top

create your own banner at mybannermaker.com!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Catequeses (Parte 2)

O Espírito e as ''sementes de verdade'' do pensamento humano

L'osservatore Romano nº 38 (508)- 19/09/1998

1. Retomando uma afirmação do Livro da Sabedoria (cf. 1, 7), o Concílio Ecumênico Vaticano II ensina-os que "o Espírito do senhor", o qual cumula dos Seus dons o povo de Deus peregrino na história, "replet orbem terrarum", enche todo o universo (cf. Gaudium et spes, 11). Ele guia incessantemente os homens rumo à plenitude de verdade e de amor, que Deus Pai comunicou com Cristo Jesus.

Esta profunda consciência da presença da ação do Espírito Santo ilumina desde sempre a consciência da Igreja, fazendo com que tudo aquilo que é genuinamente humano encontre eco no coração dos discípulos de Cristo (cf. ibid., n. 1).

Já na primeira metade do século II, o filósofo São Justino podia escrever: "Tudo o que foi afirmado de modo excelente e tudo o que descobriram aqueles que fazem filosofia ou instituem leis, foi realizado por eles através da pesquisa ou da contemplação de uma parte do Verbo" (II Apol., 10, 1-3).

2. A abertura do espírito humano à verdade e ao bem realiza-se sempre no horizonte da "Luz verdadeira que a todo o homem ilumina" (Jo 1, 9). Esta luz é o próprio Cristo Senhor, que iluminou desde as origens os passos do homem e entrou no seu "coração". Com a Encarnação, na plenitude dos tempos, a Luz apareceu no mundo com todo o seu fulgor, brilhando aos olhos do homem como esplendor da verdade (cf.. Jo 14, 6).

Prenunciada já no Antigo Testamento a manifestação progressiva da plenitude da verdade, que é Cristo Jesus, realiza-se ao longo do curso dos séculos, por obra do Espírito Santo. Essa específica ação do "Espírito da verdade" (cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13) refere-se não só aos crentes mas, de modo misterioso, a todos os homens que, embora ignorem sem culpa o Evangelho, sinceramente buscam a verdade e se esforçam por viver retamente (cf. Lumen gentium, 16).

Na esteira dos Padres da Igreja, S. Tomás de Aquino pode afirmar que nenhum espírito é "tão tenebroso a ponto de não participar em nada na Luz divina. Com efeito, toda a verdade conhecida por quem quer que seja é devida totalmente a esta "luz que brilha nas trevas"; visto que toda a verdade, seja quem for aquele que a disser, vem do Espírito Santo" (Super Ioannem, 1, 5 lect. 3, n. 103).

3. Por este motivo, a Igreja é amiga de toda a autêntica pesquisa do pensamento humano e estima sinceramente o patrimônio de sabedoria, elaborado e transmitido pelas diversas culturas. Nele encontrou expressão a inexaurível criatividade do espírito humano, orientado pelo Espírito de Deus para a plenitude da verdade.

O encontro entre a palavra da verdade anunciada pela Igreja e a sabedoria expressa pelas culturas, e elaborada pelas filosofias, solicita estas últimas a abrirem-se e a encontrarem o próprio cumprimento na revelação que vem de Deus. Como sublinha o Concílio Vaticano II, esse encontro enriquece a Igreja, tornando-a capaz de penetrar sempre mais profundamente na verdade, de a exprimir através das linguagens das diversas tradições culturais e de a apresentar - imutável na substância - na forma mais adaptada ao mudar dos tempos (cf. Gaudium et spes, 44).

A confiança na presença e na ação do Espírito Santo, também na agitação da cultura do nosso tempo, pode constituir, no alvorecer do terceiro Milênio, a premissa para um novo encontro entre a verdade de Cristo e o pensamento humano.

4. Na perspectiva do Grande Jubileu do Ano 2000, é preciso aprofundar o ensinamento do Concílio a respeito deste encontro, sempre renovado e fecundo, entre a verdade revelada, conservada e transmitida pela Igreja, e as múltiplas formas do pensamento e da cultura humana. Infelizmente, ainda hoje é válida a constatação de Paulo VI na Carta Encíclica Evangelii nuntiandi, segundo a qual "a ruptura entre Evangelho e cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época" (n. 20).

Para remediar esta ruptura, que incide com graves conseqüências sobre as consciências e os comportamentos, é necessário despertar nos discípulos de Jesus Cristo aquele olhar de fé, capaz de descobrir as "sementes de verdade" difundidas pelo Espírito Santo nos nossos contemporâneos. Poder-se-á contribuir também para a sua purificação e maturação através da paciente arte do diálogo, que tem particularmente em vista a apresentação do rosto de Cristo com todo o seu esplendor.

Em particular, é necessário ter bem presente o grande princípio formulado pelo último Concílio, que eu quis recordar na Encíclica Dives in misericordia: "Enquanto as várias correntes do pensamento humano, do passado e do presente, têm sido e continuam a ser marcadas pela tendência para separar e até mesmo para contrapor o teocentrismo e o antropocentrismo, a Igreja, seguindo a Cristo, procura ao contrário uni-los conjuntamente na história do homem, de maneira orgânica e profunda" (n. 1).

5. Esse princípio mostra-se fecundo não só para a filosofia e a cultura humanista, mas também para os setores da investigação científica e da arte. Com efeito, o homem de ciência que "se esforça com humildade e constância por perscrutar os segredos da natureza é, mesmo quando disso não tem consciência, como que conduzido pela mão de Deus, o qual sustenta as coisas e as faz ser o que são" (GS, 36).

Por outro lado, o verdadeiro artista tem o dom de intuir e exprimir o horizonte luminoso e infinito em que está imersa a existência do homem e do mundo. Se for fiel à inspiração que o habita e o transcende, ele adquire uma secreta conaturalidade com a beleza de que o Espírito Santo reveste a criação.

O Espírito Santo Luz que ilumina as mentes e divino "artista do mundo" (S. Bulgakov, Il Paraclito, Bolonha 1971, pág. 311), guie a Igreja e a humanidade do nosso tempo ao longo das sendas de um novo e surpreendente encontro com o esplendor da Verdade!

O ''selo do Espírito'' e o Testamento até o martírio

L'osservatore Romano - nº 42 (579) - 17/10/1998

1. Na catequese anterior detivemo-nos sobre o sacramento da Confirmação como cumprimento da graça batismal. Agora aprofundamos o seu valor salvífico e o efeito espiritual expressos pelo sinal da unção, que indica o "selo do Dom do Espírito Santo" (cf. Paulo VI, Const. Apost. Divinae consortium naturae [15.8.1971]: AAS 63, 663).

Por meio da unção o crismado recebe plenamente aquele dom do Espírito Santo que, de forma inicial e fundamental, já recebeu no Batismo. Como explica o Catecismo da Igreja Católica, "o selo é o símbolo da pessoa (cf. Gn 38, 18; Ct 8, 6), sinal da sua autoridade (cf. Gn 41, 42), da sua propriedade sobre o objeto (cf. Dt 32, 34)..." (n. 1295). Jesus mesmo declara que sobre Ele "o Pai, o próprio Deus, marcou com o Seu selo" (Jo 6, 27). E assim nós cristãos, enxertados em virtude da fé e do Batismo no Corpo de Cristo Senhor, ao recebermos a unção somos marcados pelo selo do Espírito. Isto é ensinado explicitamente pelo apóstolo Paulo ao dirigir-se aos cristãos de Corinto: "Quem nos confirma convosco em Cristo e nos consagrou, é Deus. Ele é que nos marcou com o Seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito" (2 Cor 1, 21-22; cf. Ef 1, 13-14; 4, 30).

2. O selo do Espírito Santo, portanto, significa e atua a pertença total do discípulo a Jesus Cristo, o estar ao Seu serviço para sempre na Igreja, e ao mesmo tempo implica a promessa da proteção divina nas provas que deverá enfrentar para testemunhar no mundo a sua fé.

O próprio Jesus o predisse, na iminência da Sua paixão: "Entregar-vos-ão aos tribunais, sereis açoitados nas sinagogas e compareceis diante dos governadores e dos reis por Minha causa, para dardes testemunho diante deles... Quando vos levarem para serdes entregues, não vos inquieteis com o que haveis de dizer, mas dizei o que vos for dado nessa hora, pois não sereis vós a falar, mas sim o Espírito Santo" (Mc 13, 9.11 e par.).

Promessa análoga retorna no Apocalipse, numa visão que abrange a inteira história da Igreja e ilumina a vicissitude dramática que os discípulos de Cristo são chamados a enfrentar, unidos ao seu Senhor Crucificado e Ressuscitado. Eles são apresentados com a imagem sugestiva daqueles sobre cuja fronte foi impresso o selo de Deus (cf. Ap 7, 2-4).

3. A Confirmação, vindo trazer crescimento e aprofundamento da graça batismal, une-nos de modo mais firme a Jesus Cristo e ao seu Corpo que é a Igreja. Esse sacramento aumenta em nós também os dons do Espírito Santo, a fim de "nos dar uma força especial do Espírito Santo para propagar e defender a fé, pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, e para nunca nos envergonharmos da Cruz" (CIC, n. 1303; cf. Concílio de Florença, DS 1319; Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 11; 12).

Santo Ambrósio exorta o crismado com estas vibrantes palavras: "Recorda que recebeste o selo espiritual, "o espírito da sabedoria e do intelecto, o Espírito do conselho e da fortaleza, o Espírito do conhecimento e da piedade, o Espírito do temor de Deus" e conserva aquilo que recebeste. Deus Pai marcou-te, Cristo Senhor confirmou-te e pôs no teu coração o Espírito como penhor" (De mysteriis, 7, 42; PL 16, 402-403).

O dom do Espírito empenha no testemunho de Jesus Cristo e de Deus Pai, e assegura a capacidade e a coragem de o fazer. Os Atos dos Apóstolos dizem-nos claramente que o Espírito foi difundido sobre os apóstolos, para que se tornassem "testemunhas" (1, 8; cf. Jo 15, 26-27).

S. Tomás de Aquino, por sua parte, ao sintetizar de maneira admirável a tradição da Igreja, afirma que mediante a Confirmação são comunicados ao batizado a ajuda necessária para professar publicamente e em todas as circunstâncias a fé recebida no batismo. "É-lhe dada a plenitude do Espírito Santo - ele explica - ad robur spitituale (para a fortaleza espiritual), que convém à idade madura" (S. Th., III, 72, 2). Essa maturidade obviamente não deve ser medida com critérios humanos, mas no interior da misteriosa relação de cada um com Cristo.

Este ensinamento, enraizado na Sagrada Escritura e desenvolvido pela sagrada Tradição, encontra expressão na doutrina do Concílio de Trento, segundo o qual o sacramento da Confirmação imprime na alma como que uma "marca espiritual indelével": o "caráter" (cf. DS 1609), que é precisamente o sinal impresso por Jesus Cristo no cristão com o selo do seu Espírito.

4. Este dom específico conferido pelo sacramento da Confirmação habilita os fiéis para exercerem a sua "função profética" - recebe o poder de professar publicamente a fé cristã, como que por um encargo oficial (quasi ex officio)" (S. Th., III, 72, 5, ad. 2; cf. CIC, n. 1305). É o Vaticano II, ilustrando na Lumen gentium a índole sagrada e orgânica da comunidade sacerdotal, sublinha que "com o sacramento da Confirmação (os fiéis) são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras como verdadeiras testemunhas de Cristo" (n. 11).

O batizado que recebe com plena e amadurecida consciência o sacramento da Confirmação declara solenemente perante a Igreja, sustentado pela graça de Deus, a sua disponibilidade a deixar-se atrair, de modo sempre novo e mais profundo, pelo Espírito de Deus, para se tornar testemunha de Cristo Senhor.

5. Graças ao Espírito que penetra e colma o coração, esta disponibilidade leva até ao martírio, como nos mostra a ininterrupta plêiade de testemunhas cristãs que, desde o alvorecer do cristianismo até ao nosso século, não temeram sacrificar a própria vida terrena por amor de Jesus Cristo. "O Martírio - escreve o Catecismo da Igreja Católica - é o testemunho supremo prestado à verdade da fé; um testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade" (n. 2473).
No limiar do Terceiro Milênio, invoquemos o dom do Paráclito para reavivar a eficácia da graça do selo espiritual impresso em nós no sacramento da Confirmação. Animada pelo Espírito, a nossa vida efundirá o "bom odor de Cristo" (2 Cor 2, 15) até aos últimos confins da terra.





domingo, 3 de abril de 2011

Documento: 'AMANHECER' (Parte 1)

Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 333 - Ano 1990 - p. 78

Em síntese: O CELAM entregou a certo público um documento elaborado pelos protestantes, que refere as estratégias missionárias concebidas para tornar o mundo inteiro protestante. Trata-se do projeto AMANHECER, estruturado de maneira muito sagaz e inteligente para animar a ação proselitista de denominações e seitas protestantes, preocupadas com seu crescimento numérico e um tanto relativistas quanto ao Credo. Desse projeto destacamos, nas páginas seguintes, os traços principais, muito reveladores do afinco que anima as estratégias evangelísticas.

Tal documento há de avivar nos fiéis católicos o estrito dever missionário que lhes incumbe a partir das palavras do Senhor Jesus: "Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28, 19s). Cristo fundou uma única Igreja confiada a Pedro, dotando-a desse ímpeto missionário, que decorre da consciência de que o Evangelho é a Boa-Nova destinada a todos os homens e, por isto, não pode ser guardado indolentemente nem relativizado (como se todos os Credos fossem iguais) nem confundido com promoção econômica e social dos mais carentes. O Evangelho é a Boa-Nova religiosa que tem vigor único para estruturar o ser humano no plano espiritual e, conseqüentemente, também no material.

O CELAM (Conferência Episcopal Latino-americana), mediante o seu Departamento de Ecumenismo e Diálogo Religioso, deu a conhecer um documento de 48 páginas, protestante, escrito em castelhano, com o título AMAÑECER (Amanhecer) e o subtítulo "Estratégias evangelicas para la toma misionera del mundo y de America Latina" (Estratégias Evangélicas para a Tomada Missionária do Mundo e da América Latina). Trata-se de normas destinadas a difundir o protestantismo no mundo inteiro e, especialmente, nos países latino-americanos. O documento é um tanto sigiloso, como se depreende da Apresentação do mesmo redigida pelo CELAM e publicada logo a seguir em tradução portuguesa. Desse documento destacaremos posteriormente os traços principais.
Apresentação de AMANHECER

Eis a página introdutória a cargo do CELAM:

"As Táticas da Missiologia Proselitista"

Com a devida prudência, colocamos em suas mãos um documento excepcional, que explica muitas das nossas preocupações a respeito da proliferação das "Seitas" (neste caso, "Seitas" de índole nitidamente evangélica).

Trata-se de um documento singelo, mas que pretende reunir toda a fundamentação bíblica, a eclesiologia, os objetivos, os métodos e as estratégias para a "tomada evangélica" do mundo inteiro.

Chegou às nossas mãos de maneira confidencial. Reconstituímos o texto a partir de fotocópias muito deterioradas. Respeitamos o estilo, a redação, a pontuação e a ortografia. Animamo-nos a publicá-lo por várias razões:

1) É necessário que nos preocupemos, tomando consciência do impulso missionário - para não dizer proselitista¹ - das seitas cristãs, impulso voltado não somente para a América Latina, mas também para o mundo. A leitura e o estudo deste documento devem fazer sentir a nós, como católicos, o chamado para redescobrirmos o fervor missionário daqueles que semearam a fé entre nós. Como diz o Santo Padre, é necessário promover uma nova evangelização e - por que não o dizer? - uma renovação pastoral.

2) O documento oferece uma explicação complementar da proliferação de seitas. Muitas vezes nos detemos na hipótese de que esta avalanche de "igrejas" é fruto de política estrangeira. O documento nos mostra o porquê, o objetivo e o como do impulso missionário das seitas cristãs. É necessário também que tomemos consciência da existência de uma estratégia evangélica bem arquitetada para a tomada missionária da América Latina, país por país. Essa estratégia combina elementos diversos inspirados por um fervor cego para a implantação de igrejas: motivações bíblicas e teológicas, testemunhos populares, metodologia de planejamento e avaliação.
3) O documento nos leva também a descobrir o tipo de ecumenismo que está ocorrendo entre as comunidades evangélicas não históricas;¹ julgam que se podem unir a outras comunidades desde que não suscitem problemas, não levantem questões, não alimentem o senso crítico em relação às verdades professadas por cada denominação cristã. O que importa unicamente, é crescer em número de fiéis e templos.
É para desejar que cada um de nós tire as conseqUências de tal leitura.
Atenciosamente

Secção de Ecumenismo e Diálogo Religioso de CELAM"
Em vista de crescer numericamente, sem dar relevo primordial ao Credo de cada denominação cristã, cremos que o projeto AMANHECER não foi elaborado por determinada denominação protestante (luterana, calvinista, batista...), mas se deve a algum movimento de Evangelização protestante e difusão da Bíblia, desligado de qualquer comunidade eclesial. Aliás a p. 4 do documento em pauta, abordando observações preliminares, nos diz que tal texto foi publicado por Dawn Ministries, Jim Montgomery, Presidente, com sede na Califórnia. Jim Montgomery é o gerente-editor de GLOBAL CHURCH GROTH BULLETIN, e diretor de análise e estratégia da missão OVERSEAS CRUSADES; foi o responsável por uma profunda investigação de crescimento da Igreja efetuado na Guatemala.

Vejamos agora.

Alguns traços de AMANHECER

Que é AMANHECER?

Utilizando palavras do próprio documento, dizemos:

"AMANHECER é uma estratégia de serviço executado na base do mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo de fazer todas as nações discípulas (cf. Mt 28, 19). É o desenvolvimento de uma estratégia adequada com a finalidade de mobilizar o Corpo de Cristo para fazer todas as nações discípulas.

Segundo o Dr. Pedro Wagner, é o melhor e mais eficiente sistema para conseguir o crescimento das Igrejas em escala internacional...

AMANHECER aspira a mobilizar o Corpo de Cristo em todos os países... para cumprir a grande tarefa, tendo por meta levantar uma congregação evangélica em cada vila e em cada povoado, de todas as classes, categorias e condições sociais em cada país por inteiro.

A maior preocupação de AMANHECER é ver encarnado o Senhor Jesus em toda a sua beleza, compaixão, poder e mensagem em cada grupo de pessoas - entre 500 e 1.000 - ou, a mais longo prazo, em cada país.

Portanto, a máxima aspiração de AMANHECER é ver em cada Igreja refletir-se o Senhor Jesus Cristo e ver essas igrejas multiplicadas de tal modo que não fique ninguém em país algum fora do alcance prático e cultural do Cristo vivo.
Se houver uma congregação dando testemunho em cada pequena comunidade, será possível comunicar o Evangelho, de maneira direta e fecunda, a cada habitante da terra. Cada pessoa em cada país terá então a melhor oportunidade de poder ver o Evangelho vivido e apregoado em seu ambiente por pessoas que falam a sua respectiva língua. Assim cada indivíduo terá uma excelente oportunidade de tomar uma decisão inteligente, favorável ou contrária ao Senhor Jesus Cristo; cada qual terá uma igreja à qual poderá comparecer e, no futuro, quando se tiver convertido, poderá ser instruído e feito discípulo" (p. 7).
Eis algumas realizações concretas desse plano:

"Em 1966, Hugh Linton e seus colegas na Coréia fizeram um meticuloso exame de sua área e traçaram um plano de sete anos para implantar uma congregação em cada vila de mais de cem casas, distantes 4 km da igreja evangélica mais próxima.
Em 1974, cerca de 75 igrejas e líderes missionários nas Filipinas comprometeram-se a trabalhar de modo a conseguir construir uma igreja em cada bairro de todo o país para o ano 2000. Isto significaria um crescimento do número de 4.000 igrejas para 50.000 igrejas nos próximos 25 anos. Quando trazemos líderes se reuniram num Congresso em fevereiro de 1985, referiram que a fé tinha dobrado o número de seus templos fundados na década anterior e que a meta final era atingir 50.000 no ano de 2000.

Tendo ouvido narrar tal experiência, cerca de 350 líderes da Guatemala tomaram por meta a conversão de 50% da população de seu país para o evangelismo até o ano de 1990, ou seja, num período de seis anos.

Em abril de 1985 algumas centenas de líderes se reuniram num Congresso sobre o Evangelismo no Zaire e tomaram por objetivo fundar ao menos uma igreja em cada vila de 10.000 habitantes no país, num período de cinco anos. Também fizeram o propósito de construir 5.000 igrejas a mais na cidade de Kinshasa.

Na Indonésia existe um programa muito bem planejado dito: "Um, um, um" - o que quer dizer: uma igreja em cada vila de cada geração. O plano está sendo executado segundo táticas muito proveitosas de modo a atingir sua meta em 2015. Isto implicará a fundação de milhares de templos por meio de homens e mulheres treinados em centenas de Seminários durante dois anos para ser espalhados por toda a terra.

Líderes em países tais como o Japão, a Índia, El Salvador, Colômbia, Gana, Nova Zelândia, Zimbawe e muitas outras nações comprometeram-se a desenvolver semelhantes programas ou já estão seriamente comprometidos com isto...

Conforme vários dirigentes de Missiologia, a maneira mais direta de completar a Grande Tarefa é encher a terra, as áreas rurais, as regiões e os povoados de congregações evangélicas.

Ao mesmo tempo, um número crescente de missionários estrategistas que estão trabalhando nos diversos setores do mundo, vêm desenvolvendo e levando a termo programas tendentes à mesma meta.
Parece existir o potencial para desenvolver o projeto AMANHECER num movimento de alcance mundial... Pode ser que Deus esteja fomentando tal movimento para apressar a sua segunda vinda. Esta vai sendo preparada pela evangelização mundial" (pp. 8s).
Financiamento de AMANHECER

Eis o que se lê às pp. 37s do fascículo;

"O modelo AMANHECER é relativamente econômico e de financiamento simples.
Financiar o evangelismo e a função de templos não é o problema para o projeto AMANHECER, porque estas atividades são sustentadas pelas Igrejas e as próprias denominações cristãs.
Uma vez que são motivadas pelas atividades de AMANHECER, as comunidades podem por si mesmas financiar seus gastos para atingir as metas traçadas. Deve ser óbvio que os pastores e líderes de Igreja levantem fundos muito mais rapidamente para um projeto que ajudará o desenvolvimento de seu ministério do que para atividades cooperativas que não garantam o acréscimo de membros às suas congregações e o aumento de templos nas denominações cristãs.

Financiar um Congresso de acordo com a experiência prévia é muito mais fácil do que fazer uma grande reunião interdenominacional...

A índole do projeto AMANHECER parece também apelar para as organizações para-eclesiásticas nacionais e internacionais que estejam em condições de ajudar o respectivo financiamento".

Os Treze Passos para o Êxito pp. 39-44 o documento em pauta expõe treze passos ou atitudes e medidas consideradas penhor de êxito para qualquer programa de expansão do Evangelismo. Ei-los:

Passo n.º 1: "Tenha sonhos fantásticos e grandes visões"

As comunidades em crescimento devem ter uma visão mais ampla do que elas mesmas. Alimentem o grande anseio de ver todo o seu país conquistado para Cristo ou de fundar uma Igreja em cada bairro. Quem nutre tais aspirações, trabalha persistentemente até ver a plena realização das mesmas. Diz o livro dos Provérbios: "Quando não há visão, o povo perece" (29, 18).

Passo n.º 2: "Desenvolva, mantenha e utilize uma sólida base de informações".

Diz o sábio: "É vergonha e confusão responder antes de escutar" (Pr 18, 13). É preciso, pois, pisar no chão, evitando devaneios irreais, fantasias emocionais e sentimentais. Em lugar disto, que os arautos do Evangelho: a) ponderem quais pessoas mais receptivas do Evangelho e como melhor podem ser conquistadas; b) avaliem seus recursos, as cotas de crescimento dos mesmos; c) observem as outras comunidades e seu crescimento a fim de adaptar o que lhe for conveniente.

Passo n.º 3: "Trace metas desafiadoras, realistas e comensuráveis".

As metas desafiadoras mobilizam as pessoas e as fazem trabalhar para além de suas expectativas. Sejam metas realistas, pois as idealistas demais podem desapontar as pessoas. Metas comensuráveis, isto é, que possam ser traduzidas em números e datas concretas, pois a verificação matemática do êxito é sempre motivo de regozijo. São citados os textos de Hb 11, 1. 5.
Passo n.º 4: "Assumir as metas traçadas não como algo imposto de fora, mas algo voluntariamente abraçado pelo evangelista".

Sejam, pois, discutidos os objetivos e as etapas sucessivas de determinada estratégia; haja o consenso de todos os interessados, para que todos se identifiquem com os propósitos do grupo.

Passo n.º 5: "Dar nome - e nome significativo - ao programa".

O nome é um estímulo ao trabalho e à criatividade, se ele é adequado. Assim, por exemplo, "Estratégia 100, 1985", "Expansão 100..."...

"Como se sentiriam os seus filhos, se você não lhes tivesse dado nome? Ignorados e insignificantes!" Da mesma forma todo programa necessita de um bom nome.

Documento: 'AMANHECER' (Parte 2)

continuação

Passo n.º 6: "Desenvolver uma estrutura funcional".

Isto quer dizer: e preciso organizar o movimento dando-lhe um bom organograma, uma zelosa gerência e uma solícita administração. Nos Atos dos Apóstolos, cap. 6, verifica-se que o surto e a expansão da Igreja provocaram um problema de governo ou administração, que foi logo resolvido mediante a instituição de novos servidores ou diáconos. Muitos leigos deverão sair da sua inércia e tomar parte ativa na missão da Igreja; isto será penhor de crescimento numérico e espiritual. Haja, por exemplo, líderes para acompanhar o programa na sua globalidade, líderes para coordenar comissões, supervisores dos programas de oração, guardas de arquivos e estatísticas, promotores de publicações, organizadores de momentos de recreação e lazer...

Passo n.º 7: "Confiar na oração e no poder do Espírito Santo".

Há quem se preocupe com números e com a sabedoria humana a ponto de esquecer a obra do Espírito Santo. Ora isto é errôneo. Os programas bem sucedidos são precisamente aqueles que têm sólido respaldo na oração. O livro dos Atos dos Apóstolos abona esta verificação: para receber o Espírito Santo no dia de Pentecostes, cento e vinte discípulos se prepararam pelo jejum e a oração (cf. At 1, 15; 2, 1-4); assim também receberam de Deus a graça da conversão de três mil pessoas no mesmo dia (cf. At 2, 41).

A Aliança Cristã Missionária concebeu o programa "Blanco 400", no qual havia uma Diretora Nacional de Oração, que era membro do Comitê Executivo. Ela ajudou a organizar centenas de células de oração, que se mantiveram muito vivas sob o seu estímulo. Dessas células saíram novos e novos grupos de obreiros leigos dedicados à oração e ao trabalho.

Passo n.º 8: "Manter os membros do Movimento ativos e bem informados".

Descobriu-se que é importante publicar um informativo que noticie os resultados obtidos, os progressos no curso da evangelização, o atendimento às orações. Ponham-se em relevo as façanhas de homens e mulheres que obtiveram êxito notável na obra missionária. Também se recomendam anuários portadores de fotografias, marca-livros, agendas, cartazes... Faz-se, pois, necessário mostrar que de mês a mês e de ano a ano a evangelização faz progressos. Nada há de mais estimulante do que apresentar o êxito obtido até o momento presente.

Passo n.º 9: "Treinar os membros".

Esta é uma tarefa indispensável em todo programa de crescimento. Inclui o treinamento para fundar igrejas, para pastoreá-las, para iniciar e cultivar, estudos bíblicos, para formar líderes de pesquisa e análise, para animar grupos de oração, administrar finanças, desenvolver comunicações, etc.

O treinamento pode ser efetuado em escolas, Seminários, Jornadas apropriadas, de maneira formal e informal.

Passo n.º 10: "Estabelecer normas financeiras prudentes".

É claro que o crescimento de uma comunidade cristã exige gastos extraordinários, que devem ser precisamente avaliados de antemão. Freqüentemente haverá que transferir fundos destinados a projetos de menos importância para atender aos desafiadores apelos da expansão evangélica. Será necessário também recorrer à arrecadação de meios financeiros, o que exigirá esclarecimento e doutrinação para que os crentes se disponham à generosidade.

Passo n.º 11: "Enviar missionários".

Uma comunidade que não consiga expandir-se, deverá ser reforçada pelo envio de missionários de fora. Isto significa que as diversas igrejas tenham os olhos abertos para as demais a fim de poder atender às suas carências, quer nos bairros vizinhos, quer em cidades distantes. A pregação deverá, para tanto, dar especial ênfase à índole missionária do Evangelho, do qual cada crente é um representante.

Quando os Batistas conservadores viram cair suas taxas de crescimento de 20% em 1974 para 12,1 e 12,8 nos anos seguintes, tomaram consciência de que o programa de expansão corria perigo e era necessário definir sérias providências a respeito. Daí o recurso a missionários.

Passo n.º 12: "Avaliar o progresso regularmente".

Só podemos aspirar a metas realistas e concretas, se tomarmos o cuidado de averiguar a relação existente entre as etapas da caminhada e os objetivos da evangelização. Os Batistas conservadores nunca teriam superado o perigo de retrocesso que os ameaçava, se não tivessem verificado que o seu êxito era frustrado; eles tinham uma meta prefixada, matematicamente estabelecida, e averiguaram matematicamente que estavam longe de tal objetivo foi isto que os alertou e levou a procurar reforço.

Os líderes de cada programa devem também estar abertos para os problemas que surjam na execução de cada um dos treze passos aqui relacionados; procurem diagnosticá-los e resolvê-los, utilizando, se for o caso, novas oportunidades e tendências da respectiva comunidade.

A avaliação será feita em circunstâncias muito oportunas se se lhe dedicarem dois ou três dias por ano, em que os interessados se debruçarão conjuntamente sobre programas, estatísticas, relatórios, observações, etc.

Passo n.º 13: "Fazer novos planos".
Um dos aspectos mais alvissareiros para o crescimento até o ano 2000 nas Filipinas é a sucessão de programas de evangelização; mal se está terminando um, devidamente executado, já se tem outro programa, ainda mais grandioso, pela frente.

Sejam recordadas as atividades da Aliança Cristã Missionária: executou o programa "Blanco 400"; depois o programa "Blanco 100.000", que deu lugar ao projeto "Dois, dois, dois" - o que significa: 20.000 igrejas e 2.000.000 de membros para o ano 2000. Outros exemplos poderiam ser citados.

Em cada final de ano, ao se avaliar o projeto de expansão em curso, devem-se traçar normas concretas para o ano seguinte na base de tal avaliação. O mesmo ocorra ao cabo de cada quinqüênio e de cada decênio de execução dos programas de expansão. Desta maneira o evangelismo passa a ser parte integrante e dinâmica da vida das comunidades, em vez de ser uma atividade esporádica ou rotineira.

Conclusão
O projeto AMANHECER, com suas estratégias, interpela vivamente os fiéis católicos, pois neles deve avivar o zelo missionário que Cristo incutiu a todos os seus discípulos desde que estejam em comunhão com Pedro e a sucessão apostólica. Muito oportunamente diz o CELAM: "A leitura e o estudo do projeto evangelista deve fazer que nós, católicos, descubramos o fervor missionário daqueles que semearam a fé há quase quinhentos anos na América Latina. Como diz o S. Padre, trata-se de impulsionar uma nova evangelização" (ver p. 79 deste fascículo).
A nossa época não é pós-religiosa ou não é época que rechance os valores religiosos. Muito pelo contrário; o testemunho do protestantismo e das novas seitas nos transmite a certeza de que o homem contemporâneo é sôfrego de valores transcendentais, pois as promessas do cientificismo, do progresso material e da técnica têm falhado; deixam o cidadão de nossos dias frustrado, a braços com sérias crises, das quais a mais grave é a do sentido da vida. Saber por que e para quem alguém vive é necessidade premente e incontornável de todo ser humano; ora o materialismo não atende adequadamente a tais anseios, pois as suas promessas são mesquinhas de mais para o homem feito com abertura para o Infinito. Somente os valores religiosos podem preencher cabalmente as lacunas do ser humano. Daí a oportunidade que se oferece à Igreja Católica para pregar o Evangelho com a garantia dada por Cristo: "Estarei convosco até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20).

É claro que a pregação da Boa-Nova e os métodos missionários hão de assumir as formas mais apropriadas para falar ao homem de hoje sem prejuízo para o seu conteúdo doutrinário e também sem cair no proselitismo constrangedor; hão de recorrer aos meios de comunicação modernos, que se tornaram habituais entre os homens, as cidades e os países de nossos tempos. Não pode haver timidez a tal propósito. Pregar o Evangelho com eficácia e eloqüência é não somente ato de obediência ao Senhor Jesus, mas também diz a antiga sabedoria grega (a caridade manda que transmitamos aos nossos irmãos todas as coisas boas, entre as quais sobressai a Boa-Nova de Cristo).
Possam, pois, os sinais dos tempos atuais ser apreendidos devidamente pelos fiéis católicos, que assim se deixarão renovar em seu zelo missionário, "a fim de que o mundo creia" (Jo 17,21)!
¹ Proselitismo é a conquista de adeptos mediante promessas e benefícios temporais. Isto constrange o próximo indignamente - (Nota do Tradutor).

¹ Não históricas significa recentes ou contemporâneas. Alusão às denominações protestantes que se vêem multiplicando nos últimos tempos (Nota do Tradutor).


FONTE ELETRÔNICA:



sábado, 2 de abril de 2011

Templos episcopais

Os templos católicos subdividem-se em subcategorias distintas e, conforme as suas características e peculiariedades é podemos determinar a categoria em que cada um deles está enquadrado, conforme veremos a seguir:

1. Basílica - Igreja de grande porte, privilegiada com relíquias de um ou mais santos, e que possua grande influência sobre determinada região geográfica ou país e seu acentuado caráter espiritual que exerce sobre religiosos e leigos de uma jurisdição eclesiástica. A Basílica de São Pedro, por exemplo, reúne estas condições e possui condição ímpar, uma vez que o Papa, como chefe da Igreja, exerce pleno poder e jurisdição eclesiástica sobre todo o mundo católico.

2. Catedral - É a Igreja episcopal, cujo dirigente maior é o Bispo que exerce sobre os Párocos das igrejas de sua diocese, repassando, com sua autoridade eclesiástica, as diretrizes firmadas pelo Papa. Nas catedrais é que são sepultados os bispos de uma determinada Diocese e esta é a condição para que uma igreja seja designada "Catedral".

3. Igreja - É um templo católico, normalmente, com qualidade de Paróquia, onde o Vigário e/ou Pároco, exercendo sua autoridade religiosa, confirma e repassa as instruções episcopais aos religiosos ou fiéis que estão sob sua jurisdição eclesiástica.

4. Capela - Templo católico que comporta, normalmente, só um altar, caracterizada pela sua modesta estrutura física, onde o padre exerce suas funções, normalmente de forma itinerante, estando subordinada e pertencendo a determinada paróquia.

5. Santuário - Igreja ou paróquia digna de apreço pelas relíquias que contém, normalmente do padroeiro de uma cidade ou Estado, pela afluência de devotos ou sinais visíveis de grandes graças daí obtidas.

FONTE ELETRÔNICA:

Grandes datas da Bíblia

ANTIGO TESTAMENTO

Datas antes de Cristo

HISTÓRIA SAGRADA

ANOS

MUNDO EXTERIOR

ABRAÃO em Canaã + 1850

CALDÉIA: Rei Hamurabi

MOISÉS - Passagem do Mar Vermelho. Os Hebreus no deserto. A Lei, no Sinai + 1250

EGITO: Ramsés II

JOSUÉ - Tomada de Jericó. Conquista da Palestina. período dos Juízes. + 1200

GRÉCIA: guerra de Tróia

Agamenom

SAMUEL -

SAUL - rei

DAVI

SALOMÃO

+ 1000



Divisão do reino 930

JUDÁ

ISAÍAS
MIQUÉIAS

ISRAEL

Elias
Eliseu

Amós, Oséias

Queda de Samaria

+ 875

753
722

ITÁLIA - Fundação de Roma

ASSÍRIA: Sargon II

JEREMIAS, SOFONIAS,

NAUM, HABACUC,

EZEQUIEL

700

612
600

Senaquerib

Queda do império assírio
Primeiro Cerco de Jerusalém

598

BABILÔNIA - Nabucodonosor

Queda de Jerusalém 587

Exílio dos Hebreus em Babilônia

Edito de Ciro 538

PÉRSIA: Ciro conquista Babilônia

Retorno dos Judeus à Palestina

ZOROBABEL

536

AGEU, ZACARIAS

ABDIAS

490

GRÉCIA: Batalha de Maratona

MALAQUIAS, NEEMIAS,

JOEL

ESDRAS
450
405

398

333

MACEDÔNIA: Alexandre Magno

ITÁLIA: Guerras púnicas

Dominação Grega

ANTÍOCO EPÍFANES 175

Revolta de JUDAS MACABEU

POMPEU conquista a Palestina 63

Período Romano
31
Batalha de Actiun - César Augusto, imperador
Nascimento de JESUS + 5 

NOVO TESTAMENTO
Datas depois de Cristo HISTÓRIA SAGRADA

ANOS

MUNDO EXTERIOR
14

Tibério, imperador
Morte de JESUS, sob Pôncio Pilatos + 30

Conversão de São Paulo 36

Prisão de São Paulo

54

60

Nero, imperador

Destruição de Jerusalém 70


Referência Bibliográfica: Bíblia Sagrada, 94ª. Edição, Editora Ave-Maria Ltda, 1995.

O Ano Eclesiástico

INTRODUÇÃO

O Ano Eclesiástico é o período do tempo que a Igreja Católica representa aos fiéis a obra da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa comemoração se realiza por meio das épocas religiosas e festas que instituiu, inspirada pelo Divino Espírito Santo.

É diferente do ano civil e comercial, que começa no dia 1º de janeiro. O início do ano eclesiástico não está determinado por um dia fixo do ano civil; começa com o primeiro domingo do advento e termina com a última semana depois de Pentecostes.

Assim, o ano eclesiástico divide-se em três grandes épocas, baseadas em três ciclos: Natal, Páscoa e Pentecostes, nesta ordem. A grade abaixo, representa todas estas festas, onde constam os Evangelhos próprios de cada tempo e significados dos ciclos. As leituras em texto verde negrito são fixas para todos os anos e os demais variam conforme os anos litúrgicos A, B e C. (Mudam a cada 1º Domingo do Advento)

Este ano estamos no ano litúrgico A. A partir do 1º. Domingo do Avento, inicia o ano litúrgico B

Leituras do ano litúrgico B, com início no 1º Domingo do Advento de 2005

TEMPO DO ADVENTO (Preparação para o Natal - 4 domingos antecedentes)
Domingos/comemorações Evangelho

Leituras

I Domingo Oração e vigilância Mc 13, 33-37

Ler o Evangelho

II Domingo A missão de São João Batista Mc 1, 1-8

Ler o Evangelho

III Domingo Testemunho de São João Batista Jo 1, 6-18

Ler o Evangelho

IV Domingo Anunciação do Anjo a Nossa Senhora Lc 1, 26-38

Ler o Evangelho

Imaculada Conceição Comemora-se dia 08 de dezembro Lc 1, 26-38 Ler o Evangelho

ÉPOCA DO NATAL

Vigília de Natal (24/12) Nascimento de Jesus Mt, 1, 1-25 ou Mt 1, 18-25 Ler o Evangelho

Festa de Natal (25/12) Evangelhos das 3 Missas

De dia

Evangelho da 1ª Missa - Nascimento de Jesus na Gruta Lc 2, 1-14

Ler o Evangelho

Na Aurora

Evangelho da 2ª Missa - Predição do Velho Simeão Lc 2, 15-50

Ler o Evangelho

À noite

Evangelho da 3ª Missa - E o Verbo se fez carne Jo 1, 1-14

Ler o Evangelho

Dias 26, 27 e 28/12 Santo Estevão (26), S. João Evangelista (27) e Sts Mártires Inocentes (28)

OITAVA DA FESTA DO NATAL (Cai no dia 1º. de Janeiro)

Circuncisão de Jesus e

Circuncisão do Senhor, quando recebeu o nome de Jesus Lc 2, 16-21 Ler o Evangelho

Santa Mãe de Deus

Maternidade Divina de Maria Santíssima - Dogma

No 1º domingo seguinte vem a Epifania e no dia 06 de janeiro, Santos Reis e por fim o Batismo do Senhor

Epifania

Manifestação de Deus no mundo - adoração reis Magos Mt 2, 1-12 Ler o Evangelho

Santos Reis

Comemora-se 06 de janeiro Mt 4, 12-17 Ler o Evangelho

*Batismo do Senhor

Fim da época de Natal - Início do Tempo Comum Mc 1, 7-11 Ler o Evangelho

*Obs: No primeiro domingo após a Epifania comemora-se o Batismo do Senhor, marcando o início do Tempo Comum. Cessa o tempo comum na quarta-feira de cinzas, quando inicia um novo ciclo, o ciclo quaresmal (São "domingos da quaresma"). O tempo comum reiniciará só no 1º Domingo após Pentecostes.

ÉPOCA DA QUARESMA

Quarta-feira de cinzas

O Evangelho fala do modo de jejuar

Mt 6, 16-21

Ler o Evangelho

I Domingo da Quaresma

Jesus jejua por 40 dias

Mc 1, 12-15

Ler o Evangelho

II Domingo da Quaresma

Transfiguração de Jesus sobre o monte Tabor

Mc 9, 2-10

Ler o Evangelho

III Domingo da Quaresma

Jesus expulsa os vendilhões do Tempo

Jo 2, 13-25 Ler o Evangelho

IV Domingo da Quaresma

Cristo, Luz do mundo Jo 3, 14-21 Ler o Evangelho

V Domingo da Quaresma

Glorificação do Filho do Homem Jo 12, 20-33 Ler o Evangelho

Domingo de Ramos

A última Páscoa Mc 14, 1-15 Ler o Evangelho

Quinta-feira Santa

Jesus lava os pés dos discípulos Jo 13, 1-5 Ler o Evangelho

Sexta-feira Santa

Jesus, ante Caifás e Pilatos Jo18,1-19,42 Ler o Evangelho

Sábado de Aleluia

De luto, a Igreja propõe o Evangelho da Ressurreição Mc 16, 1-7 Ler o Evangelho

Páscoa do Senhor

Cristo venceu e ressuscitou dos mortos Lc 24, 13-35 Ler o Evangelho

OITAVA E OS DOMINGOS DEPOIS DA PÁSCOA

II Domingo de Páscoa Aparição de Jesus aos Apóstolos Jo 20, 19-31 Ler o Evangelho

III Domingo de Páscoa Jesus ressuscitado entre os discípulos Lc 24, 35-48 Ler o Evangelho

IV Domingo de Páscoa O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas Jo 10, 11-18 Ler o Evangelho

V Domingo de Páscoa A Videira e os ramos Jo 15, 1-8 Ler o Evangelho

VI Domingo de Páscoa "Que vos ameis uns aos outros" Jo 15, 9-17 Ler o Evangelho

Ascensão do Senhor "Estarei convosco até a consumação dos séculos" Mt 28, 16-20 Ler o Evangelho

- No domingo seguinte à Ascensão do Senhor, vem o Domingo de Pentecostes. É o fim do tempo da Páscoa. A preparação para a festa de Pentecostes, compreende o período entre o Domingo da Ascensão até o Domingo de Pentecostes (Significado de Pentecostes - Penta = 50, ou seja, a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos 50 dias após a ressurreição de Jesus).

ÉPOCA DE PENTECOSTES

Festa de Pentecostes Os Apóstolos recebem o Espírito Santo Jo 20, 19-23 Ler o Evangelho

OITAVA DA FESTA DE PENTECOSTES

*Santíssima Trindade Batizai, invocando a Santíssima Trindade. Mt 28, 16-20 Ler o Evangelho

* Aqui reinicia o Tempo Comum. A letra dominical só irá mudar no 1º domingo do Advento.

APÓS PENTECOSTES

*Corpus Christi "Corpo de Deus" Mc 14, 12-16 Ler o Evangelho

*Corpus Christi (Significa "Corpo de Deus") e comemora-se na quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade

*Sagrado Coração de Jesus "Contemplarão aquele que transpassaram" Jo 19, 31-37 Ler o Evangelho

*Comemora-se na oitava de Corpus Christi, ou seja, na sexta-feira da semana subseqüente. A Igreja estabeleceu junho como mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.





Tempo Comum até o próximo Advento, quando a letra do ano litúrgico mudará para "C", conseqüentemente com mudança dos Evangelhos do dia (à exceção das leituras em negrito verde, na grade acima, pois são leituras fixas)