando sabem que a legitimação da Bíblia dependeu da Igreja.
- Sabem que desde o Concílio Regional de Hipona (393 d.C) e do Concílio Ecumênico de Cartago (431 dC) a Igreja Católica reconhece os livros 7 livros deuterocanônicos do AT como canônicos, mas continuam afirmando que a Igreja incluiu estes livros na Bíblia durante o Concílio de Trento.
- Sabem que os 7 livros deuterocanônicos do AT constam na Bíblia de Guttember (primeiro livro impresso da história. 1460 dC) que é anterior à Reforma, e dizem que estes livros nunca estiveram na Bíblia e que foram incluídos pela Igreja durante o Concílio de Trento.
- Embora alguns tenham a oportunidade de conhecer os escritos dos primeiros cristãos e que 90 % destes escritos dêem testemunho de que a Tradição dos Apóstolos e o Magistério da Igreja sempre foram considerados também como Palavra de Deus, preferem ficar com os 10% que aparentam fundamentar a fé na Sola Scritpura.
- Embora demonstremos que qualquer ponto doutrinário da fé católica apresenta seu paralelo na fé da Igreja Primitiva (mostrando a fé Primitiva através dos escritos dos primeiros Cristãos), preferem ficar com o que entenderam da Bíblia e ainda alegam que este entendimento é a autência fé Primitiva.
Quem lê os itens acima vai pensar que é coisa de doido, mas eu acho isso náo é doidice não... é bem mais grave. Me lembra algo que aconteceu no tempo do Profeta Isaías:
"O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento." (Is 1,3)
Algo fechou o entendimento de nossos irmãos protestantes para a Verdade. Faz-se oportuno aqui transcrever um trecho de uma bela obra:
"A naja é uma serpente terrível. Ela cospe seu veneno a dois metros de distância. Apontando para os olhos da vítima, cega-a, temporária ou definitivamente, e assim essa se torna presa fácil.
Desde as nossas origens, a serpente tem o triste privilégio de representar o demônio, em razão da malícia e da mordida mortal que a caracteriza. Parece no entanto que, passados alguns séculos, a técnica demoníaca evoluiu. Não contente em nos morder o calcanhar, como a víbora, descobriu um veneno que nos cega. A víbora tornou-se naja. Vejamo-lo.
No início do Cristianismo, o demônio atacava a fé suscitando heresias. Mas a Igreja valeu-se dessas negações fazendo delas ocasiões para proclamar seus dogmas, ainda com mais clareza. "Oportet haeresses esse", é preciso [conveniente] que haja heresias (1 Cor. 11, 19). Para fazer surgir almas e uma Igreja negadoras do objeto da fé, seria preciso cegar a inteligência humana, tornar-lhe impossível qualquer contato com o verdadeiro. Assim fazendo, a fé se diluiria no relativismo, as almas se perderiam sem o saber.
Como é fácil de constatar, o atentado obteve êxito.
Quem nunca fez a seguinte experiência: falar durante uma hora com uma pessoa com o propósito de levá-la de volta à Igreja; argumentar com toda a sabedoria; responder claramente a todas as suas objeções; e, no entanto, ouvi-la dizer ao desperdir-se: "Tudo o que você disse é interessante, mas é a sua verdade. O que importa é estar bem onde nos encontramos"? Ou: "Muito bem... tudo isso é verdade... no passado".
Essas reflexões revelam um mal profundo e universal. De fato, dizer que a verdade é subjetiva é atentar contra a nossa própria inteligência, na sua estrutura íntima e nos seu exercício natural. É interditar qualquer conhecimento verdadeiro.
Nesta análise, seguiremos o Papa S. Pio X na sua Encíclica Pascendi (8 de dezembro de 1907). Sua Santidade enxergou numa falsa teoria do conhecimento - o agnosticismo - o ponto de partida do modernismo (§6). E assim resume suas causas: "Trata-se da aliança da falsa filosofia com a fé [cega], as quais, ao se misturarem, formam uma massa [densa, opaca, gigantesca e mostruosa] cheia de erros, danificando o sistema da fé" (§58).
Entre os remédios contra o modernismo, S. Pio X destaca, como "o melhor", "o ensino da filosofia que nos legou o Doutor Angélico" (Santo Tomás). E advertiu os professores "de que desprezar Santo Tomás, sobretudo nas questões metafísicas, traz prejuízos graves" (§63). ".
(A VERDADE , Ir. Jean-Dominique, O.P., Edições Santo Tomás, 2003.)
Aí está, meus irmãos, o drama moderno que nós vivemos. Como falar a alguém que está lesado no seu "DNA da inteligência"?
Mais uma vez, tenho que dar razão ao meu amigo e professor Carlos: "Onde não há virtudes naturais a graça não pode operar".
FONTE ELETRÔNICA;
domingo, 5 de agosto de 2012
Católico hispano perdoa o homem que assassinou e estuprou sua esposa e filha nos EUA
WASHINGTON DC, 18 Jul. 12 / 10:28 am (ACI/EWTN Noticias).- Arturo Martínez-Sánchez, um católico de origem mexicana nos Estados Unidos, assegurou que graças à sua intensa fé perdoou Bryan Clay, um homem que irrompeu em sua casa armado com um martelo e que o golpeou fortemente na cabeça para logo estuprar e assassinar sua esposa e sua filha.
Martínez-Sánchez assegurou que sua fé ajudou a não deixar que a ira ou o desejo de vingança o aflijam, apesar da intensa dor que agora enfrenta junto a seus dois filhos homens de 9 e 5 anos, sobreviventes do brutal ataque perpetrado por Clay no dia 14 de abril.
“Como uma pessoa que crê em Cristo, sei que Deus perdoa todos os pecados dos que têm fé nele. Neste sentido, eu fui instruído para perdoar primeiro”, afirmou em uma conferência de imprensa por ocasião da reabertura de seu pequeno ginásio ao norte de Las Vegas.
O slogan do ginásio, criado por sua falecida filha, está pintado na parede do local: “Cultivamos campeões”. Arturo sabe que “Deus perdoará os assassinos se houver verdadeiro arrependimento. Bryan Clay enfrentará seu juízo diante d’Ele”.
“Rezo para que minha esposa Yadira e minha filha Karla estejam no céu esperando que meus filhos e eu cheguemos lá para passar a eternidade com elas. De fato, sei que isto verdade”.
Ao ser consultado por um jornalista sobre o que ele diria a Bryan Clay, Martínez-Sánchez respondeu que diria ‘Eu te perdôo’”.
Entretanto, Arturo também expressou seu desejo de justiça, e disse que Clay “será castigado pelo que fez à minha família. Ele deve enfrentar a justiça e a pena que o juiz dite, incluindo a pena de morte, se esta for a sentença”.
Conforme informam os meios de imprensa americana, Clay se declarou inocente ao início de seu julgamento, mas poderia ser sentenciado à morte.
No último 14 de julho, a pequena Karla teria completado 11 anos.
Arturo Martínez-Sánchez estudou direito na capital México D.F., onde conheceu Yadira, sua falecida esposa. Depois de migrar ilegalmente aos Estados Unidos, conseguiram estabelecer um lar, trabalhando “verdadeira e honestamente”.
Martínez-Sánchez abriu seu ginásio em abril de 2011, mas o fechou temporalmente depois do ataque sofrido. Ao falar de sua decisão de reabrir o local, afirmou que “minha esposa e minha filha estão atrás deste feito”.
FONTE ELETRÔNICA;
Da Natureza e da Existência do sacrifício da Missa
P. O que é Missa?
R. Missa é, pois, o sacrifício do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, imolado desde o princípio do mundo pelas promessas feitas por Deus e pela fé dos justos, aos quais se aplicavam, antecipadamente, seus frutos.
P. Há figuras do santo sacrifício no livro do Gênesis?
R. Sim. No Gênesis encontramos figuras do santo sacrifício, como, por exemplo, as ofertas de Abel, de Abraão e de Melquisedec.
P. E na lei de Moisés?
R. Encontramos, também, figuras daquele sacrifício na lei de Moisés, como no cordeiro pascal, e na variedade de tantos outros sacrifícios por ele estabelecidos, cujos diferentes objetos convergem para a única imolação de valor infinito, a Missa, anunciada pelos profetas (em especial, profeta Malaquias).
P. Quando se iniciou o santo sacrifício?
R. Podemos afirmar que aquele santo sacrifício se iniciou na Encarnação do Verbo, passando pelo nascimento de Cristo e pela apresentação no templo.
P. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o santo sacrifício?
R. O santo sacrifício foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo na véspera da sua morte, consumado no Calvário de modo cruento, e continuado nos nossos altares para ser, até o fim dos tempos, o único e verdadeiro sacrifício, que pessoalmente nos aplica o preço do sangue divino derramado na cruz, para oferecer perpetuamente Deus (Filho) a Deus (Pai) pelo ministério dos sacerdotes legítimos, a quem Cristo designou este poder.
P.Como é oferecido o santo sacrifício do corpo e do sangue de Cristo?
R. Este sacrifício é oferecido sob as espécies de pão e de vinho, que mantém suas aparências como a cor e o sabor. Estas aparências, ou acidentes, permanecem e subsistem mesmo depois que a substância de pão e de vinho se convertem, realmente, no corpo e sangue do nosso Salvador.
P. Por que Nosso Senhor Jesus Cristo utilizou o pão e o vinho ao instituir este santo sacrifício?
R. Porque, conforme diz a Escritura, o pão é o fundamento da vida (Ps 103), e o vinho é o símbolo de tudo que encanta e alegra o coração do homem. Assim Nosso Senhor, ao fazer deles a matéria do seu sacrifício, quis nos ensinar a imolar, com ele e nele, a nossa vida e tudo quanto dela nos é grato e querido.
P. Poderia haver melhor símbolo para este santo sacrifício?
R. Não. Nenhum outro símbolo seria mais próprio, para nos dar a justa idéia do Deus que se sacrifica, que é o autor dos nossos bens, o conservador do nosso ser, o Senhor da vida e da morte, e o dispensador das nossas alegrias e dos nossos pesares. Assim, nenhum outro sinal poderia inspirar melhor o elevado pensamento da imolação do homem, que deve unir-se a esta vítima, e de pertencer a Nosso Senhor na vida e na morte.
P. Que mais nos ensinam o pão e o vinho?
R. Como os alimentos nos foram concedidos por Deus, para o indispensável sustento da nossa vida, ao consagrá-los ao Senhor reconhecemos exteriormente que a Ele pertence nossa existência e que Ele é o dono absoluto dos nossos dias.
P. Há na Sagrada Escritura outras referências a ocasiões em que os homens sacrificaram alimentos a Deus, como símbolo da Eucaristia?
R. Sim. Conforme relata a Escritura, Abel oferecia ao Senhor o leite das suas ovelhas; Caím, os frutos da terra; depois do dilúvio, Noé e seus descendentes sacrificavam animais que lhes eram permitido comer; Melquisedec, imagem de Nosso Senhor, oferecia o pão e o vinho, para expressar o reconhecimento dos soldados preservados dos perigos da guerra. Vimos, também, a oferta da flor de farinha, o vinho, o sal e o azeite sendo consumidos no altar judaico, as primeiras colheitas levadas com solenidade ao templo, e Jesus Cristo, em fim, escolher o pão e o vinho como matéria do seu sacrifício, e conservar estas aparências, mesmo depois de ter consumado a misteriosa mudança ( a transubstanciação).
P. O que é a Eucaristia?
R. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, sacrifício enquanto oferecida a Deus, e alimento sacramental enquanto recebida pelo homem, conforme no-lo explica S. Thomas. Portanto, dom de união do homem com Deus, e dos homens entre si. Que mais ditosa imagem deste alimento espiritual e desta união inefável, que é a participação da vítima sob as espécies de pão e de vinho!
P. A Missa é o sacrifício da nova lei?
R. A celebração e a consagração da Eucaristia, que normalmente denominamos Missa, é o sacrifício verdadeiro, real e propriamente dito, da nova lei.
P. Por que a Missa é sacrifício da nova lei?
R. Porque nela se encontram todas as condições do sacrifício instituído pelo Nosso Salvador, para todo o sempre.
P. Quais são as condições do sacrifício?
R. No sacrifício feito a Deus há: a oblação, o holocausto, a Eucaristia, a hóstia de propiciação devido ao pecado, e a impetração.
P. O que é oblação?
R. É a oferta de algo sensível, do corpo e sangue de Cristo, sob as espécies de pão e de vinho, que são percebidas pelos nossos sentidos.
P. A quem é feita a oblação?
R. A oblação da Missa é feita somente a Deus, conforme estabelecido dogmaticamente pela Igreja.
P. Quem realiza a oblação?
R. A oblação é feita por Jesus Cristo, pontífice supremo, que fala por si mesmo e em seu nome, e por um sacerdote canonicamente ordenado – o padre - que fala em nome de Jesus Cristo, a quem empresta sua voz e o representa, e por toda a Igreja, da qual o sacerdote é o verdadeiro e legítimo embaixador junto a Deus, para oferecer o sacrifício em nome dos fiéis.
P. A oblação pode ser feita pelos fiéis?
R. Não. A oblação é oferecida a Deus somente pelo sacerdote, ministro legítimo, que fala na pessoa de Cristo.
P. Por que se diz que a Missa é um holocausto?
R. Porque na Missa rendemos a Deus o culto de latria, ou seja, adoração suprema e de total dependência a Deus, a quem oferecemos a adoração do próprio Deus (Cristo), de quem reconhecemos supremo domínio, a quem apresentamos a morte de Deus (Cristo), unindo o culto da nossa alma e do nosso coração à adoração de Deus sacerdote (Cristo) e à morte de Deus vítima (Cristo).
P. Por que a Missa é Eucaristia?
R. Diz-se que a Missa é Eucaristia, ou ação de graças, porque nela elevamos a Deus não só os dons que recebemos da plenitude da sua misericórdia, como também o mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, manancial desta plenitude de graças.
P. Por que dizemos que a Missa é uma hóstia de propiciação, devido ao pecado, oferecida a Deus?
R. Porque, através dessa hóstia de propiciação, imploramos à misericórdia divina para apaziguar sua justiça, oferecendo a imolação de Cristo (o próprio Deus) que se dignou tomar sobre si todas as nossas iniqüidades e reunir nossa fraca e insuficiente dor de arrependimento à sua satisfação infinita.
P. Por que a Missa é também um sacrifício de impetração?
R. Porque na Missa pedimos e recebemos todos os bens necessários à salvação do corpo e da alma.
P. Não pedimos e recebemos esses bens em outras orações?
R. Sim, porém a diferença é que, na Missa, não somos nós quem os suplica, mas o próprio Deus (Cristo) quem pede e quem ouve; nós somente unimos nossa fraqueza às suas orações. Assim, por meio deste divino intercessor nossas orações sobem aos céus, chegam ao Nosso Pai celestial e são por Ele acolhidas favoravelmente.
P. Como podemos nos certificar que nossas orações na Missa são favoravelmente acolhidas pelo nosso Pai celestial?
R. S. Paulo apóstolo no-lo garante ao nos dizer: "Como Deus não nos dará todos os bens, depois de nos ter dado seu próprio Filho para ser o oferecimento do nosso sacrifício"?
P. Que conclusão principal chegamos do que foi explicado acima?
R. Conclui-se que a Missa é o verdadeiro sacrifício estabelecido por Jesus Cristo para a nova aliança.
P. Há alguma referência no Antigo Testamento sobre a Missa, como sacrifício da nova lei a ser estabelecido por Cristo?
R. Sim, e o profeta Malaquias anuncia (I, 11):
1º - A revogação dos sacrifícios antigos: "Eu não receberei mais oblações das vossas mãos", disse o Senhor aos judeus;
2º - A substituição do dos sacrifícios antigos, por um novo e excelente sacrifício: "Em todo o lugar se oferece em sacrifício ao meu nome, uma hóstia pura"; quer dizer, será oferecida, porque, na linguagem profética o futuro se anuncia como presente.
P. Por que as palavras do profeta Malaquias, acima citadas, referem-se ao santo sacrifício da Missa?
R. As palavras do profeta Malaquias referem-se ao santo sacrifício da Missa, pois:
1º - afirmam que Deus não mais receberá nenhum sacrifício oferecido anteriormente:
a – dos judeus, nem mesmo as vítimas legais dos seus sacrifícios, pois Deus quer substituí-las por uma nova e excelente hóstia;
b – dos pagãos, com maior razão sacrifício algum, que nunca os aceitara, pois seus altares impuros serviam aos demônios.
2º - afirmando que "em todo o lugar se oferece em sacrifício uma hóstia pura", Deus também não se refere diretamente nem mesmo à imolação da cruz, que ocorreu só uma vez no Calvário; mas refere-se claramente ao Santo Sacrifício da Missa, que oferece a hóstia pura, e que ocorre em todo lugar;
3º - afirmam que não será um sacrifício nem mesmo espiritual, da alma e do coração, de agradecimento e de boas obras, que havia sido sempre praticado, pois o texto da profecia expressa um sacrifício exterior propriamente dito.
Seu sentido claramente nos indica um sacrifício novo, de uma vítima pura a Ele oferecida em todo o lugar, que é exatamente a oblação da Eucaristia na Missa, ou seja, o puro e próprio sacrifício de Deus (Cristo) vítima, oferecido à majestade do seu nome por todos os povos e em todos os lugares.
P. A profecia de Malaquias foi realmente cumprida?
R. Sim; e para nos certificarmos disto, basta ler os Evangelistas e S. Paulo.
P. Que nos dizem os Evangelistas e S. Paulo?
R. Os Evangelhos de S. Mateus (26), de S. Marcos (14) e de S. Lucas (22) e São Paulo nos dizem que, estando com seus discípulos na noite em que Nosso Senhor foi entregue, e após terminar a ceia da antiga páscoa, que ia ser abolida com todos os sacrifícios da lei antiga, para ser substituída pela oblação pura e universal do verdadeiro cordeiro pascal: (S. Mateus, XXVI (26-28)): "Estando, eles, porém, ceando, tomou Jesus o pão e o benzeu, e partiu-o e deu-o aos seus discípulos e disse: Tomai e comei, ISTO É O MEU CORPO." "E tomando o cálice, deu graças e deu-lho dizendo: Bebei dele todos." "Porque este é o meu SANGUE do novo testamento, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados."; (S. Marcos, XIV (22-24)): "E quando eles estavam comendo, tomou Jesus o pão; e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, e disse: Tomai, ISTO É O MEU CORPO." "E tendo tomado o cálice, depois que deu graças, lho deu: e todos beberam dele." "E Jesus lhes disse: ESTE É O MEU SANGUE do novo testamento, que será derramado por muitos."; (S. Lucas, XXII (23-25)): "Também depois de tomar o pão deu graças e partiu-o e deu-lho, dizendo: ISTO É O MEU CORPO que se dá por vós; fazei isto em memória de mim." "Tomou também da mesma sorte o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é o novo testamento em MEU SANGUE, que será derramado por vós.;( I Coríntios, XI, 23-29): ""Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei a vós, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão, e dando graças, o partiu, e disse: recebei e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente depois de ter ceado, (tomou) o cálice, dizendo: este cálice, é o novo testamento no meu sangue, fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que ele venha. Portanto todo aquele que comer este pão ou beber este vinho indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo o corpo do Senhor"
P. No decorrer de sua pregação fez, Nosso Senhor, alguma referência a esta instituição?
R. Sim. Aos seus discípulos, em Cafarnaum, Jesus lhes dissera que era necessário comer sua carne e beber seu sangue, para se alcançar a vida eterna.
Para efetuar esse milagre, disse simplesmente após a Ceia: Tomai e comei, isto é o meu corpo; tomai e bebei, este é o meu sangue. Eis a consumação deste divino sacrifício no cumprimento de todos os mistérios.
Nele Cristo renova sua morte, sua ressurreição e sua vida gloriosa. Através dele Cristo alimenta sua Igreja com seu próprio corpo para torná-la um corpo santo, sempre vivo, e dar-lhe a graça da imortalidade gloriosa. Seria possível imaginar palavras mais significativas, termos mais fortes, mais enérgicos em sua sensibilidade, ou mais expressivos em seu sentido do que os que Ele empregou? –Este é o meu corpo, este é o meu sangue; fazei isto. Estas palavras de Jesus são absolutamente decisivas.
P. Por que as palavras empregadas por Nosso Senhor "Tomai e comei, isto é o meu corpo; tomai e bebei, este é o meu sangue" são decisivas?
R. As palavras empregadas por Nosso Senhor são decisivas porque foram proferidas pelo próprio Deus (Filho); portanto, ao mesmo Deus onipotente que dissera "faça-se a luz" (Gen) e a luz foi feita, reconhecemos o infinito valor daquelas sublimes palavras.
P. Não encontramos referência à instituição da Eucaristia no Evangelho de S. João?
R. Apesar de não descrever a Santa Ceia, S. João penetra no coração do Salvador e nos expõe os sentimentos que dirigiam a ação de Nosso Senhor naquela ocasião, dizendo: "tendo Jesus amado os seus, os amou até o fim" (Jo 13) e, podemos acrescentar, até em excesso.
P. Por que S. João fez aquela afirmação?
R. Para nos revelar que Jesus, Deus onipotente, na Ceia, nos deu a maior prova do seu amor, nos deixando seu próprio corpo e seu próprio sangue, como alimento espiritual.
P. Como essa dádiva de Jesus chega a nós?
P. Através do poder de oferecer o sacrifício instituído no Cenáculo, pois, Nosso Salvador deu claramente aos apóstolos, e sucessores bispos da Santa Igreja, este poder, por meio destas palavras:"Fazei isto em minha memória".
P. Que significa essa ordem dada aos apóstolos e sucessores por Nosso Senhor?
R. Através dessa expressão Nosso Senhor ordena aos apóstolos e sucessores que não devem fazê-lo somente como lembrança e simples representação do que Ele fizera, mas sim, "Fazei isto", que Ele mesmo fizera e como realmente fizera.
P. Além do significado vital acima exposto, que mais podemos deduzir daquela ordem?
R. Pelas palavras empregadas por Nosso Senhor deduz-se que Ele ordena aos apóstolos que não façam outro sacrifício, distinto ou separado da oblação que Ele fizera, mas sim o mesmo que Ele ofereceu: "Tomai e comei, pois isto é o meu corpo; tomai e bebei, pois este é o cálice do meu sangue".
P. Que significa "em minha memória"?
R. A expressão final da ordem de Nosso Senhor quer dizer:
a – Fazei em minha memória, porque sou vosso Deus e Senhor;
b – Em memória da autoridade e poder que dei à minha Igreja;
c – Em memória dos meus padecimentos e de minha morte, que renovareis todas as vezes que fizerdes isto;
d – Em memória da nova aliança que fiz com os homens, derramando aqui meu sangue e, portanto, oferecendo-o em sacrifício;
e – Em minha memória, ofereceis esta oblação, ou efusão do meu sangue misterioso, sobre esta mesa, que na Cruz confirma o Novo Testamento, assegurando aos homens minha nova e irrevogável vontade de obter-lhes as graças da salvação e da herança do céu, com a condição de serem fiéis aos meus preceitos e ao meu amor, e de fazer uso dos sacramentos que estabeleci, pela remissão dos pecados.
P. Que resumo podemos fazer, com as palavras empregadas por Nosso Senhor, acompanhadas do seu significado, quando da instituição da Eucaristia?
R. O relato do Evangelho, unido ao seu significado, Nosso Senhor diz: fazei, portanto, o que eu fiz, em minha memória, em memória de minha morte e da minha aliança; eu tomei o pão e o vinho; tomai esta matéria e estes símbolos de oblação; eu os abençoei; abençoai-os; eu dei graças; fazei o mesmo; eu parti o pão; parti-o; eu disse: isto é meu corpo, e eu vos dei e vós o recebestes; tomai e dai aos outros: hoc facite.
P. A ordem dada por Nosso Senhor era por um tempo determinado?
R. Não, pelo contrário, Nosso Senhor ordenou que se fizesse o que ele mesmo fizera por todo o tempo que o homem deve passar na terra, pois mandou que se renovasse a oferenda da sua paixão e morte, do seu corpo imolado e do seu sangue vertido, até sua próxima vinda, quando virá para julgar os vivos e os mortos. Portanto, por estas palavras, seu poder passa para os sucessores dos apóstolos, herdeiros do mesmo sacerdócio, e, diz Jesus, "eu estarei convosco", não só ensinando, batizando, governando a Igreja, mas também oferecendo e consagrando conosco, "todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat 28).
P. Em que cerimônia da Igreja se cumpre a ordem deixada por Nosso Senhor?
R. A cerimônia em que se cumpre a ordem de Nosso Senhor é a Missa, que tem o poder, real e perpétuo, de oferecer e consagrar, o mesmo que Cristo ofereceu e consagrou no Cenáculo, e no Calvário.
P. No mundo atual, existe mais alguma religião que ofereça um verdadeiro sacríficio em seu culto?
R. Não, os únicos que ofereciam sacrifícios instituídos por Deus era a religião judaica, mas após a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo os judeus pararam de oferecer sacrifícios a Deus, como profetizara Oséias.
Obs.: Os romanos, os gregos, os astecas, entre outros, ofereciam sacrifícios supersticiosos, mas esses sacríficios eram claramente abomináveis aos olhos de Deus.
Fonte: Grupo São Domingos de Gusmão
FONTE ELETRÔNICA;
Ilyas Khan - Um mulçumano convertido à Fé Católica
Roma, quinta-feira, 2 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Existem muitos muçulmanos que gostariam de renunciar ao islã para abraçar o cristianismo. Entretanto, na maioria dos casos, o medo da perseguição os impede de se converter.
Mesmo assim, existem aqueles que têm a coragem de fazer essa escolha não só na intimidade do coração, mas afirmando-a publicamente no site do jornal National Catholic Register.
É o caso de Ilyas Khan, filantropo britânico, nascido de pais muçulmanos, crescido na Grã-Bretanha, banqueiro de formação, dono do clube de futebol Accrington Stanley e presidente do Leonard Cheshire Disability, a maior organização mundial de assistência às pessoas com necessidades especiais.
"A minha fé conta com a grande contribuição da educação que eu recebi até os meus 4 anos", revela Ilyas ao entrevistador, que lhe pergunta o que o levou à fé católica. "A minha mãe estava muito doente. Quem me criou naqueles primeiros anos foi a minha avó, que era profundamente católica. Eu não tinha como não me considerar cristão".
Dos 4 aos 17 anos, porém, Ilyas foi criado e educado como muçulmano. Ele conta: "Na faculdade, a divina providência interveio novamente. Eu fui morar na Netherhall House, que é uma casa de estudantes do Opus Dei".
O tempo que passou naquela casa de estudantes o aproximou da espiritualidade e da fé católica. Ele mesmo afirma: "Eu não posso dizer que fui induzido à fé inconscientemente. Pelo contrário. Lá pelos 18 ou 19 anos, eu descobriu pessoas como Hans Urs von Balthasar, e comecei a ler muito os textos da biblioteca. Fiquei interessado na teologia, em Santo Agostinho e Orígenes".
Essas leituras provocaram no jovem Ilyas um movimento interior que já então o empurrava a proclamar as próprias crenças abertamente, mas o medo de causar uma dor profunda nos pais, ainda vivos, o sufocava.
A virada decisiva, lembra Khan, foi um "grau maior de consciência de toda a minha vida e das minhas bases morais". "O desejo de abandonar o islã era profundo, mas foi o impulso de Cristo que me levou à decisão".
A contribuição fundamental veio da rotina de "viver a vida da Igreja" durante uma estadia em Hong Kong, aos 25 anos. A igreja chinesa de São José "foi o lugar onde eu descobri o catolicismo tradicional. Dos 25 anos em diante, eu não tive mais nenhuma dúvida: eu era católico".
Mas houve um momento em particular que marcou indelevelmente a fé de Ilyas: uma "visão" durante uma visita à basílica de São Pedro. "Eu estava caminhando pela basílica e me lembro de ter sido 'arrebatado' ao ver a Pietá de Michelangelo. Me vieram mil perguntas enquanto eu olhava para aquele rosto de Maria que contempla o seu Filho. E eu disse para mim mesmo: 'Este é Deus! Não pode não ser Deus'. Para o islã, dizer que Deus se fez homem é uma heresia. Foi ali que me caíram por terra todas as dúvidas. A beleza e a atmosfera em torno daquele espetáculo foram a grande virada".
O testemunho de Ilyas Khan, por um lado, serve como estímulo para todos aqueles que ainda têm dúvidas ou medos quanto às próprias crenças. Por outro lado, no entranto, a conversão despertou reações negativas, traduzidas em demonstrações de ódio e em ameaças diretas de morte.
Ilyas não tem medo de expressar a sua fé nem de proclamar publicamente a sua beleza. Ele é considerado hoje, na Grã-Bretanha, como "o mais importante neo-converso ao catolicismo".
Crítica Literária: Soberania ou Submissão?
NOVA IORQUE, 3 de agosto (C-FAM) O Senado dos EUA poderá votar nesta semana a ratificação do mais recente tratado de direitos humanos da ONU, sobre pessoas com deficiências. Importa realmente se os EUA ratificam tais tratados? Um recente livro publicado por um intelectual de longa data em Washington DC diz que importa muito. John Fonte do Instituto Hudson argumenta que cada tratado drena o sangue vital de nações democráticas ao armar uma legião de ativistas que querem substituir a soberania pelo governo mundial.
Fonte diz que mais de cem países já adotaram cotas sexuais para cargos eletivos depois de ratificar a Convenção sobre a Eliminação de Discriminação contra as Mulheres (conhecida pela sigla em inglês CEDAW). Vinte e duas ações mudaram suas leis sobre assistência à infância. E a Noruega exige que 40% das diretorias de empresas sejam fixadas na base de sexo.
A principal questão do livro é também seu título: Sovereignty or Submission: will Americans Rule Themselves or Be Ruled By Others? (Soberania ou Submissão: os Americanos Governarão a Si Mesmos ou Serão Governados por Outros?) Além das questões sociais incluídas nos tratados da ONU, Fonte demonstra como os tomadores de decisões nos EUA já abdicaram considerável autoridade sobre as leis de guerra, as políticas americanas para com Israel, o Tribunal Criminal Internacional e políticas internas de imigração.
Os tomadores de decisões não conseguem ver a ameaça porque não entendem quanto o contexto legal global mudou do “direito internacional” pós-guerra, cujo objetivo era reduzir a fricção entre as nações, para as forças de hoje de “direito transnacional” que buscam impor normas universais sobre Estados soberanos. Fonte demonstra a transformação em quatro capítulos muito fáceis de ler sobre a história da filosofia política ocidental. Em seu prefácio no livro, John O’Sullivan, ex-editor executivo da Rádio Europa Livre, diz que a atual luta é a terceira tentativa no século passado de “vender governo das elites sob pretextos democráticos”.
A diferença é que os revolucionários de hoje trabalham às escondidas. “O governo mundial é a ideologia que ousa não dizer seu nome”, comenta John O’Sullivan. Organizações não-governamentais, as “tropas de choque” do governo mundial, têm um relacionamento simbiótico com funcionários de organizações internacionais como o Secretariado da ONU, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, diz Fonte.
Os globalistas de hoje raramente expõem seus interesses essenciais ao debate público, mas em vez disso escondem seus objetivos em termos de “direitos humanos universais”. De início esses termos parecem nobres o suficiente, libertando o mundo da escravidão e do genocídio, mas o sistema de governo mundial por sua natureza sempre expande seu alcance. Quarenta por cento da agenda parlamentar da Inglaterra simplesmente aprovam sem questionar as leis que já haviam sido estabelecidas pela União Europeia, um legislador disse para Fonte, e a estatística estava em uns 60-70% na Áustria. A União Europeia é tanto o melhor exemplo do mundo de governo mundial quanto seu promotor mais forte em conferências da ONU.
Se a “legitimidade moral global” é o centro de gravidade do governo mundial, sua principal vulnerabilidade é o “liberalismo e a nação-estado democrática” em que a soberania está alicerçada não no Estado, mas no povo, diz Fonte, que no fim das contas decide o que é moralmente legítimo.
E assim os americanos estão numa bifurcação na estrada. Os senadores dos EUA que estão considerando ratificar o Tratado de Deficiências da ONU nesta semana estão, à luz da análise de Fonte, trancados num “conflito irreconciliável entre soberanistas democráticos e defensores do governo mundial”. Os defensores do governo mundial veem o inevitável declínio americano e buscam estabelecer as leis globais por meio de acordos internacionais, aparentemente esperando que uma China autoritária lhes obedeça quando o poder dos EUA for diminuindo.
No final, Fonte pergunta por que os americanos ou qualquer nação democrática trocariam sua democracia liberal por um governo mundial. Ele coloca o ônus da prova nos transnacionalistas de provar por que a submissão é melhor do que a soberania.
Tradução: Julio Severo
FONTE ELETRÔNICA;
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